Analise-da-Balanca-Comercial-Brasileira-Ano-2006 - Cópia

Analise-da-Balanca-Comercial-Brasileira-Ano-2006 - Cópia

(Parte 1 de 3)

Em 2006 a balança comercial brasileira de pescados apresentou uma redução de 10% no valor das exportações e um crescimento das importações da ordem de 49%, tornando a balança comercial negativa, o que não acontecia desde 2000. Esta mudança vem ocorrendo devido à valorização do real frente ao dólar desde 2002, aos altos custos dos insumos como óleo diesel, energia elétrica e mão-de-obra. A valorização cambial tem contribuído para que produtos importados tornem-se bastantes atrativos no mercado nacional tanto para as empresas processadoras quanto para os consumidores finais.

Ao final do ano de 2002 a cotação estava no seu patamar máximo com preços médios em R$ 3,60. Ao final do ano de 2006 houve uma desvalorização de quase 40%, com a cotação chegando a R$ 2,20. Vale ressaltar que os preços no mercado internacional são determinados em dólar.

O preço médio dos produtos brasileiros exportados valorizou-se, passando de 4,15 US$/kg para 4,94 US$/kg.

respectivamente

Os principais produtos exportados são os camarões, representando 4% das exportações, as lagostas com 23% do valor total e os peixes congelados, com 12%. Os principais mercados importadores são EUA, Espanha, França, Japão e Portugal

Também contribui para a redução de nossas exportações as incertezas resultantes das novas exigências do mercado Europeu.

As importações brasileiras estão relacionadas às duas épocas de maior consumo:

pescarias e o aquecimento do mercado interno em preparação para o Natal e Páscoa

Páscoa e Natal, enquanto que as exportações sobem no segundo trimestre, depois dos principais eventos comerciais de pescados, na abertura da temporada de lagosta e outras pescarias. As exportações caem no último trimestre, com o inicio do defeso de algumas

O Chile ultrapassou a Argentina como segundo maior exportador de pescados para o Brasil, fruto do crescimento do consumo interno do salmão. A Venezuela, devido a sua política de impedir a exportação de sardinha congelada para o Brasil iniciada em outubro de 2005, perdeu o posto de quarto maior exportador de pescados para o Marrocos, que agora é o principal exportador de sardinha para o Brasil.

Exportação Total Brasil:

Importação Total Brasil:

Balança Comercial Brasileira de Pescados

Mi l hõe s

Exportacoes Importações Balança Comercial

Balança Comercial Brasileira 2006 – Mês a Mês

Mês Exportação Importação Saldo

Corrente de Comércio

Cotação Dolar 2001 a 2006

Data

R$:1US$

exportações, as lagostas com 23% do valor total e os peixes congelados, com 12%

Os principais produtos exportados são os camarões, representando 4% das

posições como segundo a quinto maiores importadores de pescados brasileiros

Os Estados Unidos continuam como principal importador de pescados brasileiros, enquanto que Espanha, Franca, Japão e Portugal continuam mantendo as suas respectivas

Brasileiro em 2004

O camarão, principal produto de exportação brasileiro, continuou com uma redução de participação nas exportações nacionais, passando de 48% em 2005 para 4% em 2006. Vale ressaltar que o camarão chegou a corresponder a mais de 5% das exportações brasileiras antes do processo de antidumping estabelecido pelos EUA contra o camarão

As exportações de lagosta tiveram aumento em valor devido ao aumento do preço médio do produto exportado pelo Brasil embora tenha ocorrido uma leve redução no volume exportado. 95% do valor total das exportações de lagosta têm como destino os Estados Unidos.

A Região Nordeste responde por 60% do valor total das exportações de pescado brasileira, sendo a principal região de cultivo de camarões e captura de lagosta do Brasil. Em seguida temos a região Norte com cerca de 20% deste valor, tendo o Pará como seu principal representante, região Sudeste com 10% e Sul, com apenas 8% do valor total.

Principais Pescados Exportados

CAMARÕES LAGOSTAS PESCADOS CONGELADOS PESCADOS FRESCOS Outros

Distribuição das Exportação por País 37%

ESTADOS UNIDOS ESPANHA FRANCA JAPAO PORTUGAL HOLANDA MARTINICA Outros

Exportação por Estado:

US$ FOB Peso Líquido(Kg) Participação por valor

As exportações de camarão inteiro foram da ordem de U$ 124 milhões, com um volume de 30 mil toneladas, equivalente a U$ 4,12/kg. Tendo como principais exportadores os estados do Ceará e Rio Grande do Norte, respondendo juntos por 75% do volume das exportações deste produto. Houve uma mudança entre os principais mercados de destino deste produto, em 2006. A França, com 45% da receita gerada, ultrapassou a Espanha, que em 2006 importou ao equivalente a 42% do total, tornando-se a principal importadora brasileira de camarão inteiro.

