Manuais de química em tradução do inglês para o português: expressões anunciadoras de paráfrase

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ARTIGO PUBLICADO NOS ANAIS DO III FILE - FÓRUM INTERNACIONAL DE ENSINO DE LÍNGUAS ESTRANGEIRAS – UFPEL

MANUAIS DE QUÍMICA EM TRADUÇÃO DO INGLÊS PARA O PORTUGUÊS: EXPRESSÕES ANUNCIADORAS DE PARÁFRASE NA L2 e L1

Susana de Azeredo (Universidade Federal do Rio Grande do Sul -Bolsista CNPq/AEQ)

Marcelo Leandro Eichler (Universidade Federal do Rio Grande do Sul -Professor e Pesquisador da AEQ)

RESUMO: A Área de Educação Química da UFRGS, em conjunto com pesquisadores e estudantes do Instituto de Letras, está realizando um estudo sobre a linguagem da Química, tomando como ponto de partida a observação da formulação textual de manuais acadêmicos de Química em língua portuguesa. Visto que a maioria dos manuais é tradução do inglês, estendeu-se o estudo às suas versões originais. Este trabalho apresenta alguns resultados do estudo contrastivo L2-L1, utilizando um segmento do corpus total composto para a pesquisa, representado aqui por capítulos de dois manuais que enfocam os temas Ligação Química e Termodinâmica. Nesse recorte de corpus, partindo-se da L2, são examinadas as incidências e funcionalidades de três expressões anunciadoras de paráfrase: isto é, ou seja e em outras palavras e suas correspondências na L1. Essas expressões são sinalizadoras da presença de explicações, retomadas ou reformulações nos textos. Os resultados contribuem para que se conheça melhor alguns aspectos da funcionalidade textual desses materiais didáticos, e fornecem subsídios para futuras avaliações sobre suas condições de tradução.

PALAVRAS-CHAVE: tradução;coesão textual; textos de Química

1. Introdução e objetivos

Nos últimos anos, tem aumentado o interesse de professores e de estudiosos em geral sobre questões de linguagem. Esse interesse é fruto de reflexões sobre temas como o funcionamento do discurso científico e também sobre seu papel cultural (Almeida e Silva, 1998 p.7). A partir disso, lingüistas e diferentes pesquisadores de outras áreas de conhecimento têm estado em contato para realizar estudos e trocar experiências sobre a comunicação científica.

Nesse contexto, trazemos, neste artigo, resultados de uma parceria de pesquisa que vem sendo desenvolvida, desde março/2001, entre a Área de Educação Química (AEQ/UFRGS)1 e o projeto TextQuim2 do Instituto de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Nessa pesquisa, professores e alunos bolsistas do Instituto de Química e do Instituto de Letras da UFRGS desenvolvem investigações sobre o manual acadêmico-didático de Química Geral.

Por parte dos lingüistas envolvidos na pesquisa, a escolha pelo texto de Química, deu-se devido à vinculação desse tipo de texto a uma terminologia importante, profundamente associada às atividades de tradução, revisão e versão na área de Letras. Também contribuiu para o interesse de compreensão de linguagem por parte de leigos, comumente associada à complexidade conceitual da Química. Por parte dos educadores químicos, o interesse pela problemática do texto e da linguagem vincula-se a outra faceta do objeto textual: haveria uma pressuposição de que, provavelmente, a referida dificuldade de compreensão do texto de Química estaria associada à maneira pela qual o conhecimento científico é apresentado.

Assim, nosso objetivo tem sido buscar um amplo reconhecimento do perfil lingüístico do manual didático de Química. Para isso, utilizamos, além de um corpus multifacetado, um corpus textual eletrônico específico composto de manuais didáticos de Química Geral, todos frutos de tradução do inglês para o português. Nesses manuais, são averiguados tanto aspectos lingüísticos-textuais, terminológicos como aspectos didático-conceituais, explorando-se mais recentemente as suas condições de tradução.

