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FISCHER, Andrea & TEIXEIRA, Sandro Silva & SCHUSTER, Clóvis de Almeida Desenho técnico / CEFET-RS. Pelotas, 2007.

74 p.:il.

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Av. Almirante Barroso, 81 – 17º andar – Centro CEP: 20030-003 – Rio de Janeiro – RJ – Brasil

Razões e importância do desenho técnico8
Classificação do desenho técnico10
2.1 Quanto ao aspecto geométrico10
2.1.1 Desenho projetivo10
2.1.2 Desenho não projetivo10
2.2 Quanto ao grau de elaboração1
2.2.1 Esboço1
2.2.2 Desenho preliminar1
2.2.3 Desenho definitivo1
2.3 Quanto ao grau de pormenorização com que descreve o objeto representado1
2.3.1 Detalhe1
2.3.2 Desenho de conjunto1
2.4 Quanto ao material empregado1
2.5 Quanto à técnica de execução12
2.6 Quanto ao modo de obtenção12
2.6.1 Original12
2.6.2 Reprodução12
Formatos de papel (série – A)13
3.1 Introdução13
3.2 Origem13
3.3 Obtenção dos demais formatos13
3.3.1 Dobragem dos formatos14
Legendas e sub-legendas industriais16
4.1 Legendas Industriais16
4.2 Sub-Legendas Industriais16
Caligrafia Técnica17
5.1 Introdução17
5.2 Características17
5.3 Alturas padronizadas17
5.4 Proporção das letras17
5.5 Posição da Letra18
Escalas : numéricas e gráficas19
6.1 Introdução19
6.2 Definição19
6.2.1 Escala19
6.2.2 Escalas Numéricas19
6.2.3 Escala Natural19
6.2.4 Escala de Redução19
6.2.5 Escala de Ampliação20
6.2.6 Dimensão Gráfica20
6.2.7 Dimensão Real20
Representações no sistema bidimensional2
7.1 Introdução2
7.1.1 Vistas Ortogonais2
7.1.2 Perspectivas2
7.2 Sistema Universal de Projeções S.U.P. - (alemão)2
7.2.1 Definições24
7.2.2 Critérios para escolha da vista frontal24
7.2.3 Escolha das vistas mais convenientes24
7.2.4 Vistas auxiliares25
7.2.5 Cruzamento de linhas26
7.2.6 Etapas para o traçado de desenhos a mão-livre27

ÍNDICE 7.3 Sistema Norte Americano de Projeções (S.N.A.).......................................................................27

7.3.1 Linhas de centro e eixos de simetria28
Perspectivas30
8.1 Definição30
8.2 Classificação30
8.3 Objetivos30
8.4 Perspectiva cavaleira30
8.4.1 Introdução30
8.4.2 Características:31
8.5 Perspectiva Isométrica3
8.5.1 Introdução3
8.5.2 Características3
8.5.3 Método de representação de arestas arredondadas35
Cotação37
9.1 Introdução37
9.2 Definições37
9.2.1 Linhas de chamada ou auxiliar37
9.2.2 Linha de cota37
9.2.3 Cotas38
9.3 Regras gerais38
Cortes41
10.1 Definição41
10.2 Objetivos41
10.3 Tipos41
10.4 Elementos dos cortes41
10.4.1 Linha de Corte41
10.4.2 Hachuras42
10.5 Corte total - Longitudinal e Transversal45
10.6 Meio-corte46
10.7 Corte em desvio ou dobrado47
10.8 Corte rebatido48
10.9 Corte parcial49
10.10 Seções50
10.10.1 Seções traçadas dentro da vista50
10.10.2 Seções traçadas fora das vistas51
10.1 Ruptura (encurtamento)52
10.12 Omissão de corte52
Tolerâncias54
1.1 Tolerâncias dimensionais54
1.2 Tolerâncias de forma e posição58
1.2.1 Simbologia58
1.2.2 Indicações nos desenhos59
Indicação de estado de superfície63
12.1 Representação de elementos de máquina padronizados65

5 Bibliografia..............................................................................................................................................75

