Iluminação em Hospitais

Iluminação em Hospitais

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É IMPOSSÍVEL FALARMOS DA LUZ SEM FALARMOS das cores. Ambas interferem nas sensações do ser humano, que responde tanto ao ritmo dos sons, quanto às pulsações da luz, às cores e a diminutas variações de temperatura.1 Luz e cor dão caráter ao ambiente e não existe fórmula mágica. A luz deve possibilitar que as atividades humanas ocorram com maior conforto e segurança.

Efeitos negativosEfeitos negativosEfeitos negativosEfeitos negativosEfeitos negativos Deve-se evitar os seus efeitos negativos ao iluminar os ambientes para conforto dos pacientes e dos funcionários, qualificando os campos para as atividades que ali devem ocorrer, dentro de princípios fundamentais de luminotecnia. Não se pode esquecer que o campo de visão de um paciente acamado é o teto e a luz direta é fonte de desconforto ocasionando ofuscamento. A iluminação deve ser indireta e a luminária ser adequada a tal campo de visão.

Lâmpadas e luminárias têm que ter um perfeito casamento. Nem todas as luminárias podem receber lâmpadas eficientes. Este é um dos erros mais comuns, depois do famoso apagão. Muitos dos efeitos da luz influenciam biológica e psicolo-

Iluminação em Hospitais c a p a

Cuidados fundamentaisPor Marilice Costi 1. FERGUSON (1980, p. 243) apud OKAMOTO (1997).

PrPrPrPrPronto Socorronto Socorronto Socorronto Socorronto Socorro Resgate Saúde Amil - Alphaville - SPo Resgate Saúde Amil - Alphaville - SPo Resgate Saúde Amil - Alphaville - SPo Resgate Saúde Amil - Alphaville - SPo Resgate Saúde Amil - Alphaville - SP / Ar Ar Ar Ar Arquitetura: quitetura: quitetura: quitetura: quitetura: Arq. Eduardo Domingues, Sidney Biondani e Grupo Técnico de Montagem CoorCoorCoorCoorCoordenação: denação: denação: denação: denação: Arq. Ilzem Campos e Eng. Antonio José - Amil Arquitetura / Iluminação: Iluminação: Iluminação: Iluminação: Iluminação: Arq. e Lighting Designer Neide Senzi gicamente o indivíduo. Podem causar fadiga, distorção da visão, redução da produtividade, cansaço, alteração no ciclo circadiano e estresse ao sistema visual (nervo ótico). Os efeitos negativos são, entre outros: a) brilho excessivo da fonte de luz (alta luminância); b) refletância de uma fonte de luz sobre uma superfície brilhante; c) contraste excessivo entre os pontos de luz e sombra; d) tamanho e posição inadequados da fonte de luz; e) tempo de exposição à alta luminância; f) iluminância baixa em áreas com superfícies com cores saturadas.

O layout, tipo de ambiente e a funcionalidade devem ser considerados e não, simplesmente, atender às normas, distribuindo luminárias. O campo de trabalho deve ter luz adequada às necessidades do usuário.

Durante uma cirurgia, o campo visual cirúrgico é vermelho (não é à toa que o isolamento do campo é feito com tecido verde). O vermelho tem uma intensidade de onda que estressa, além disso, tal campo se encontra sob fonte de altíssima luminância e com iluminância entre 10.0 e 20.0 lux. Os especialistas aconselham que o piso ou outras superfícies no campo de visão dos que trabalham ali, tenha cor verde, complementar, que provoca o descanso visual.

Os ambientes no entorno da sala de cirurgia devem possuir 50% da luminância do campo cirúrgico e ir, gradativamente, reduzindo para que o olho se adapte aos poucos e não sofra com a luz tão intensa.

A iluminância baixa não é conveniente quando as superfícies têm cores saturadas, porque pode causar desconforto, além de ser anti-econômico.

Day Hospital - RJDay Hospital - RJDay Hospital - RJDay Hospital - RJDay Hospital - RJ ArArArArArq.:q.:q.:q.:q.: Raf Ar quitetura Iluminação: Iluminação: Iluminação: Iluminação: Iluminação: LD Studio

Os ambientes no entorno da sala de cirurgia devem possuir 50% da luminância do campo cirúrgico.

Hospital Copa D'Or - RJHospital Copa D'Or - RJHospital Copa D'Or - RJHospital Copa D'Or - RJHospital Copa D'Or - RJ

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Nos quartos, é indicado o uso de luminárias que permitam diferentes luminâncias e alteração no campo de iluminação.

Para facilitar o deslocamento do staff, sem ocasionar desconforto aos pacientes, entretanto, deve-se usar luminárias com baixa iluminância, próximas do nível do piso, pois quando o chão está iluminado, os deslocamentos noturnos são mais seguros. O ciclo circadiano deve ser preservado sempre que possível. A luz intensa pode despertar o ciclo que se tem durante o dia, preparando o organismo para as atividades diurnas e tirar o sono dos pacientes à noite, impedindo sua recuperação ou exigindo maior consumo de medicação.

