Técnicas para um bom chute

Técnicas para um bom chute

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As 13 Técnicas de Chute para o NOVO ENEM...............................1/47

As 13 TÉCNICAS de CHUTE para o NOVOENEM

Grupos de Estudo — onde a Técnica do Chute é elaborada PAULO CÉSAR PEREIRA

Engenheiro Civil pela UFJF.

Especialista em Mercado Financeiro

Produz Gráficos, análises e Projeções Macroeconômicas para palestras. Personal de concurseiro—32 concursos, 25 aprovações

Vila Santa Isabel, 51-Centro 37443-0 Baependi MG —28 de junho de 2009 35.3343.2422 - 35.9804.3191 Orkut, msn e e-mail: sapoia01@gmail.com w.cine-master.blogspot.com

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1 - ÍNDICE ASSUNTO PÁG.

1) ÍNDICE02
2) A TÉCNICA DO CHUTE03
3) POLITICAMENTE CORRETO05
3.1) VIÉS IDEOLÓGICO05
4) ELIMINAÇÃO DAS ABSURDAS / A MAIS CORRETA14
5) INCLUSIVAS E EXCLUSIVAS16
6) O TAMANHO DOS ITENS20
7) OVELHA NEGRA24
8) A MAIS VOTADA27
9) CASCA DE BANANA29
10) GRAU DE DIFICULDADE34
1) PARCIALMENTE CORRETAS38
1.1) BATATA PODRE……………………………………………38
1.2) CAUSA/CONSEQUÊNCIA38
1.3) INVERSÕES38
12) A CARA DO GABARITO……............................................... 43
13) QUADRO SINÓPTICO DAS 13 TÉCNICAS DE CHUTE…………45
14) MONTAGEM DAS APOSTILAS46
15) TOP FIVE – AS CINCO MAIS DIFÍCEIS DO ENEM 2006

16) O CHUTE e a TEORIA da RESPOSTA ao ITEM—BLEFE do INEP?...

para o NOVO ENEM

17) O SIMULADO do INEP RESOLVIDO pelas 13 TÉCNICAS de CHUTE NOTA: ÚLTIMOS CAPÍTULOS AINDA EM ELABORAÇÃO.

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2 – A TÉCNICA DO CHUTE Técnica é Arte ou Ciência.

Chutar é decidir com informações e/ou conhecimento incompletos.

A grande maioria das nossas decisões é no chute, pois a certeza absoluta é incompatível com a natureza das coisas.

Veja o conselho do William Douglas:

Em todas as áreas onde se lida com o comportamento humano e em todas as ciências não exatas, a tendência natural é a de que sempre existam exceções e ressalvas. Como diz o ditado, “toda regra tem exceção”. Isso, no Direito, por exemplo, é constantemente correto afirmar-se. Ora, sendo assim as coisas, quando você estiver em dúvida, deve eliminar as alternativas que não abram espaços para exceções, com palavras como “nunca”, “sempre”, “sem exceções”, “jamais”, etc. A probabilidade de acerto será maior se marcarmos as questões mais abertas, que admitam uma ou outra exceção ou ressalva.

Para aumentar o grau de discriminação e tentar escapar da Técnica do Chute, no ENEM, o INEP sonega informações, aumentando a incerteza e a confusão.

Assim, os itens falsos se tornam parcialmente verdadeiros e os corretos parcialmente falsos.

Veja os critérios adotados para elaborar questões: não contêm certas palavras que induzem a afirmações falsas ou verdadeiras. Frases onde aparecem “sempre” ou “nunca”, “tudo” ou “todo”, “só” ou “somente” são, em sua grande maioria, falsas. As que contêm “alguns” ou “geralmente” são quase sempre verdadeiras;

Nós, das Ciências

Exatas, estamos acostumados a lidar com a falibilidade dos conceitos. A Teoria da Relatividade de Einstein, o Princípio da Incerteza de Heisenberg e a Teoria do Caos, nos mostraram o quão inexatas são as ciências, até mesmo as chamadas Ciências Exatas.

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A Técnica do Chute tradicional é para “quando o candidato não sabe a resposta e marca qualquer uma das opções para ver se acerta ‘na sorte’”.

Nossa Técnica do Chute inova ao estudar as nuances com as quais o INEP compõe o ENEM, suas Situações-Problema, suas questões, seus itens e seus distratores.

