Filos Invertebrados

Filos Invertebrados

(Parte 1 de 2)

UNIVERSDADE ESTADUAL DO MARANHAO – UEMA

CENTRO DE ENSINO SUPERIOR DE IMPERATRIZ - CESI

CURSO DE BIOLOGIA

WALTERLAN BARROS

ZOOLOGIA DOS INVERTEBRADOS

IMPERATRIZ - MA

2010

WALTERLAN BARROS

ARTIGO: OS FILOS & SUPER FILOS

Filo Echiura

Filo Sipuncula

Super Filo Chaetognatha

Super Filo Lofoforados

IMPERATRIZ - MA

2010

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO....................................................................................................04

1.1 FILO ECHIURA................................................................................................05

1.2 MORFOLOGIA.................................................................................................00

1.3 FISIOLOGIA.....................................................................................................00

1.4 DEMORFISMO SEXUAL.................................................................................00

1.5 TAXONOMIA...................................................................................................00

1.6 FILO SIPUNCULA..........................................................................................00

1.7 MORFOLOGIA.................................................................................................00

1.8 FISIOLOGIA.....................................................................................................00

1.9 REPRODUÇÃO................................................................................................00

1.10 TAXONOMIA..................................................................................................00

2.1 SUPER FILO CHAETOGNATHA....................................................................00

2.2 MORFOLOGIA.................................................................................................00

2.3 FISIOLOGIA.....................................................................................................00

2.4 REPRODUÇÃO E DESENVOLVIMENTO........................................................00

2.5 FILOGENIA E CLASSIFICAÇÃO......................................................................00

2.6 TAXONOMIA....................................................................................................00

2.7 SUPER FILO LOFOFORADOS.......................................................................00

2.8 FILO PHORONIDAS........................................................................................00

2.9 FILO BRACHIOPODA......................................................................................00

2.10 FILO BRYOZOA.............................................................................................00

3.1 TAXONOMIA....................................................................................................00

REFERÊNCIAS......................................................................................................20

  1. INTRODUÇÃO

Os invertebrados são responsáveis por mais de 99% dentre todas as espécies de animais e, ainda que menos de um milhão das espécies viventes tenha sido descrito até hoje, o número total das espécies animais na Terra pode ultrapassar 30 milhões. O que nos leva a crer com base no que tem atualmente descrito, identificado e estudado, que a maioria das espécies ainda não foi sequer descoberta.

Outra maneira de simplificar a diversidade dos invertebrados é determinar as relações evolutivas existentes entre os grupos dos animais, criando uma árvore evolutiva. E o primeiro passo é justamente reunir características exclusivas de um determinado grupo.

A história evolutiva de um determinado grupo é denominada FILOGENIA. A representação diagramada ou esquematizada (ou de qualquer outra forma) desta filogenia é chamada de árvore filogenética.

Na diversidade dos invertebrados é preciso considerar o plano animal dentro dos princípios funcionais. Quando isso acontece é necessário tentar entender como os princípios fundamentais da física e da química irão impor limites aos planos estruturais. Um exemplo básico disso é o vôo. Para voar é preciso uma asa, para planar e dar sustentação. É a física dando auxílio e limites à um determinado animal. Em um nível mais derivado estão os princípios da fisiologia, desenvolvimento e ecologia.

A pesquisa biológica deu um passo importante nos últimos anos: o estabelecimento do sistema natural. Os objetivos desse sistema são a produção do conhecimento das espécies e o arranjo delas em um padrão de hierarquia. E mais uma vez o conceito de filogenia pode ser aplicado aqui por levar-se em consideração o padrão das relações ou afinidades evolutivas.

1.1 FILO ECHIURA

Echiura (Gr. Ecbis, vibora, serpente, + oura, cauda) são invertebrados marinhos bentónicos encontrados em todos os oceanos e em todas as profundidades, desde a zona intertidal até às fossas abissais.

São vermes com tamanhos desde alguns milímetros até cerca de 20 cm, com o corpo não segmentado; no entanto, são considerados filogeneticamente próximos dos anelídeos, por partilharem o mesmo tipo de larva "trocófora". A parte anterior do corpo é um probóscide não retrátil, que muitas espécies usam para aspirar partículas de sedimento, donde retiram o alimento. Possuem ganchos na parte posterior do corpo.