Nos quartos, próximo à cabeceira dos leitos, luminárias que permitam diferentes iluminâncias e alteração no campo de iluminação podem auxiliar tanto o paciente quanto a enfermagem e permitir um exame mais acurado do médico.

Efeito estroboscópicoEfeito estroboscópicoEfeito estroboscópicoEfeito estroboscópicoEfeito estroboscópico

O efeito estroboscópico causado pelas lâmpadas de descarga, como conseqüência da intermitência da luz, é outro problema a ser evitado.

O ciclo circadiano deve ser preservado sempre que possível. A luz intensa pode despertar o organismo para as atividades diurnas e tirar o sono dos pacientes à noite, impedindo sua recuperação ou exigindo maior consumo de medicação.

Tal "tremulação" nas lâmpadas é percebida por cerca de 1% da população. Normalmente, não é visível, mas, mesmo de efeito fraco, é desconfortável para algumas pessoas.2 Se houver queixas por parte de alguns pacientes sensíveis a tal efeito, os mesmos devem ser transferidos para outro local.3

TTTTTemperatura de cor e IRCemperatura de cor e IRCemperatura de cor e IRCemperatura de cor e IRCemperatura de cor e IRC

O índice de reprodução das cores (IRC) da lâmpada deve ser sempre acima de 80/85 para não interferir no exame clínico. Pesquisas norte-americanas apontam a temperatura de cor (TC) preferida em hospitais entre 4000-4500 K e o IRC em 90.4

As cores frias, situadas numa temperatura de cor na ordem de 5.0 K, são relacionadas a ambientes que reforçam associações ao frio, logo, reduzem a sensação de aconchego, tornando-se inadequadas quando não se encontram associadas a outras lâmpadas cuja temperatura de cor é mais baixa.

As cores quentes, na ordem de 3.0 K, são associadas a ambientes que provocam sensações relacionadas ao calor.

Ambas podem favorecer ou não a sensação de conforto térmico.5

Da mesma forma, a escolha da temperatura da cor da luz implica na valorização de determinados pigmentos das superfícies que irão sobressair, modificando o seu tom para uma ou outra extremidade do espectro das cores.

Em qualquer superfície, "a cor resultante sempre será em função da cor produzida pela lâmpada com a cor refletida pelo ambiente." 6 Se os espaços possuem cores quentes em suas superfícies e a temperatura tende ao calor, podese minimizar a sensação dos usuários utilizando lâmpadas com temperatura de cor fria.

Em hospitais, este recurso pode ser empregado, desde que não prejudique o diagnóstico, porque a cor da pele do paciente faz parte da anamnese. Para iluminação geral, as lâmpadas fluorescentes tubulares com pó trifósforo (16/18w

Hospital Copa D'Or - RJHospital Copa D'Or - RJHospital Copa D'Or - RJHospital Copa D'Or - RJHospital Copa D'Or - RJ ArArArArArq.q.q.q.q.: Raf Arquitetura / Iluminação:Iluminação:Iluminação:Iluminação:Iluminação: LD Studio

A temperatura de cor deve ser sempre acima de 80/85 para não interferir no exame clínico.

2. LOE; DAVIDSON (1998) / 3. Estudo de caso (COSTI, 2002), pesq. em salas de espera comprova esta porcentagem./ 4. IESNA (1995) / 5. MAHNKE & MAHNKE (1993) / 6. COSTA (1998).

e 32/36w), assim como compactas (26w) vêm substituindo as fluorescentes antigas que alteravam a cor da pele. A fidelidade à cor da pele é fundamental para qualquer diagnóstico ou acompanhamento do paciente quando internado.

A lâmpada deve fornecer um bom IRC, o mais semelhante possível da luz solar, reprodução considerada "verdadeira" por muitos. Mas deve-se ter cuidado com a lâmpada halógena (dicróica) que possui um IRC muito bom, mas sua luminância é muito intensa. Sob o facho destas lâmpadas, as pessoas sentem-se em uma vitrina 7 e, com freqüência, as abelhas à noite as encontram rapidamente. São contraindicadas para ambientes de espera, pois além de ocasionarem ofuscamento, aumentam a carga térmica do ambiente.

Aproveitamento de luz naturalAproveitamento de luz naturalAproveitamento de luz naturalAproveitamento de luz naturalAproveitamento de luz natural

Com a necessidade atual de redução de consumo energético, a luz natural deve ser aproveitada, mas para isto, é necessário treinamento de pessoal, pois o controle nem sempre pode ser eletrônico. É o caso da Rede Sarah, onde os funcionários desligam um circuito que esteja mais próximo da luz solar.

