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Sistema de Ensino Presencial Conectado

TECNOLOGIA EM GESTÃO AMBIENTAL

AUTORIA:

RONIVON POMAROLI DE LELES

POLUIÇÃO DOS SOLOS

URUPÁ-RO

2010

ronivon pomaroli de leles

POLUIÇÃO DO SOLO

Trabalho apresentado a disciplina dePoluição do solo, atmosfera e águas continentais da Universidade Norte do Paraná - UNOPAR

Prof: Ewerton de Oliveira Pires

URUPÁ-RONDONIA

2010

SUMÁRIO
  1. INTRODUÇÃO

Este trabalho foi elaborado no âmbito da disciplina Poluição do solo, atmosfera e águas continentais, abordando a Poluição do Solo a partir do lixão a céu aberto da cidade de Urupá-RO, onde considero um local extremamente poluído com deposito diário de 3 toneladas de resíduos sólidos.

Começarei apresentando os conceitos de solo, e em seguida abordarei sobre a poluição do solo a partir de resíduos sólidos de origem urbana, causas, conseqüências e possíveis tratamentos.

  1. DESENVOLVIMENTO

    1. SOLO

O solo pode ser conceituado como um manto superficial formado por rocha desagregada em mistura com matéria orgânica em decomposição, contendo, ainda, água e ar em proporções variáveis e organismos vivos.

A composição de um solo pode variar muito de um local ao outro devido às características físicas e climáticas daquela região. Em termos de parâmetros de comparação, os componentes podem ser encontrados nas seguintes proporções:

- 45% de elementos minerais;

- 25% de ar;

- 25% de água e;

- 5% de matéria orgânica.

A formação dos solos é resultante de ações combinadas, como clima (pluviosidade, umidade, temperatura etc.), natureza dos organismos (vegetação, microorganismos decompositores etc.), material de origem, relevo e idade. Estas ações levam à formação dos horizontes, ou estratos de sedimentos, que para serem diferenciados é necessário que se observe alguns critérios, como cor, textura, consistência, estrutura, etc.; a espessura de cada horizonte, ou seja, a profundidade do solo pode variar de acordo com as ações sofridas por ele, como por exemplo, regiões áridas, em que o intemperismo é menos intenso, os solos tendem a ser menos profundos, com fina camada de matéria orgânica, já regiões de clima temperado, o solo está exposto a um intenso intemperismo bem como à meteorização, caracterizando assim um solo bem desenvolvido.

    1. poluição dos solos

A poluição do solo pode ser entendida como qualquer alteração provocada nas suas características, pela introdução de produtos químicos ou resíduos, de forma que ele se trone prejudicial ao homem e a outros organismos, ou tenha os seus usos prejudicados.

O uso da terra para centros urbanos, para as atividades agrícola, pecuária e industrial tem tido como conseqüência, elevados níveis de contaminação. De fato, aos usos referidos associam-se, geralmente, descargas acidentais ou voluntárias de poluentes no solo e águas, deposição não controlada de produtos que podem ser resíduos perigosos, lixeiras e/ou aterros sanitários não controlados, deposições atmosféricas resultantes das várias atividades, etc. Assim, ao longo dos últimos anos, têm sido detectados numerosos casos de contaminação do solo em zonas, urbanas e também rurais.

A contaminação do solo tem-se tornado uma das maiores preocupações ambientais, uma vez que, geralmente, a contaminação interfere no ambiente global da área afetada (solo, águas superficiais e subterrâneas, ar, fauna e vegetação), podendo mesmo estar na origem de problemas de saúde pública.

    1. Poluição de Origem Urbana

A poluição do solo urbano é proveniente dos resíduos gerados pelas atividades econômicas que são típicas das cidades, como a indústria, o comércio e os serviços, além dos resíduos provenientes do grande número de residências presentes em áreas relativamente restritas. Difere da poluição rural por um outro aspecto importante do ponto de vista ecológico e de equilíbrio dos ecossistemas. A maior parte dos resíduos urbanos é proveniente de áreas externas ao seu território. Ao serem lançados ou dispostos adequadamente nos limites do território urbano, eles não só acentuam os problemas de poluição (especialmente quando ela é entendida pelo seu conceito de ‘indigestão’ em um segmento da biosfera), como causam o empobrecimento nas áreas de onde provem a matéria e a energia que, após a utilização no meio urbano, transformam-se em resíduos.

    1. RESÍDUOS SÓLIDOS E ESGOTOS

Os resíduos sólidos compreendem todos os restos domésticos e resíduos não perigosos, tais como os resíduos comerciais e institucionais, o lixo da rua e os entulhos de construção. Em alguns países, o sistema de gestão dos resíduos sólidos também se ocupa dos resíduos humanos, tais como excrementos, cinzas de incineradores, sedimentos de fossas sépticas e de instalações de tratamento de esgoto.

Os depósitos de lixo no solo, feitos de forma não sanitária, além do aspecto estético desagradável, causam maus odores, devido à decomposição anaeróbia dos resíduos orgânicos e também resultam na proliferação de moscas, baratas, ratos e animais que integram a cadeia de transmissão de muitas doenças.

