Antibiã?ticos

Antibiã?ticos

(Parte 1 de 4)

w.aofarmaceutico.com.br

Programa de Desenvolvimento Profissional Ao Farmacêutico

Módulo V Antibióticos

Módulo V Antibióticos

Módulo V: Antibióticos

Caro(a) colega farmacêutico(a)

Medicamentos que revolucionaram a história da medicina, protegendo o homem do ataque de bactérias antes mortais, os antibióticos são, hoje, um instrumento indispensável na guerra mundial contra as doenças infecciosas bacterianas.

Milhões de infecções potencialmente fatais foram curadas por intermédio do uso dessa terapia. Contudo, esses agentes encontram-se entre os mais empregados de maneira errada e abusiva, resultando em microorganismos resistentes que tornam necessário o emprego, cada vez maior, de novas drogas.

Desejamos a você uma boa leitura! Equipe Ao Farmacêutico

Módulo V Antibióticos

1. INTRODUÇÃO

Bactérias são microorganismos unicelulares de estrutura simples presentes em diversos locais incluindo pele, boca, vias respiratórias, intestino e órgãos genitais. Raramente provocam infecções, a não ser que ocorra um enfraquecimento nas defesas do organismo. A maioria dessas infecções é causada por bactérias patogênicas que invadem o organismo e se multiplicam, utilizam toxinas, enzimas, fatores de virulência, os quais afetam as células e provocam doenças, para invadir e se manterem no organismo. Só podem ser vistas através de microscópio e medem cerca de 0,5 a 1,0 micra (1/1000 m). Em geral, são compostas por:

Parede celular: Estrutura rígida, constituída basicamente por açúcares e lipídios. É essencial para o desenvolvimento e a divisão bacteriana.

Membrana citoplasmática: Trata-se de uma membrana semipermeável que regula a entrada de elementos nutritivos para o interior da célula e a saída de produtos do metabolismo.

Citoplasma: É o material contido no interior da membrana onde estão localizadas as enzimas, os ribossomos e o DNA.

Flagelos: São apêndices filiformes, extremamente delgados, que se sobressaem através da parede celular e conferem mobilidade às bactérias. Nem todas apresentam flagelos.

Fímbrias: São apêndices filamentosos diferentes dos flagelos, menores e mais numerosos. Sua função está relacionada à aderência, permitindo a fixação da bactéria nos tecidos.

Esporos: São estruturas de resistência. Cápsula: Formação que envolve as células e impede que a bactéria seja ingerida pelos leucócitos. Núcleo: Não é denso e se mostra como uma área clara sem forma, próxima ao meio da célula.

Módulo V Antibióticos

1.1 Estrutura bacteriana

Quanto ao formato, as bactérias podem ter forma esférica (cocos), cilíndrica (bacilos), helicoidal (espiroquetas) ou em forma de “vírgula” (vibrião), podem ou não apresentar flagelos e podem estar associadas duas a duas, formando pares, cadeias simples ou ramificadas ou formando cachos.

diplococos: colônia formada por dois cocos. estreptococos: colônia formada por vários cocos em fileira. tétrades: colônia formada por quatro cocos. estafilococos: colônia formada por vários cocos arranjados de modo semelhante a um cacho de uva. sarcinas: colônia formada por vários cocos em arranjos cúbicos. diplobacilos: colônia formada por dois bacilos. estreptobacilos: colônia formada por vários bacilos em fileira.

Módulo V Antibióticos

A denominação gram-negativo e gram-positivo deve-se ao tipo de coloração usada, no caso a coloração de Gram. As bactérias gram-positivas se coram de azul-violeta por essa técnica, enquanto que as bactérias gram-negativas se coram de rosa avermelhado pela fucsina.

As bactérias gram-positivas possuem maior quantidade de peptideoglicano, um composto polimérico que forma uma estrutura rígida ao redor da membrana citoplasmática. Apesar disso, a parede das células gram-negativas é quimicamente mais complexa. As paredes dos microorganismos grampositivos possuem menor quantidade de aminoácido. Um constituinte da parede celular da bactéria gram-negativa, o lipopolissacarídeo determina a toxicidade, a antigenicidade e a patogenicidade desses microorganismos.

1.2 Quais são os sintomas de uma infecção?

O corpo humano apresenta mecanismos de defesa contra a invasão de microorganismos e os sinais de uma infecção estão relacionados a esse mecanismo, que pode variar dependendo da região acometida. Em geral, a pessoa com infecção apresenta febre, dor, náuseas, enjôo, mal-estar e inflamações purulentas.

Módulo V Antibióticos

1.3 Quais são as doenças causadas por bactérias?

2. O QUE SÃO ANTIBACTERIANOS?

Os antibacterianos são agentes com toxicidade seletiva contra microorganismos invasores externos (bactérias). O antibacteriano ideal é aquele que interfere na função vital da bactéria sem comprometer as células do hospedeiro. Além disso, deve ter boa distribuição pelos tecidos e líquidos orgânicos, não sofrer destruição por enzimas, não causar alergia, irritação ou ser tóxico ao hospedeiro e, sobretudo, não induzir o desenvolvimento de bactérias resistentes.

3. COMO SURGIRAM?

O primeiro antibiótico descoberto pelo homem foi a penicilina. Isto ocorreu por mero acaso por Alexander Fleming, bacteriologista inglês, no ano de 1928. Ele já vinha a algum tempo pesquisando substâncias capazes de matar ou impedir o crescimento de bactérias em ferimentos infectados, pesquisa justificada pela experiência adquirida na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), na qual muitos soldados morreram em conseqüência de infecção em ferimentos profundos e mal tratados por falta de medicação adequada.

Fleming havia tirado férias no mês de agosto de 1928 e esqueceu em seu laboratório algumas placas com culturas de estafilococos sobre a mesa, em lugar de guardá-las na geladeira ou inutilizá-las. Após um mês, quando retornou ao trabalho, observou que algumas das placas estavam contaminadas com mofo. Colocou-as em uma bandeja para limpeza e esterilização com Lisol. Apanhou novamente as placas para explicar alguns detalhes a um colega sobre as culturas de estafilococos que estava realizando, quando notou que havia, em uma das placas, um halo transparente em torno do mofo contaminante, o que parecia indicar que aquele fungo produzia uma substância que causava a lise das bactérias.

Doença

Sífilis

Furúnculos, infecções de ferida

Difteria

Pneumonia Meningite

Cólera

Gonorréia Endocardite Tétano

Bactéria

Treponema (espiroquetas) Staphylococos (cocos gram-positivos)

Corinebacterium (bastonetes gram-positivos)

Pneumococos (cocos gram-positivos)

Neisseria meningitidis (cocos gram-negativos) Vibrio cholerae (bastonetes gram-negativos) Neisseria gonorrhoeae (cocos gram-negativos)

Enterococcus (cocos gram-positivos) Clostridium (bastonete gram-positivo)

Módulo V Antibióticos

O fungo foi identificado como pertencente ao gênero Penicilium, de onde deriva o nome dado à penicilina, substância por ele produzida. A descoberta de Fleming, de início, não despertou interesse até a eclosão da Segunda Guerra Mundial, em 1939. A partir dessa situação, com a finalidade de evitar as baixas desnecessárias dos soldados, foram então ampliadas as pesquisas a respeito da penicilina.

Em 1940, Sir Howard Florey e Ernst Chain, da Universidade de Oxford, retomaram as pesquisas de Fleming e conseguiram produzir penicilina para fins terapêuticos em escala industrial, inaugurando uma nova época notável para a medicina, denominada a era dos antibióticos.

(Parte 1 de 4)

Comentários