A luz natural é fundamental para a recuperação do paciente. É comprovado que existe redução no tempo de internação quando o paciente tem noções de temporalidade, quando pode observar a variação da luz durante o dia e tiver visão para o exterior.

Por isso, Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) também vêm sendo projetadas com luz natural, em quartos com janelas que possibilitem o controle da iluminação solar.

Para iluminar áreas com grande profundidade, é necessária iluminação artificial complementar permanente. Para integrar a luz natural com a luz artificial, pode-se implantar o sistema zenital ou o PSALI (permanent suplementary artificial lighting) .

CentrCentrCentrCentrCentro Internacional de Neuro Internacional de Neuro Internacional de Neuro Internacional de Neuro Internacional de Neurociênciasociênciasociênciasociênciasociências e Reabilitação Sarah - DFe Reabilitação Sarah - DFe Reabilitação Sarah - DFe Reabilitação Sarah - DFe Reabilitação Sarah - DF / ArArArArArq.q.q.q.q. e Iluminação:Iluminação:Iluminação:Iluminação:Iluminação: João Filgueiras Lima / Suporte Técnico: Suporte Técnico: Suporte Técnico: Suporte Técnico: Suporte Técnico: Equipe técnica do Centro de Tecnologia da Rede Sarah.

Na espera do atendimento ambulatorial é grande o aproveitamento da iluminação natural.

7. TORRES (1996).

Substituição de lâmpadasSubstituição de lâmpadasSubstituição de lâmpadasSubstituição de lâmpadasSubstituição de lâmpadas

Um dos problemas que se observa com freqüência é a substituição de lâmpadas. Reatores e lâmpadas devem ser compatíveis. Muitas vezes, por não serem encontradas no mercado ou por haver interesse em reduzir consumo, substitui-se lâmpadas incandescentes por fluorescentes compactas em luminárias que não foram projetadas para este tipo. Ocorre ofuscamento devido ao bulbo exposto, além do que, a lâmpada não tem aproveitamento, porque seu desenho de luz não é compatível com a luminária.

VVVVVariações de luzariações de luzariações de luzariações de luzariações de luz

Os padrões uniformes desinteressantes e monótonos da luz branca interferem psicologicamente. Portanto, sempre que possível, variações de luz devem ser introduzidas, pois podem melhorar o ânimo das pessoas.8 Convém que algumas áreas sejam projetadas cuidadosamente mais claras que outras. Uma luz de destaque direcionada para objetos artísticos ou para algo interessante pode proporcionar uma atmosfera "qualitativa", modificar o caráter do ambiente e reduzir a monotonia.

Humanização nos quartosHumanização nos quartosHumanização nos quartosHumanização nos quartosHumanização nos quartos

Já no final do século passado, os quartos particulares passaram a receber tratamento ambiental similar aos dos hotéis, com o objetivo de desinstitucionalizar os pacientes. O ambiente é tratado como uma residência, proporcionando bem-estar a todos. Hospitais psiquiátricos modernos também modificaram quartos para que os pacientes se adaptem melhor ao tratamento. Não é o que se verifica na maioria dos hospitais públicos que devido à carência de recursos, revela ambientes empobrecidos e monótonos. A exceção é a Rede Sarah e alguns outros poucos. Cada vez mais, tende-se a um olhar centrado no homem e em suas necessidades biológicas e psicológicas. O hospital é um tipo de ambiente que deve acolher, cuidar, tratar, dar segurança e conforto. A cor e a luz são fundamentais e devem ser escolhidas por profissionais porque, além das características técnicas dos artefatos de iluminação, cada tipo de paciente tende a associar sua patologia às cores. Portanto, dependendo das patologias, deve-se escolher as cores mais adequadas, para que eles possam relaxar. Tudo é um conjunto que deve ser harmonizado holisticamente. São muitas as variáveis a serem analisadas para que se faça boa arquitetura, humanizada, cujo caráter não só a luz pode trazer. Fazer arquitetura é mais.

Mãe de Deus Center - RSMãe de Deus Center - RSMãe de Deus Center - RSMãe de Deus Center - RSMãe de Deus Center - RS / ArArArArArquitetura: quitetura: quitetura: quitetura: quitetura: Arqs. Pedro Granzotto e Paulo Cassiano / InteriorInteriorInteriorInteriorInteriores: es: es: es: es: Arq. Karin Moraes / Estudo das CorEstudo das CorEstudo das CorEstudo das CorEstudo das Cores:es:es:es:es: Prof. Hanns P. Struck / Iluminação:Iluminação:Iluminação:Iluminação:Iluminação: Arq.Cristina Maluf

Uma luz de destaque direcionada para objetos artísticos pode proporcionar uma atmosfera qualitativa.

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