Acordo Ortográfico

Acordo Ortográfico

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Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

ACORDO ORTOGRÁFICO (1990)

As novas regras do Acordo Ortográfico da

Língua Portuguesa entraram em vigor em 1º de janeiro de 2009.

O período de adaptação termina no final de 2012, durante esse tempo as duas ortografias serão consideradas corretas. O importante é não misturá-las e respeitar as regras de cada uma.

Com o Acordo, 0,5% das palavras sofrem alteração no Brasil, mas nos outros países, as mudan- ças são alteradas cerca de 1,5% a 2,5%.

Entre as mudanças, ocorre o desaparecimento do trema (lingüiças – linguiça), do acento agudo nos ditongos abertos em palavras paroxítonas (jibóia – jiboia), do circunflexo das letras dobradas (enjôo – enjoo), do acento diferencial (pêlo – pelo) e do acento agudo nos hiatos i e u (feiúra – feiura). As letras k, w e y são incorporadas no alfabeto. O uso do hífen foi o

A partir de 1º de janeiro de 2013, a escrita anterior será considerada errada.

O novo Acordo Ortográfico foi assinado em 1990 por representantes de Portugal, Brasil, Angola, Mo- çambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné- Bissau e Timor Leste.

gráfico entre Portugal e Brasil, mas que não unificou a ortografia entre os dois países.

• Em 1943, foi redigido o formulário ortográfico, que entre os principais pontos estavam que o alfabeto passaria a ter 23 letras (as letras k, w e y eram usadas em casos especiais) e a elimina- ção de consoantes que não eram proferidas

(assignatura) e a substituição do ph pelo f (philosofia).

que sofreu maior alteração, merecendo maior atenção.

O Acordo pretende reafirmar a unidade dos países que falam o português, respeitando que cada um permaneça com suas singularidades.

Os motivos para tal unificação foram apresenta- dos pela delegação brasileira no Encontro para a Unificação Ortográfica da Língua Portuguesa, realiza-

• Em 1971, foram promulgadas alterações que reduziram as diferenças ortográficas com Portu- gal. Algumas delas foram os acentos circunflexo (êle), trema em hiatos átonos (saüdade), e grave nos sufixos “mente” (sòmente).

Esta apostila foi elaborada nas regras anteriores do em 1986 no Rio de Janeiro. O primeiro motivo é que o português é o único idioma no Ocidente que tem duas grafias oficiais: europeia e brasileira. O segundo motivo é que a falta de uma ortografia comum à comunidade lusófona gera dificuldades políticas.

A princípio, as novas regras podem parecer difíceis, mas devemos lembrar que houve outras mudanças no português aqui, do Brasil.

Relembrando: • Em 1931, foi aprovado o primeiro acordo orto- ao Acordo Ortográfico. Mas colocamos, a seguir, as novas regras para que o candidato já tenha conheci- mento do que mudou.

Esperamos, assim, facilitar o seu estudo, que, com certeza, o tempo e a persistência farão com que as novas regras se tornem habituais.

Os autores

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Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa

Ao conjunto de letras com as quais se escrevem as palavras e que representam os fonemas chama- mos alfabeto. De acordo com as novas regras de ortografia, nosso alfabeto tem 26 letras: a (á), b (bê), c (cê), d (dê), e (é), f (efê), g (gê), h (agá), i (i), j (jota), k (ká), l (ele), m (eme), n (ene), o (o), p (pê), q (quê), r (erre), s (esse), t (tê), u (u), v (vê), w (dáblio), x (xis), y (ípsilon), z (zê).

Além dessas letras, empregamos o ç (cê cedi- lhado), que representa o fonema /s/ diante de a, o ou u em determinadas palavras. Empregamos também, os seguintes dígrafos: r (ere duplo), s (ese duplo), ch (cê-agá), gu (guê-u), qu (quê-u).

O trema ((), sinal usado para indicar que o u dos grupos gu e qu devem ser pronunciados, foi abolido em palavras portuguesas ou aportuguesadas. Por exemplo, a palavra cinqüenta que era escrita com trema, pela nova regra será cinquenta.

O trema permanece em nomes próprios estran- geiros e seus derivados. Exemplos: Müller – mülleria- no / Hübner – hübneriano.

O hífen (-) é empregado em palavras compostas (guarda-chuva), na união do pronome ao verbo (amo- te), na separação de sílabas (pi – tan- ga) e na sepa- ração de sílaba no final de linha.

No Acordo Ortográfico, o hífen foi o que mais sofreu alterações.

Uso do hífen

1) Prefixos e falsos prefixos terminados em vogais

Emprega-se o hífen nos compostos em que o prefixo ou falso prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal igual ou por h: anti-inflamatório, arqui-inimigo, micro- ondas, micro-ônibus, anti-higiênico.

2) Prefixos e falsos prefixos terminados em vogal e o segundo elemento começa por vogal dife- rente

Não se emprega o hífen: autoajuda, extraesco- lar, infraestrutura, semiaberto, ultraelevado.

3) Prefixos e falsos prefixos terminados em vogal e o segundo elemento começa por s ou r

Não se emprega o hífen, devendo duplicar as consoantes r ou s: autorretrato, antissocial, contrarregra, ultrassom, antirrugas.

4) Prefixos terminados em b

Emprega-se o hífen quando o segundo elemen- to é iniciado por b, h ou r: sub-bloco, sub-huma- no, ab-reação.

O hífen não deve ser usado nos outros casos: obstar, subescrever, subalterno.

5) Prefixo co (m)

Emprega-se o hífen quando o segundo elemen- to é iniciado por h: co-herdar, co-herdeiro.

Nos outros casos, o uso do hífen desaparece: coedição, coautor, cooperar.

6) Prefixos terminados em r

O uso do hífen permanece nos compostos em que os prefixos super, hiper, inter aparecem combinados com elementos também iniciados por r ou pela letra h: super-resistente, hiper- realista, inter-racial, super-homem, super-herói.

Nos outros casos, o hífen não deve ser usado: internacional, hipersensível, supercílio.

7) Prefixo ad

Emprega-se o hífen quando o segundo elemen- to é iniciado por d, h ou r: ad-digital, ad-renal, ad-rogar.

Nos outros casos, o hífen não deve ser usado: adjacente, adjunto, adjudicação.

8) Prefixo circum e pan

Emprega-se o hífen quando o segundo elemen- to começa por vogal, m ou n: circum-ambiente, circum-murado, circum-navegação, pan-ameri- cano.

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