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UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO Escola Politécnica de Pernambuco

Thamiris Barroso

EXPERIÊNCIAS NO LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA 1

Thamiris Barroso

EXPERIÊNCIAS NO LABORATÓRIO DE ELETRÔNICA 1

Laboratório de Eletrônica Turma: DQ

Este relatório é uma abordagem geral das experiências realizadas no período de Agosto/ Setembro de 2009 que foram orientadas pelo professor Francisco Rufino, da disciplina de

Laboratório de Eletrônica da Escola Politécnica de Pernambuco.

I - Experiência 1: Apresentação dos Materiais do Laboratório4
1.INTRODUÇÃO (Experiência 1)4
2.DESENVOLVIMENTO (Experiência 1)5
2.1 – RESISTORES5
2.1.1 – Definição5
2.1.2 – Valores Padrão de Resistores Comerciais Disponíveis7
2.2 – CAPACITORES8
2.3 – DIODOS10
2.3.1 – Diodo Semicondutor11
I - Experiência 2: Utilização do Multímetro12
I – Experiência 3: Polarização Direta e Reversa de um Diodo Retificador14
IV – Experiência 4: Retificador de meia onda18
V – Experiência 5: Retificador de meia onda com filtro capacitivo21

SUMÁRIO VI – Experiência 6: Retificador de onda completa com filtro capacitivo____25

I - EXPERIÊNCIA 1: APRESENTAÇÃO DOS MATERIAIS DO LABORATÓRIO

1.INTRODUÇÃO (Experiência 1)

Nesta aula (12/08/2009) nos foi apresentado os materiais do laboratório que iremos usar nas experiências posteriores, para assim sabermos usá-los da maneira correta. Então foi apresentado o resistor, que é um dispositivo elétrico muito utilizado na eletrônica com a finalidade de transformar energia elétrica em energia térmica; o capacitor, que é um componente que armazena energia no campo elétrico. O capacitor eletrolítico que possui polaridade, ou seja, não funciona corretamente se for invertido; e, por fim o diodo, que é um dispositivo eletrônico muito utilizado, que é um componente formado por dois blocos semicondutores, com dopagens opostas.

2.DESENVOLVIMENTO (Experiência 1)

2.1 – RESISTORES 2.1.1 – Definição

Caso não haja limitação para a corrente elétrica num circuito, dada pela resistência de suas partes, a sua intensidade não poderá ser controlada e isso pode provocar uma conversão de energia em calor em uma quantidade além do previsto: é o caso do curto-circuito em que temos uma produção descontrolada de calor, com efeitos destrutivos.

Para reduzir, de maneira controlada, a intensidade da corrente, oferecendo-lhe uma oposição ou resistência, ou então para fazer cair a tensão num circuito a um valor mais conveniente a uma determinada aplicação, usamos componentes denominados resistores.

Os resistores mais comuns são os de película ou filme de carbono ou metálico, que tem o aspecto mostrado na figura 1.

A “quantidade” de resistência que um resistor oferece à corrente elétrica, ou seja, sua resistência nominal é medida em ohms ( ) e pode variar entre 0,1 e mais de 2 0 0 .

Também usamos nas especificações de resistências os múltiplos do ohms, no caso o quilohm (k ) e o megohm (M ).

Assim, em lugar de falarmos que um resistor tem 4700 é comum dizermos 4,7 k ou simplesmente 4k7, onde o “k” substitui a vírgula.

Para um resistor de 2 700 0 ohms falamos simplesmente 2,7 M ou então 2M7.

Figura 1

Como os resistores são componentes em geral pequenos, os seus valores não são marcados com números e letras, ou através de um código especial que todos os praticantes de eletrônica devem conhecer. Neste código são usadas faixas coloridas conforme explicamos a partir da seguinte tabela:

Tabela 1: Cor 1º anel 2º anel 3º anel 4º anel

Violeta 7 7 - - Cinza 8 8 - -

Partindo desta tabela, o valor de um resistor é dado por 3 ou 4 faixas coloridas que são lidas da ponta para o centro, conforme mostra a figura 2.

Vamos supor que estejamos de posse de um resistor cujas cores na ordem são: amarelo, violeta, vermelho e dourado (figura 2). Qual será o seu valor?

Figura 2

A primeira e a segunda faixa fornecem os dois algarismos da resistência, ou seja:

Amarelo=4

Violeta=7 Formamos assim, a dezena 47.

A terceira faixa nos dá o fator de multiplicação, ou quantos zeros devemos acrescentar ao valor já lido.

No caso temos: Vermelho = 0 ou x 10 Temos então 47 + 0 = 470 ohms ou 4k7.

A quarta faixa nos diz qual é a tolerância no valor do componente, quando ela existe. Se esta faixa não existe, temos um resistor de 20%, ou seja, que pode ter até 20% de diferença entre o valor real da resistência que ele apresenta e o valor que temos na marcação.

No nosso caso, a faixa dourada diz que se trata de um resistor com 5% de tolerância.

2.1.2 – Valores Padrão de Resistores Comerciais Disponíveis

Valores tabelados adotados pelos fabricantes a fim de padronizar os valores comerciais de dispositivos eletrônicos. É útil ter noção dos valores disponíveis no mercado ao se projetar um circuito novo. Por exemplo, se desejo obter uma resistência de 2 Ohms, devo saber que não existe um resistor comercial com esse valor. Logo, deve optar-se por uma associação em série de dois resistores de 1 Ohm.

Os valores comerciais de resistores (e capacitores) são potências de 10 multiplicadas segundo a seguinte tabela:

Tabela 2:

2.2 – CAPACITORES

Os capacitores (que também são chamados erroneamente de condensadores) são componentes eletrônicos formados por conjuntos de placas de metal entre as quais existe um material isolante que define o tipo. Assim, se o material isolante for a mica teremos um capacitor de mica, se for uma espécie de plástico chamado poliéster, teremos um capacitor de poliéster.

Duas placas, tendo um material isolante entre elas (chamado genericamente dielétrico), adquirem a propriedade de armazenar cargas elétricas e com isso energia elétrica. Na figura 10 mostramos um capacitor em que o dielétrico é o vidro e as placas, chamadas armaduras são planas. Quando encostamos uma placa na outra ou oferecemos um percurso para que as cargas se neutralizem, interligando as armaduras através de um fio, o capacitor se descarrega.

A capacidade de um capacitor em armazenar cargas, melhor chamada de capacitância, é medida em Farad (F), mas como se trata de uma unidade muito grande, é comum o uso de seus submúltiplos.

Temos então o microfarad ( F) que equivale à milionésima parte do Farad ou 0,0 001 F. Em capacitores muito antigos encontramos o microfarad abreviado como mFd.

Um submúltiplo ainda menor é o nanofarad, que equivale a 0,0 0 001 F ou a milésima parte do microfarad e é abreviado por nF.

Temos ainda o picofarad (pF) que é a milésima parte do nanofarad ou 0,0 0 0 001 F.

Figura 3

circuitos de altas freqüências. O porquê será visto em lições futuras

Os capacitores tubulares, que são formados por folhas de condutores e dielétricos enrolados são usados em circuitos de baixas freqüências enquanto que os possuem armaduras e dielétricos planos são usados em

Um tipo importante de capacitor é o eletrolítico, cuja estrutura básica é mostrada na figura 4.

Uma de suas armaduras é de alumínio que, em contato com uma substância quimicamente ativa, se oxida formando uma finíssima camada de isolante que vai ser o dielétrico.

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