As três perguntas capitais que comandam nossas ações docentes

As três perguntas capitais que comandam nossas ações docentes

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AS TRES PERGUNT AS CAPITAlS 'QUE COMANDAM

E muito proy~vel que quando temos que fazer uma determinada tarefa fac;amos algumas perguntas. Fundamentalmente, h4 tr~ grandes perguntas que sao as grandes intelTogantes da maioria de nossas ac;Oes:flor qu!? 0 qu!? e Como? Por que yOUpreparar este jantar? 0 que you preparar para 0jantar? Como you prepararo jantar?

Na nossa ac;ao docente estas tees perguntas, balizarn qualquer atividade: quando definimos 0 cUlTfculode wn curso; quando pla-

em uma disciplina; quando preparamos uma aulaSempre e cada

nejamos urn perCodoletivo; quando definimos 0 que vamos ensinar vez estas aresperguntas devem estar presentes.

Por que ensinar Qufmica no 2 grau? 0 que ensinar de QuCmica no 2 grau? Como ensinar QuCmicano 2 grau? You tentar responder a estas perguntas, mas veja que, ao lado destas perguntas ge- neralista8, poder-se-ia fazer algumas muito espec£ficas em func;aode situac;~s bem particulares, como: por que ensinar Tabela Peri6dica na 1i! &6riedo 2 grau? 0 que ensinar sobre as Iigac;Oesque ocorrem na mol~ula de hidrogenio no 2 grau? Como explicar arquitetura da

4gua, no estado s6lido, em uma discipJina de Qufmica Geral, no 32 grau? '

H4 umamultiplicidade de situac;Ocs:por que ensinar Qufmica

Geral nos cursos de engenharia ou num curso de zootecnia? Tristes sio as respostas si.&lplistas.como: ensina-se Qufmica no 2 grau porque6 assunto do vestibular (e quantos professores fazem disso uma bandeira para as suas aulas), ou ensina-se Qufmica Geral no curso ~e Engenharia Civil' por-que 6 mat6ria do cUITCcuiomfnimo

f I -I-<',R QUE ENSINAR QUfr-.lICA',' HI1 os que defendem 0 en sino de QuCmica pe)o seu aspecto uti- Iitill"io;esta 6 outra postura. no m!nimo. discutfvel. pois onde est4 a utiJidade do que se ~nsina? Poder-se-ia perguntar mais: 0 ensino de Qu(mica. como ~ feito, ~ uti! para quem? Nao sent ele tam~m 0 coresponsl1vel pelo aumento das diferen~as de classes? Enquanto as

classes dominadas receberem urn ensino Jivresco (at~ ehamado dlil) h~ver4 menos oportunidades de diminuir as diferen~as de classes. 0 cnsino que chamamos de dtH ~. reaJmente. dtil para manter a situa- ~ao,' 56 urn ensino de Qufmica questionador pode transformar-se num ensino libertador. Temos que romper a associa~ao do ensino de Qufmica ao processo de domina~ao e de manuten~ao do poder.

Hit tam~m os que v~m no ensino de Qulmica uma oportunidade de ensinar 0 alum) a pensar; se for este 0 objetivo principal; entao nao vamos ensinar Qulmica. Ensinar a jogar xadrez nao s6 cumpre esta finalidade melhor. como 6 mais atraente. Se nossa ensino tivesse essa finalidade. nao se deveria ter tirado 0 ensino de latim da escola; 6 provl1vel que com 0 latim os estudantes desenvolveriam um melhor racioclnio do que aprendendo configura~6es eletrOnicas ou ajustando equa~Oes. Igualmente dizer que se ensina Qufmica porque ~ bonita, ~ discutfvel; dever-se-ia ensinar mais no 2Q grau sobre pintura, musica, escultura ou at6 jardinagem porque tarnMm sac pelo menos tao bonitas quanta A Qufmica.

