Acidente vascular cerebral isquêmico

Acidente vascular cerebral isquêmico

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Diretor científico Antonio Carlos Lopes

Diretores acadêmicos Hélio Penna Guimarães Renato Delascio Lopes

Artmed/Panamericana Editora Ltda.

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A medicina é uma ciência em permanente atualização científica. À medida que as novas pesquisas e a experiência clínica ampliam nosso conhecimento, modificações são necessárias nas modalidades terapêuticas e nos tratamentos farmacológicos. Os autores desta obra verificaram toda a informação com fontes confiáveis para assegurar-se de que esta é completa e de acordo com os padrões aceitos no momento da publicação. No entanto, em vista da possibilidade

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Estimado leitor

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Ana Paula Resque – Médica assistente da disciplina de Anestesiologia, Dor e Terapia Intensiva da Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina (UNIFESP-EPM). Médica do CTI adulto do Hospital Israelita Albert Einstein

Marcelo Senna – Especialista em Neurocirurgia pela Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina (UNIFESP-EPM). Coordenador do Serviço de Residência Médica em Neurocirurgia do Hospital Santa Casa de Limeira. Médico assistente do Serviço de Neurocirurgia do Hospital Centro Médico de Campinas

As doenças cardiovasculares – que incluem a doença coronariana, o acidente vascular cerebral (AVC) e a doença vascular periférica – constituem a principal causa de morte no Brasil e no mundo. Elas são responsáveis por aproximadamente 17 milhões de mortes/ano em todo o mundo.1

No Brasil, segundo dados do DATASUS, em 2004, o grupo de doenças cardiovasculares representou 28% do total de óbitos, demonstrando ser a principal causa de morte no país. Nesse contexto, o acidente vascular cerebral lidera as causas de morte e seqüela neurológica.2 Nos EUA, a incidência anual de novos casos ou recorrência de AVC é de aproximadamente 700.0, sendo que destes, 500.0 são casos novos. Em 2003, a prevalência do AVC-I foi de 5,5 milhões em todo os EUA.3

Apesar de observar-se uma redução da mortalidade relacionada ao AVC ao longo dos anos, provavelmente devido a um melhor controle dos fatores de risco e dentre eles a hipertensão arterial sistêmica, observa-se um aumento preocupante na incidência do AVC em todo o mundo. Paradoxalmente, o aumento da expectativa de vida e conseqüentemente a maior exposição aos fatores de risco, além das mudanças no estilo de vida que acompanharam a industrialização e a urbanização podem estar relacionados a essa maior incidência.1

Apesar das causas das doenças cardiovasculares serem comuns no mundo todo, os níveis de estratégias de prevenção diferem na maioria dos países por razões culturais, sociais e econômicas.

Fatores independentes

Fatores predisponentes

Fatores condicionais

Os grandes avanços na prevenção das doenças cardiovasculares resultaram da identificação e da mensuração de fatores preditores do seu desenvolvimento, denominados fatores de risco, conforme o Quadro 1.

Quadro 1 FATORES DE RISCO DAS DOENÇAS CARDIOVASCULARES

Os fatores de risco predisponentes são aqueles que pioram os fatores de risco maiores, e os condicionais são os que se associam a um aumento na incidência das doenças cardiovasculares.4

Após a leitura, espera-se que o aluno possa:

Estudantes, médicos residentes, médicos não-especialistas e demais profissionais da saúde envolvidos no atendimento desse tipo de paciente obterão informações sobre o diagnóstico e o tratamento desses pacientes nas primeiras 48 horas após o evento isquêmico.

1 PROURGEN SEMCAD

Exame físico

Fatores de risco no AVCI

Classificação do AVCITrombótico

Doença dos grandes vasos

Doença dos pequenos vasos (lacunar ou infarto de pequenas artérias)

Embólico

Hipoperfusão sistêmica

Classificação de TOAST

AIT versus AVCI

Avaliação inicial do paciente com AVCI

Embólico Hipoperfusão sistêmica

Anamnese

Exame neurológico e aplicação de escalas específicas Exames diagnósticos na fase aguda do AVCI

RNM de crânio USG de carótidas Doppler transcraniano

TC de crânio sem contraste Neuroimagem

Diagnóstico diferencial do AVC e quadro clínico

Medidas gerais e tratamento das complicações agudas no AVCI Temperatura

Vias aéreas e suporte ventilatório

Monitoração cardíaca

Hipertensão arterial Glicemia

Trombólise endovenosa

Anticoagulantes e antiagregantes Trombólise intra-arterial

Neuroproteção

Conclusão Prevenção secundária

Caso clínico

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