Analisar os princípios e as tecnologias disponíveis para os acionamentos elétricos de motores assíncronos, identificando as vantagens e desvantagens dos métodos apresentados.

  • Analisar os princípios e as tecnologias disponíveis para os acionamentos elétricos de motores assíncronos, identificando as vantagens e desvantagens dos métodos apresentados.

  • Tipos de motores elétricos

  • Contatores – categoria de emprego de motores

  • Coordenação e seletividade

  • Tipos de partidas de motores

  • Acionamentos elétricos

  • Sistemas de Velocidade variável

ACIONAMENTO ELÉTRICO: Sistema capaz de converter energia elétrica em energia mecânica (movimento), mantendo sob controle tal processo de conversão.

  • ACIONAMENTO ELÉTRICO: Sistema capaz de converter energia elétrica em energia mecânica (movimento), mantendo sob controle tal processo de conversão.

  • São normalmente utilizados para acionar máquinas ou equipamentos que requerem algum tipo de movimento controlado, como por exemplo a velocidade de rotação de uma bomba.

  • Os motores mais amplamente utilizados nos acionamentos elétricos são os motores de indução monofásicos e trifásicos.

Um acionamento elétrico moderno é formado normalmente pela combinação dos seguintes elementos:

  • Um acionamento elétrico moderno é formado normalmente pela combinação dos seguintes elementos:

    • MOTOR: converte energia elétrica em energia mecânica
    • DISPOSITIVO ELETRÔNICO: comanda e/ou controla a potência elétrica
    • TRANSMISSÃO MECÂNICA: adapta a velocidade e inércia entre motor e máquina (carga)

A escolha do motor e de seus dispositivos de partida e parada, mesmo influenciada por aspectos ambientais, está diretamente relacionada com a carga mecânica a ser acionada e ao impacto dela no sistema elétrico.

  • A escolha do motor e de seus dispositivos de partida e parada, mesmo influenciada por aspectos ambientais, está diretamente relacionada com a carga mecânica a ser acionada e ao impacto dela no sistema elétrico.

  • No acionamento das cargas mecânicas os conjugados resistentes e de arraste precisam ser analisados para evitar problemas operacionais como desgaste, vibração, aquecimento...

Funções de partidas-motores

  • Funções de partidas-motores

Muitos processos industriais requerem dispositivos de acionamento de cargas com velocidade variável:

  • Muitos processos industriais requerem dispositivos de acionamento de cargas com velocidade variável:

    • BOMBAS: variação de vazão de líquidos
    • VENTILADORES: variação de vazão de ar
    • SISTEMAS DE TRANSPORTE: variação da velocidade de transp.
    • TORNOS: variação da velocidade de corte
    • BOBINADEIRAS: compensação da variação de diâmetro da bobina

Durante muitos anos, as aplicações industriais de velocidade variável foram ditadas pelos requisitos dos processos e limitadas pela tecnologia, pelo custo, pela eficiência e pelos requisitos de manutenção e componentes empregados.

  • Durante muitos anos, as aplicações industriais de velocidade variável foram ditadas pelos requisitos dos processos e limitadas pela tecnologia, pelo custo, pela eficiência e pelos requisitos de manutenção e componentes empregados.

  • No passado: a variação de velocidade era feita por motor de indução de velocidade fixa (primeiro dispositivo de conversão de energia elétrica para energia mecânica) + dispositivo de conversão de energia através de componentes mecânicos, hidráulicos ou eletromagnéticos (segundo dispositivo de conversão de energia).

VARIADORES MECÂNICOS

  • VARIADORES MECÂNICOS

    • Acoplamento por polias: redução ou ampliação de velocidade fixas, sem a possibilidade de uma variação contínua de rotação. Para cada nova rotação, o motor deve ser desligado para a troca das polias. Baixo rendimento com o motor operando quase sempre nas suas condições nominais, independente das rotações desejadas na sua saída (desperdício de energia).
    • Variadores mecânicos (motoredutores): avanço em relação ao anterior, pois aqui já se consegue variar a rotação de saída através de um jogo de polias/engrenagens variáveis. Continua o baixo rendimento com o motor, operando quase sempre nas suas condições nominais, independente das rotações desejadas na sua saída (desperdício de energia). Equipamentos limitados a baixas e médias potências (limite das engrenagens).