Defende-se usualmente 0 ensino de Qufmica pois integra. necessariamente. a forma~ao cientffica do cidadao. Isso 6 verdade, mas pode ser falacioso. Qual ~ a forma~ao cientffica que damos ao aluno? 5e ao concluir 0 2!? grau "sabe" Biologia. Ffsica, Mateml1tiea,

Qu(mica, etc., ele tern uma adequada educafOo cientfjica? Para que serve esta "educa~ao"? Aqui poder-se-ia colocar aquelas restri~6es que foram feitas quando se discutiu 0 aspecto utiJitmo do ensino. A educa~iio esht a servi~o da domina~io ou da liberta~ao? A educa~ao cientrtica que a escola fomeee no I!? e 2!? graus. geraJrnente, favore- ce para que as ci~ncias nao sejam apreciadas pelos estudantes, at~ quando se parte da absurda preocupa~ao de querer formar, jl1a partir do I!.' grau, cientistas. Ao lado do distanciamento que a escola pro- move entre a ci~ncia "que ensina" e a "ci8ncia do cientista" hit ainda 0 descr~dito que a escola infunde aos "saberes populares" at6 por aliar-se mais ao saber institucionalizado.

Mas, entlo, por que ensinar QuCmica? 111se disse que 0 ensino de QI.l!.micadeve facilitar a leitura do mundo - claro que isso nao aCOi'ltecesaberido f6rmulas ou decorando rea~Oes. E precise um en-

\'011 l'OlllC\,'arCOIlluma afinll.::l-;!ioque discutirei na 3~ pergun- ,

()lIflllil'a dl.'vCscr urn facilila<.lor tla kilura do mundo, Quando sabcnlt 'ler rCIIIOSf :tl'i!ilatlas illlhllcras rclai;{}(,'sno mluld'o ern que vive- lilliS, \l';a dois l'idadflos, IInl ana/fahelo C olltro alfahetizado por c,\crlll'lo, lenl4lnJo comprar passagcns ern um3 grande rodovic1ria de

I1I1Wl'apilaJ. San vish'cis a~ dcsv4Il1lagcns do primeiro. Veja agorn dois :dla!Jcri/ados, dos quais Un! conhece Qu(rnica e outro nao, dianlc de notfcias sobrc 0 IISOde defensivos agrkolas ou de eduJco- mntes OlJainda de desastres nudcares como os de ChCOlobyl ou de ( ioi3llia' Aqui 0 primeiro tein condi~'<>csde fazer uma leitura mais nftica sohre a infomla~ao quc e impostn,

Ll1sina-se Qu(mica, enllio, earn pcnnilir que () cidadfio :~ i!'lcrngi~£1hor com.Q..!!lundo, (pensc .in na importancia da segunda perglll1l:l: () qu{' l'IlSillar (/t' (}I/(mico:) )

Ifa oUlra.s juslificati",as lJ.sadas para 0 ensino de Qu(mica que nflo sflo cnnsistcntes, Urn., das mais usadas ~ que por se lratar de disl'ir1in:J 1(1 mll-Ien COnllJnI~ assunll.l de veslibular. Urna tlas gran- des Ix~rdas d() cl1sino de ::!'! grail r: atr\.'la-Jo n prepara~50 do vestibu- I:Ir. I'l irneiro dt.'\'cr(amos qucslionar tju:Jnlos de nossos estudantes f(~a"rK·fll<.' viio para a univer!'>idadc, Ilrt, ?Is\'('/CS, em cscoJas do inte- rior. sillJil\;rlCSelll <Juese "pI i\ iJcgia" dois CHI tres alunos (em geral lias clas<;cs d('Illin:llltes), que prctcndcOl aJcan~ar 0 3!! grall, em de- trinK'nln de Indos os outros para os ljllais 0 ::!'" grau ~ curso terminal. I\';UIIOSdisl'ulir em DUtroeS'Pa~o a C)ufmica como disciplina profissionn/i/alllc no ~~' grau). r-.lesJllo com ulllensino de Qu(mica mais I/ollndo para ct'ltidi,ano ~ possfvcJ que \'cstibulandos rcspondarn, com IHllll descmpcnho, a "<JlIcstoes cl~ssicas" de Qu(mka, principaJlIll'l.' sc clas' fnrcm clah()raJas huscando fuio avaliar a evoca~ao dc f alos, 16rlllulas ou dados IlIIIS a capacidade de trabalhar com 0 conltc', illlCl1lo, (: prcl'iso dcslal'ar ljllC recentcmente em certos vesti-