Inova, também, ao propor o uso concomitante do conhecimento adquirido nas escolas com a Técnica do Chute, na análise de cada um dos 900 itens do ENEM.

Tal qual num cubo mágico ou num quebra cabeça, ao final, todas as peças se encaixam.

Nas escolas nos ensinam que basta um bom estudo para obtermos sucesso nos vestibulares. Mas não é bem assim.

Estudar, dedicada e inteligentemente, é imprescindível, mas não é o bastante.

Para obter as melhores classificações é necessário ir além. Compreender detalhadamente o processo de avaliação. Além disso, fazer bom uso da Hermenêutica e das Técnicas de Chute.

Esta é a trilha das próximas páginas. Estudar, minuciosamente, como o INEP formula o ENEM, elabora questões e falseia os itens não é só tarefa estimulante, é altamente compensadora.

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3 – POLITICAMENTE CORRETO

Imagine um ministro dizer: —Eu não tenho escrúpulos. O que é bom a gente fatura; o que é ruim, esconde.

Pode parecer brincadeira, mas disse. O pior: foi a mais bela verdade que ouvi de um homem público.

“Quem fala a verdade não merece castigo”? Bom seria se não merecesse.

Diante de uma verdade politicamente incorreta o Ministro Rubens Ricupero foi demitido no chamado Escândalo da Parabólica.

Mas, o que é politicamente correto? Quem decide o que é politicamente correto?

No nosso caso, ficará bem mais claro o que é politicamente correto, para o INEP, se estudarmos seus objetivos.

Além de avaliar e classificar os alunos brasileiros o INEP tem outros objetivos: 1)reestruturar a grade curricular do Ensino Médio, tornando-a menos extensa; 2)mudar de ensino informativo, enciclopédico (da decoreba) para ensino analítico e capacitador; 3) incutir, nos jovens, valores que julga fundamentais.

Os textos, os enunciados e os itens formam um conjunto. Analisados, revelam o viés ideológico do INEP.

3.1 – VIÉS IDEOLÓGICO

O VIÉS IDEOLÓGICO do INEP é altamente favorável ao MEIO

AMBIENTE, aos cuidados remendados à nossa SAÚDE e revela grande preocupação os DIREITOS HUMANOS, notadamente com a JUSTIÇA SOCIAL.

A Educação é um meio para se atingir os três objetivos assim, daí ela está por traz de todas as questões e aparece explicitamente nos temas de redação do ENEM:

ANO TEMA VIÉS 1998Viver e AprenderEDUCAÇÃO 1999Cidadania e participação social.DIREITOS HUMANOS

2000Direitos da criança e do adolescente: como enfrentar esse desafio nacional? DIREITOS HUMANOS

2001Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito? MEIO AMBIENTE

2002O direito de votar: como fazer dessa conquista um meio para promover as transformações sociais de que o Brasil necessita? w.cine-master.blogspot.com

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2003A violência na sociedade brasileira: como mudar as regras desse jogo? DIREITOS HUMANOS

2004Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de comunicação? DIREITOS HUMANOS

2005O trabalho infantil na realidade brasileira.DIREITOS HUMANOS 2006O poder de transformação da leitura.EDUCAÇÃO 2007O desafio de se conviver com a diferençaDIREITOS HUMANOS 2008A Máquina de Chuva da AmazôniaMEIO AMBIENTE

3.1.1 – MEIO AMBIENTE

No ENEM, a proteção ao MEIO AMBIENTE se mostra pela manutenção das

Florestas, dos Animais e da Água. O ponto culminante para se atingir estes objetivos é a diminuição do consumo, especialmente o dos combustíveis fósseis. Assim, exercemos menor pressão sobre os RECURSOS NATURAIS e geramos menos LIXO.

Na questão a seguir, podemos observar grande preocupação com o consumo de combustíveis fósseis e o conseqüente Efeito Estufa. Notamos também que a preocupação em evitar determinadas palavras que facilitariam a TÉCNICA DO CHUTE acaba por tornar a questão dúbia e mal formulada.

Questão 3 do ENEM 1999: Se, por economia, abaixarmos o fogo sob uma panela de pressão logo que se inicia a saída de vapor pela válvula, de forma simplesmente a manter a fervura, o tempo de cozimento CB PR

(A)-0,093%será maior porque a panela “esfria”. (B)-0,3112%será menor, pois diminui a perda de água. (C)0,0640%será maior, pois a pressão diminui. (D)-0,1217%será maior, pois a evaporação diminui.

