Enfermagem em saude coletiva

Enfermagem em saude coletiva

(Parte 3 de 7)

- Melhorias no sistema de saneamento básico das regiões de risco.

- Eliminação do hospedeiro intermediário(Caramujo).

- Distribuição de cartilhas sobre a doença à população.

Diagnóstico :de infecção de esquistossomose é importante saber se a pessoa esteve em alguma área onde há registro de casos da doença, além dos sintomas apresentados desde então. Além disso, exames de fezes e urinas são essenciais. Recentemente há exames que detectam no sangue a presença de anticorpos que atuam contra o parasita.

5.9-MALÁRIA

A malária é uma das mais importantes doenças tropicais do mundo e apresenta-se bastante difundida no mundo. Essa doença caracteriza-se por desencadear acessos periódicos de febres intensas que debilitam profundamente o doente. A malária provoca lesões no fígado, no baço e em outros órgãos, além de anemia profunda devido à destruição maciça dos glóbulos vermelhos que são utilizados pelo Plasmodium para reproduzir-se.

Tipos de Plasmodium que são transmitidos por diferentes espécies de mosquito.

Protozoário Tipo de malária Ciclo (duração) Plasmodium vivax terça benigna 48 horas Plasmodium malariae quartã 72 horas Plasmodium falciparum terçã maligna (fatal) 24 a 48 horas

Profilaxia da Malária (Prevenção)

•Drenando-se valas e banhados, as fêmeas dos mosquitos não terão mais local apropriado para a postura;

•A criação de peixes larvófagos, isto é, que se alimentam de larvas dos mosquitos, produz bons resultados;

•O uso de repelentes e a utilização de tela nas janelas impedem que os mosquitos se aproximem do homem;

•Evitar o acúmulo de pneus velhos, latas, vasos e outros recipientes que armazenam água, possibilitando a reprodução do mosquito.

•Certas árvores, como o eucalipto podem ser usadas como plantas drenadoras, porque absorvem muita água do solo. Não havendo água estagnada, as fêmeas dos mosquitos não terão local adequado para a postura;

•Educação sanitária e o tratamento medicamentoso (alcalóides) dos enfermos são medidas indispensáveis. Ainda não há vacina contra a malária.

Tratamento : visa principalmente a interrupção da esquizogonia sangüínea, responsável pela patogenia e manifestações clínicas da infecção. Entretanto, pela diversidade do seu ciclo biológico, é também objetivo da terapêutica proporcionar a erradicação de formas latentes do parasita no ciclo tecidual (hipnozoítos) do P. vivax, evitando assim as recaídas tardias. Além disso, a abordagem terapêutica de pacientes residentes em áreas endêmicas, pode visar também à interrupção da transmissão, pelo uso de drogas que eliminam as formas sexuadas dos parasitos. Para atingir esses objetivos, diversas drogas com diferentes mecanismos de ação são utilizadas, tentando impedir o desenvolvimento do parasito no hospedeiro. O Ministério da Saúde através de uma política nacional de medicamentos para tratmento da malária, disponibiliza gratuitamente essas drogas em todo o território nacional através das unidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

5.10-CAXUMBA

É uma doença contagiosa ocasionada por vírus, estes são transmitidos por gotas de espirros, tosse ou por contato direto.

Sintomas :Os sintomas são inchaço da glândula parótida em frente a orelha, dor na glândula inchada com tato ou pressão, dor aumentada com a mastigação, febre acima de 37ºC, dores de cabeça, e garganta inflamada. É uma doença de transmissão respiratória e que ataca normalmente as crianças.

A caxumba é uma doença inofensiva, porém pode provocar complicações como inchaço nos testículos e ovários, e em casos raros resultar em esterilidade. O coração e as articulações (juntas) também podem ser acometidos.

O diagnóstico é feito através de exame de sangue. A prevenção é realizada devido a eficácia da vacina tríplice viral.

5.1-DOENÇA DE CHAGAS

Trata-se de uma infecção generalizada basicamente crônica, cujo agente etiológico é o protozoário flagelado Trypanosoma cruzi, habitualmente transmitido ao homem pelas fezes do inseto hematófago conhecido popularmente como "bicho-barbeiro", "procotó", "chupança", "percevejo-do-mato", "gaudércio", etc.

A transmissão pode ser feita também pela transfusão sangüínea, placenta e pelo aleitamento materno. A disseminação da doença está profundamente relacionada com as condições de vida da população, principalmente de habitação, e com as oportunidades econômicas e sociais que lhe são oferecidas.

Modo de transmissão: O "barbeiro", em qualquer estágio do seu ciclo de vida, ao picar uma pessoa ou animal com tripanossomo, suga juntamente com o sangue formas de T.cruzi, tornando-se um " barbeiro" infectado. Os tripanossomos se multiplicam no intestino do "barbeiro", sendo eliminados através das fezes.

A transmissão se dá pelas fezes que o "barbeiro"deposita sobre a pele da pessoa, enquanto suga o sangue. Geralmente, a picada provoca coceira e o ato de coçar facilita a penetração do tripanossomo pelo local da picada. O T.cruzi contido nas fezes do "barbeiro" pode penetrar no organismo humano, também pela mucosa dos olhos, nariz e boca ou através de feridas ou cortes recentes existentes na pele.