VARIADORES HIDRÁULICOS

  • VARIADORES HIDRÁULICOS

    • O controle da variação de velocidade do motor é feita através da vazão do fluido injetado no motor.
    • Permite variação contínua de velocidade.
    • Baixo rendimento e elevada manutenção.
  • VARIADOR HIDROCINÉTICO

    • Composto de um eixo de entrada (rotação fixa) e de um eixo de saída, cuja rotação pode variar linearmente de zero até uma rotação muito próxima à do eixo de entrada (existem perdas...)
    • Permite variação contínua de velocidade
    • Baixo rendimento

VARIADORES/EMBREAGENS ELETROMAGNÉTICOS

  • VARIADORES/EMBREAGENS ELETROMAGNÉTICOS

    • Mudou-se o conceito de variação exclusivamente mecânica para variação eletromecânica;
    • Utiliza-se técnicas baseadas no princípio físico das correntes de Foucault, utilizando um sistema de discos acoplados a bobinas que podem ter seu campo magnético variável, variando-se assim o torque (e também a velocidade) na saída do variador.
    • Rendimento muito baixo, pois apresenta perdas por aquecimento e ruído
    • Aqui também o motor sempre estará girando na rotação nominal, independente da rotação desejada no eixo de saída (desperdício de energia), quando se opera em rotações abaixo da nominal.

Na década de 80, com o desenvolvimento de semicondutores de potência com excelentes características de desempenho e confiabilidade, foi possível a implementação de sistemas de variação de velocidade eletrônicos.

  • Na década de 80, com o desenvolvimento de semicondutores de potência com excelentes características de desempenho e confiabilidade, foi possível a implementação de sistemas de variação de velocidade eletrônicos.

  • O dispositivo de conversão de energia elétrica para mecânica continuou sendo o motor, porém sem a utilização de dispositivos secundários mecânicos, hidráulicos ou eletromagnéticos.

  • Os sistemas de variação contínua de velocidade proporcionam, entre outras, as seguintes vantagens: economia de energia, melhoramento do desempenho de máquinas e equipamentos (adaptação da velocidade aos requisitos do processo), elimina picos de corrente na partida etc.

Motores assíncronos trifásicos

  • Motores assíncronos trifásicos

    • Estator: em um motor assíncrono trifásico, três enrolamentos geométricamente deslocados 120º são alimentados cada um por uma das fases de uma rede trifásica alternada. Os enrolamentos percorridos por estas correntes alternadas produzem um campo magnético girante com velocidade síncrona (rpm):
    • Rotor: constituído por barras curto-circuitadas que sob ação do campo girante, tem força eletromotriz induzida nas barras, dando origem à circulação de correntes que interagindo com o campo magnético girante darão origem a forças (conjugado) movimentando o rotor no sentido do campo magnético.

Rotor de gaiola simples

  • Rotor de gaiola simples

      • É caracterizado por um conjugado de partida relativamente suave mas com uma corrente absorvida muito superior a corrente nominal quando do funcionamento em regime.
  • Rotor de gaiola dupla

      • É caracterizado por possuir duas gaiolas: a externa de alta resistência elétrica que limita a corrente na partida e a interna de baixa resistência que oferece características de bom desempenho em regime.

Motor de Alto Rendimento

  • Motor de Alto Rendimento

    • Possui rendimento superior ao motor standard
    • Gera baixas perdas;
    • Reduz significativamente a elevação de temperatura, com conseqüente aumento de vida útil;
    • Promove a racionalização da produção e do consumo de energia elétrica, eliminando os desperdícios e reduzindo os custos.

Eficiência energética através do motor de Alto Rendimento

  • Eficiência energética através do motor de Alto Rendimento

    • O setor industrial é responsável por 43% do consumo anual de energia em nosso país. Dentro deste setor, onde há maior demanda de energia elétrica, os motores são responsáveis por aproximadamente 55% deste consumo.

Diferenças entre o motor de Alto Rendimento e o motor standard

  • Diferenças entre o motor de Alto Rendimento e o motor standard

    • Maior quantidade de cobre: reduz as perdas Joule (perdas no estator);
    • Chapa magnética com alta permeabilidade, baixas perdas e entreferro reduzido - reduz a corrente magnetizante e consequentemente as perdas no ferro;
    • Enrolamento dupla camada: resulta em melhor dissipação de calor;
    • Rotores tratados termicamente: reduz as perdas suplementares;

A diferença de rendimento entre os motores padrão e Alto rendimento variam entre 1,5 e 7 % sendo que para os motores de potencia menor a diferença é maior. Vale lembrar que a economia de energia em motores maiores é sempre maior, pois 2% em um motor de 150CV, pode ser muito maior que 7 % em um motor de 1CV.

