Assistência Pré-Natal Manual de Orientação

Assistência Pré-Natal Manual de Orientação

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Assistência Pré-Natal Manual de Orientação

DIRETORIA ..

Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia

Vice-Presidente Região Nordeste
Geraldez Tomaz
Vice-Presidente Região Sudeste
Sérgio Pereira da Cunha

Presidente Edmund Chada Baracat Vice-Presidente Região Norte Rosival de Jesus Nassar de Souza Vice-Presidente Região Sul Cesar Pereira Lima

Secretário Executivo
Jacob Arkader
Vice-Secretário Executivo

Vice-Presidente Região Centro-Oeste Gerson Pereira Lopes Francisco Alberto Régio de Oliveira Tesoureiro Executivo Roberto Messod Benzecry Tesoureiro Adjunto Francisco Luiz Gonzaga da Silva

Comissão de Educação Continuada ..

Edmund Chada Baracat Sérgio Pereira da Cunha Hildoberto Carneiro de Oliveira

Apoio ..

Associação Médica Brasileira Conselho Federal de Medicina

Assistência Pré-Natal Manual de Orientação

Editor ..

Federação Brasileira das Sociedades de Ginecologia e Obstetrícia Carlos Augusto Alencar Júnior

Comissão Nacional Especializada de Assistência Pré-Natal..

Presidente: Carlos Augusto Alencar Júnior

Vice-Presidente: Luiz Kulay Júnior Secretário: Francisco Edson de Lucena Feitosa

Autores

Abês Mahmed Amed

Amadeu Ramos da Silva Filho Carlos Augusto Alencar Júnior

Célia Regina Trindade Edson Gomes Tristão

Fares Hamed Abazaid Fares

Francisco Edson de Lucena Feitosa

Jorge Abi Saab Neto

Jorge Francisco Kuhn dos Santos José Remígio Neto

Luiz Kulay Júnior

Margarete Menezes Siqueira

Renart Leite de Carvalho

Renato Ajeje Sinval Ferreira de Oliveira

Colaboradores .

Colaboradores

Luís Flávio de Andrade Gonçalves

Maria Nice Caly Kulay Prescilla Chow Lindsey

Apresentação

Entre as propostas da atual Diretoria, uma delas era promover a atualização permanente de todos os tocoginecologistas, quer através de Cursos, Jornadas ou Congressos, quer por meio de um programa efetivo de Educação Continuada.

Para atingir este objetivo, conclamamos as Comissões Nacionais

Especializadas a elaborarem Manuais de Orientação, que pudessem, de maneira prática, ser utilizados por todos os nossos associados.

Assim, é com muito orgulho que apresentamos o Manual de Orientação de

Assistência Pré-Natal. Nele, o colega encontrará condutas atualizadas que representam o consenso da Comissão Nacional Especializada de Assistência Pré-Natal da FEBRASGO.

Esperamos que este Manual venha preencher uma lacuna, auxiliando o tocoginecologista na sua prática diária, e tornando-se o seu companheiro no acompanhamento da gestação, evento este tão importante na vida das mulheres e na formação das famílias.

Prof. Dr. Edmund Chada Baracat Presidente da FEBRASGO

Prólogo

É com grande satisfação que apresentamos aos colegas tocoginecologistas o Manual de Assistência Pré-Natal da FEBRASGO. É fruto de um árduo trabalho da Comissão Nacional Especializada de Assistência Pré-Natal que durou mais de um ano. Nosso objetivo foi oferecer-lhes um Manual simples, de fácil manipulação, que pudesse ser útil aos colegas em sua prática diária. Procuramos enunciar princípios consensuais, aspectos polêmicos foram propositalmente excluídos.

Acreditamos ser a Assistência Pré-Natal adequada a mola mestra para o sucesso da gestação. Esperamos que, por intermédio do estímulo e orientação aos colegas, possamos estar contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da grávida e de seus filhos.

