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do ORSE
APRESENTAÇÃO DO ORSE5
OBJETIVOS DO ORSE6
PARTE I7
CONCEITOS BÁSICOS DE ORÇAMENTOS DE OBRAS7
Insumos7
Custos diretos e indiretos8
Encargos sociais10
Cálculo de custo horário de equipamentos10
Composição de preço unitário1
Planilha orçamentária16
Cronogramas17
Empreendimento18
Fontes19
Curvas abc20
Atualização mensal de preços20
Coleta de preços de insumos21
Verbas21
Índices de correção de preços2
Análise de licitações23
A segurança dos dados no orse23
Resumo esquemático do que foi exposto24
Orçamentos de obras com o uso do computador25
Nomenclatura de alguns componentes do windows29
P A R T E I I30
OPERAÇÃO DO ORSE30
Introdução30
Como funciona o sistema orse30
Bancos de dados global e banco de dados de obras30
Localização de dados nos arquivos do orse36
Exclusão de dados nos arquivos do orse41
Acesso ao orse43
Tela inicial e descrição dos módulos do sistema45
Acesso46
Detalhamento do uso das rotinas do orse46
Cadastro46

SUMÁRIO Manutenção do cadastro de insumos...............................................................48

Inserindo um novo insumo no cadastro49
Confirmando ou desfazendo a edição53
Alterando e excluindo insumos do cadastro54
Atualizando os arquivos após alterações5
Exibindo serviços que utilizam o insumo5
Imprimindo o insumo selecionado56
Fechando a janela de manutenção de insumos56
Manutenção do cadastro de composições de preços (serviços)57
Inserindo uma nova composição de preços no cadastro58
Cabeçalho da composição de preços59
Páginas da parte inferior da moldura61
Períodos61

Localizando um insumo no cadastro ................................................................ 49

página61
Composição sintética62

Detalhamento dos procedimentos para o preenchimento dos dados da

composição sintética62
Inserindo um insumo ou um serviço auxiliar na composição de preços62
Excluindo um insumo ou serviço auxiliar da composição de preços64
Alterando um insumo ou serviço auxiliar da composição de preços64
Descrições complementares64
Composição analítica64
Confirmando ou desfazendo a edição65
Alterando e excluindo composições de preços do cadastro65
Duplicando composições de preços6
Imprimindo a composição de preços selecionada6
Manutenção do cadastro de empreendedores6
Inserindo novo empreendedor no cadastro67
Alterando e excluindo dados de empreendedores cadastrados69
Manutenção do cadastro de fontes de referência69
Inserindo nova fonte de referência no cadastro70
Alterando e excluindo fontes de referência71
Manutenção do cadastro de índices de correção de valores71
Inserindo novo índice de correção de valores no cadastro72
Alterando e excluindo do cadastro índices de correção de valores73
Manutenção do cadastro de grupos de insumos e grupos de serviços73
Acrescentando um novo grupo de serviços ou insumos no cadastro75
Alterando e excluindo grupos de serviços ou insumos75
Visualização e impressão de especificações76
Manutenção do cadastro de usuários76
Inserindo um novo usuário no cadastro7
Alterando dados e excluindo usuários do sistema79
Manutenção da tabela base de b.d.i79

Detalhamento dos procedimentos para o preenchimento dos dados da Manutenção da tabela base de encargos sociais................................................80

Elaboração de orçamentos no orse84
Manutenção do arquivo de empreendimentos84
Inserindo um novo empreendimento no cadastro85
Bdi e encargos sociais calculados e arbitrados87
Salvando ou cancelando o cadastramento do empreendimento8
Excluindo e alterando dados de empreendimentos8
Acrescentando obras do empreendimento89
principal90
Usando o botão “navegar”92
Planilha orçamentária da obra93
Níveis de detalhamento dos itens e indentação94
Outras ferramentas para facilitar o cadastro da planilha97
Importação de obras ou partes de planilhas de outras obras98
Inserção de vários itens na planilha, ao mesmo tempo101
Cálculo do orçamento102
Atualização do orçamento para o mês e ano desejados103
Reimportação de dados do banco global104
Planilha de custo e planilha de venda / omissão de valores104
Edição da descrição do item da planilha105
Cronogramas das obras e do empreendimento105
Serviços e insumos das obras e do empreendimento107
Relatórios do orse1
Tabela de preços de insumos e tabela de preços de serviços1
Relatório de composições analíticas112
Relatórios do empreendimento113
A opção “janela” do menu principal115