O lixo, quando depositado em terrenos baldios, a céu aberto pode resultar na produção de chorume, que é um líquido resultante da própria umidade do lixo ou da decomposição dos resíduos, mais a água pluvial que percola através do mesmo, o qual, sendo carreado para os mananciais de água, causa a sua poluição.

A poluição do solo pode ocorrer, também, como resultado do lançamento de resíduos líquidos (esgotos) nos terrenos. Os dejetos de origem humana, alcançando o solo contribuem para a transmissão de doenças, destacando-se as verminoses, adquiridas através do contato da pela com a terra contaminada. Assim como os resíduos sólidos, os esgotos domésticos, industriais e de outras fontes, dispostos no solo, podem alcançar níveis freáticos, poluindo-os.

    1. Conseqüências da poluição do solo

O solo leva vários séculos ou até milhões de anos para se formar sob a ação dos agentes naturais (intemperismo), enquanto que a sua destruição poderá ocorrer em apenas um ou em poucos anos, devido às atividades humanas.

Os poluentes depositados no solo sem nenhum tipo de controle causam a contaminação dos lençóis freáticos, pois a chuva atravessa o lixo, dissolve os produtos tóxicos nele existentes e, por infiltração ou escoamento, polui os ribeiros, os rios e os lagos ocasionando também a poluição das águas. Produzem gases tóxicos, além de provocar sérias alterações ambientais como, por exemplo, a chuva ácida.

3. TRATAMENTOS PARA A POLUIÇÃO

Com o expressivo crescimento dos estudos tecnológicos, foi possível a elaboração de formas de tratamento de solos contaminados, porém exige um investimento muito alto, o que torna sua viabilidade muito difícil, principalmente para as empresas de pequeno porte.

Os tipos mais comuns de tecnologia de tratamento, empregados na recuperação de solos contaminados, são:

- Tratamento Térmico:consiste na desinfestação do solo através do uso de vapores. As instalações para este método de tratamento podem ser semi-móveis, e os custos dependem, não só do processo em si, como também do teor de umidade, tipo de solo e concentração de poluentes, bem como de medidas de segurança e das regulamentações ambientais em vigor. Uma das vantagens deste método, é a ausência de resíduos tóxicos, como pode ocorrer em outros tipos de tratamento.

- Tratamento Físico-Químico: dos processos físico-químicos, os métodos atualmente mais usados baseiam-se na lavagem do solo. Estes métodos fundamentam-se no princípio tecnológico da transferência de um contaminante do solo para um aceitador de fase líquida ou gasosa. Os principais produtos a obter são o solo tratado e os contaminantes concentrados. O processo específico de tratamento depende do tipo(s) de contaminante(s), nomeadamente no que se refere ao tipo de ligação que estabelece com as partículas do solo.

- Tratamento Biológico: os métodos biológicos baseiam-se no fato de que os microorganismos têm possibilidades praticamente ilimitadas para metabolizar compostos químicos. Tanto o solo como as águas subterrâneas contêm elevado número de microorganismos que, gradualmente, vão se adaptando às fontes de energia e carbono disponíveis, quer sejam açúcares facilmente metabolizáveis querem sejam compostos orgânicos complexos. No tratamento biológico, os microorganismos naturais, presentes na matriz, são estimulados para uma degradação controlada dos contaminantes (dando às bactérias um ambiente propício, oxigênio, nutrientes, temperatura, pH, umidade, mistura, etc.). Em determinadas situações (presença de poluentes muito persistentes), pode ser necessário recorrer a microorganismos específicos ou a microorganismos geneticamente modificados, de modo a conseguir uma otimização da biodegradação.

  1. CONCLUSÃO

O problema é que na cidade de Urupá que tem aproximadamente 18 mil habitantes e o destino final dos resíduos sólidos são depositados a céu aberto sem tratar o lixo, é apenas empurrado com trator para abaixo da terra, não é comprimido, não é coberto com uma camada de areia como deveria ser para diminuir os odores, incêndios, proliferação de insetos e roedores e os próprios urubus. Teria que utilizar métodos para diminuir a poluição do solo, e consequentemente água e ar como incineradores que é queimar o lixo em altas temperaturas talvez porque tenha um custo alto devido a utilização de equipamentos especiais, mas reduz o volume do lixo, cerca de 3% do volume original, compostagemque é a transformação do lixo em adubo melhorando a qualidade do solo e serve para produzir gás combustível metano que se utiliza em caldeiras, fogões e pequenos motores chamados através de aparelhos biodigestores, reciclagem que é transformar lixo como plástico, papel, vidro, metal, entulho em obras de arte e também plantar leguminosas para recuperar a composição do solo.

  1. REFERÊNCIAS

http://www.ebah.com.br/residuos-solidos-pdf-a28424.html

acessado em 16/04/2010

www.monografias.com.br acessado em 16/04/2010;

  1. ANEXOS

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