O estudo contrastivo L1-L2 tem nos ajudado a compreender melhor as feições lingüísticas do manual acadêmico em português (L2), e também tem nos ajudado a avaliar a sua adequação conceitual, tendo em vista seu objetivo didático. Assim, a pesquisa, no recorte contrativo, ajuda a traçar um perfil da linguagem química utilizada nesses materiais, além de oferecer dados sobre suas condições de tradução a partir do inglês (L1

2. Corpus, foco e ponto de partida

O foco desta apresentação incide sobre a presença de expressões anunciadoras de paráfrase (EAP) no corpus de estudo, visto que o texto didático, tomado aqui como um tipus ou gênero textual, tende a apresentar repetições, retomadas explicativas e/ou reformulações.

Segundo Koch (2001), na paráfrase tem-se um mesmo conteúdo semântico apresentado sob formas estruturais diferentes, sendo que a reapresentação de conteúdo sofre algumaalteração. Essa alteração consiste muitas vezes em ajustamento, reformulação, desenvolvimento, síntese ou precisão maior do sentido primeiro. A reformulação é geralmente antecedida por determinadas expressões lingüísticas que a anunciam. É o caso de expressões como ou seja, isto é e em outras palavras. No contexto de retomadas, repetições e reiterações encontra-se observação desses elementos anunciadores de paráfrase.

O estudo, então, parte do pressuposto que identificar a presença, bem como a adequação desses conectores que vinculam um dizer a um redizer, poderá contribuir para que se perceba a clareza e/ou didatismo do texto de manuais acadêmicos de Química. Assim, compusemos um corpus integrado por cinco manuais de Química Geral. Os manuais selecionados, de acordo com uma pesquisa realizada pela AEQ/UFRGS (Silva, Eichler, Del Pino, 2003, p.585-594) são obras muito utilizadas por estudantes de graduação do curso de Química e outros cursos como Farmácia e Engenharias. São cinco os manuais em L2, doravante identificados pelas letras A, B, C, D e E:

A – ATKINS, Peter & Jones, Loretta, Princípios de Química, questionando a vida moderna e o meio ambiente, 1.ed, Porto Alegre: Artmed, 2002. 914p.

B – BRADY, James E. & HUMISTON, Gerard E., Química Geral, 2.ed, vol.2, Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1986. 662p.

C – MAHAN, Bruce M. & MYERS, Rollie J. Química, um curso universitário, 4.ed, São Paulo: Edgard Blücher, 1995. 582p.

D - MASTERTON, William L; SLOWINSKI, Emil J. & STANITSKI, Conrad L. Princípios de Química, 6.ed, Livros Técnicos e Científicos, 1990, 681p.

E –RUSSEL, John B., Química Geral, 2.ed, vol.2, São Paulo: Makron, 1994. 1268p.

A primeira etapa deste estudo envolveu somente os textos em português, sendo a pesquisa realizada em três temas: Equilíbrio Químico (EQ), Equilíbrio Iônico (EI) e Ligação Química (LQ).

No estudo do texto em inglês, utilizamos apenas dois dos manuais acima citados, o Manual A e o Manual C. A escolha deu-se pelo fato de esses serem as duas obras mais resenhadas da área de Química. A análise contrastiva L1-L2 buscou identificar a origem e feição das EAP na amostra temática Ligação Química (LQ) e Termodinâmica (TERMO).

4. Classificação para EAP´s

Conforme já mencionamos, a reformulação paráfrasica de um enunciado tende a ser antecedida por elementos anunciadores, tais como os escolhidos para o nosso estudo: isto é, ou seja e em outras palavras. Essas, naturalmente, não são as únicas EAP existentes em português. Podemos ainda mencionar: melhor dizendo, dito de outro modo, etc. No entanto, centramos nossa atenção nas três primeiras, visto que, após pesquisa no corpus, verificamos sua presença preponderante.

