Bibliologia do Livro de Joel

Bibliologia do Livro de Joel

O Livro de Joel

Análise nº 29

Frase Chave: “O Dia do Senhor”

Mensagem: “O valor e a importância do arrependimento". 

ESTILO: Elevado. O livro está escrito de maneira enérgica e elegante.

 

PENSAMENTO CHAVE: O arrependimento nacional e suas bênçãos.

 

MARCO HISTÓRICO: Uma praga de gafanhotos e uma seca severa. Vistas como castigos pelos pecados do povo. A praga foi uma profecia das invasões vindouras dos exércitos dos inimigos de Judá.

 

FRASE CHAVE: O dia do Senhor, 1:15; 2:1,11,31; 3:14.

 

O DIA DO SENHOR

 

(1) Um tempo de juízo sobre o povo por causa de seus pecados.

(a) A praga de gafanhotos, 1:4-9.

(b) A seca severa, 1:10-20.

(c) A invasão dos inimigos, 2:1-10.

(2) Chamados ao arrependimento e à oração, 2:12-17.

(3) Promessas de libertação futura, 2:18-20.

(4) Será uma época de grande bênção.

(a) Na natureza, copiosas chuvas garantirão abundantes colheitas, 2:23-24.

(b) O derramamento do Espírito Santo promoverá um grande avivamento, 2:28-32.

(5) No vale de Josafá.

(a) As nações gentílicas serão julgadas, 3:1-16.

(b) Sião receberá um bênção gloriosa, 3:17-21.

 

PORÇÕES SELETAS

 

(1) O arrependimento de todo o coração, 2:12-17.

(2) Promessas do derramamento do Espírito nos últimos dias, 2:28-32.

 

JOEL

 

Nada se conhece de Joel além do que, ele mesmo revela, na pequena apresentação que dá de si mesmo em 1:1.

 

O primeiro conhecido por este nome, nas Escrituras, foi o filho mais velho de Samuel (I Samuel 8:2) e significa “Jeová é meu Deus”.

 

Provavelmente, Joel, foi um dos mais antigos senão o primeiro dos profetas escritores, tendo exercido seu ministério na Judéia no princípio do reinado de Joás (II Reis 11 e 12). Na sua mocidade teria conhecido Elias e Eliseu.

 

NOTÁVEL

 

Destacadas autoridades literárias são unânimes em afirmar que, quanto ao seu estilo, este pequeno livro é uma verdadeira gema literária. “Seu estilo é, evidentemente, puro e se caracteriza pela suavidade, fluência, força e ternura”.

 

Três coisas o tornam, por demais, notável:

 

a) contém a maior descrição, conhecida em toda a literatura, de uma devastação por gafanhotos;

b) é o livro que, em primeiro lugar, nos prediz o derramamento do “Espírito sobre TODA a carne”, 2:28 e 29;

c) suas profecias se notabilizaram pelo seu escopo e se estendem, desde aqueles dias, até o final dos tempos.

 

OCASIÃO

 

Uma grande seca assolara a terra e uma praga de gafanhotos tudo arruinara.

Embora Moisés em Deut. 28:38 e 39, e Salomão em I Reis 8:37, tivessem feito menção aos gafanhotos como um dos instrumentos do castigo divino, nesta instância, o povo não os reconheceu como tal.

 

A missão de Joel foi a de mostrar que a condição tristíssima da vida espiritual da nação foi a causa de lhe ser enviada a praga, e exortar ao arrependimento toda a nação, como passo essencial para voltar-se a Deus.

 

PROFÉTICO

 

Joel, mostrou, ainda, que a invasão dos gafanhotos era apenas o tipo (símbolo) duma outra invasão muito mais terrível.

 

Sem dúvida, esta profecia cumpriu-se, parcialmente, quando da invasão da terra pelas hostes pagãs, naqueles dias.

 

Contudo, há detalhes que não tiveram o seu cumprimento, e são ainda para o futuro, para os últimos dias.

 

CHAVE

 

Para se compreender o livro, a chave é a frase: “O dia do Senhor”, 1:15 – 2:1, 11, 31 e 3:14.

 

“O dia do Senhor” começará com o arrebatamento da Igreja. É o dia no qual o Senhor julgará e intervirá, mais uma vez, diretamente, no curso político deste mundo, e reinará por mil anos.

 

MENSAGEM

 

Joel tem sido chamado de o “profeta do avivamento religioso”. Ele compreendeu que o arrependimento sincero é a base de todo avivamento verdadeiro, e era para isto que ele se esforçava. Este é o livro do arrependimento. Ao coração rasgado segue-se o véu e o céu rasgados, isto é: acesso a Deus e às bênçãos do Pentecostes seguem ao verdadeiro arrependimento.

 

1) Descrita e interpretada (calamidade nacional) – cap. 1:1-14 e 16-20.

 

Calamidade sem paralelo (1-3)

Descrição da desolação (4-13)

Aconselha-se o jejum nacional (14).

Lamento do profeta (16-20)

 

2) Previsto (O Dia do Senhor) – cap. 1:15

 

O profeta vê, nesse ataque dos gafanhotos, o símbolo dum ataque mais terrível das hostes pagãs no sue dia, e, mais particularmente, nos últimos dias.

 

3) Predito (O Dia do Senhor) – cap. 2:1-10, 3:9-15

 

Número do inimigo e as injúrias feitas por ele (2:1-10)

O desafio de Deus aos inimigos de Israel (3:9-15)

A promessa de preservar um remanescente (2:30-32)

 

4) Intervenção do Senhor em Israel – cap. 2:11 e 3: 16

 

A súbita e inesperada intervenção do Senhor para salvar Israel do aniquilamento.

“Refúgio do seu povo” – 3:16 – significa “um porto” – “um lugar para reparos”.

 

5) Eis esta a razão porque Israel deve arrepender-se – cap. 2:12-17

 

Notar: “Ainda assim”.

A intervenção voluntária do Senhor é a razão suprema dada para que Israel se arrependesse e voltasse ao Senhor.

Ao coração rasgado, vs. 13, segue-se o véu rasgado, Mat. 27:51 e o céu fendido, Isaías 64:1.

 

6) A resposta gloriosa do Senhor ao arrependimento de Israel – cap. 2:18-29, 3:1-8 e 17-21.

 

Benção (18,19)

Emancipação (20).

Prosperidade (21-27).

Derramamento do Espírito (28,29).

Julgamento das nações gentílicas (3:1-8),

A benção para todo o Reino (3:17-21).

 

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