Figura 1 – Representação da fórmula matemática13
Figura 2 – Exemplo de obtenção dos formatos de papel13
Figura 3 – Exemplo da dobragem vertical14
Figura 4 – Exemplo da dobragem horizontal15
necessárias16
Figura 6 – Exemplo de caligrafia técnica18
Figura 7 – Objeto no interior de uma caixa transparente23
Figura 8 – Rebatimento dos planos de projeção23
Figura 9 – Vistas ortogonais23
Figura 10 – Exemplo de peças com eixo ou com um plano de simetria24
Figura 1 – Vistas ortogonais iguais de objetos diferentes25
auxiliar ‘a’25

Lista de figuras Figura 5 – Exemplo de legenda e sub-legenda industrial contendo as informações mínimas Figura 12 – Comparação entre a representação em vistas convencionais e utilizando vistas

auxiliar ‘b’26

Figura 13 – Comparação entre a representação em vistas convencionais e utilizando vistas

auxiliar ‘c’26
Figura 15 – Exemplo de cruzamentos de linhas26
Figura 16 – Objeto no interior de uma caixa transparente27
Figura 17 – Projeções ortogonais27
Figura 18 – Exemplos de aplicação das linhas de centro28
Figura 19 – Exemplos de aplicação dos eixos de simetria29
Figura 20 – Exemplo 1: Peça (vistas ortogonais)31
Figura 21 – Exemplo 1: 1° Possibilidade32
Figura 2 – Exemplo 1: 2° Possibilidade32
Figura 23 – Exemplo 1: 3° Possibilidade32
Figura 24 – Exemplo 1: 4° Possibilidade32
Figura 25 – Exemplo 2: Peça vistas ortogonais e em perspectiva cavaleira32
Figura 26 – Exemplo 3: Peça vistas ortogonais e em perspectiva cavaleira3
Figura 27 – Exemplo 4: Peça vistas ortogonais34
Figura 28 – Exemplo 4: 1° Possibilidade34
Figura 29 – Exemplo 4: 2° Possibilidade34
Figura 30 – Exemplo 4: 3° Possibilidade34
Figura 31 – Exemplo 4: 4° Possibilidade34
Figura 32 – Cubo orientador35
Figura 3 – Exemplo 5: Peça vistas ortogonais35
Figura 34 – Exemplo 5: Peça perspectiva36
Figura 35 – Exemplo do uso da perspectiva isométrica36
Figura 36 – Definições37
Figura 37 – Exemplos de posicionamento de cotas em relação às linhas de cota39
Figura 38 – Exemplo de cotação de grandes raios39
Figura 39 – Exemplo de cotação utilizando simbologias39
Figura 40 – Exemplo de cotação de corda, arco e ângulo40
Figura 41 – Exemplo de cotação elementos repetidos eqüidistantes40
Figura 42 – Exemplo de cotação para localização de furos40
Figura 43 – Exemplo de cotação de chanfros40
Figura 4 – Exemplo de escareados40
Figura 45 – Exemplo de linhas de corte42
Figura 46 – Exemplo de hachuras42

Figura 14 – Comparação entre a representação em vistas convencionais e utilizando vistas Figura 47 – Exemplo de utilização de hachuras em desenhos de conjunto ................................. 43