(E)0,2328%não será alterado, pois a temperatura não varia. CB = COEFICIENTE BISSERIAL

PR = PORCENTAGEM DE RESPOSTA (percentual de alunos que marcaram o item) Fonte: INEP.

Veja a definição de coeficiente bisserial dado pelo INEP:

Esse coeficiente é relacionado ao coeficiente de correlação de Pearson entre a variável 0-1 e a medida de rendimento do aluno (por exemplo, a nota global). Esse coeficiente é calculado para cada uma das alternativas do item e dizemos que um item tem bom desempenho quando esse coeficiente tem valor “alto” positivo associado à alternativa correta e valores negativos associados aos distratores. Quando há algum valor positivo associado a um distrator, isso significa que a alternativa atraiu alunos com bom desempenho no teste.

A importância dada ao coeficiente bisserial é tamanha que são vetadas as questões onde o item correto apresentar coeficiente inferior a 30:

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6. Para cada uma das habilidades são elaboradas três questões e após análise dos resultados do pré-teste, são selecionadas aquelas que apresentam pertinência mais direta com a habilidade, originalidade e coeficiente bisserial maior de 30; Fonte: INEP.

1)o DISTRATOR (A) foi mal elaborado pois não conseguiu atrair os alunos ruins; 2)o DISTRATOR (B) cumpriu sua função, pois atraiu grande parte dos alunos de pior desempenho (CB = -0,31); 3)o DISTRATOR (C) foi de extrema infelicidade, além de atrair 40% dos alunos (bem mais do que 28% do item tomado por correto) atraiu alunos de bom desempenho, fato denunciado pelo coeficiente bisserial positivo (CB = 0,06); 4)o DISTRATOR (D) foi bom (CB=-0,12); 5)o item (E), tomado por correto pelo INEP, foi ruim, pois não atendeu ao critério mínimo de CB = 30 (foi de apenas 0,23).

Para que o item correto fosse o (E), sua redação deveria ser: Praticamente não será alterado, pois a temperatura pouco varia.

O problema é que neste caso as palavras PRATICAMENTE e POUCO seriam inclusivas e denunciariam a veracidade do item, deixando de atender à outra recomendação do INEP:

não contêm certas palavras que induzem a afirmações falsas ou verdadeiras. Frases onde aparecem “sempre” ou “nunca”, “tudo” ou “todo”, “só” ou “somente” são, em sua grande maioria, falsas. As que contêm “alguns” ou “geralmente” são quase sempre verdadeiras;

É nesta sinuca de bico que fica o examinador. Se correr o bicho pega, se ficar, o bicho come.

Diz o INEP que a questão foi difícil, mas na verdade ela foi mesmo é mal elaborada.

Proporção de acerto do grupo superior = 0,39 Proporção de acerto do grupo inferior = 0,21 Grau de discriminação = 0,39 - 0,21 = 0,18 Fonte: INEP.

O grau de discriminação foi baixíssimo, pois o percentual de alunos do grupo superior que acertou a questão foi de apenas 39%.

GRAU DE DISCRIMINAÇÃO o “grau de discriminação” é definido como sendo a diferença entre as porcentagens de acerto dos grupos superior e inferior. Usualmente, o grupo w.cine-master.blogspot.com

As 13 Técnicas de Chute para o NOVO ENEM...............................8/47 superior é formado pelos 27% dos examinados que tiveram os melhores escores totais e o grupo inferior pelos 27% dos examinados que tiveram os piores escores totais. Fonte: INEP.

Veja o que o INEP pensa a respeito da questão 3 do ENEM 1999:

A resposta a esta situação-problema exigia que os alunos demonstrassem o conhecimento da manutenção da temperatura numa mudança de estado à pressão constante, ou seja, que percebessem que a temperatura do líquido mantém-se a mesma, não se alterando pelo tempo de cozimento. Fonte: INEP.