O menu ferramentas do orse ............................................................................... 81 Manuseio das obras do empreendimento através dos botões da janela CONSIDERAÇÕES FINAIS ....................................................................................... 116

ORSE - Orçamento de Obras de Sergipe

O sistema informatizado ORSE para elaboração de orçamentos de obras não é apenas a evolução do consagrado InfoWOrca, mas o resultado do acúmulo das experiências adquiridas no decorrer da existência deste, da busca de soluções para o tratamento de suas reconhecidas deficiências e limitações e da adaptação de tecnologias e conceitos de programação modernos no sentido de possibilitar a ampliação do conjunto das atividades automatizadas que constituem o processo de estimativa de custos de obras.

ao novo sistema e suas carências no uso de programas tradicionais

Para atingir estes objetivos, além da utilização de componentes de software de última geração, foi feita uma pesquisa que abrangeu praticamente todos os principais usuários do InfoWOrca, no sentido de que expusessem suas expectativas em relação

A compilação dos resultados desta pesquisa e a soma das experiências adquiridas pela equipe que desenvolveu ambos os programas resultaram numa poderosa ferramenta de trabalho para os orçamentistas, menos ambiciosa e sofisticada do que prática e eficaz, mais flexível e versátil do que retilínea e restrita, como devem ser os bons sistemas informatizados.

operacional da Microsoft

A flexibilidade é um dos mais notáveis atributos do ORSE. Os recursos mais festejados do Windows foram fielmente incorporados às diversas etapas de processamento do sistema, o que certamente causará nos seus usuários a sensação de que o mesmo se constitui numa extensão natural do consagrado ambiente

A programação do Sistema e a estruturação do banco de dados utilizado foram concebidos de forma tal que a incorporação de novas rotinas e módulos acessórios, tão corriqueira neste tipo de empreendimento, pode ser feita naturalmente, sem qualquer prejuízo para a harmonia do conjunto.

engenharia

A familiarização dos usuários com o novo software processar-se-á de forma gradual porém irreversível e consistente, como aconteceu com o programa anterior, e certamente, dentro de pouco tempo, todos se conscientizarão de que têm em mãos um dos mais revolucionários instrumentos de agilização de procedimentos na árdua porém gratificante atividade de estimar custos e planejar a execução de obras de

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acontecem em ambientes isolados nos programas convencionais

Além da simples automação das atividades básicas que constituem o processo de elaboração de orçamentos de obras, o ORSE se propõe a incrementar outros procedimentos periféricos que complementam este processo porém quase sempre

Foram incorporados ao sistema o módulo de Coleta de Preços de insumos, a rotina de análise de licitações e o cadastro de índices de correção de valores, além de terem sido aperfeiçoados os módulos de especificações e de cálculo de despesas indiretas e encargos sociais, introduzidos no InfoWOrca e incorporados com sucesso à rotina dos orçamentistas que se utilizam deste programa.

O principal objetivo do ORSE, entretanto, é preencher os vazios dos sistemas existentes, corresponder plenamente às expectativas dos usuários que participaram decisivamente de sua concepção e ampliar o raio de ação do InfoWOrca no que se refere à confiabilidade, à abrangência e à satisfação dos que dele se utilizam para elaborar orçamentos de obras de qualquer natureza.

pelo ser humano é perfeito e acabado quando nasce

A participação fundamental dos usuários do InfoWOrca na concepção do ORSE certamente se repetirá na sua fase de maturação, já que nenhum projeto elaborado

Todavia, mais do que um elo na evolução do sistema original, o ORSE ambiciona tornar-se definitivo, pelo menos até quando surgirem novas metodologias e processos que justifiquem sua renovação ou substituição, como sói acontecer com todos os projetos idealizados pelo homem, principalmente no campo da tecnologia da informática.

