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Módulo I

LLiinnuux

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Atenciosamente Equipe Cursos 24 Horas

Para compactar arquivos, usaremos o gzip, que é distribuído nos termos da GNU.

também abordaremos agora

Existem outros compactadores, como o unzip, zip, compress, bzip, unarj, e muitos outros que funcionam da mesma maneira que no formato DOS, mas a maioria dos arquivos pra Linux na Internet são compactados com o gzip, acompanhado do tar, que

Suponhamos que você tenha o seguinte arquivo em um diretório:

-rwxr-xr-x 2 root users 1600 Nov 0414:0 teste

root@guarani /root]# ls l

-rwxr-xr-x 2 root users900 Nov 04 14:01
teste.gz

root@guarani /root]# gzip teste root@guarani /root]# ls l

Note que o antigo arquivo, teste, foi deletado depois que o gzip passou sem problemas.

Geralmente os arquivos, quando compactados no Linux, mantém a mesma extensão.

Ex.: teste.txt (antes) Teste.txt.gz (depois)

Para se descompactar um arquivo *.z ou *.gz, usa-se o comando gunzip, da seguinte forma:

-rwxr-xr-x 2 root users900 Nov 04 14:01

root@guarani /root]# ls l teste.gz

-rwxr-xr-x 2 root users 16000 Nov 0414:01 teste

root@guarani /root]# gunzip teste.gz root@guarani /root]# ls l

Note-se também que o antigo arquivo compactado foi deletado. O gzip não funciona igual ao pkzip e winzip quando se trata de diretórios. Para se compactar múltiplos arquivos e diretórios diferentes, usa-se a associação do comando tar com o comando gzip.

O tar é um comando designado para criação de arquivos que contêm diversos outros arquivos internamente. Usado muito na criação de backups em programas e sistemas empresariais devido a sua característica de poder unir arquivos e diretórios em apenas um arquivo. Nas empresas que usam o tar, geralmente usam a própria data do dia como nome para os arquivos de backup. Exemplo:

-rwxr-xr-x 2 root root11524211 Dez 29 14:01 bkp29121998

root@guarani /backup]# ls l

Seu uso, bastante simples, é feito da seguinte forma: tar <opções> <arquivos> c cria um novo arquivo tar. t lista o conteúdo do arquivo tar. x extrai o conteúdo do arquivo tar. v mostra na tela os arquivos que estão sendo compactados/descompactados f arquivo de origem/destino. z filtra o arquivo com gzip. r para colocar novos arquivos no final do arquivo .tar u para fazer um update nos arquivos do arquivo .tar d para comparar o conteúdo do arquivo com arquivos do sistema k para manter arquivos existentes no diretório.

Imagine, por exemplo, que você tenha um diretório chamado teste com os seguintes arquivos:

-rwxr-xr-x 1 root root21 Nov 08 16:06 Makefile
-rwxr--r-- 1 root root847 Dez 1 04:41 README
-r-xr-xr-x 1 root root9254 Mar 16 12:5 teste.txt
-rw-rw-rw- 1 root root36 Jul 01 09:56
-rwxrwxrwx 1 root root395 Nov 12 1:26 lixo
-rwxr-xr-x 1 root root1223 Mai 29 06:01 profile

root@guarani /teste]# ls l alysson.net

Para que compactemos este diretório, é necessário que antes de tudo, criar um arquivo .tar

root@guarani /]# tar cvf teste.tar teste teste/ teste/Makefile teste/README teste/teste.txt teste/alysson.net teste/lixo teste/profile

-rwxr-xr-x 1 root root11776 Nov 18 16:52 teste.tar

root@guarani /]# ls l

O comando digitado irá juntar todo o conteúdo do diretório em um único arquivo .tar. A opção v é para que possamos ver o que está sendo colocado no arquivo teste.tar.

Note que esse novo arquivo contem o número somado de bytes dos arquivo que estavam no diretório teste. Para se compactar este arquivo, usa-se o comando gzip da seguinte forma:

-rwxr-xr-x 1 root root921 Nov 18 16:54

root@guarani /]# gzip 9 teste.tar root@guarani /]# ls l teste.tar.gz

O inconveniente disso, é que temos que fazer o tar e depois compactá-lo. Para economizar tempo, usa-se a seguinte linha de comando:

-rwxr-xr-x 1 root root921 Nov 18 16:54

root@guarani /]# tar cvf teste.tar teste | gzip > teste.tar root@guarani /]# ls l teste.tar.gz

Para se descompactar um arquivo dessa forma, usa-se o comando:

-rwxr-xr-x 1 root root21 Nov 08 16:06 Makefile
-rwxr--r-- 1 root root847 Dez 1 04:41 README
-r-xr-xr-x 1 root root9254 Mar 16 12:5 teste.txt
-rw-rw-rw- 1 root root36 Jul 01 09:56
-rwxrwxrwx 1 root root395 Nov 12 1:26 lixo
-rwxr-xr-x 1 root root1223 Mai 29 06:01 profile

root@guarani /]# tar xvfz teste.tar.gz root@guarani /]# ls l alysson.net

[marisa@guarani /tmp]$ l -d textos
drwxrwxr-x 4 marisa marisa1024 jul 23 1:4 textos/
[marisa@guarani /tmp]$ tar cvzf textos.tgz textos
textos/