A Bíblia do ENEM vai pelo mesmo caminho:

B - "Uma vez que se inicia a saída de vapor pela válvula, já temos a mudança de fase ocorrendo. Para substâncias puras, a temperatura permanece constante durante a mudança de fase. Se abaixarmos o fogo, a temperatura da água não será alterada desde que se mantenham constantes a fervura e a pressão do vapor no interior da panela. Resposta: Letra E" (Fonte: A Bíblia do ENEM)

Por ser Engenheiro Civil, posso lhes explicar o que ocorreu, pois estudei na matéria de INSTALAÇÕES HIDRÁUDICAS o que faz um fluido se movimentar dentro de um duto. Vejam o desenho:

Para levantar a “válvula com pino” precisamos que a pressão dentro da panela seja cerca do dobro da pressão atmosférica.

Depois, precisamos de uma pressão adicional, que será proporcional à quantidade de vapor que passa pelo orifício.

Portanto, ao abaixarmos o fogo a quantidade de vapor que passará pela “válvula com pino” será menor, e corretos estavam os candidatos que marcaram: (C)0,0640%será maior, pois a pressão diminui.

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Assim, o viés ideológico e os critérios passaram por cima do item verdadeiro, punindo 40% dos candidatos.

E acabou por premiar os alunos maliciosos, que foram no item politicamente correto, que nos induzia a acreditar que é possível economizar gás, sem aumentar o tempo de cozimento:

(E)0,2328%não será alterado, pois a temperatura não varia.

Portanto, a verdade não é absoluta no ENEM.

Assim os alunos bons marcam o item que julgam que os examinadores escolherão por correto. Os examinadores, pelo coeficiente bisserial, tomam por correto justamente o item que os bons alunos marcaram como corretos. Esta é a tal REFLEXIVIDADE.

A REFLEXIVIDADE pode ser facilmente compreendida pelo exemplo abaixo:

Imagine um concurso de MISS, com vinte jurados. Cada um votará na mulher mais bonita e ganhará um milhão de reais, caso seu voto seja dado para quem ganhar o concurso.

Como vocês já imaginaram, os votos serão dados levando-se em conta os gostos dos demais jurados. Ninguém externará sua própria avaliação, mas tentará adivinhar o voto dos outros 19 jurados. O resultado será reflexivo.

A reflexividade é velha conhecida dos mercados financeiros:

Há, entre nossa compreensão e os eventos, uma interação de mão dupla que introduz em ambos um elemento de incerteza. Ela garante que não possamos basear nossas decisões no conhecimento e que nossas ações estejam sujeitas a ter conseqüências não planejadas. Os dois efeitos alimentam-se um ao outro. Este mecanismo de duplo feedback é a reflexividade, pedra angular da estrutura conceitual de George Soros.

3.1.2 – JUSTIÇA SOCIAL

Com muita propriedade, o Governo Federal, pelas mãos do INEP, nos coloca a visão das classes menos favorecidas, despertando em nós o sentimento da compaixão.

O viés já aparece ao escolher a fonte. A Folha de São Paulo está à esquerda do “Estadão” e de “O Globo”.

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Agora veja o texto, a charge e os itens:

ENEM 2007 - Texto para as questões 10 e 1

Álcool, crescimento e pobreza

O lavrador de Ribeirão Preto recebe em média R$ 2,50 por tonelada de cana cortada. Nos anos 80, esse trabalhador cortava cinco toneladas de cana por dia.A mecanização da colheita o obrigou a ser mais produtivo.O corta-cana derruba agora oito toneladas por dia.

O trabalhador deve cortar a cana rente ao chão, encurvado. Usa roupas malajambradas, quentes, que lhe cobrem o corpo, para que não seja lanhado pelas folhas da planta. O excesso de trabalho causa a birola: tontura, desmaio, cãibra, convulsão. A fim de agüentar dores e cansaço, esse trabalhador toma drogas e soluções de glicose, quando não farinha mesmo. Tem aumentado o número de mortes por exaustão nos canaviais.

O setor da cana produz hoje uns 3,5% do PIB. Exporta US$ 8 bilhões. Gera toda a energia elétrica que consome e ainda vende excedentes. A indústria de São Paulo contrata cientistas e engenheiros para desenvolver máquinas e equipamentos mais eficientes para as usinas de álcool. As pesquisas, privada e pública, na área agrícola (cana, laranja, eucalipto etc.) desenvolvem a bioquímica e a genética no país. Folha de S. Paulo, 1/3/2007 (com adaptações).

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