  • A diferença de rendimento entre os motores padrão e Alto rendimento variam entre 1,5 e 7 % sendo que para os motores de potencia menor a diferença é maior. Vale lembrar que a economia de energia em motores maiores é sempre maior, pois 2% em um motor de 150CV, pode ser muito maior que 7 % em um motor de 1CV.

          • Motor standard Motor A.R
  • Motor 5 CV 4 polos 85,0 88,5

  • Motor 150CV 4 polos 93,5               95,0

  • O custo do motor AR varia entre 30 e 40% a mais que o Standard  e o tempo de retorno está ente 8 meses e 18 meses, com média de 12 meses

A suportabilidade dos contatores aos esforços decorrentes da interrupção de correntes superiores à sua corrente nominal e a sua durabilidade ao ser submetido a operações repetidas levou a uma classificação dos contatores pela IEC.

  • A suportabilidade dos contatores aos esforços decorrentes da interrupção de correntes superiores à sua corrente nominal e a sua durabilidade ao ser submetido a operações repetidas levou a uma classificação dos contatores pela IEC.

  • Essa classificação leva em conta:

      • a freqüência das operações liga - desliga,
      • valor das sobrecargas,
      • fator de potência da carga,
      • tipo de operação dos motores: na partida, na frenagem, na inversão da rotação, etc.

Categorias de emprego segundo IEC 947-4

  • Categorias de emprego segundo IEC 947-4

    • As categorias de emprego normalizadas fixam os valores de corrente que o contator deve estabelecer ou interromper, mantendo vida útil de 1,0 a 10,0x107 manobras.
    • Elas dependem:
      • da natureza do receptor controlado: motor de gaiola ou de anéis, resistências, capacitores, lâmpadas fluorescentes, etc.
      • das condições nas quais são efetuados os fechamentos e aberturas: motor em regime ou bloqueado ou em partida, inversão do sentido de rotação, frenagem por contracorrente.

As categorias de emprego em corrente alternada

  • As categorias de emprego em corrente alternada

As categorias de emprego em corrente alternada

  • As categorias de emprego em corrente alternada

A coordenação das proteções é o ato de associar, de maneira seletiva, um dispositivo de proteção contra os curtos-circuitos (fusíveis ou disjuntores) com um contator e um dispositivo de proteção contra as sobrecarga. Tem por objetivo interromper, em tempo, toda corrente anormal, sem perigo para as pessoas e assegurando uma proteção adequada da aparelhagem contra uma corrente de sobrecarga ou uma corrente de curto-circuito.

  • A coordenação das proteções é o ato de associar, de maneira seletiva, um dispositivo de proteção contra os curtos-circuitos (fusíveis ou disjuntores) com um contator e um dispositivo de proteção contra as sobrecarga. Tem por objetivo interromper, em tempo, toda corrente anormal, sem perigo para as pessoas e assegurando uma proteção adequada da aparelhagem contra uma corrente de sobrecarga ou uma corrente de curto-circuito.

Sem coordenação

  • Sem coordenação

    • São grandes os riscos para o operador, como também podem ser grandes os danos físicos e materiais.
  • Coordenação tipo 1

    • É aceita uma deterioração do contator e do relé sob 2 condições:
      • nenhum risco para o operador,
      • todos os demais componentes, exceto o contator e o relé térmico, não devem ser danificados.
  • Coordenação tipo 2

    • O risco de soldagem dos contatos do contator é admitido se estes puderem ser facilmente separados. Após ensaios de coordenação tipo 2, as funções dos componentes de proteção e de comando continuam operacionais.
    • É a solução que permite a continuidade de serviço.
  • Coordenação total

    • É a solução em que não são aceitos nenhum dano ou desregulagem.

Qual a escolha certa?

  • Qual a escolha certa?

