GESTÃO DA SAÚDE E SEGURANÇA OCUPACIONAIS

  • Administração Industrial

  • Prof. José Eder Pereira da Silva

SUMÁRIO

  • Histórico

  • Contexto

  • Legislação, NR’s e Portarias Ministeriais

  • Conceitos básicos

  • Auto-avaliação.

  • Pequeno glossário da SSO.

  • Fontes de consulta

SSO Histórico e Contexto

  • Histórico da SSO no Brasil

  • Contexto

    • Lucro,
    • Desenvolvimento sustentável,
    • Normas de Sistemas de Gestão,
    • Responsabilidade dos gestores
    • Estatísticas

Contextualização

  • O objetivo maior de uma empresa é o lucro. Com essa orientação, foram desenvolvidos diversos conceitos, técnicas e ferramentas gerenciais, inclusive o que, hoje, denominamos COMPETITIVIDADE.

  • Durante muito tempo, os fatores econômicos, embora legítimos, foram os critérios de avaliação do sucesso dos empreendimentos, gerando problemas como degradação do meio-ambiente, desequilíbrios econômicos e sociais, perdas humanas etc. Felizmente, o contexto atual tem forçado as empresas a considerarem tanto o meio ambiente como todas as partes interessadas no negócio: acionistas, fornecedores, comunidades vizinhas, sociedade em geral, governo e empregados.

  • Em outras palavras, os empreendimentos devem ser economicamente viáveis, socialmente responsáveis, ambientalmente sustentáveis e operacionalmente seguros. Por isso uma série de normas de Sistemas de Gestão foi desenvolvida a fim de equilibrar os interesses das partes afetadas pelo negócio.

Contextualização

  • Conseqüentemente, a indispensável auto-avaliação de desempenho deve incluir esses aspectos, isto é, empresa e gestor devem focalizar, ao mesmo tempo, lucro, trabalho e pessoas.Haverá sempre um mau gestor à frente de uma Organização onde se desrespeita a SST.

  • É preciso que os gestores, independente dos níveis hierárquicos que ocupem, reconheçam essa necessidade como atribuição do seu ofício, para assim contribuir com a construção de uma sociedade mais justa, racional e equilibrada. “O bom desempenho (em qualquer dessas dimensões) não é casual, depende de gestão eficaz” (Cerqueira, 2006).

  • Nesse contexto, o primeiro passo é a conscientização das pessoas com poder de decisão. E isso começa “na escola”.

Histórico da SST no Brasil

  • 1978 – publicação das primeiras NR’s.

  • Década de 90 – boom da Qualidade.

Legislação e Normas Regulamentadoras em SSO

NR’s aplicáveis à SSO (lista parcial)

Conceitos básicos em SSO

    • Acidente, perigo, risco, exposição e magnitude.
    • Ato inseguro e condição insegura.
    • Conceito de Saúde no Trabalho.
    • Prevenção: tipos e processos.
    • O Sistema conceitual da Prevenção.
    • Análise dos Custos da Falta de Prevenção.
    • Situações que podem provocar erros.
    • Curva de acidentes gráfico.
    • Agentes de agravo à saúde.
    • Métodos básicos para tratar riscos.

AT: ponto de vista legal

  • Segundo o artigo 19 da Lei 8.213 de 24 de julho de 1991, "acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, ou pelo exercício do trabalho do segurado especial, provocando lesão corporal ou perturbação funcional, de caráter temporário ou permanente".

AT: ponte de vista da Gestão

  • O AT é “qualquer fato que interrompe o andamento normal de uma ação ou acontecimento, causado por fatores que podem ser de origem humana, social, ambiental, instrumental etc., e que provoca danos ao trabalhador, material ou ambos”.

  • Quando não provoca danos, recebe o nome de INCIDENTE.

  • Se a empresa possuir um Sistema de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional (SGS&SO), então os acidentes e incidentes serão considerados NÃO-CONFORMIDADES.

Conceito de Segurança no Trabalho

  • Condição ou estado que se estabelece quando um local (ou uma operação) está isento(a) de riscos inaceitáveis.

Conceito de Saúde no Trabalho

  • A Saúde do trabalhador deve ser mantida ao longo do tempo!