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lidam com a estimativa de custos de obras

Insumos, Composições de Preço Unitário, Composições Auxiliares, Verbas, Custo Direto, Planilha Orçamentária, Cronogramas, Especificações, Curvas ABC, BDI, Encargos Sociais e outros termos e expressões são bastante conhecidos pelos que

Para efeito de consolidação didática do escopo deste manual de operação, entretanto, julgamos conveniente relacionar, definir e posicionar cada uma destas variáveis dentro da estrutura do orçamento propriamente dito, que é o produto final do sistema ORSE, estabelecendo seus vínculos e avaliando seu grau de interferência na elaboração deste produto.

Insumos são o conjunto de todos os materiais, serviços, equipamentos e profissionais especializados utilizados diretamente na construção de uma obra. O cimento, a areia, a brita, o aço e as peças de madeira, assim como o pedreiro, o servente, o encanador, carpinteiro, a betoneira, o vibrador de concreto e a retroescavadeira são classificados como insumos básicos da construção civil.

Como existe a incidência de fatores de cálculo diferenciados para a quantificação dos custos de materiais, mão-de-obra, equipamentos e serviços terceirizados, torna-se necessário definir a que grupo pertence cada insumo, já que o sistema ORSE tratará cada um deles de acordo com as características deste grupo.

O custo de mão-de-obra, por exemplo, não é obtido pelo simples produto da quantidade de horas trabalhadas pelo valor do salário-hora do profissional, pois sobre o valor unitário de sua remuneração incidirão os encargos trabalhistas constitucionais ou específicos da CLT como férias, décimo-terceiro salário, fundo de garantia por tempo de serviço e outras contribuições que compõem o custo total da hora trabalhada de cada operário.

Os materiais básicos convencionais e os serviços terceirizados possuem características de cálculo de custos idênticas, porém para efeito de classificação contábil, é interessante para o empreendedor saber os valores relativos dos mesmos em relação ao preço final do empreendimento.

Os equipamentos utilizados na construção têm custos diferenciados quando em atividade e quando estacionados à disposição das eventuais necessidades de uso, já que os gastos com combustível, por exemplo, não existem nesta última condição, enquanto que as despesas financeiras, a depreciação e os custos de operação acontecem em ambas as situações.

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Devido a estas variáveis, o sistema ORSE classifica os insumos em quatro grupos básicos:

Equipamentos utilizados de forma corriqueira na construção civil como betoneiras, vibradores de concreto, tratores, caminhões, guindastes, gruas, serras elétricas etc., cujos custos são determinados através da quantificação do tempo de utilização produtiva (em atividade) e improdutiva (imobilizados e à disposição da obra), são vinculados ao grupo EQUIPAMENTOS.

Equipamentos de pequeno porte como furadeiras, máquinas de corte e dobra de ferro e ferramentas em geral têm seus custos diluídos nas despesas indiretas da obra, conforme detalharemos num dos tópicos deste manual.

Materiais de uso comum na confecção de argamassas, concretos, alvenarias, formas e coberturas, como o cimento, a areia, a brita, o aço, as telhas e a madeira, por exemplo, estão vinculados ao grupo MATERIAIS.

O contingente de trabalhadores envolvidos na execução de uma obra, como pedreiros, carpinteiros, serventes, encarregados etc., que terá seus custos acrescidos dos encargos sociais (ver próximos parágrafos) institucionais, será vinculado na classificação geral ao grupo MÃO-DE-OBRA.

Serviços geralmente terceirizados como o fornecimento e a instalação de elevadores, forros e pisos especiais, objetos de decoração de ambientes, a execução de fundações não convencionais, enfim, todas as atividades e componentes da obra que por motivo de conveniência financeira ou administrativa sejam melhor executados por empresas especializadas são identificados simplesmente como SERVIÇOS DE TERCEIROS, para efeito de classificação contábil dos custos do empreendimento, conforme foi dito anteriormente.

Os custos diretos de uma obra representam as despesas com os insumos utilizados exclusivamente na execução de serviços específicos de cada etapa da mesma. Em outras palavras, representam os custos dos materiais utilizados diretamente na construção, dos equipamentos, dos serviços terceirizados, bem como da respectiva mão de obra. As instalações provisórias necessárias ao funcionamento do canteiro de serviço como barracões, silos, abrigos, depósitos, refeitórios, ligações de água e energia elétrica.

