PNL - Programação Neurolingüística - Expansão Emocional, Perceptiva e Mental

PNL - Programação Neurolingüística - Expansão Emocional, Perceptiva e Mental

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PNL – Programação Neurolingüística Expansão Emocional, Perceptiva e Mental

Expansão Emocional - PNL e o “Playback Theatre”

A PNL (Programação Neurolingüística) estuda a relação da neurologia com os modelos mentais de cada um. As nossas emoções estão relacionadas ao que cada um experimenta em sua própria mente, em função disso o cérebro age ou reage de maneira a disseminar determinado conjunto de emoções.

As técnicas de PNL nos possibilitem vislumbrar a possibilidade de nós modificarmos os nossos “mapas de mundo” para que, com isso, possamos controlar o impacto daquilo que acontece no mundo, fora de nós, possa ter sobre nós. A capacidade de manter os estados emocionais sob controle, de ter uma vida equilibrada mental e emocionalmente é o que nos assegura uma vida saudável.

Responda a ou b: a) Alguém me chateia?; b) Eu me deixo chatear por alguém?

Certamente você respondeu "a" como verdadeiro. Mas, a resposta correta é "b". Alguém ou algo externo somente me chateia, meche com minhas emoções porque algo em mim permite isso. A partir do momento que eu passo a ter uma compreensão de como estes mecanismos ocorrem e que eu passo a conhecer a maneira como posso influenciá-los, de dentro para fora, eu consigo ter autonomia sobre meus estados emocionais e, conseqüentemente, definir o que pode e o que não pode alterar minhas emoções.

O “P” da palavra Programação equivale a APRENDIZADO; o “N” da palavra NEURO representa o sistema nervoso, incluindo os sentidos e o cérebro e o “L” da palavra LINGUÍSTICA é o resultado disso tudo em nós, ou seja, a LINGUAGEM NEUROSENSORIAL, ou seja, o nosso sistema de comunicação que nos permite enviar e receber mensagens, codificando e decodificando tais mensagens e interagindo com os outros.

Como uma pessoa sabe se está chateada ou alegre? Obviamente que é pela percepção de seus estados emocionais, as sensações que sente, interpreta e descreve como sendo uma coisa ou outra, chateação ou alegria.

A PNL é um conjunto de técnicas e processos que exploram os mecanismos naturais de nossa neurologia e, através do auto-entendimento desses mecanismos, permite que possamos fazer a ligação entre a mente o coração, entre a razão e a emoção, entre o material e espiritual, desenvolvendo assim um elevado nível de inteligência emocional e aumentando o nível de autonomia sobre nós mesmos, o que significa ter uma vida equilibrada todos os sentidos.

Ao meu modo de ver, todas as técnicas de PNL podem ser altamente prestativas na ajuda da recuperação e do crescimento humano, mas aqui vou falar de uma técnica em particular: O Payback Theatre.

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Antigamente o conhecimento era transmitido quase exclusivamente de forma oral: muitos povos primitivos contavam histórias para ensinar, os índios principalmente faziam isso. Provavelmente você também tenha tido a oportunidade de crescer em contato com o aprendizado por meio de histórias. Histórias contadas, histórias lidas, em casa, na escola, histórias assistidas na televisão, no teatro, no cinema ou mesmo ao vivo. E esta foi umas de suas importantes formas de aprendizagem.

Com o passar do tempo muitas empresas perceberam o grande potencial existente no aprendizado através das histórias; é o momento em que começam a aparecer os “case studies”, as “learning organizations”, os contadores profissionais de histórias e daí por diante. E daí nasceu a idéia do denominado “Playback Theatre”, criado e desenvolvido por Jonathan Fox e sua mulher Jo Salas como uma competente técnica de PNL.

O Playback Theatre é, antes de tudo, teatro, mas é uma forma especial de teatro que recria a vida no palco e de improviso.

O diretor convida o público a contar sua história, estimulando e descontraindo todos os presentes à platéia, e de forma natural alguém acaba por oferecer-se voluntariamente ou acaba concordando com uma indicação dos demais presentes. Este será o narrador. Mas antes da narração vem uma entrevista, feita pelo diretor, com o narrador, à frente de todos, que serve para descontrair ainda mais os presentes, incluindo o próprio narrador e o elenco que, enquanto isso começa a se aquecer, ao mesmo tempo em que o diretor começa a busca de um enredo para que o elenco possa trabalhar. Estimulado pelo diretor, o narrador conta então uma história sua, uma experiência pessoal, algo que lhe tenha acontecido e que lhe tenha sido importante ou interessante.