    • O tipo certo de coordenação para determinada instalação depende dos parâmetros de funcionamento. A escolha acertada proporcionará ao usuário um custo de instalação mínimo. Fatores determinantes para uma instalação englobam:
      • TIPO 1: pessoal de manutenção especializado; equipamentos de custos acessíveis; continuidade de serviço não requerido ou feito pela substituição da chave de partida do motor sob defeito.
      • TIPO 2: continuidade de serviço; redução do pessoal especializado e especificações que estipulam o tipo 2.

Tipos de acionamentos estáticos para motores assíncronos:

  • Tipos de acionamentos estáticos para motores assíncronos:

    • Partida direta
    • Estrela-triângulo
    • Auto-transformador
    • Soft-starter com controle de tensão/conjugado
  • Variadores de velocidade

    • Inversor de frequência

Partida direta

  • Partida direta

    • É o modo de partida mais simples, com o estator ligado diretamente à rede. O motor parte com as suas características naturais.
    • Para motores de grande porte, não é utilizado (grande Ip !!!)

Principais características

  • Principais características

    • Destina-se a máquinas que partem em vazio ou com carga;
    • Partidas normais (< 10s). Para partidas prolongadas (pesadas), deve-se ajustar as especificações do contator, relé de sobrecarga, condutores, etc;
    • Relé de sobrecarga: ajustar para a corrente de serviço (nominal do motor);
    • Frequência de manobras: média 15 manobras/hora.

Partida direta

  • Partida direta

    • VANTAGENS
    • Menor custo
    • Muito simples de implementar
    • Alto torque de partida
    • DESVANTAGENS
    • Alta corrente de partida, provocando queda de tensão na rede de alimentação (interferência em equipamentos ligados na mesma instalação
    • É necessário sobredimensionar cabos e contatores
    • limitação do número de manobras/hora

    • PARA EVITAR OS PROBLEMAS MENCIONADOS COM A PARTIDA DIRETA, PODE-SE UTILIZAR UM SISTEMA DE PARTIDA COM REDUÇÃO DE TENSÃO E, CONSEQUENTEMENTE, REDUÇÃO DE CORRENTE.

Partida estrela-triângulo

  • Partida estrela-triângulo

    • Este processo de partida só pode ser utilizado num motor em que as duas extremidades de cada um dos três enrolamentos estatóricos estejam ligadas à placa de terminais. Consiste na alimentação do motor com redução de tensão na partida.

Partida estrela-triângulo

  • Partida estrela-triângulo

    • Este processo de partida só pode ser utilizado em motores que possuam ligação em dupla tensão (por exemplo 380/220V).
    • A menor tensão deverá ser igual a tensão de rede e a outra 1,73 vezes maior.
    • Esta partida é implementada com dois contatores, proporcionando na partida ligação estrela no motor (maior tensão, com redução da corrente de partida em 1/3) e após a partida ligação em triângulo (tensão nominal).

Partida estrela-triângulo

  • Partida estrela-triângulo

  • Principais características:

    • Apropriada para máquinas com conjugado resistente de partida baixo (até 1/3 do conjugado de partida do motor), praticamente constante, tais como máquinas para usinagem de metais (tornos etc);
    • É aplicada quase que exclusivamente para partidas em vazio (sem carga). Somente depois de se ter atingido a rotação nominal a carga poderá ser aplicada;
    • O conjugado resistente da carga não deve ultrapassar o conjugado de carga do motor, nem a corrente no instante da comutação deve atingir valores muito elevados;

Partida estrela-triângulo

  • Partida estrela-triângulo

  • Principais características:

    • Partidas normais (< 15s). Para partidas prolongadas (pesadas), deve-se ajustar as especificações do contator, relé de sobrecarga, condutores, etc.
    • Relé de sobrecarga: ajustar para 0,58 vezes a corrente de serviço (nominal do motor);
    • Relé de tempo: ajustar a um tempo de aceleração à aproximadamente 90% da rotação nominal;
    • Frequência de manobras: média de 15 manobras/hora.

Partida estrela-triângulo

  • Partida estrela-triângulo

    • VANTAGENS
    • custo reduzido
    • a corrente de partida é reduzida a 1/3 quando comparada com a partida direta
    • não existe limitação do número de manobras/hora
    • DESVANTAGENS
    • redução do torque de partida a aproximadamente 1/3 do nominal
    • são necessários motores para duas tensões com seis bornes acessíveis
    • caso o motor não atingir pelo menos 90% da velocidade nominal, o pico de corrente na comutação estrela para triângulo é equivalente ao da partida direta
    • em casos de grande distância entre motor e chave de partida, o custo é elevado devido a necessidade de seis cabos

Partida por autotransformador

  • Partida por autotransformador

    • O motor é alimentado com tensão reduzida através de um autotransformador, que é desligado do circuito no final da partida.