Figura 48 – Exemplo de utilização de hachuras em grandes dimensões43
Figura 49 – Exemplo de hachuras em zonas estreitas43
Figura 50 – Tipos de hachuras4
Figura 51 – Exemplos de cortes totais45
Figura 52 – Exemplo de cortes totais (vistas ortogonais)45
Figura 53 – Peça (perspectiva completa) e Peça (meio corte)46
Figura 54 – Peça corte – AB (vistas ortogonais)46
Figura 5 – Peça (perspectiva completa) e Peça (corte em desvio)47
Figura 56 – Peça (vistas ortogonais)47
Figura 57 – Peça (perspectiva completa) e Peça (corte rebatido)48
Figura 58 – Peça (vistas ortogonais)48
Figura 59 – Peça (perspectiva completa) e Peça (corte parcial)49
Figura 60 – Peça (vistas ortogonais)49
Figura 61 – Exemplo de seções50
Figura 62 – Exemplo de seção sextavada50
Figura 63 – Exemplos de seções traçadas fora das vistas51
Figura 64 – Exemplos de seções traçadas fora das vistas51
Figura 65 – Exemplo de ruptura52
Figura 6 – Exemplo de omissão de corte52
Figura 67 – Qualidades de trabalho53
Figura 68 – Exemplo de indicações de tolerâncias dimensionais em desenhos técnicos54
Figura 69 – Reprodução parcial da tabela ABNT/ISO NBR 61585
Figura 70 – Reprodução parcial da tabela ABNT/ISO NBR 615856
Figura 71 – Principais símbolos57
Figura 72 – Exemplo de indicações nos desenhos58
Figura 73 – Exemplo da utilização do quadro de tolerância58
Figura 74 – Exemplo da utilização do quadro de tolerância59
Figura 75 – Exemplo de quadro de tolerância não ligado ao elemento de referência60
Figura 76 – Exemplo de quadro de tolerância em dois elementos associados60
Figura 7 – Exemplo de quadro de tolerância em elementos anexados60
Figura 78 – Exemplo de máximo material61
Figura 79 – Indicações do estado de superfície62
Figura 80 – Exemplo da utilização dos símbolos62
Figura 81 – Exemplo da utilização dos símbolos antes e depois do tratamento63
Figura 82 – Tabela de símbolos para direção das estrias63
Figura 83 – Exemplos de representações: Anéis elásticos64
Figura 84 – Exemplos de representações: Cavilhas65
Figura 85 – Exemplos de representações: Chavetas65
Figura 86 – Exemplos de representações: Cupilha65
Figura 87 – Exemplos de representações: Pinos65
Figura 8 – Exemplos de representações: Rebites65
Figura 89 – Exemplos de representações: Parafusos6
Figura 90 – Exemplos de representações: Porcas67
Figura 91 – Exemplos de representações: Uniões parafusadas67
Figura 92 – Exemplos de representações: Arruelas68
Figura 93 – Exemplos de representações: Rolamentos69
Figura 94 – Exemplos de representações: Rolamentos70
Figura 95 – Exemplos de representações: Molas71
Figura 96 – Exemplos de representações: Cames72
Figura 97 – Exemplos de representações: Acoplamentos72

7 Figura 98 – Exemplos de representações: Engrenagens............................................................... 73

Razões e importância do desenho técnico

A necessidade que o homem teve, desde sempre, de se comunicar com o seu semelhante levou-o inicialmente a procurar uma linguagem falada e mais tarde a recorrer à expressão escrita. As primeiras tentativas de expressão escrita se deram através de desenhos, que foram sendo simplificados até chegarem as antigas escritas ideográficas, como a escrita egípcia e a chinesa. Estas deram origem ao alfabeto, que por basear-se em um número relativamente pequeno de sinais, é mais simples e de fácil aprendizagem, tendo hoje utilização generalizada.

O desenho também pode ser considerado como uma linguagem e, muitas vezes ele consegue uma maior eficácia de expressão do que a fala ou a escrita.

Podem-se distinguir dois tipos de desenho: o desenho artístico e o desenho técnico. O desenho artístico possibilita ampla liberdade de interpretação e execução o que permite a quem o observa impressões e emoções bem diferentes daquela que o desenhista tentou transmitir.

Já no desenho técnico esta diversidade de representação e interpretação não é permitida, devendo o mesmo objeto ser representado de forma completa e precisa, não possibilitando nenhum tipo de dupla interpretação pelos seus usuários. No seu contexto mais geral, o Desenho Técnico engloba um conjunto de metodologias e procedimentos necessários ao desenvolvimento e comunicação de projetos, conceitos e idéias e, no seu contexto mais restrito, refere-se à especificação técnica de produtos e sistemas.

Não é de estranhar que com o desenvolvimento das tecnologias e dos sistemas de informação a que se assistiu nas últimas décadas os processos e métodos de representação gráfica, utilizados pelo Desenho Técnico no contexto industrial, tenham também visto uma profunda mudança. Passou-se rapidamente do processo totalmente manual para processos assistidos por computador.