Além das exportações de camarão inteiro, as exportações de camarão rosa do estado do Pará tiveram um expressivo aumento de 64% na receita das exportações, passando de U$ 13,9 milhões em 2005, para U$ 2,9 milhões em 2006. Tendo como seus principais destinos: Japão (U$ 10 milhões), França (U$ 4,5 milhões), Bélgica, Estados Unidos, Martinica (U$ 2,0 milhões cada).

Cortesia: ABCC

Valor das Exportações de Camarão Congelado do Brasil em 2006 (US$ 154,4 milhões)

AFRICA 0% US$ 0,123 mi

AM. LATINA 3% US$ 5,0 mi

ASIA 8% US$ 12,5 mi

US$ 3,4 mi C. EUROPÉIA

87% US$ 133,3 mi

Cortesia: ABCC Exportações do Brasil de camarão congelado por estado

Cortesia: ABCC

PREÇOS MEDIO DE EXPORTAÇÃO DO CAMARÃO INTEIRO CONGELADO DO BRASIL PARA A EUROPA EM 2006

Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez

CE62.077 15.167 51.24312.825 3,2%37,8%-17%-15%4,094,009,968,69-2%-13%
RN63.224 15.962 43.85810.899 28,4%32,1%-31%-32%3,964,029,648,762%-9%
PA19.716 2.159 32.9093.520 21,3%10,4%67%63%9,139,3522,2220,352%-8%
PE16.749 4.343 1.7843.121 7,6%9,2%-30%-28%3,863,789,388,2-2%-12%
BA13.067 3.765 8.0622.220 5,2%6,5%-38%-41%3,473,638,447,905%-6%
PI3.7601.055 3.315 905 2,1%2,7%-12%-14%3,563,668,677,973%-8%
SP2.924234 2.344 164 1,5%0,5%-20%-30%12,4914,3230,3831,1715%3%
PB5.0921.365 396 107 0,3%0,3%-92%-92%3,733,719,088,07-1%-1%
RS2.792683 344 137 0,2%0,4%-8%-80%4,092,519,955,46-39%-45%
SC1.915268 157 21 0,1%0,1%-92%-92%7,167,5317,4116,385%-6%
AL712 - - 3,247,8
ES4910 - - 5,0012,17MédiaMédia

Var 06 vs 05 %Var 06 vs 05 %US$/KgR$/Kg

As exportações brasileiras de lagosta têm se mentido estáveis nos últimos anos entre duas e quatro mil toneladas. O preço da lagosta tem subido no mercado internacional, elevando o valor de nossas exportações de lagosta. Das 2 mil toneladas exportadas em 2006, com receita de U$ 82 milhões, 95% tiveram como destino os Estados Unidos. Houve um aumento no valor médio final do produto de 2%, passando de U$ 32,95/kg para U$ 40,38/kg.

mercadológicas externas

A partir da adaptação das embarcações pesqueiras brasileiras para trabalhar com a captura de polvo através da utilização de vasos, ocorrida entre 2002 e 2004, houve um imenso salto nas exportações brasileiras de polvo. Hoje os exportadores retornam aos patamares originais de exportação com a captura mantendo-se ainda em níveis elevado. Os números sugerem uma queda no preço médio do produto no mercado externo, portanto devemos concluir que houve um incremento no consumo interno de polvo a partir de condições

Exportações Polvo:

Periodo US$ FOB Peso Líquido(Kg) Preco Médio

Pargo e Corvina

Dentre as 17 mil toneladas, equivalentes a U$ 42,1 milhões, o pargo representa 3% da receita com U$ 14 milhões e um preço médio de U$ 4,07/kg. Em seguida, com 10% da receita de exportação com U$ 4 milhões e 2,5 mil toneladas vêm as corvinas. 14% da receita é gerada com a exportação de polvo e peixe-sapo, tendo o último preço médio de U$ 5,94/kg, maior entre os peixes congelados e o polvo com preço médio de U$ 3,57/kg.

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