Iniciamos o trabalho com um levantamento de quantidades de EAP no corpus com a ajuda do software Wordsmith Tools. O gráfico 1 mostra as quantidades encontradas em cada um dos manuais em todos os temas estudados em português.

Gráfico 1 – Quantidade de EAP nos manuais

A, B,C,D e E

O gráfico 2, a seguir, mostra a quantidade de EAP por tema e autor.

Gráfico 2 – Quantidade de EAP por tema e por autor

O fato de haver uma determinada quantidade de expressões anunciadoras de paráfrase em um determinado tema, ou o fato de determinado autor usar mais EAP do que outro não garante que elas estejam sendo utilizadas de forma adequada. Quer dizer, a quantidade no uso de uma EAP nem sempre significa qualidade de uso.

Assim, para um melhor entendimento dos contextos sob exame, observamos cada um, questionando se havia funcionalidade lingüística e/ou conceitual. Avaliamos que funcionalidade lingüística corresponderia a um bom encadeamento entre o dito e o redito. A funcionalidade conceitual, por sua vez, correspondeu à adequação conceitual e correção referencial do enunciado, relativa ao mundo de entes envolvidos e à área de conhecimento químico.

Nessa análise, o contexto ideal seria aquele que apresentasse uma funcionalidade tanto lingüística (FL) quanto conceitual (FC). No entanto, supomos poder encontrar também enunciados que fossem funcionais lingüística (FL), mas não conceitualmente (NFC). Nesse caso, teríamos uma boa estrutura frasal, mas não um conceito referencialmente adequado. Noutra direção, o inverso também seria possível, contextos não funcionais lingüisticamente (NFL), mas sim conceitualmente (FC). Para uma melhor compreensão de funcionalidade/não-funcionalidade, mostramos adiante alguns exemplos de contextos retirados do corpus analisado.

Assim, em cada contexto de ocorrência de EAP observamos se havia FL (funcionalidade lingüística) e/ou FC (funcionalidade conceitual). A tabela 1 traz a distribuição dessa funcionalidade nos cinco manuais.

TABELA 1 – Funcionalidade de EAP nos manuais

A, B, C, D e E

FC

NFC

FL

97

17

NFL

17

33

Contextos que se mostraram funcional lingüisticamente, mas não conceitualmente, são contextos que possivelmente poderiam comprometer a compreensão do leitor não só no momento da aprendizagem de um conceito determinado, mas também quando o leitor tentasse compreender outros conceitos a ele relacionados.

Focalizando o uso das EAP, aqueles contextos que possuem uma funcionalidade isolada, ou seja, aqueles contextos que são funcionais lingüística ou conceitualmente, chamam atenção. O fato de haver contextos só com funcionalidade lingüística e não conceitual, e vice-versa, pode representar uma percepção de duplicação de enunciados problemáticos, visto que mesmo que as formulações problemáticas o sejam apenas do ponto de vista conceitual-químico ou apenas do ponto de vista lingüístico, é inegável que se evidencia algum tipo de problema.

5. Adequações e inadequações

A vinculação via paráfrase e a própria paráfrase podem ser conceitual e/ou lingüisticamente bem sucedidas.

Na situação de um texto didático, não será suficiente que uma informação esteja apenas conceitualmente correta. É preciso que ela esteja estruturada de uma forma que o leitor possa entender. Ao mesmo tempo, o contrário também é verdadeiro. Uma informação em um texto didático pode estar estruturalmente correta, mas não terá muito valor se seu significado não estiver adequado. Isso poderá comprometer as construções de conhecimento, salientando-se que os manuais aqui sob exame são utilizados principalmente por alunos de graduação de primeiro ano de curso.