Concomitantemente, os atores e músicos, num movimento interno e pouco perceptível à platéia, vão se preparando e se aquecendo para entrar em cena. Faz–se necessário incluir no aquecimento a apresentação do trabalho e do grupo, que é explicar às pessoas sobre o que é Playback Theatre, sensibilizando-as de que se trata de um ambiente seguro para contar suas histórias. O diretor deve destacar que as histórias reais de pessoas comuns merecem também um tratamento artístico e que são preciosas para serem compartilhadas em público. A música pode participar deste momento no intuito de estabelecer um clima aconchegante de cordialidade e respeito. A apresentação se encaixa bem, dividida em duas partes, uma parte no inicio, antes da definição do narrador, e outra parte após o narrador terminar a narração.

Para que a platéia comece a se integrar no processo do playback, o elenco faz uma série de três ou quatro Esculturas Fluídas, nome dado a uma das formas de interpretar as histórias narradas durante uma apresentação de Playback Theatre. Consiste em formações cênicas com som e movimento feitas pelos atores, com o intuito de representar respostas da platéia às questões feitas pelo diretor.

Geralmente as questões são a respeito de aspectos emocionais, por exemplo, como as pessoas estão se sentindo naquele momento. Então, são ditas palavras que representam este estado de ânimo, sensações e sentimentos. A resposta é voluntária e individual, embora todos sejam convidados a participar, em nenhum momento são pressionados a fazê–lo. O

Expansão Humana André Luis Lenz Maio/2010 3 diretor pode solicitar mais destes sentimentos, no próprio aquecimento, ou para modificar o ritmo de uma apresentação que tenha sido extensa ou muito falada.

Orientado pelo diretor, o próprio narrador é quem escolhe, por fim qual será o ator vai fazer cada personagem em sua história, inclusive o ator que irá representar o seu próprio papel. Ao final da narração / apresentação / aquecimento, o diretor diz aos presentes "Vamos ver" e, em menos de 1 minuto, sem ensaios ou combinações prévias, o elenco entra em cena e transforma a história narrada em uma pequena peça de teatro.

O objetivo principal do Playback Theatre é amplificar as percepções de vida, através da arte, iluminando-a com os holofotes especiais da emoção, da melodia, da poesia, do texto encenado. Nesta amplificação, é buscado exaltar o que existe de aprendizado em cada história (a moral da história).

O princípio básico é de que podemos aprender uns com as histórias dos outros; com as experiências uns dos outros. É um teatro em que o público não sabe o que vai assistir e os atores não sabem o que vão interpretar e todos aprendem com isso.

Uma forma de vencer é encontrar a criança que há dentro de você e amá-la, pois, a nossa verdadeira evolução psico-emocional e social só pode começar dentro de nós mesmos. Carregue a criança que há em você pela sua própria mão e deixe-a sonhar, pois ela sabe que não há sonhos impossíveis, o que há, de fato, são sonhos dos quais desistimos, muitas vezes simplesmente por desconhecermos as ferramentas de como os racionalizamos, torná-los em planos e realizá-los.

Isso acaba por nos tornar em sonhadores desiludidos, muitas vezes até mesmo antes de sequer tentar. Tentar não significa, necessariamente, conseguir, mas todos que efetivamente conseguiram, tentam, tentaram antes e possivelmente mais de uma vez. Nem mesmo os melhores craques do futebol acertam todas “de primeira", mas nem por isso deixam de tentar um improviso.

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Expansão Perceptiva - PNL e os “Mapas de Mundo”

No sistema de crenças da PNL é impossível ao ser humano conhecer a realidade objetiva, ou seja, como seres humanos, jamais conheceremos a realidade. Nós apenas podemos saber das nossas próprias percepções da realidade uma vez que os nossos sentidos são limitados no espaço, de maneira que uma pessoa, qualquer pessoa, percebe somente uma parte pequena da experiência do mundo que se lhe apresenta.

Nossos sentidos, nossas crenças e a nossas experiências passadas nos induzem a criar um “mapa de mundo” especifico, o qual usamos como guia para interagimos com a realidade de uma dada parcela do mundo a nossa volta. Desta forma podemos dizer que a maneira da pessoa perceber o mundo é filtrada pela sua biologia, pela sua subjetividade, por suas crenças, valores e suposições. Estes filtros formam a construção lógica do mundo da pessoa, o qual por sua vez é dividido em um certo numero de parcelas ou ambientes.

