Manual de Paisagismo

Manual de Paisagismo

(Parte 1 de 5)

INTRODUÇÃO2
1 DIRETRIZES BÁSICAS3
1.1 Considerações Gerais3
1.2 Programa de Projeto3
1.3 Recomendações e Diretrizes3
2 ELEMENTOS PAISAGÍSTICOS4
2.1 Vegetação4
2.2 Terra5
2.3 Água5
2.4 Equipamentos de Esporte e de Lazer5
2.5 Mobiliário Urbano5
2.6 Pisos6
2.7 Iluminação6
2.8 Detalhes construtivos6
3 PROJETO6
3.1 Sistema Viário7
3.2 Praças7
3.3 Condomínios8
4 ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE – APP8
4.1 Diretrizes Básicas8
4.2 Projeto9
4.3 Projeto Básico1
4.3.1 Projeto de Implantação1
4.3.2 Memorial Descritivo1
5 PRODUTOS CONTRATADOS E PADRÕES UTILIZADOS12
5.1 Elementos Técnicos fornecidos12
5.2.1 Relatório de Vistoria12
5.2.2 Laudo de Caracterização da Vegetação12
5.2.3 Projeto de Paisagismo12
6 REPRESENTAÇÃO GRÁFICA16
6.1 Folha de Plantio16
6.2 Legenda16
6.3 Cotas16
6.4 Representação Gráfica das Espécies Vegetais16
6.5 Planta de Locação16
6.6 Ampliações e Detalhes17
7 LEGISLAÇÃO , BIBLIOGRAFIA, SITES17
7.1 Legislação17
7.2 Bibliografia17
7.3 Sites18

5.2 Produtos Contratados ........................................................................................................................ 12

Introdução

A finalidade deste Manual é orientar a elaboração e implantação dos projetos de Paisagismo que fazem parte dos Empreendimentos Habitacionais e Urbanos construídos por esta Companhia. O Manual foi dividido em 6 partes.

1.Diretrizes básicas 2. Elementos paisagísticos 3.Projeto : parâmetros e critérios técnicos 4.Áreas de Preservação Permanente. 5.Produtos contratados e padrões utilizados 6. Representação gráfica 7.Legislação, bibliografia, sites.

1Diretrizes Básicas

1.1 Considerações Gerais

O objetivo do Projeto de Paisagismo para a Habitação de Interesse Social compreende a elaboração de projetos que melhorem suas condições de conforto ambiental, protejam o solo contra a erosão, organizem e estruturem os espaços livres projetados, com a finalidade de criar condições para a sua apropriação pelos moradores, por meio do lazer e da sua socialização. O Projeto de Paisagismo para Áreas de Preservação Permanente tem como diretriz a manutenção e/ou recuperação da vegetação existente.

Interferindo e alterando a paisagem, o Projeto de Paisagismo pode amenizar a ação da natureza e as condições criadas pelo ambiente construído, tais como a insolação excessiva, os ventos fortes, as enchentes, a erosão, os ruídos.

O objeto do Projeto é o espaço, público ou privado, não ocupado pelas edificações. O primeiro abrange as áreas pertencentes ao poder público como as Praças, o Sistema Viário e as Áreas de Proteção Permanente. O segundo se refere aos condomínios. São os espaços destinados à circulação, recreação, esportes e lazer dos usuários.

O programa para o Projeto de Paisagismo deve ser elaborado junto com o de Urbanismo, atender à legislação vigente e diretrizes específicas para área.

O Projeto de Paisagismo nasce com o Projeto de Urbanismo , que define o traçado urbano, os volumes edificados, os usos, a localização dos lotes, as áreas públicas e institucionais. Sua concepção deve considerar os elementos físicos do terreno ( relevo, vegetação, áreas de preservação, córregos, nascentes, clima, etc.) e ser integrada aos outros projetos.

1.2Programa de Projeto

O programa deve contemplar as necessidades e cultura dos usuários, levantar as áreas verdes e de lazer existentes no local e no entorno, a legislação da região, os usos e equipamentos existentes.

Informações básicas para a elaboração do projeto. 1.Planta de Topografia, Projeto de Urbanismo. 2.Entorno : levantar os equipamentos de lazer existentes na vizinhança e acessibilidades e fluxos. 3.Usuários : características regionais da população, densidade e faixas etárias. 4.Legislação existente e diretrizes específicas incidentes. 5.Recursos materiais disponíveis.

1.3Recomendações e Diretrizes

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente e/ou o órgão municipal local responsável e o DEPRN regional devem ser consultados sobre as diretrizes do Projeto. O Projeto de Paisagismo deve atender à legislação pertinente.

A vistoria da área e o levantamento da vegetação existente devem preceder o Projeto de Paisagismo.

No caso da existência de vegetação significativa no local, seja por porte ou espécie, esta deve ser incorporada ao projeto.

O Projeto de Paisagismo deve aproveitar a topografia natural do terreno com a implantação de equipamentos adequados.

A Terraplenagem, a Drenagem, a Iluminação e os demais elementos do Projeto de Paisagismo devem ser elaborados junto com os projetos similares do mesmo Empreendimento.

Recomenda-se que as correções do solo, quando necessárias, sejam realizadas segundo critérios de preservação ambiental .