A maioria dos contextos que analisamos aponta para um bom uso de EAP´s no texto de Química Geral. No entanto, em que pese havermos analisado a grande maioria desses elementos como funcionais, há um número significativo de problemas, tanto lingüísticos quanto conceituais, ou lingüísticos e conceituais. A seguir colocamos alguns números e exemplos que chamaram a atenção.

Considerando apenas os números absolutos de ocorrências, vemos uma menor incidência de EAP´s nos temas Equilíbrio Químico (EQ) e Equilíbrio Iônico (EI) e um aumento de uso desses conectores no tema Ligação Química (LQ) (conforme o gráfico 1). Outro fato é que enquanto em EQ o uso do ou seja é bem restrito, apenas 4 das 35 EAP utilizadas, em EI essa expressão aparece em maior número, 22 do total de 50. Já em LQ essa expressão aparece 27 vezes, contrabalançando com as outras duas estudadas isto é e em outras palavras que ocorrem, respectivamente, 30 e 21 vezes.

Havendo um maior número de EAP´s nos capítulos que tratam do tema LQ, poder-se-ia também pensar em uma maior preocupação, por parte dos autores dos manuais, em explorar mais um determinado conteúdo por meio de retomadas.

A não-funcionalidade das EAP pode interferir na estruturação conceitual. Por exemplo, há dois casos de isto é que não são funcionais no manual B em comparação com onze exemplos funcionais. Poderíamos concluir que esse é um número baixo de expressões não-funcionais, e que o autor faz um bom uso desse elemento.

No entanto, se a expressão que está sendo mal-usada estiver associada a algum conceito muito importante, um mau emprego de apenas duas EAP’s pode prejudicar o aprendizado. Portanto, vale colocar uma questão: até que ponto um baixo número de expressões anunciadoras de paráfrase não-funcionais é um número significativo no âmbito de toda uma tessitura conceitual de um texto didático?

Além disso, verificamos que há EAP´s que também são empregadas como elementos conclusivos. Ao invés de introduzir um redizer, muitas vezes, introduzem uma idéia de finalização, como nos contextos a seguir:

Contexto 1

No terceiro nível, trataremos de sistemas que apresentam vários equilíbrios simultâneos, ou seja, ácidos polipróticos fracos, formação de complexos metálicos iônicos e sais pouco solúveis.

Contexto 2

Usando a regra do octeto, pode-se prever que um metal perde seus poucos elétrons de valência para formar um cátion e um não-metal ganha poucos elétrons para formar um ânion. A regra é útil, mas, como já mencionamos, não explica por que este processo ocorre. Em outras palavras, qual é a "força motriz" atrás da formação de cloreto de sódio a partir de sódio e cloro?

No contexto 1 poderíamos substituir ou seja pela expressão por exemplo, o que resultaria num melhor entendimento do enunciado, visto que a expressão ou seja nesse contexto (1) está introduzindo um exemplo de algo que já foi dito. Se o elemento ou seja está introduzindo um exemplo, por que não usar uma expressão como por exemplo ou outra que introduz uma exemplificação? Cabe salientar, inclusive, que esse é um contexto classificado como lingüisticamente funcional, mas não conceitualmente, porque a parte do enunciado que vem após a EAP não é um redizer do seu antecedente de acordo com a observação feita pelos profissionais da AEQ/UFRGS, apesar de parecer um redizer em um primeiro momento.

No entanto, esse contexto não possui uma estrutura frasal confusa. Nenhum leitor teria dificuldade em entender o enunciado lingüisticamente. A dificuldade dá-se, porque um estudante de primeiro ano talvez tenha dificuldade em identificar ácidos polipróticos fracos, formação de complexos metálicos iônicos e sais pouco solúveis como exemplos de sistemas que apresentam vários equilíbrios simultâneos.

Já o contexto 2 foi considerado não-funcional lingüística e não-funcional conceitualmente. Isso ocorreu porque a estrutura do enunciado não parece clara e a EAP não está introduzindo um redizer, mas sim introduzindo uma idéia de finalização. Assim, se substituíssemos a EAP por Portanto ou Portanto, cabe perguntar teríamos uma melhor formulação do enunciado.

