Enem - questôes história do brasil

Enem - questôes história do brasil

(Parte 2 de 4)

aumenta as trocas comerciais, permite o aumento da produtividade,

cria condições para um maior crescimento econômico e favorece o

aprofundamento dos processos democráticos.

A integração regional e a globalização surgem assim como processos

complementares e vantajosos.”

(Declaração de Porto, VIII Cimeira Ibero-Americana, Porto, Portugal, 17 e 18 de outubro de 1998)

Um considerável número de mercadorias passou a ser produzido no

Brasil, substituindo o que não era possível ou era muito caro importar.

Foi assim que a crise econômica mundial e o encarecimento das

importações levaram o governo Vargas a criar as bases para o

crescimento industrial brasileiro.”

(POMAR, Wladimir. Era Vargas – a modernização conservadora)

É correto afirmar que as políticas econômicas mencionadas nos textos são:

(A) opostas, pois, no primeiro texto, o centro das preocupações são as

exportações e, no segundo, as importações.

(B) semelhantes, uma vez que ambos demonstram uma tendência

protecionista.

(C) diferentes, porque, para o primeiro texto, a questão central é a integração

regional e, para o segundo, a política de substituição de importações.

(D) semelhantes, porque consideram a integração regional necessária ao

desenvolvimento econômico.

(E) opostas, pois, para o primeiro texto, a globalização impede o

aprofundamento democrático e, para o segundo, a globalização é

geradora da crise econômica.

(ENEM-00) Em muitos jornais, encontramos charges, quadrinhos, ilustrações, inspirados nos fatos noticiados. Veja um exemplo:

Jornal do Commercio, 22/8/93

O texto que se refere a uma situação semelhante à que inspirou a charge é:

(A) Descansem o meu leito solitário

Na floresta dos homens esquecida,

À sombra de uma cruz, e escrevam nela

– Foi poeta – sonhou – e amou na vida.

(AZEVEDO, Álvares de. Poesias escolhidas. Rio de

Janeiro/Brasília: José Aguilar/INL,1971)

(B) Essa cova em que estás

Com palmos medida,

é a conta menor

que tiraste em vida.

É de bom tamanho,

Nem largo nem fundo,

É a parte que te cabe

deste latifúndio.

(MELO NETO, João Cabral de. Morte e Vida Severina e outros

poemas em voz alta. Rio de Janeiro: Sabiá, 1967)

(C) Medir é a medida

mede

A terra, medo do homem, a lavra;

lavra

duro campo, muito cerco, vária várzea.

(CHAMIE, Mário. Sábado na hora da escutas. São

Paulo: Summums, 1978)

(D) Vou contar para vocês

um caso que sucedeu

na Paraíba do Norte

com um homem que se chamava

Pedro João Boa-Morte,

lavrador de Chapadinha:

talvez tenha morte boa

porque vida ele não tinha.

(GULLAR, Ferreira. Toda poesia. Rio de Janeiro:

Civilização Brasileira, 1983)

(E) Trago-te flores, – restos arrancados

Da terra que nos viu passar

E ora mortos nos deixa e separados.

(ASSIS, Machado de. Obra completa. Rio de

Janeiro: Nova Aguillar, 1986)

(ENEM-01) Os textos referem-se à integração do índio à chamada civilização brasileira.

I - “Mais uma vez, nós, os povos indígenas, somos vítimas de um pensamento que separa e que tenta nos eliminar cultural, social e até fisicamente. A justificativa é a de que somos apenas 250 mil pessoas e o Brasil não pode suportar esse ônus.(...) É preciso congelar essas idéias colonizadoras, porque elas são irreais e hipócritas e também genocidas.(...) Nós, índios, queremos falar, mas queremos ser escutados na nossa língua, nos nossos costumes.”

Marcos Terena, presidente do Comitê Intertribal Articulador dos Direitos Indígenas na ONU e fundador das Nações Indígenas, Folha de S. Paulo, 31 de agosto de 1994.

II - “O Brasil não terá índios no final do século XXI (...) E por que isso? Pela razão muito simples que consiste no fato de o índio brasileiro não ser distinto das demais comunidades primitivas que existiram no mundo. A história não é outra coisa senão um processo civilizatório, que conduz o homem, por conta própria ou por difusão da cultura, a passar do paleolítico ao neolítico e do neolítico a um estágio civilizatório.”

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