Iwiarl's l'sl{jo S\.'IHlninclufdas, cada VCl mais, quest6es que cnvolvem I COIlICl'iI1lClIlodOl Qllflllka (f\/c ocorre no colidiano, sino que desenvolva no aluno a capacidade de' "vcr" a Qufinica que ocorre nas mltJtipl~ situ3<;'Oesreais e que se apresentam modificadas a cada momento. As vezes, quando leio certos problemas absurdos que estao nos livros-Iextos, fico a perguntar-me: "para que isto?" 0 que adianta os alunos saberem responder iSIO?Sao muito mais charadas matem~ticas, que at~ podem oferecer urn born "treinamento arilmcWco", do que educar para silua<;,Oesda vida. A Qu(mica que se ensina dcvc ser Iigada ~ realidaue, sendo que. quantas vezes, os c'lcmplos quc se aprescntam sao desvinculados do colidiano. a que ~ mais importanle para um cSluuantc da zona rural? A configurac;lio eletronica dos Jantan(dcos au as rnodificac;ocs que ocorrem no solo lluando do uso de correlivos'! e para urn aluno de zona urbana, ~ lIlais importante 0 rnodelo at6rnico com ndmeros quAnlicos ou pro-

~:cssos eJetrolflicos de rurifica~1io de metais ou 0 tratamento da ~gua'! '

() ensino de Qufmica. ao Jauo de ser urn inslruinentauor para a vida, podc e deve ser um instrumcntador para 0 trnbalho. A cscola de 2~ grau deve facililar 0 ingrcsso do jovem no mercado de traba-

Iho. deixando-o bem mais hahilitado, Vou disculir, com rnais vagar, quando falar nas disciplinas de Qufmicas nos cursos profissionali- zantes, mas mesrno a Qufmica <.:omodisciplina do ndeleo comwn deve fomecer ao cidadao condi<;ocs de ser urn trabalhador rnais quali-

ficado e com isso a'icenuer socialmenle. E inadmissfvel que a QuC- mica do 2~ grau n50 ajudc a apcrfei<;oar um soldador medinico, urn frenlista de pOSlo de comhuslfvcl, urn controlador de alimenlos peredveis de um superrnercado, um llgricullor, urn operc1rio de uma cer- vejaria, urn encllnador, 1II11cmprcgado de uma lavanderia. Logo, a ()ufmic:a que se ensina uc"e prcparar 0 ciuadao para a vida: para 0 Irabalho c para 0 lazcr, Islo ~, rl!ucar £1tr(1\'es da Qu(mica,

Esla pcrgunta jl1 de vc eslsr arnadurecida pelos coment&ios que se fez anlcriorrnenle. Parccc 6bvio que se ensine uma QuCm.icaque scja aprovciuivel para curnprir 0 que se defendeu. E muito provcjvel que () que sc ensina, usuallllcnle, nao responde ao que se postulou.

as prograrnas de QuCmica sao, usualmente, determinados pelos autu- res de Iivros-teJS:tos e estes se sucedem num copismo fant~tico que decreta a quase universaJidade dos programas. Assim, 0 que se ensi- na na capital ~ iguaJ ao que se ensina na zona rural; 0 que se ensina no Rio Grande do SuI ~ iguaJ ao que se ensina no Rio Grande do Norte; () que se ensina no Brasil ~ 0 mesmo do que seensina nos Estados Unidos ou na Tanzania. Por que isso? A resposta simplista ~

,porque a Ciencia e universal. Nio ~ por isso. E principal mente pela ditadura dos Iivros-textos e pela sua falta de originalidade.