Quando existirem comunidades organizadas nas áreas de intervenção pode-se prever a sua participação no plantio e manutenção das espécies, etc. Ex : participação de jovens, crianças e idosos nos cuidados com o plantio, colheita e extração de sementes das matas próximas. Este trabalho deve ser planejado e articulado com outras áreas da Companhia.

2 Elementos paisagísticos

A vegetação, a terra, a morfologia do terreno, a água , os equipamentos de lazer, o mobiliário urbano, a circulação, os passeios e a iluminação são elementos que devem ser considerados na elaboração do Projeto de Paisagismo.

2.1 Vegetação

A vegetação escolhida deve ser visualizada como um conjunto de organismos vivos, que se articulam e modificam os espaços livres, por meio das suas características, funções e significados.

Deve ser escolhida entre as espécies nativas ou as já adaptadas ao país e disponíveis comercialmente, preferencialmente na região do Projeto Habitacional.

A escolha da vegetação deve considerar o porte, tempo de crescimento, tipo de raiz, época de floração, característica de flores e frutos, dimensão, toxidade, adaptação às qualidades do solo, cuidados necessários e adequação à paisagem da região.

Privilegiar na escolha da vegetação, mudas de porte e de preço moderado, rápido crescimento, resistente à pragas e doenças e espécies frutíferas, com o intuito de atrair a fauna local.

Devem ser evitadas árvores com frutos ou flores danosos à saúde ou que por sua dimensão ofereçam perigo aos usuários.

A implantação da vegetação não deve perder de vista a infra-estrutura instalada, tanto a aérea como a enterrada. Suas raízes devem ficar distantes das canaletas, das guias, etc. Escolher árvores com raízes não agressivas quando forem próximas aos passeios.

A vegetação empregada deve ser basicamente de árvores e de forrações, evitando-se os arbustos que formem moitas. Eles não devem ser plantados em espaços públicos. Em condomínios, quando utilizados, poderão acompanhar muros, fechamentos, delimitar espaços .

As forrações são usualmente utilizadas para proteger o solo de processos erosivos. São divididas em gramíneas e forrações propriamente ditas. Sua especificação deve considerar as características do solo e as condições de insolação.

As gramíneas, especialmente a grama batatais, são utilizadas em áreas que sofrerão pisoteio e pleno sol. Já outras forrações poderão ser empregadas em áreas isentas de circulação.

2.2Terra

O projetista deve considerar a terra como elemento plástico que poderá ser modelado. A alteração da morfologia por meio da construção de volumes poderá modificar os usos e distribuir melhor os espaços. Em caso de terreno com inclinações acentuadas ou terra pouco agregada, utilizar o sistema de terraceamento, para conter as erosões. Fica ressaltada, contudo, a necessidade de respeitar as características da topografia existente. Deve-se preservar na movimentação de terra o solo de cobertura, mais rico em matéria orgânica. A análise do solo deve preceder o plantio. Para atender ao cronograma de plantio, as amostras para a análise devem ser colhidas no início da obra de terraplenagem. A textura e a cor da terra podem ser indicadores da sua qualidade, relacionando-as à sua fertilidade e às condições necessárias ao plantio.

2.3 Água

O Projeto de Paisagismo deve tirar partido dos corpos d’água existentes e da captação das águas provenientes da drenagem, pois elas podem constituir importante elemento projetual. Sua presença proporciona conforto aos usuários.

O Projeto de Drenagem específico deve fazer parte do Projeto de Drenagem geral do Empreendimento.

A irrigação da vegetação deve ser prevista no Projeto de Abastecimento de Água dos condomínios e das praças, com a locação dos pontos de água.

2.4 Equipamentos de Esporte e de Lazer

A escolha de equipamentos e brinquedos a implantar deve obedecer normas específicas e contemplar todas as faixas etárias.

Os equipamentos comumente utilizados pela CDHU são : quadra poliesportiva, "campinho" de futebol, pista de skate, brinquedos infantis, mesa de jogos, etc.

A implantação de canchas de malha necessita de cercamento da área. Para a recreação infantil poderão ser pintados no chão jogos de amarelinha, caracol, etc.

2.5 Mobiliário Urbano

O mobiliário urbano, da mesma forma que a vegetação, contribui para a estruturação e organização do espaço.

Comumente utilizam-se bancos, mesas, postes de iluminação, protetores de árvores, etc. Devem ser resistentes e exigir pouca manutenção. Para a sua especificação, consultar padrões CDHU, indicar produto disponível no mercado ou detalhar solução adotada.

A área pavimentada deve ser minimizada, deixando o máximo de solo permeável, sempre que possível.

A escolha dos pisos deve considerar os diferentes usos no projeto. Os critérios para a sua especificação devem considerar a qualidade estética, a durabilidade, a facilidade para manutenção, a permeabilidade às águas pluviais. Deve-se privilegiar o uso de elementos drenantes, como gramado, pedriscos, pisos articulados, etc.

A circulação em praças e condomínios pode ser em concreto desempenado ou bloco de concreto intertravado. Recomenda-se a largura mínima de 1,50 m . Se o fluxo de pessoas for grande, a largura deve ser aumentada.

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