Nestas circunstâncias, na organização do ensino e na elaboração de textos de apoio na área de Desenho Técnico põem-se particulares desafios na forma de conciliar, por um lado, o desenvolvimento de capacidades de expressão e representação gráfica e a sua utilização em atividades criativas e, por outro lado, a aquisição de conhecimentos de natureza tecnológica na área do Desenho Técnico.

Em um primeiro momento procura-se o desenvolvimento do pensamento criativo e de capacidades de visualização espacial, de transmitir idéias, formas e conceitos através de gráficos muitas vezes executados à mão livre. Esta capacidade constitui uma qualificação de reconhecida importância no exercício da atividade profissional do técnico.

No segundo caso trata-se do uso das técnicas emergentes de representação geométrica associadas aos temas mais clássicos da descrição técnica de produtos e sistemas e suportadas num corpo estabilizado de normalização técnica internacionalmente aceita, possibilitando a comunicação e trocas tecnológicas por aqueles que dominam esta linguagem gráfica.

Esta uniformidade é conseguida através de um conjunto de regras que determinam a forma de execução dos desenhos. No Brasil a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é responsável pela elaboração de Normas Técnicas em diversas áreas, inclusive na área de desenho técnico. As Normas de desenho da ABNT são baseadas nas Normas ISO (International Organization for Standartization) que atua como um organismo integrador para a normalização internacional em diversos campos do conhecimento.

Classificação do desenho técnico

Os desenhos técnicos se classificam segundo os seguintes critérios:

2.1 Quanto ao aspecto geométrico

2.1.1 Desenho projetivo

Desenho resultante de projeções do objeto sobre um ou mais planos que fazem coincidir com o próprio desenho. Compreendendo:

a) vistas ortogonais - figuras resultantes de projeções cilíndricas ortogonais do objeto sobre planos convenientemente escolhidos, de modo a representar, com exatidão a forma do mesmo com seus detalhes; b) perspectivas - figuras resultantes de projeção cilíndrica ou cônica sobre um único plano, com a finalidade de permitir uma percepção mais fácil da forma do objeto.

2.1.2 Desenho não projetivo

Desenho não subordinado a correspondência, por meio de projeção, entre as figuras que o constituem e o que é por ele representado. Compreende larga variedade de representações gráficas, tais como: a) diagramas; b) esquemas; c) ábacos; d) nomogramas; e) fluxogramas; f) organogramas; g) gráficos.

2.2 Quanto ao grau de elaboração

2.2.1 Esboço

Representação gráfica expedita. Aplicada habitualmente aos estágios iniciais da elaboração de um projeto podendo, entretanto, servir ainda à representação de elementos existentes ou à execução de obra.

2.2.2 Desenho preliminar

Representação gráfica empregada nos estágios intermediários da elaboração do projeto sujeita ainda a alterações. Corresponde ao anteprojeto.

2.2.3 Desenho definitivo

Desenho integrante da solução final do projeto, contendo os elementos necessários à sua compreensão, de modo a poder servir à execução. Também chamado desenho para execução.

2.3 Quanto ao grau de pormenorização com que descreve o objeto representado

2.3.1 Detalhe Desenho de componente isolado ou de parte de um todo complexo.

2.3.2 Desenho de conjunto Desenho mostrando vários componentes reunidos e que se associam para formar um todo.

2.4 Quanto ao material empregado Na execução dos desenhos podem ser empregados lápis (grafite) e tinta.

2.5 Quanto à técnica de execução

Quanto à técnica de execução, os desenhos podem ser: a) à mão livre; b) com instrumentos; c) à máquina.

2.6 Quanto ao modo de obtenção

2.6.1 Original Desenho matriz que serve à obtenção de novos exemplares.

2.6.2 Reprodução

Desenho obtido, a partir do original, por qualquer processo. Compreendendo: a) cópia - reprodução na mesma grandeza do original; b) ampliação - reprodução proporcional, porém maior que o original; c) redução - reprodução proporcional, porém menor que o original.

Formatos de papel (série – A)

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