Poder-se-ia contra-argumentar de que 0 saber deve ser igualmente oportunizado e por isso nao deva ser feita distin~ao. Eu concorda com isso apenas parcialmente. Encontrei alunos de I!? grau, na zona rural do Rio Grande do Sui, que sabiam 0 que sao is6tonos, mas nao sabiam, por exemplo, por que 0 sabao faz espuma ou remo- ve a sujeira, ou por que 0 leite derrama ao ferver e a 4gua nao! Selecionar conteudos que favore~am a uma melhor Jeitura da realidade nlio 6 f4cil porque estes conteudos nao aparecem estruturados, entlio

~ rnais cdmodo "transferir" 0 que es~ nos Iivros-texlos.

H4 uma c14ssica desculpa para isso: "Preciso cumprir 0 programa", ou "preciso preparar meus aJunos para 0 vestibular". Pou-

,cos SaD os professores que dizem: "Preciso preparar meus alunos para a vida".

Por a artindo da realidade dos alunos, escolhendo (ou deixando os aJunos esco erem emas que saD i:fe seu Interesse? Poderia citar vlUios exemplos. I1ustrarei isso com uma 'pwposli'"'ae sumula de duas disciplinas que deverao ser oferecidas a aJunos da licenciatura em Biologia, em substitui~ao ~ "tradicionais" disciplinas de QuCmica Geral e de QuCJl}.icaOrgAnica. Esta proposta ~ igualmenle vilida para qualquer curriculo de "nao-qu(micos" em 3!J grau e mesmo para muitos cursos de 2!? grau. Estas duas disciplinas podem ser desenvolvidas em dois perCodos letivos conse- cutivos e envolvem aulas te6ricas e experimentais.

I - A ATMOSFERA: nossa depend!ncia da atmosfera. Os gases e a atmosfera. Propriedade. dos gases. A atmosfera como fomecedo- ra de produtos. Os gases raros. 0 Ozdnio. A polui~ao do ar. as odores,

2 - A i\GUA:' nossa dependencia da 6gua. Fontes de ~gua. A ~gua ...polavcl c a agua de irriga~iio. A agua industrial. A agua de pis- cinas. Propriedades da agua. For~as intermoleculares. SolubiJi- dade. Solu~6cs. Surfalanles. Sab6es e delergenles. A qu!mica da aglla. Eqllilfhrio qu(mico. pI!. Acidos e bases.

.1 - 1\ ENER(il:\; as diferenlCS fonnas de energia. Combustf'veis f6sscis. A comollslao. () nogisto. Qufmica nos motores de autom0vcis. Quflllica nuclear: fissao e fusao atomica. Combustfveis altcrnalivos. Alimcntos como combustfveis. Calor de reac;ao. Velnddadc de rcaqao. A cnergia na industria. as balanqos energtlicns.

dos de uma maneira que parecem tirados de urn mundo tao diferente do nosso. Parece ser u~ exig!ncia de que 0 que ensinarnos deva ser ass6ptico e nada inserii:fo na reaJidade social dos estudantes.

Ha muitos outros assuntos com os quais se pode! "varrer" boa parte dos "t6picos do programa". H4 outros (como os listados. nos T6picos de Qu{mica Ap/icada) que podem ser trilbaJhados de uma maneira mais particular tanto em disciplinas de 2 como de 32 grau, principalmente nos chamados "cursos para nao cientistas". Observe que em todos estes assuntos h4 muita Qulmica e, talvez, de uma maneira mais atraente do que aquela que usualmente ~ ensinada.