Principais características

  • Principais características

    • Destina-se a máquinas de grande porte, que partem com aproximadamente metade da carga nominal (conjugado resistente de partida próximo da metade do conjugado nominal do motor), tais como: calandras, britadores, compressores, etc;
    • Partidas normais (< 20s). Para partidas prolongadas (pesadas), deve-se ajustar as especificações do contator, relé de sobrecarga, condutores, etc;
    • Auto-transformador (com proteção térmica): taps de 65 a 80%;
    • Relé de sobrecarga: ajustar para a corrente de serviço (nominal do motor);
    • Relé de tempo: ajustar a um tempo de aceleração à aproximadamente 90% da rotação nominal;
    • Frequência de manobras: média de 10 à 15 manobras/hora.

Partida por auto-transformador

  • Partida por auto-transformador

    • VANTAGENS
    • pode ser usada para partida de motores sob carga
    • proporciona um conjugado de partida ajustável às necessidades da carga
    • a corrente de partida é reduzida (proporcional a I2):
      • TAP 65% de Un: redução para 42% do seu valor de partida direta
      • TAP 80% de Un: redução para 64% do seu valor de partida direta
    • DESVANTAGENS
    • custo maior que a estrela-triângulo, além da construção mais volumosa, necessitando de quadros maiores
    • frequência de manobras limitada

QUADRO COMPARATIVO

  • QUADRO COMPARATIVO

  • Tipo de chave Tensão Ip Torque Partida

  • Direta 100% Ip Cp A plena carga

  • Estrela-triângulo 58% Ip x 0,33 Cp x 0,33 Praticam. a vazio*

  • Compensadora 80% Ip x 0,64 Cp x 0,64 Com carga

  • TAP 80% TAP 80%

  • 65% Ip x 0,42 Cp x 0,42

  • TAP 65% TAP 65%

  • * ex: bombas e ventiladores com registro fechado, correias transp. sem carga, compressores com válvula fechada, etc.

Soft-starter (partida suave)

  • Soft-starter (partida suave)

    • A alimentação do motor, quando é colocado em funcionamento, é feita por aumento progressivo da tensão (rampa de tensão), o que permite uma partida sem golpes e reduz o pico de corrente.

É um dispositivo eletrônico para controle de tensão, ou seja, servem para acelerar/desacelerar a velocidade dos motores na partida.

  • É um dispositivo eletrônico para controle de tensão, ou seja, servem para acelerar/desacelerar a velocidade dos motores na partida.

  • A tensão reduzida é controlada ajustando-se o ângulo de disparo de um par de tiristores em antiparalelo em cada fase da fonte. Circuitos de controle eletrônico controlam a tensão aplicada ao motor.

Pelo ajuste correto das variáveis de controle, o torque do motor e a corrente são idealmente ajustadas às necessidades da carga. A medida que a tensão vai aumentando (num período ajustável de tempo – rampa de tensão), a corrente aumenta para acelerar a carga de uma maneira suave e sem degraus.

  • Pelo ajuste correto das variáveis de controle, o torque do motor e a corrente são idealmente ajustadas às necessidades da carga. A medida que a tensão vai aumentando (num período ajustável de tempo – rampa de tensão), a corrente aumenta para acelerar a carga de uma maneira suave e sem degraus.

Parada do motor: por inércia ou controlada

  • Parada do motor: por inércia ou controlada

    • Por inércia: tensão vai “instantaneamente” a zero, implicando que o motor não produza nenhum conjugado na carga, que por sua vez vai perdendo velocidade até parar.
    • Controlada: soft-starter vai gradualmente reduzindo a tensão de saída até um valor mínimo de tempo pré-definido.

