ICON Tecnologia - A Qualidade em Termografia

ICON Tecnologia - A Qualidade em Termografia

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2)Objetivos: na realização de uma inspeção termográfica em sistemas elétricos é importante salientar seus objetivos básicos:

a) Detectar o processo de falha em um componente através de uma anomalia térmica antes que a mesma se manifeste como interrupção da função.

b) Quantificar essa falha em termos de risco e impacto à produção (custo).

c) Evitar que tal evento ocorra novamente através da identificação do modo de falha e dos componentes ou áreas da empresa mais sujeitos a ocorrências.

Os resultados econômicos das inspeçõesvariam entre 5 e 50 vezes o custo das mesmas, considerando-se os custos das paradas na produção que ocorreriam na falha não prevista do componente.

3)Conceito da Inspeção Termográfica

InspeçãoTermográfica: é a técnica de inspeção não destrutiva realizada com a utilização de sistemas infravermelhos (radiômetros, visores térmicos ou termovisores), para a medição de temperaturas ou observação de padrões diferenciais de distribuição de calor, com o objetivo de propiciar informações relativas à condição operacional de um componente, equipamento ou processo.

Estação Termográfica de Trabalho: é o conjunto de recursos técnicos e humanos capacitado a desempenhar tarefas de medição e processamento dos dados térmicos, produzindoresultados analíticos quanto às inspeções termográficas realizadas.

4)Protagonistas das Inspeções Termográficas

Inspetor de Termografia: é o profissional habilitado a realizar inspeções termográficas, através da operação de um sistema infravermelho, registro de imagens e documentação de todas as informações térmicas pertinentes, relativas ao equipamento inspecionado. As seguintes situações devem ser garantidas, na atuação do Inspetor de Termografia: - Deslocar-se sempre acompanhado nas instalações da contratante.

- Somente realizar atividades em condições permitidas aos funcionários da contratante. - Não envolver-se em atividades operacionais de equipamentos da contratante.

- Não realizar abertura e fechamento de painéis elétricos ou medições de corrente elétrica.

Analista de Termografia: é o profissional que realiza análises sobre os dados coletados durante as inspeções termográficas, podendo ser, ao mesmo tempo, o realizador da mesma (Inspetor). Sua principal atribuição é a classificação das anomalias encontradas, segundo critérios pré-estabelecidos.

Consultor de Termografia: é o profissional que desenvolve metodologias e programas de inspeção, bem como a análise das causas das alterações térmicas encontradas. O Consultor de Termografia deve conhecer em profundidade os fundamentos e as aplicações da Termografia, além dos aspectos técnicos dos equipamentos inspecionados.

Acompanhante / Assistente: é o profissional da empresa contratante, designado para acompanhar e dar o necessário suporte à realização da inspeção termográfica, suas principais atribuições são; - estar familiarizado com os equipamentos inspecionados, se possível seu histórico.

- orientar a realização da melhor rota para a inspeção.

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- conhecer as normas de segurança de cada área da empresa, bem como os EPI’s necessários.

A prática tem demonstrado que um melhor resultado é obtido durante as inspeções se o Assistente tiver treinamento em Termografia. Nesse caso é denominado Assistente Qualificado.

5)Aplicações da Termografia

Por sua característica básica a Termografia se integra perfeitamente em programas de manutenção preventiva e programas de confiabilidade em indústrias metalúrgicas, petroquímicas, têxteis, plásticos, papel e celulose, instalações prediais e empresas seguradoras.

Aplicação Elétrica: detecção de componentes aquecidos na rede de energia elétrica, nas quais interrupções no fornecimento, devido a mau contato, oxidação ou desgaste, causam graves problemas à produção.

Aplicação Térmica: na localização de perdas de calor em equipamentos como fornos, estufas, caldeiras e linhas de vapor.

Os resultados econômicos das inspeções variam entre 5 a 50 vezes o custo das mesmas, considerando-se os custos das paradas na produção que ocorreriam na falha não prevista do componente.

6) Equipamentos Utilizados

TermovisorThermoView TI30: é um sistema infravermelho de última geração, sendo extremamente portátil permite um maior rendimento durante as inspeções em relação a outros equipamentos. Sua faixa de medição esta entre 0C e 950C. Gera imagens térmicas coloridas que são observadas em tela de cristal líquido e gravadas em memória interna para posterior processamento em computador.

Radiômetro Raynger MX Mira Laser: trata-se de um equipamento microprocessado portátil para a medição de valores pontuais de temperatura, com apresentação dos valores máximos medidos e apresentação em visor de cristal líquido.

7)Critério Flexível de Classificação de Aquecimentos (CFCA)

Com a implantação da técnica de inspeção radiométrica ou termográfica em redes e sistemas elétricos é necessária a adoção de um critério para a classificação dos componentes aquecidos detectados de acordo com sua gravidade e urgência na intervenção.

O critério de classificação apresentado a seguir foi desenvolvido pelo Eng. Attílio Bruno Veratti em 1982, após pesquisa em trabalhos semelhantes realizados por empresas norte-americanas, inglesas e francesas. A principal vantagem da metodologia proposta é permitir que medições realizadas em situações aleatórias possam ser convertidas para uma condição padrão (100% de carga / sem vento).

Esta metodologia foi adotada pela Petrobrás em sua norma CONTEC SC-23 N- 2475, pela Eletronuclear como norma PN-T 12 e por empresas como a Du Pont. CVRDVitória,Siemens Service e General Motors do Brasil.

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Uma vez padronizadas as medições podem passar pelo processo de classificação e comparadas com outras medições. O aquecimento do componente é definido como a diferença entre sua temperatura e a temperatura ambiente:

A = TC- TA onde:

A = aquecimento medido TC = temperatura do componente

TA = temperatura ambiente

Para que os aquecimentos possam ser submetidos a um processo de classificação torna-se necessária a introdução das correções de carga (FCC) e vento (FCV), as quais são calculadas com base nos mecanismos de troca térmica segundo metodologia desenvolvida pela ICON Tecnologia.

AC = A x FCC x FCV onde:

AC = aquecimento corrigido

A classificação dos aquecimentos corrigidos é realizada através de sua comparação com o máximo aquecimento admissível (MAA), assim definido:

MAA = MTA- TA onde:

MTA = máxima temperatura admissível para o componente TA = temperatura ambiente ou temperatura média local

Os valores de Máxima Temperatura Admissível (MTA) podem ser obtidos a partir das especificações técnicas dos componentes ou junto aos fabricantes. Caso não se saiba de antemão a MTA a ser considerada recomenda-se a fixação de 90 graus centígrados como valor de referência para conexões e componentes metálicos e de 70 graus centígrados para cabos isolados. A seguir são apresentados alguns valores para a MTA baseados em normas ABNT, tabelas de fabricantes, referências da IEC (International Electrical Commission) e na experiência prática do autor:

Item MTA(oC)

Compoentes Industriais: Fios encapados (depende da classe de isolação)70 a 110 Régua de bornes70 Cabos isolados até 15 KV70 Conexões mediante parafusos90 Conexões e barramentos de baixa tensão90 Conexões de linha de transmissão aérea70 Conexões recobertas de prata ou níquel90 Fusíveis (corpo)100

Componentes de AT em SEs e Distribuição

Seccionadoras 50 Conexões 60 Cabos 60

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Transformadores a óleo - conexões90 Transformadores a óleo - corpo80 Transformadores secos - ponto mais aquecido classe de isolação 10565 classe de isolação 13090 classe de isolação 155115 classe de isolação 180140

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