  • Cite um exemplo para cada uma das 3 dimensões.

Prevenção: finalidade e tipos

  • A prevenção Passiva (ou Reativa) é aquela que se resume a estudar os acidentes e danos que ocorrem, buscando as causas e implementando medidas de segurança para que os acidentes não tornem a acontecer.

Processos de Prevenção

Fluxo de Decisões dos Processos de Identificação de Perigo e Controle de Risco

Identificando as atividades de trabalho

  • Tomar como ponto de partida o Mapa do Processo de Negócio (se houver). Empresas preocupadas com a Qualidade geralmente possuem esses mapas.

  • Abranger as atividades de rotina e as esporádicas (paradas para manutenção, obras de ampliação e reforma, trabalho em hora extra, visitas, recebimento de materiais, finais de semana etc.

  • Agrupar as atividades por áreas geográficas, por etapa do processo de produção e/ou de apoio etc.

Identificando os Perigos - 1

Identificando os Perigos – 2: Situações que podem provocar erros

Identificando os Perigos - 3: Curva de Acidentes versus Experiência

Avaliando Riscos - 1: PROBABILIDADE

  • Considere:

  • Concentração e Intensidade do Fator de Perigo.

  • Quantidade de pessoas expostas.

  • Freqüência e duração da exposição.

  • O histórico de falhas, p. ex. em Utilidades (eletricidade, ar comprimido, ventilação, água etc.) e em Sist. de Seg. (alarmes, bombas de combate a incêndios etc.). Avalie a utilidade de sistemas redundantes.

  • O histórico de ocorrências (acidentes e doenças ocupacionais).

  • Outros aspectos.

Avaliando Riscos -2: IMPACTO

  • Também é conhecido como SEVERIDADE.

  • Considere:

  • Concentração e Intensidade do Fator de Perigo.

  • Quantidade de pessoas expostas.

  • Freqüência e duração da exposição.

  • Partes do corpo que podem ser afetadas.

  • Gravidade da Lesão: Leve, Média, Grande + Com ou Sem Afastamento + Incapacitante ou Não + Reversível ou Não.

  • Duração da Lesão: Temporária, Permanente.

Classificação dos Efeitos do AT

Taxa de ocorrência dos AT pelo dano

Avaliando os Riscos: O que é “tolerável”?

Elaborando Planos de Ação: Métodos básicos para abordar os Riscos

É obrigação do empregador

  • É obrigação do empregador

  • Adquirir o tipo adequado à atividade;

  • Fornecer somente EPI aprovado pelo MTb [CA];

  • Treinar sobre o seu uso adequado;

  • Tornar obrigatório o seu uso;

  • Substituí-lo, imediatamente, quando danificado ou extraviado;

  • Responsabilizar-se pela sua higienização e manutenção periódica.

Elaborando Planos de Ação: Compatibilizando Ações e Riscos

Elaborando Planos de Ação: Dicas

Categorias de Custos da Falta da Prevenção

Finalizando (por enquanto)

Auto-avaliação do aprendizado

  • Quais EPI’s deveriam ser fornecidos à uma empregada doméstica?

  • Na sua opinião, qual é a importância da SST para um Administrador Industrial?

  • E para um Engenheiro da Produção?

  • Pesquise e preencha o glossário do próximo slide.

Pequeno glossário da SST

Pequeno glossário da SST (continuação)

Referências bibliográficas e outras fontes de consulta

  • CERQUEIRA, Jorge Pedreira de. Sistemas de Gestão Integrados: conceitos e aplicações. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2006.

  • COSTA, Marco Antonio F. da. Segurança e saúde no trabalho: cidadania, competitividade e produtividade. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2004.

  • GUÉRIN, F. Compreender o trabalho para transformá-lo: a prática da ergonomia. São Paulo: Edgar Blücher-Fundação Vanzolini, 2001.

  • KROEMER, K. H. E. e GRANDJEAN, E. Manual de ergonomia: adaptando o trabalho ao homem. Porto Alegre: Bookman, 2005.

  • http://www.previdenciasocial.gov.br/12.asp

  • http://www.mtb.gov.br/temas/segsau

  • http://www.ibama.gov.br/conama

  • http://www.anvisa.gov.br

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