Enfermagem em clínica médica

Enfermagem em clínica médica

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Fatores de risco:

Clínica Médica – Profª Aretusa Delfino de Medeiros

- exposição à fumaça do fumo (fumante, tabagista passivo); - poluição do ar ambiente;

- infecções respiratórias;

- exposição ocupacional;

- anormalidades genéticas.

Complicações: podem variar dependendo do distúrbio adjacente: pneumonia; atelectasia; pneumotórax; enfisema; insuficiência e falência respiratória; hipertensão pulmonar (cor pulmonale).

Tratamento: - oxigenioterapia (contínua ou intermitente);

- broncodilatadores (melhorar o fluxo aéreo, prevenir a dispnéia);

- corticosteróides;

- reabilitação pulmonar (componentes educacionais, psicossociais, comportamentais e físicos);

- exercícios respiratórios (tosse assistida, respiração profunda, drenagem postural, entre outros);

- retreinamento/exercícios.

- ensino do paciente e da família;

- medidas de enfrentamento do estresse

- educação em terapia respiratória

- terapia ocupacional para conservação da energia durante as atividades da vida diária.

Pontos importantes para a assistência:

- orientar para deixar de fumar (intervenção terapêutica mais importante). O tabagismo deprime a atividade macrófaga das células e afeta o mecanismo ciliar de limpeza do trato respiratório, cuja função é manter as passagens respiratórias livres de irritantes inalados, bactérias e outras matérias estranhas. O tabagismo também causa um crescente acúmulo de muco, que produz mais irritação, infecção e dano para o pulmão.

- orientar para vacinação;

- evitar contato com alta concentração de pólen no ar e poluição ambiental;

- evitar exposição a extremos de temperatura (elevadas com alto grau de umidade ou frio intenso);

- resgate da auto-estima e da sensação de limitação e de impotência (valorização, esperança, bem-estar);

- monitorizar ritmo respiratório (dispnéia e hipoxemia);

- atentar para efeitos colaterais da medicação;

- atentar para sinais de infecção (bacteriana ou virótica), que agravam o quadro e aumentam os riscos de

Clínica Médica – Profª Aretusa Delfino de Medeiros falência respiratória; - oximetria de pulso;

- cuidados específicos na intubação e ventilação mecânica;

- em estado grave - alterações cognitivas, dispnéia, taquipnéia e taquicardia.

Conceito: É a inflamação da mucosa brônquica, caracterizada por produção excessiva de secreção da mucosa na árvore brônquica.Tosse produtiva que dura 3 meses em cada 2 anos consecutivos, em paciente que tem outras causas excluídas.

Fatores de Risco: o fumo é o principal fator de risco (o tabagismo deprime a atividade macrófaga das células e afeta o mecanismo ciliar de limpeza do trato respiratório, cuja função é manter as passagens respiratórias livres de irritantes inalados, bactérias e outras matérias estranhas. o tabagismo também causa um crescente acúmulo de muco, que produz mais irritação, infecção e dano para o pulmão.

- inalação de fumaça de fumo;

- poluição do ar;

- exposição ocupacional a substâncias perigosa suspensas no ar. Aumenta à susceptibilidade a infecção do trato respiratório inferior. As crises são mais freqüentes durante o inverno. Mais freqüente na 5ª década de vida, aliada a história de tabagismo e aumento da freqüência das infecções respiratórias.

Sintomas: tosse, com produção de catarro, expectoração espessa e gelatinosa, sibilos e dispnéia. Diagnóstico: Exame clínico,RX e Espirometria Tratamento: broncodilatadores,antibióticos,corticoesteróides,oxigenioterapia e inaloterapia.

Conceito: Distensão anormal dos espaços aéreos distais aos bronquíolos terminais, com destruição das paredes alveolares. É o estágio final de um processo que progrediu por muitos anos, onde ocorre a perda da elasticidade pulmonar.A função pulmonar, na maioria dos casos, está irreversivelmente comprometida. Ao lado da bronquite obstrutiva crônica é a principal causa de incapacidade.

Causas: o tabagismo é a principal causa;

* predisposição familiar – anormalidade na proteína plasmática alfa 1-antitripsina (inibidor de enzima), sem a qual certas enzimas destroem o tecido pulmonar.

* sensibilidade a fatores ambientais (fumaça do fumo, poluentes aéreos, agentes infecciosos, alérgenos).

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Fisiopatologia: A obstrução aérea é causada por inflamação da mucosa brônquica, produção excessiva de muco, perda da retração elástica das vias aéreas, colapso dos bronquíolos e redistribuição do ar para os alvéolos funcionais.

* espaço morto (áreas pulmonares onde não há troca gasosa);

* comprometimento da difusão de oxigênio;

* hipoxemia;

* casos graves – eliminação do dióxido de carbono comprometida – aumento da tensão de dióxido de carbono no sangue arterial (hipercapnia) – acidose respiratória.

Sinais e Sintomas: dispnéia lenta e progressiva, tosse, anorexia e perda de peso,infecções respiratórias freqüentes,tempo expiratório prolongado, tórax em barril.

Tratamento: broncodilatadores,antibióticos,cortiesteróides,oxigenoterapia, inaloterapia. Complicação: Cor pulmonale (insuficiência cardíaca direita).

Conceito: Doença inflamatória crônica das vias aéreas, resultando em hiperatividade dessas vias, edema de mucosa e produção de muco. A inflamação é difusa e leva a episódios recorrentes dos sintomas.

Fisiopatologia: Ocorre a diminuição do calibre dos brônquios e bronquíolos devido broncoespasmo, edema e produção de muco espesso.

Difere das outras doenças pulmonares obstrutivas por ser um processo reversível (com tratamento ou espontaneamente). Acontece em qualquer idade, sendo a doença crônica mais comum na infância. Pode ser incapacitante ou levar à morte, nos casos mais graves.

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