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Os custos com móveis, utensílios e equipamentos utilizados em atividades auxiliares paralelas como copiadoras, máquinas de calcular, computadores, ferramentas, bem como as despesas com energia elétrica, telefones e consumo de água, alimentação, vestuário, equipamentos de segurança e manutenção do canteiro de obra, apontadores, almoxarifes, auxiliares técnicos, engenheiros e outros profissionais envolvidos na administração do projeto mas que não participam diretamente da execução propriamente dita dos serviços são diluídos nas despesas indiretas da obra, assim como os gastos financeiros, taxas e impostos, seguros, custos da administração central e outras despesas eventuais não quantificáveis na fase de elaboração do orçamento. Observação: em alguns casos as despesas iniciais com o canteiro fazem parte da planilha, sendo portanto consideradas como custo direto.

Para se obter o custo real de uma obra é necessário, portanto, quantificar os insumos utilizados especificamente em sua execução (custo direto), dimensionar a equipe de profissionais e a estrutura de apoio técnico da administração local e, a partir destes levantamentos, estimar as despesas adicionais com a administração central, impostos e taxas, custos financeiros, mobilização e desmobilização de máquinas e equipamentos (custos indiretos) etc.

Materiais de construção aplicados diretamente na obra Mestre de obras, técnicos, engenheiros, estagiários Mão-de-obra para execução de serviços da obra Almoxarifes, apontadores, auxiliares de escritório Encargos Sociais da mão-de-obra de execução Máquinas de escrever, de calcular, computadores Custos de mobilização e desmobilização de Equipamentos Móveis e utensílios utilizados no canteiro de obras

Consumo de energia elétrica, telefone e água Licenças, taxas e tarifas Pessoal da limpeza, cozinha e apoio administrativo Ferramentas e pequenos equipamentos Seguros Despesas com comunicação (sedex, fax, copiadoras) Andaimes, elevadores, carrinhos de mão, gruas Ligações provisórias de água, energia e outras Consultorias Encargos Fiscais (impostos) Rateio para a administração central Equipamentos utilizados na execução dos serviços Barracões, silos, depósitos, dormitórios Componentes do projeto fornecidos por terceiros Projetos executivos

Já as despesas indiretas, estão intrinsecamente condicionadas à estrutura de apoio técnico e administrativo e a outros condicionantes que nada têm a ver com os insumos utilizados na obra. São, por natureza, diretamente proporcionais ao prazo de execução, à incidência de impostos, aluguéis, tarifas e taxas, aos custos da estrutura de apoio ao longo do prazo de execução do projeto e aos problemas externos que porventura interfiram de forma restritiva no andamento dos serviços.

O lucro pretendido pelo empreendedor é adicionado às despesas indiretas e aos custos da administração central, tributos e taxas, despesas eventuais e despesas financeiras, compondo desta forma o BDI - Bonificação e Despesas Indiretas, que

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ORSE - Orçamento de Obras de Sergipe normalmente é estabelecido em forma de percentual e incide sobre cada preço unitário dos serviços que compõem a obra, constituindo o preço final de venda de cada um deles.

BDI = (((lucros + despesas indiretas) / custo direto de execução ) x 100) - 100

O ORSE oferece aos seus usuários a possibilidade de definir a metodologia de aplicação do BDI no custo direto da obra através do cálculo detalhado das despesas indiretas, do rateio de cada obra para a administração central, do percentual desejado de lucro e dos gastos com impostos, taxas e despesas financeiras ou simplesmente informando o percentual a ser aplicado diretamente no custo unitário direto de cada serviço.

Para o cálculo do BDI, o ORSE disponibiliza uma planilha padrão onde o usuário poderá quantificar todas as despesas indiretas, o lucro desejado, os custos de administração e os encargos fiscais. A partir desta quantificação, o ORSE calculará o valor total do BDI e aplicará individualmente sobre cada custo unitário de serviços da planilha da obra o percentual correspondente à sua incidência sobre o total das despesas diretas.

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