Comissão Nacional Especializada de Assistência Pré-Natal da FEBRASGO

Organização do Atendimento Pré-Natal1
Aconselhamento Pré-Concepcional13
Modificações Fisiológicas da Gravidez16
Limitação Medicamentosa em Obstetrícia25
Assistência Básica Pré-Natal30
Nutrição na Gravidez Normal e em Situações Especiais36
Tratamento das Intercorrências Gravídicas42
Ultra-sonografia Obstétrica4
Avaliação da Vitalidade Fetal na Gestação Normal52
Avaliação da Maturidade Fetal56
Gestação Múltipla62
Doença Hemolítica Perinatal64
Crescimento Intra-uterino Restrito71
Hipertensão Arterial76
Oligoidrâmnio86
Polidrâmnio8
Rotura Prematura das Membranas Ovulares91
Hemorragia da Primeira Metade da Gravidez95
Hemorragia da Segunda Metade da Gravidez98
Diabetes Mellitus102
Infecção do Trato Urinário106
Cardiopatia Materna109
Patologias da Tireóide112
Prevenção e Tratamento do Trabalho de Parto Prematuro115
Doenças Sexualmente Transmissíveis e Gravidez122
Acompanhamento da Grávida HIV+132

ÍNDICE Medidas Pré-natais de Incentivo ao Aleitamento Materno ................................136

A Assistência Pré-Natal visa assegurar que cada gestação culmine no parto de um recémnascido saudável, sem prejuízos à saúde da mãe. Consiste, em resumo, em uma tríade: 1. Prevenir, identificar e/ou corrigir as anormalidades maternas ou fetais que afetam adversamente a gravidez, incluindo os fatores sócio-econômicos e emocionais, bem como os médicos e/ou obstétricos; 2. Instruir a paciente no que diz respeito à gravidez, ao trabalho de parto, parto, atendimento ao recém-nascido, bem como aos meios de que ela pode se valer para melhorar sua saúde; 3. Promover um suporte psicológico adequado por parte do seu companheiro, sua família e daqueles que a tem sob seu cuidado, especialmente na primeira gravidez, de forma que ela possa ser bem sucedida na sua adaptação à gravidez e diante dos desafios que enfrentará ao criar uma família.

O atendimento pré-natal deve ser organizado para atender às reais necessidades de toda a população de gestantes da sua área de atuação, por meio da utilização de conhecimentos técnicocientíficos e dos meios e recursos adequados e disponíveis. Além disso, deve proporcionar facilidade e continuidade no acompanhamento pré-natal e respostas positivas das ações de saúde sobre a saúde materna e perinatal.

Para que tais objetivos sejam alcançados, os seguintes elementos devem ser garantidos: a) Captação precoce da gestante na comunidade. b) Atendimento periódico contínuo e extensivo à população alvo. c) Recursos humanos tecnicamente treinados e cientificamente preparados. d) Área física adequada. e) Equipamentos e instrumentais adequados. f) Realização de exames laboratoriais obrigatórios. g) Medicamentos básicos acessíveis. h) Sistema eficiente de referência e contra-referência. i) Serviço de registro e de estatística. j) Sistema de avaliação da efetividade das ações de assistência pré-natal.

O início do pré-natal deve ocorrer no 1o trimestre gestacional permitindo que ações preventivas e terapêuticas sejam oportunamente introduzidas.

O envolvimento da comunidade e dos profissionais de saúde é essencial para que a captação precoce das grávidas ocorra. Esse processo pode ser facilitado pela utilização dos meios de comunicação, por meio de visitas domiciliares e de atividades que visem a educação, especialmente coletiva, da comunidade.

Ao iniciar o pré-natal a grávida deve perceber que os profissionais são adequadamente treinados e preparados para seu atendimento, com uma visão de assistência integral à saúde da mulher. A organização do serviço deve proporcionar rapidez e eficiência no atendimento. A captação das pacientes somente será mantida se a qualidade dos serviços ofertados corresponder às expectativas.

Após o início do pré-natal todo esforço necessita ser feito para permitir que o controle periódico, oportuno e contínuo das grávidas, seja assegurado. Esta medida pode ser facilitada pela participação da gestante nas atividades desenvolvidas pela unidade de saúde.

A estrutura física da instituição precisa ser adequada e funcional, propiciando condições favoráveis de trabalho aos profissionais e agradáveis às pacientes. Além disso, todos os equipamentos e instrumentos necessários ao atendimento obstétrico e ginecológico devem estar disponíveis.

A estrutura da unidade precisa, ainda, permitir o acesso aos exames laboratoriais obrigatórios, aos exames especializados, quando pertinentes, e oferecer gratuitamente medicamentos básicos às gestantes.

Para que o acompanhamento da paciente se faça de forma adequada torna-se necessária a existência de mecanismos que permitam o registro das grávidas e métodos estatísticos que avaliem as ações de saúde prestadas pela instituição. Com isso, torna-se possível o acompanhamento sistematizado da gravidez, do parto e do puerpério, por meio da coleta e da análise dos dados obtidos em cada consulta.

O material utilizado para registro das pacientes, atendimento e acompanhamento estatístico são:

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