Nesses casos, nota-se que há a tendência de usar a EAP de modo semelhante ao da fala. O falante, no transcorrer de um diálogo não tenso, não ponderará o sentido dos conectores que está usando. Assim, acabam estabelecendo-se outros sentidos para as palavras ou expressões de uma dada língua, como é o caso do emprego do conector onde em “Naquela época, onde havia aquele problema(...)”. No nosso corpus, um conector que anuncia uma paráfrase é muitas vezes usado como um conector de conclusão.

Vejamos, ainda, o contexto 3 abaixo:

Contexto 3

Em solução aquosa, os eletrólitos fortes geram íons que são estabilizados devido à hidratação, isto é, existem algumas moléculas de água que interagem fortemente com os mesmos.

A esse contexto atribuímos não-funcionalidade lingüística e conceitual, porque temos uma estrutura que nos pareceu não permitir ao leitor relacionar dito/redito. Além disso, isto é está funcionando como um conector de explicação e não como um conector de redizer.

Assim, quando examinamos a funcionalidade desses conectores no texto, notamos que alguns não estão introduzindo um redizer, mas uma idéia de conclusão ou de finalização. Isso dificulta a leitura, visto que o leitor vai tentar relacionar um possível redizer a um antecedente que não encontrará. Caso o encontre, não conseguirá estabelecer uma relação de sentido.

Assim, a EAP, que, a princípio, seria um recurso utilizado para esclarecer e facilitar a compreensão de um enunciado em um texto didático, pode, na verdade, dificultar a leitura e contribuir para dificuldades do ensino/aprendizagem.

É provável que algumas dessas dificuldades de formulação textual poderiam ser atribuídas à qualidade ou às diferentes opções de tradução dos textos sob estudo a partir de uma versão na L1, visto que todos são traduções do inglês. Em função disso, trazemos aqui alguns exemplos de contextos de EAP nas duas línguas.

6. Contraste L1-L2

Para realizar a análise, o texto foi alinhado parágrafo a parágrafo com a ajuda da ferramenta Aligner do software Wordsmith Tools. Essa ferramenta permite visualizar o contexto em L1 e logo abaixo o contexto em L2. O alinhamento permite que se veja não só a expressão em foco, como também o contexto em que tal expressão está inserida.

Primeiramente, uma análise quantitativa mostrou que o Manual A possui mais EAP do que o manual C. Isso talvez possa indicar que no Manual A há uma maior necessidade do autor em redizer e explicar alguns conceitos. O gráfico 3 mostra essa diferença entre os manuais.

Gráfico 3 – Quantidade de EAP em Manual A e C nos temas LQ e TERMO

Além de haver um maior número de EAP no Manual A, esse manual também faz um uso mais variado desses elementos. Enquanto o Manual A usa de forma variada as 3 EAP encontradas (ou seja, isto é e em outras palavras) o manual C dá preferência ao uso de ou seja. Das 30 EAP utilizadas no Manual C, 23 são ou seja.

Para as EAP ou seja, isto é e em outras palavras em L2, temos os equivalentes That is e In other words em L1 como expressões anunciadoras de paráfrase. O estudo contrastivo mostrou que em L1 há 36 desses elementos nos textos, enquanto em L2 temos um total de 67 expressões anunciadoras de paráfrase (de acordo com o gráfico 3). Isso significa que em L2 há 31 expressões anunciadoras de paráfrase a mais do que em L1. Essa diferença nos fez pensar que, além de poder haver inclusões de EAP em L2, algumas dessas expressões em L2 talvez pudessem ser traduções de palavras que em L1 não são consideradas expressões anunciadoras de paráfrase, mas que se transformaram em tais em L2. Assim, o estudo focalizou essa diferença.

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