Muitas espécies, como Thalassema, Urechis e Ikeda, ocupam galerias em forma de U na areia e no lodo; outras vivem em fendas de rochas e corais. Os equiúros variam de aproximadamente 1cm (Lissomyema) a mais de 50cm (Urechis) de tamanho (comprimento do tronco). A maioria vive em águas rasas, mas alguns vivem a grandes profundidades oceânicas. Já foram descritas aproximadamente 150 espécies de equiúros. Podem ser importantes na dietas de alguns peixes.

Os sexos são separados em equiúros e, em Bonelliidae, o dimorfismo sexual é muito pronunciado. Os gametas são liberados na água do mar onde ocorre a fertilização. O desenvolvimento é indireto.

A reprodução de Bonellia difere de todos os equiúros. Um macho anão, com o corpo diminuto e ciliado habita permanentemente o saco genital ímpar da fêmea.

1.2 MORFOLOGIA

O corpo dos equiúros é cilíndrico e algo em forma de salsicha, anteriormente à boca está uma probóscide extensível achatada que, ao contrario, não pode ser retraída no tronco. Os equiúros são freqüentemente chamados de “verme colher” devido à forma da probóscide de algumas espécies quando está contraída.

Um lóbulo cefálico, provavelmente homologo ao prostômio dos anelídeos.

1.3 FISIOLOGIA

Um par de sacos anais pode possuir uma função de excreção ou osmorregulacao. A maioria dos equiúros tem um sistema circulatório fechado com sangue em corpúsculos celomáticos e certas células do corpo. Dois a muitos nefridios servem principalmente como gonodutos. Um anel nervoso está ao redor da faringe e se dirige anteriormente na probóscide, e há um cordão nervoso ventral. Não há nenhum órgão sensorial especializado.

Os sexos são separados, com uma única gônada em cada sexo. As células sexuais maduras saem das gônadas e deixam a cavidade do corpo através dos nefridios, e a fertilização e normalmente extrema.

1.4 DIMORFISMO SEXUAL

É pronunciado em algumas espécies, com o individuo feminino sendo muito maior. Bonella tem um dimorfismo sexual extremo, e os minúsculos machos vivem sobre o corpo da fêmea ou nos nefrídios da mesma. A determinação do sexo em Bonellia é muito interessante.

As larvas livrem – natantes não são diferenciadas sexualmente. Aquelas larvas que assentam sobre a proboscídeo de uma fêmea tornam – se machos (1 a 3 mm de comprimento).

Cerca de 20 machos são geralmente encontrados em uma única fêmea. As larvas que não tem contato com uma probóscide feminina se metamorfoseiam em indivíduos femininos. O estimulo para desenvolvimento em machos é, aparentemente, um hormônio produzido pela proboscídeo feminina.

    1. TAXONOMIA

 

Reino: Animalia

Sub reino: Metazoa

Filo Echiura

    Ordem Echiuroinea    Ordem Xenopneusta    Ordem Heteromyota

Número de espéciesNo mundo: 130No Brasil: 9

Grego: echis = víbora; latim: ura = cauda

Nome vernáculo: echiuro

    1. FILO SIPUNCULA

  Consiste em vermes marinho seu habitats ocupados pelas diferentes espécies são bastante diversos. Consegue-se encontrar representantes de vários gêneros cavando-se na areia ou no lodo da região do estirâncio, bem como na do início do infralitoral. Após treinamento intensivo, é possível identificar na areia ou no lodo as aberturas das galerias construídas por esses "vermes". Uma mesma espécie pode ocupar diferentes substratos e/ou uma combinação deles: sob pedras, algas e briozoários; em areia grossa ou fina; no lodo; entre raízes de fanerógamas marinhas; entre bancos de mexilhões; entre tubos de poliquetas coloniais; em galerias escavadas no coralo morto, estando essas condições protetoras sujeitas à águas calmas ou turbulentas. Espécies pequenas (até cerca de 10cm de comprimento) encontram-se geralmente a poucos centímetros da superfície; espécies maiores (50cm de comprimento ou mais) podem cavar galerias que alcançam 80cm de profundidade.

Os Sipuncula ocorrem em todos os mares, quentes ou frios, desde a região entre marés até profundidades tão grandes quanto 8.210m (Brunn, 1956).

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