Curso de Maquete Didatica

Curso de Maquete Didatica

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maquete didatica

Curso de

Neiane Panazio Patricia Fereira

Neianne Panazio & Patricia Ferreira Curso de Maquete DidÆtica p.2

INTRODUO 4 TIPOS DE MAQUETE 5 ESCALA DE TRABALHO 6

FASES DE DESENVOLVIMENTO 7

O PROJETO 7 PLANIFICAO 8 CORTE 8 MONTAGEM E ACABAMENTOS PARCIAIS 8 MONTAGEM E ACABAMENTO FINAL 9

DESENVOLVIMENTO DA MAQUETE 10

PLANIFICAO E CORTE 10

Paredes (estrutura): 10 Lajes de piso e teto: 1 Revestimento: 1 Telhado: 1 Esquadrias: 16 Terreno: 16

MONTAGEM 17

Paredes: 17 Estrutura em pilares ou vigas: 17 Revestimentos: 18 Esquadrias, balcıes e grades: 20 Terrenos: 2 Vegetaçªo: 23 Ruas e calçadas: 24 Espelhos d Ægua: 24 Outros complementos: 25

DICAS E RECOMENDAÕES 26

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MATERIAIS E FERRAMENTAS 28

FERRAMENTAS 28

Ferramentas de corte: 28 Outras ferramentas: 28

MATERIAIS 29

Material base para a maquete (estrutura): 29 Material para acabamento: 29 Instrumentos e materiais auxiliares: 30

ALGUMAS TÉCNICAS ARTESANAIS 31

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Maquete Ø um modelo em escala reduzida de uma obra ou projeto de arquitetura, design, engenharia, topografia, cenografia etc. Pode ser usada como esboço ou peça de estudo destes projetos, ou para sua apresentaçªo e divulgaçªo. Em casos mais raros, a maquete pode ser tambØm um modelo ampliado.

A quantidade de detalhes, o tipo de material utilizado e as dimensıes de trabalho serªo escolhidos de acordo com o objetivo ou finalidade da maquete. Maquetes para apresentaçıes profissionais ou exposiçıes comemorativas sªo normalmente feitas com material mais durÆvel e de melhor qualidade e impacto visual, com o mÆximo de detalhamento a fim de que se aproximem o mais possível do real. JÆ as maquetes de estudo sªo feitas com materiais mais fÆceis de manusear, e , em geral, mais baratos.

É importante lembrar que assim como na elaboraçªo de projetos, a produçªo de uma maquete tambØm obedece a determinantes artísticos. A escolha do grau de detalhamento, dos materiais, cores e texturas, tanto podem obedecer à realidade do projeto quanto contrariÆ-lo.

Com esta apostila pretendemos apresentar alguns conhecimentos bÆsicos para que o iniciante possa desenvolver seus primeiros modelos (maquete didÆtica), que se diferem da maquete profissional principalmente pelo tipo de material utilizado.

Os conhecimentos prØvios em cada Ærea de atuaçªo tŒm destacada importância para que o produto final seja relevante e valorize o projeto.

Os exemplos e a própria organizaçªo da apostila estªo voltados para a Ærea de edificaçıes e arquitetura, mas podem ser aplicados a diferentes Æreas.

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As maquetes podem ser de vÆrios tipos, conforme o que visam representar:

MAQUETES TOPOGRFICAS: representam terrenos, loteamentos ou projetos paisagísticos.

MAQUETES DE EDIFICAÕES: representam uma ou mais estruturas construídas, de exterior ou interior, com grau variado de detalhamento. Podem ainda ser de elementos ou projetos urbanos.

MAQUETES ESPECFICAS: representam elementos de alguma Ærea específica, como design, projeto de equipamentos, mobiliÆrio, objetos etc.

Quanto ao seu propósito, as maquetes podem ser ainda:

MAQUETES DE ESTUDO: executadas no início ou durante o processo de criaçªo do projeto. Servem de auxílio para definiçªo de formas, facilidade de execuçªo ou mesmo viabilidade do projeto.

MAQUETES DE EXECUO: de uso mais restrito, servem para estudo ou esclarecimento de algum elemento ou processo específico que pode vir a causar dificuldades na execuçªo do projeto.

MAQUETES DE APRESENTAO: para uso em concorrŒncias, ou na comercializaçªo de um projeto.

MAQUETES PARA EXPOSIO: representam edificaçıes históricas ou com relevante significado artístico ou social; assim como, em outras Æreas, projetos de significativa importância (como uma oleoduto, uma plataforma de petróleo etc.). os materiais utilizados sªo mais nobres, durÆveis e resistentes.

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A escolha da escala depende da finalidade da maquete, do grau de detalhamento desejado e, mesmo, do tempo disponível.

Formas paisagísticas ou de implantaçªo (jardins, praças, loteamentos, condomínios): de 1/100 atØ 1/5000.

Unidade ou conjunto arquitetônico: de 1/200 (pouco detalhada) atØ 1/50.

Interiores e cenografia: 1/10 atØ 1/50. Design, estudo de produto, protótipos, objetos de arte: de 1/1 atØ 1/10.

Embora as escalas mais comumente usadas sejam aquelas recomendadas pela ABNT como as citadas acima -, nªo se deve desprezar outras escalas para casos específicos.

Em ordem de decrescente de tamanho, tŒm-se as escalas: 1/10, 1/12.5, 1/15, 1/20, 1/25, 1/331/3 (ou 3/100), 1/40, 1/50, 1/75 etc.

Os protótipos podem mesmo ser construídos na escala real, 1/1, dependendo de sua finalidade.

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Tendo escolhido a escala de trabalho, o desenvolvimento da maquete serÆ feito em diversas fases, que podem variar, dependendo do tipo de maquete que se deseja representar.

O projeto

Antes de dar início à maquete Ø necessÆrio ter disponíveis desenhos relativos ao projeto. Caso estes desenhos nªo estejam prontos, ou estejam feitos em escala diferente, deve-se reservar um tempo para sua execuçªo na escala correta. Abaixo estªo descritos diferentes desenhos referentes à maquete de arquitetura ou engenharia. Nas demais Æreas, deve-se adaptar os desenhos de acordo com a necessidade.

Planta baixa: desenho das paredes de contorno (fachadas) e das paredes internas quando necessÆrio. Planta de localizaçªo ou de situaçªo: posiçªo da construçªo no terreno, piscina, edículas, jardins, localizaçªo de rios, curvas de nível, lagos etc. Fachada: desenho das paredes externas da construçªo, com a representaçªo de aberturas e recortes, assim como a inclinaçªo da cobertura quando necessÆrio. Planta de cobertura: representaçªo do telhado, terraço, chaminØs, e outros detalhes.

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