Mesmo que 0 professor tenha dificuldades em selecionar assunlos mais ligados ao cotidiano e preferir, por encontrar nisso apoio nos livros-textos, os "conteudos cl4ssicos" (aqueles que se disse que sac universalmente ensinados), ~ precise questionar de uma maneira enfatica: 0 que ensinar sobre determinado assunto? E precise que se tenha uma adequa~ao para cada elapa da escolariza- ~ao. Isso significa, por exemplo, qUe modelos mais simples podem expliear mais convenientemente certos assuntos do que model os mais soflsticados. E importante ressaltar que mais simples nao signi- fica, neeessariamente, incorreto. Oportunamente, quando tratarmos do uso de modelos, yOU discutir isso, mas j~ conv~m lembrar, a tf-

tulo de exemplo, que se pode dar urn born curso de Iiga~Oes idnicas usando exclusivamente 0 modelo at&nico de Bohr, porem, se for preciso discutir, convenientemente, a liga~io de uma mol~cula como a de hidrogenio, 6 necessario 0 modele do orbital molecular. Assim, se alguem perguntar 0 qiu!' e quanta ensinar de modelos atdmicos, tenho uma resposta: 0 necessario (e 56 isto) para ens!nar Iiga~6es qufmicas. E quando se precisam dos quatro numeros quAnticos para ensinar Iiga~6es qulmicas (no 2 grau)?

E preciso questionar, tam~m, quando se discute 0 que ensinor: para quem se es~ ensinando? No 32 grau, as disciplinas de Qufmica Geral tern os mais 'diferenciados ende~os, porem, quase sempre, sac lecionadas como se n§o houvesse diferencia~iio. E in- diseulfvel que a Qulmica Oeral que se ensina para alunos dos cursos de Qufmica, Fann4cia ou. Engenharia Qulmica ~ a mesma que a en- sinada para alunos de urna licenciatura de FCsica ou Biologia e 6 ainda a mesma para alunos de urn curso de Agronomia, Geologia ou Engenhlllria Eletrica. Mas se sao Qiferentes os objetivos nas diferen- tes situ2l~6es,onde vamos estabelecer as diferen~as no que vai ser

4 - OS 1\IETAIS: os melais na crosta tcrreslre. Propriedades dos mclais. Rea~6cs dos melais mais comuns. Eletroqu(mica. Pilhas c clclr6lise. Rcatividadc. Corrosao. Fontes de metais. Estrutura elcmentar. Compostos ionitos e covalentes. Sistema peri6dico.

J - COMI'OSTOS CARBONICOS: a qu(mica do ~tomo de carbono.

Os hidrocarbonetos. Petr61eo e carvao. As industrins petroqufmica e carboqufmica. Gnlpos funcionais. ~.•.facromoleculas.

2MATERIAlS DE CONSTRU(AO E PROTE~AO: as sfnteses.

I'rodutos natura is e a<; necessidaues de produtos sinteticos. Cou- ros e borrachas. PI4sticos e tecidos. Tintas e corantes. dleos e graxa<;. Cosmeticos.

sal!!3. I'utrefac;ao. A~lkar e edulcoranles. Fermentac;6es. Bebidas akoolicas. Vinagrc. Vitaminas e hormonios. Drogas.

4 - T(>P!COS DE QUfMICA APLICADA: fertilizantes. Explosi- vos. Corantes. Fotografia. Qu(micn forense. Vidro. Cristais 1(- quidos. F6sforo. Transistorcs.

Os diferentes t6picos destas duas disciplinas podem constituirse em conju!1to au separadamentc, como assuntos com os quais se podem !rnbaihar inumeros conteudos de Qu£mica, usualmente estu-

3 - COMO ENSIN~R 'QUiMICA?

A Qufmica 6 tambem uma linguagem. Afuma-se que ela t: juntamente a Mqsica e a Matem~tica formam as tres Iinguagens uni- ycrsais. Veja que qualquer equa~ao qufmica que escr~vemos ~ igualmente interpretada por falante de qualquer idioma que conhe~a

Qufmica. Num Jivro de Qufmica escrito em chines, grego ou sanscrito as equa~Oes qufmicas SaD iguais i\s que usamos nos nossos Ji- vros. Mas, ao lado da universaJidade da Jinguagem qufmica, a QUI-

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