Partida por soft-starter

  • Partida por soft-starter

    • VANTAGENS
    • controle da corrente de partida (próxima à nominal)
    • não existe limitação do número de manobras/hora
    • longa vida útil pois não possui partes eletromecânicas móveis
    • torque de partida próximo do torque nominal
    • pode ser empregada também para desacelerar o motor
    • possibilita inversão do sentido de rotação
    • Proteções integrais (falta de fase, sobrecorrente, subcorrente, sobrecarga etc)
    • DESVANTAGENS
    • É necessário tensão auxiliar para o soft-starter
    • Maior custo na medida em que a potência do motor é reduzida
    • distorções harmônicas na linha

A tecnologia TCS foi desenvolvida para o Soft-Start e permite, através de um novo algoritmo, o Controle de Tensão e Corrente do motor, fazendo com que o Conjugado de aceleração e desaceleração sejam lineares.

  • A tecnologia TCS foi desenvolvida para o Soft-Start e permite, através de um novo algoritmo, o Controle de Tensão e Corrente do motor, fazendo com que o Conjugado de aceleração e desaceleração sejam lineares.

  • Esta Tecnologia conta com uma lógica chamada:

  • “Fuzzi Logic”- conhecida como lógica nebulosa ou difusa.

  • Com a utilização deste algoritmo conseguimos respostas mais rápidas, precisas e estáveis para o controle em Conjugado.

Vantagens do controle do conjugado

  • Vantagens do controle do conjugado

  • O que é um inversor de frequência?

ETAPA DE ENTRADA (RETIFICADORA)

  • ETAPA DE ENTRADA (RETIFICADORA)

    • Composta de pontes trifásicas de diodos, que fazem o papel de retificação da tensão e frequência alternada da rede com valor fixo (ex, 220V-60Hz), transformando-a em corrente contínua.
  • ETAPA DE FILTRAGEM (CIRCUITO INTERMEDIÁRIO)

    • Composta por capacitores para troca de potência reativa com o motor nos momentos em que o motor opera como “motor” ou “gerador”, além de diminuir as ondulações na tensão que foi retificada pela etapa de entrada, garantindo o fornecimento de tensão CC à etapa seguinte.
  • ETAPA DE POTÊNCIA

    • Com o sinal CC, os semicondutores que compões o inversor, através de técnicas digitais (ex: PWM), chaveiam o sinal controlando o tempo de “ligamento e desligamento” dos semicondutores, fazendo o valor médio variar, conseguindo “fabricar” uma nova onda senoidal com frequência variável.

  • Objetivos dos acionamentos utilizando inversores

    • Controle de velocidade e torque nos motores elétricos;
    • Precisão na movimentação de carga;
    • Sincronismo na operação conjunta de motores;
    • Proteção operacional contra sobrecargas, curto-circuitos e acidentes;
    • Repetibilidade e uniformidade na produção industrial;
    • Possibilidade de interligação em redes de automação.

Filosofias de controle

  • Filosofias de controle

    • CONTROLE ESCALAR: Variação da tensão e freqüência proporcionalmente dependendo do modelo do inversor (controle U/f).
    • CONTROLE VETORIAL: Controle individual dos componentes elétricos do motor (corrente de magnetização, corrente rotórica). Controle de velocidade e torque do motor.

Controle escalar de tensão: controle U/f

  • Controle escalar de tensão: controle U/f

Controle escalar de tensão: controle U/f

  • Controle escalar de tensão: controle U/f

Controle escalar de tensão: controle U/f

  • Controle escalar de tensão: controle U/f

Controle escalar de tensão: controle U/f

  • Controle escalar de tensão: controle U/f

Controle escalar de tensão: controle U/f

  • Controle escalar de tensão: controle U/f

Controle escalar de tensão: controle U/f

  • Controle escalar de tensão: controle U/f

Controle escalar em inversores de frequência é utilizado em aplicações normais que não requerem elevada dinâmica (grandes acelerações e frenagens), nem elevada precisão e nem controle de torque;

  • Controle escalar em inversores de frequência é utilizado em aplicações normais que não requerem elevada dinâmica (grandes acelerações e frenagens), nem elevada precisão e nem controle de torque;

  • Um inversor com controle escalar pode controlar a velocidade de rotação do motor com precisão de 0,5% da rotação nominal para sistemas sem variação de carga, e de 3 a 5% com variação de carga de 0 a 100% do torque nominal;

  • A faixa de variação de velocidade é pequena e da ordem de 1:10 (ex: 6Hz a 60Hz);

  • O inversor de frequência escalar é mais utilizado em sistemas que não requerem alto desempenho;

  • Custo menor quando comparado ao controle vetorial.