Quadro clínico:

Os sinais iniciais da doença se produzem no próprio local, onde se deu a contaminação pelas fezes do inseto. Estes sinais, surgem mais ou menos de 4 a 6 dias, após o contato do "barbeiro "com a sua vítima. Os sintomas variam de acordo com a fase da doença que pode ser classificada em aguda e crônica.

Fase aguda: Febre, mal estar, falta de apetite, edemas localizados na pálpebra (sinal de Romanã) ou em outras partes do corpo (chagoma de inoculação), infartamento de gânglios, aumento do baço e do fígado e distúrbios cardíacos. Em crianças, o quadro pode se agravar e levar à morte. Frequentemente, nesta fase, não há qualquer manifestação clínica a doença pode passar desapercebida.

Fase crônica: Nesta fase, muitos pacientes podem passar um longo período, ou mesmo toda a sua vida, sem apresentar nenhuma manifestação da doença, embora sejam portadores do T.cruzi . Em outros casos, a doença prossegue ativamente, passada a fase inicial, podendo comprometer muitos setores do organismo, salientando-se o coração e o aparelho digestivo.

Diagnóstico: O diagnóstico, compreende o exame clínico e laboratorial (pesquisa do parasito no sangue), na fase aguda e exame clínico, sorológico, eletrocardiograma e raio X, na fase crônica. Nos dois casos, deve-se levar em consideração a investigaçãop epidemiológica.

Tratamento: As drogas hoje disponíveis, são eficázes, apenas na fase inicial da enfermidade, daí a importância da descoberta precoce da doença..

Vacinação: Ainda, não se dispõe de vacina para uso imediato.

5.12-TUBERCULOSE

Koch, em 1882Apesar das inúmeras localizações possíveis da doença, em cerca de

A Tuberculose é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis ou bacilo de Koch em homenagem ao seu descobridor, o bacteriologista alemão Robert 90% dos casos, inicia-se pelos pulmões. Nas crianças, via de regra, a transmissão ocorre pela ingestão de leite de vaca contaminado, podendo aparecer a tuberculosa pulmonar, a renal, a óssea, na pele, etc.

Sintomatologia :Na tuberculose pulmonar, geralmente a primeira infecção por bacilos se estabelece sem apresentar sintomas ou com sintomas discretos, como perda do apetite, fadiga, irritação. Muitas vezes, os sintomas assemelham-se aos da gripe ou do resfriado comum. Podem surgir febre, tosse seca, sudorese noturna e emagrecimento. Por outro lado, em alguns casos, a evolução origina conseqüências graves. Ocorre a reativação dos focos primários, caseificação progressiva (necrose do tecido) e cavernização, caracterizando a tuberculose crônica.

Profilaxia : Na prevenção, principalmente em crianças recém-nascidas, usa-se a vacina BCG (bacilo de Calmet-Guérin). Evitar o convívio com tuberculoso contagiante e só consumir leite pasteurizado ou fervido adequadamente. Talvez a prevenção mais eficaz seja melhorar o padrão de vida da população, as condições de habitação, trabalho, alimentação. Também é importante a descoberta de casos ocultos, através de radiografias (abreugrafia) e teste cutâneo (prova de tuberculina). O tratamento, ao menos em seu início, é feito num hospital especializado (sanatório). Usa-se um verdadeiro arsenal de antibióticos e, por vezes, métodos cirúrgicos.

5.13-HANSENÍASE

A hanseníase é uma doença infecciosa de evolução prolongada causada pelo bacilo denominado Mycobacterium leprae ou bacilo de Hansen, .

Transmissão : Relativamente pouco contagiante, a forma de contágio mais comum é a direta (pessoa a pessoa), entre outras vias, por descargas nasais infectadas. Existe maior predisposição na infância, em condições sanitárias deficientes e de subnutrição.

Sintomatologia O período de incubação é de 3 a 5 anos. A classificação das formas clínicas da hanseníase divide-se basicamente em quatro: indeterminada, tuberculóide, dimorfa e virchowiana. Os dois tipos mais importantes são a tuberculóide e a virchowiana ou lepromatosa. A formatuberculóide é carcterizada por nódulos sob a pele e regiões de anestesia circunscrita, pelas lesões dos nervos periféricos. A forma mais grave é a vichowiana ou lepromatosa que causa ulcerações e deformidades, com mutilações de mãos, nariz e orelhas.

5.14-MENINGITE é uma inflamação das meninges e do L.C.R. interposto. O processo inflamatório estende-se por todo o espaço sub-aracnoide em torno do encéfalo e da medula espinal e costuma envolver os ventrículos.

TIPOS DE MENINGITE MAIS COMUNS – Bacteriana ou piogénica meningococos ( bactérias formadoras de pûs ) bacilos influenza pneumococos

# – Meningite Tuberculosa - bacilos da tuberculose

# –Meningite Asséptica ou Viral – agentes virais

MENINGITE BACTERIANA É uma inflamação das membranas que cobrem o cérebro e a espinal medula, causada por microorganismos piogenicos e caracterizada por L.C.R. turvo, com proteinorraquia aumentada, glicorraquia diminuída e hipercitose á custa de leucócitos polimorfonucleares alterados.>>

ETIOLOGIA Pode ser causada por bactérias patogénicas e não patogénicas. Todos os Mo podem causar meningite desde que consigam atravessar a barreira hematoencefalica. Agentes mais frequentes:

- Neisséria meningitides (meningococos)

- Haemophilus influenza tipo 3

- Streptococus pneumoniae (pneumococo)

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