Doenças respiratórias crônica

Doenças respiratórias crônica

(Parte 4 de 13)

• Discinesia ciliar

• Rinorreia cerebroespinhal

Modificado de Allergic Rhinitis and its Impact on Asthma (ARIA) 2008.

classificação da gravidade

A rinite alérgica é classificada atualmente com base na intensidade dos sintomas e seu impacto sobre a qualidade de vida do paciente. Assim, de acordo com o Allergic Rhinitis and its Impact on Asthma (ARIA), a rinite pode ser intermitente leve; intermitente moderada/grave; persistente leve; persistente moderada/grave. Essa classificação é importante porque implica diretamente na conduta terapêutica.

Quadro 3.2. Classificação de rinite alérgica. Frequência e duração dos sintomas

Intermitente< 4 dias por semana ou

< 4 semanas de duração (ano)

Intensidade

Leve- Sono normal - Atividades normais (esportivas, de recreação, na escola e no trabalho)

- Sem sintomas incômodos

Moderada ou grave

- Sono anormal - Interferência nas atividades diárias, esportivas e/ou de recreação

- Dificuldades na escola e no trabalho

- Sintomas incômodos

Modificado de Allergic Rhinitis and its Impact on Asthma (ARIA) 2008.

objetivos do tratamento

O objetivo do tratamento da rinite alérgica é promover a prevenção e o alívio dos sintomas, de forma segura e eficaz. O tratamento a ser instituído depende da classificação da rinite, constando de medidas farmacológicas e não farmacológicas.

Princípios do tratamento de manutenção

Abordagem educacional

O conhecimento dos pacientes sobre a rinite, os medicamentos utilizados e as habilidades necessárias para o uso correto dos diversos dispositivos existentes no mercado são deficientes e permeados de mitos. O maior impacto sobre o controle da rinite implica tratamento farmacológico, no entanto o controle ambiental e a educação dos pacientes e familiares podem promover efeito aditivo na melhora desses indivíduos.

Ainda, faz-se necessário identificação de condições sociais e ambientais e hábitos de vida, principalmente tabagismo e exposições ocupacionais. Abaixo estão sugeridas abordagens educacionais a serem desenvolvidas por médicos e/ou enfermeiros.

Abordagem educacional – profissionais médicos e enfermagem

Objetivos: sedimentar as noções básicas sobre a rinite, seu tratamento, técnicas de uso de dispositivos inalatórios, esclarecimento de questões expostas pelos pacientes.

Conteúdo sugerido: o que é rinite; medicações de alívio e de manutenção; uso correto dos diferentes dispositivos para aplicação dos medicamentos intranasais; elaborar (médico) e revisar (enfermagem) plano de ações simplificado na própria receita.

Caráter obrigatório: solicitar que o paciente compareça assiduamente às consultas e atividades de grupo, além da necessidade de adesão à terapêutica.

Periodicidade: primeira consulta, visitas mais frequentes no início do tratamento até controle dos sintomas. Variável de acordo com a gravidade da doença.

Tratamento não farmacológico

Para o tratamento não farmacológico, asma e rinite seguem os mesmos parâmetros, uma vez que são doenças integradas e principalmente desencadeadas por componente alérgico. O tratamento não farmacológico da rinite deve seguir os itens abaixo listados:

• Educação e orientação quanto à doença.

• Uso correto das medicações inalatórias e capacidade de distinção entre medicações de manutenção (coricoides intranasais, por exemplo) e de alívio (anti-histamínicos, por exemplo).

• Cessação do tabagismo (ele deve ser exaustivamente desencorajado).I

• Perda de peso (quando indicado) e prevenção do sobrepeso e obesidade.

• Realização de atividades físicas.

• Controle ambiental. I

• Reduzir a exposição a fatores desencadeantes de forma individualizada levando em consideração a história do paciente:

- Evitar exposição a ácaros ou alérgenos relacionados.

- Evitar exposição a mofo.

- Evitar tabagismo ativo e passivo.

- Retirar animais domésticos se comprovada sensibilização.

- Evitar odores fortes e exposição ocupacional.

- Evitar locais de poluição atmosférica.

Tratamento farmacológico

As principais drogas disponíveis são os anti-histamínicos H1 I orais e os corticoides intranasais I. Os antileucotrienos podem ser utilizados, porém com menor grau de recomendação e nível de evidência clínica para controle dos sintomas.

Rinite Intermitente Leve: Anti-histamínico H1 oral

Rinite intermitente moderada a grave: Corticoide inalatório nasal

Rinite persistente leve: Anti-histamínico H1 oral (nas doses acima citadas) ou

Rinite persistente moderada a grave: Corticoide tópico nasal É recomendável o tratamento por pelo menos 60 dias.

Reavaliação após uma semana de tratamento; se necessário, acrescentar antihistamínico H1 oral (nas doses acima citadas) e/ou curso breve de corticoide oral (prednisona ou prednisolona 1-2 mg/kg/dia dose máxima de 40 mg/dia para crianças e dose média de 40 a 60 mg/dia para adultos durante três a sete dias). IV

Reduzem a inflamação da mucosa nasal, levando à melhora da obstrução e prurido, dos espirros, bem como da rinorreia. Seu efeito terapêutico máximo ocorre a partir da segunda semana de utilização. A boa ação sobre a obstrução nasal e melhora do sono aliada à facilidade posológica (uma a duas vezes ao dia) contribuem para a maior adesão ao tratamento.

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