Controle vetorial

  • Controle vetorial

    • Em aplicações onde se faz necessária uma alta performance dinâmica, respostas rápidas e alta precisão de regulação de velocidade, o motor elétrico deverá fornecer essencialmente um controle preciso de torque para uma faixa extensa de condições de operação;
    • Acionamentos CC  sempre representaram uma solução ideal, pois a proporcionalidade da corrente de armadura, do fluxo e do troque num motor CC proporcionam um meio direto para o seu controle;
    • A diferença entre controle escalar (U/f) e o controle Vetorial, é a malha de controle, que permite monitoração independente da velocidade e do torque requerido.

Controle vetorial

  • Controle vetorial

Controle vetorial

  • Controle vetorial

    • No motor de indução, a corrente do estator é a responsável por gerar o fluxo de magnetização e o fluxo de torque, não permitindo obter um controle direto de torque;
    • No inversor V/f a referência de velocidade é usada como sinal para gerar os parâmetros V/f;
    • No inversor vetorial, calcula-se a corrente necessária para produzir o torque requerido pela máquina, calculando-se a corrente do estator e a corrente de magnetização;
    • Controle vetorial: performance dinâmica de um acionamento CC e as vantagens de um motor CA;

Controle vetorial

  • Controle vetorial

  • O Controle Vetorial pode ser de dois tipos:

    • Sensorless: malha aberta (sem encoder – tacogerador de pulsos)
    • Com encoder: malha fechada (com realimentação de velocidade por encoder)
  • Ambos apresentam excelentes características de regulação e resposta dinâmica, sendo que o controle com encoder apresenta um grau de desempenho superior

Com encoder

  • Com encoder

    • Regulação de velocidade: 0,01%
    • Regulação de torque: 5%
    • Faixa de variação de velocidade: 1:1000
    • Torque de partida: 400% máx.
    • Torque máximo (não contínuo): 400%

VANTAGENS

  • VANTAGENS

    • Utilização de motores de indução padrão;
    • Alta precisão de velocidade;
    • Suavidade nos movimentos;
    • Sincronismo c/ alta precisão;
    • Torque controlável;
    • Ampla faixa de variação de velocidade;
    • Pesos e dimensões reduzidas;
    • Operação em áreas de risco;
    • Disponibilidade de “by-pass”;
    • Cos  próximo de 1;
    • Frenagem regenerativa;
    • Economia de energia.

Título: CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA

  • Título: CORREÇÃO DO FATOR DE POTÊNCIA

  • Formato: 247 páginas formato A4 - 210 x 297mm

  • e-Book (em CD-Rom), totalmente ilustrado, mais de 30 exercícios práticos, conforme resolução 456 da ANEEL DE 29/11/00!

Título: PASSO A PASSO DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS

  • Título: PASSO A PASSO DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS RESIDENCIAIS

  • Formato: aproximadamente 400 páginas formato A4 - 210 x 297mm

  • e-Book (em CD-Rom), totalmente ilustrado, com mais de 60 plantas do projeto detalhadas em AutoCAD, mostrando a aplicação passo-a-passo da NBR 5410 nas instalações elétricas residenciais.

Título: UTILITÁRIO PARA CÁLCULOS ELETROTÉCNICOS

  • Título: UTILITÁRIO PARA CÁLCULOS ELETROTÉCNICOS

  • Planilha eletrônica (em CD-Rom), para automatização dos cálculos de projetos elétricos residenciais.

Título: AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS: verificação, inspeção e ensaios

  • Título: AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS: verificação, inspeção e ensaios

  • Formato: 167 páginas formato A4 - 210 x 297mm

  • e-Book (em CD-Rom) sobre o mais recente tema da área de instalações elétricas: a avaliação da conformidade das instalações elétricas de baixa tensão.

Título: INTERPRETANDO A NBR 5410: INFLUÊNCIAS EXTERNAS E GRAUS DE PROTEÇÃO

  • Título: INTERPRETANDO A NBR 5410: INFLUÊNCIAS EXTERNAS E GRAUS DE PROTEÇÃO

  • Formato: 63 páginas formato A4 - 210 x 297mm

  • e-book (em CD-Rom) + Software G-pro versão 1.0

VERT ENGENHARIA

  • VERT ENGENHARIA

  • www.vertengenharia.com.br

  • vendas@vertengenharia.com.br

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