O tempo todo, sob quaisquer circunstâncias e em qualquer ambiente, a mente e o corpo humano interagem entre si e se influenciam de forma mútua. É impossível realizar uma mudança em um, sem que o outro seja afetado e, de alguma forma, reaja. Quando passamos a pensar de uma forma diferente da usual, nossos corpos também mudam, e por sua vez, quando passamos a agir corporalmente de forma diferente, modificamos também nossos pensamentos e por conseguinte os nossos sentimentos. Observe-se atentamente e constate como os nossos pensamentos e sensações afetam de imediato nossa tensão muscular, respiração e sensações. Outro sim, quando agentes externos atuam em nosso corpo de forma provocar alterações fisiológicas, isso afeta também os nossos pensamentos e nosso estado de humor. Quando aprendemos a mudar um deles, por conseguinte, aprendemos a mudar o outro também.

O complexo mente-corpo (neuro) e o que as pessoas comunicam (lingüística), interagem juntos para formar a percepção do mundo, ou os mapas de mundo (percepção). Alguns mapas são melhores que outros para nos orientar num caminho adequado. Geralmente, não é a realidade em si que nos limita ou no dá poder, mas sim, o mapa que nós elaboramos dessa realidade. A PNL é a arte que nos permite por meio de técnicas, mudar esses mapas (programação) para que tenhamos maior liberdade de ação e melhor controle sobre nós mesmos.

Os modelos e técnicas da PNL são baseados na combinação desses princípios, cujo objetivo é possibilitar que uma pessoa recrie seu mapa de mundo com uma maior riqueza, por meio da expansão da experiência e respeitando a nossa própria natureza ecológica e a do mundo em que vivemos.

As pessoas mais efetivas são aquelas que têm um mapa de mundo que lhes permite perceber o maior número possível de escolhas e perspectivas. A PNL é um meio de enriquecer sua visão com relação às opções disponíveis a sua volta e de facilitar as suas escolhas. Trata-se, assim do reconhecimento do inconteste fato de que temos muitas escolhas, combinada com a sabedoria de desfrutarmos de muitas perspectivas a fim de fazermos as escolhas mais adequadas.

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Procuramos expandir nosso mapa para termos mais escolhas e quanto mais as tivermos, mais estaremos livres e menos influências negativas sofreremos. A PNL permite o nosso autodesenvolvimento e mudança de postura, para isso primeiro a usamos para mudar a nós mesmos – “Quando eu mudo em mim o mundo muda para mim” – e em segundo lugar para ajudar a melhorar as pessoas que estão a nossa volta. Quanto mais soubermos a respeito de nós mesmo, mais poderemos ajudar os outros também. Exercitando nossa flexibilidade somos capazes de nos colocar em segunda posição. Estar em segunda posição é dar o salto criativo de sua imaginação para compreender o mundo a partir da perspectiva de outra pessoa, pensar de uma forma pela qual ela pensa.

Comportamentos indesejados, reações recorrentes, tais como o uso do álcool, do cigarro e de outras drogas, apresentam de alguma forma um ganho secundário, algo que torna tais adicções prazerosas. Às vezes esses comportamentos oferecem uma resistência maior à mudança. Uma boa opção é produzir escolhas, outras opções que possam fornecer o mesmo prazer que a atividade indesejada proporciona a fim de substituí-la. Toda grande mudança é caracterizada pelos seguintes eventos:

1. O Desejo – O seu desejo. Sinta-se merecedor daquilo. Você possui todos os recursos que precisa para atingir o nível de mudança desejado. Esta meta é possível e você pode chegar lá;

2. O Problema – Este é o estado atual. Como você se encontra agora. O que precisa ser mudado para a natureza restaurada em equilíbrio ecológico completo. Estabeleça um problema de cada vez e se esse for muito grande, divida-o em paetês, para tornar mais fácil sua resolução;

3. A Boa Formulação de Objetivos – Nesta etapa você vai se programar. Traçar seu plano de ação para conseguir o resultado desejado. Liste todas as ações possíveis para você e não se esqueça da ecologia;

4. A Ação – A partir do plano traçado, é hora de partir para a ação. Comece gradativamente a executar passos e vá anotando todos os ganhos que você obter. Parabenize-se quando tiver um resultado positivo. Se for preciso use sua flexibilidade e altere o plano;

5. A Revelação – À medida que suas ações forem praticadas, seu comportamento automaticamente irá mudando. Você poderá não perceber, mas os outros a sua volta sentirão a mudança e lhe darão um retorno disso;

6. O Auto-Conhecimento – Aprenda com isso. Transforme a experiência negativa em recursos. Eles serão úteis para você e para os outros.

Possuímos três maneiras para orientar nossos pensamentos:

1. Captar as informações do mundo externo; 2. Lembrar das informações que já estão em nossa mente, ou; 3. Construir uma informação a partir de fragmentos.

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O quadro abaixo mostra como podemos gerar comportamentos e ações:

Fisiologia Linguagem Foco / Crença

Emoções

Sentimentos Estado

Comportamento / Ações

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