Outro Exemplo : textos/perl/

textos/java/
[marisa@guarani /tmp]$ l textos.tgz
-rw-rw-r-- 1 marisa marisa155 jul 29 1:24 textos.tgz
[marisa@guarani /tmp]$ tar tvzf textos.tgz
drwxrwxr-x marisa/marisa 0 1998-07-23 1:4 textos/
drwxrwxr-x marisa/marisa 0 1998-07-23 1:38 textos/perl/

7 drwxrwxr-x marisa/marisa 0 1998-07-23 1:38 textos/java/

Conceito de Permissões

Num certo momento, você deve ter pensado: O que significa esses rwx-wx- na frente dos arquivos ? Bom...essas são as permissões de arquivos para usuários. Tanto no Unix como no Linux, podemos (superusuário) controlar quem pode ler, alterar, apagar, gravar e executar nossos arquivos. As permissões são classificadas quanto ao nível do usuário, grupo e outros. Cada arquivo tem um tem um UID (User ID), e um GID (Group ID), que mostra quem é o dono do arquivo. Segue o exemplo:

-rwxr-xr-- 1 jose operador21 Nov 08 16:06 .profile

root@guarani /]# ls l

O arquivo .profile tem 21 bytes, o dono do arquivo é o usuário José, que pertence ao grupo operador. As permissões são divididas da seguinte forma:

Todo arquivo determina quais usuários têm acesso a ele e com que finalidade.

Cada categoria de usuários possui um conjunto distinto de permissões de acesso ao arquivo. Cada conjunto de permissões de acesso significa presença ou ausência de permissões para: leitura (r); escrita (w); execução (x). Cada usuário do sistema possui três conjuntos (rwx) de permissão para cada arquivo. O sistema de permissões dá ao usuário mais segurança, pois permite que ele tenha um maior controle ao acesso de seus arquivos e diretórios. Isto dá mais segurança não só ao usuário, mas a todo o sistema. Para o arquivo acima, o dono possui permissão de leitura(r), escrita(w) e execução(x). O grupo possui permissão de leitura(r) e execução(x). Outro usuário que não o dono e não pertencente ao grupo do dono possui permissão somente de leitura(r).

Mudando Permissões chgrp Este comando muda o grupo dos arquivos/diretórios dados como argumento. O parâmetro group pode ser tanto um número (gid - identificador de grupo), como um nome de grupo encontrado no arquivo de grupos do sistema /etc/group. O usuário deve ser membro do grupo especificado e dono do arquivo (ou o superusuário). O formato do comando é simplesmente:

chgrp <novo grupo> <arquivo> chown - Muda o dono dos arquivos e diretórios para um novo dono, que pode ser um nome de acesso ou a identificação de usuário (número associado ao nome do usuário). Nota: o comando chown pode tanto mudar o dono dos arquivos, bem como o próprio grupo de arquivos. Formato:

chown <id do novo usuário> <arquivo> chmod O comando chmod é usado para alterar as permissões associadas ao objeto. O que você realmente está fazendo é alterar o modo do arquivo. Existem duas maneiras de especificar as permissões do objeto. Você pode usar o sistema de código numérico ou o sistema de codificação alfabético. Usando o sistema alfabético, usaremos as letras u(usuário), g(grupo), o(outros) e a(all > todos). As permissões podem ser alteradas usando os sinais +(mais) e (menos). Por exemplo, para acrescentar as permissões ler e executar ao proprietário e grupo do arquivo .profile, usaremos o comando da seguinte forma:

--w-rwx 1 jose operador21 Nov 08 16:06 .profile

root@guarani /]# ls l

-rwxrwxrwx 1 jose operador21 Nov 08 16:06 .profile

root@guarani /]# chmod ug+rx .profile root@guarani /]# ls l

Para remover as permissões ler e executar de usuário e de grupo do arquivo .profile, simplesmente iremos trocar o sinal de +(mais) pelo de (menos):

--w-rwx 1 jose operador21 Nov 08 16:06 .profile

root@guarani /]# chmod ug-rx .profile root@guarani /]# ls l

Usando o sistema de codificação numérico, você tem sempre de informar o valor absoluto da permissão, independente das suas permissões prévias. O sistema numérico é baseado em três conjuntos de números de base dois. Existe um conjunto para cada categoria de usuário, grupo e outros. Os valores são 4(ler), 2(gravar) e 1(executar). Esses valores são acrescentados juntos para fornecer o conjunto de permissões para aquela categoria. Com o sistema numérico você sempre especifica todas as três categorias. Portanto, para que o proprietário do arquivo .profile tenha permissões de ler, gravar e executar o arquivo e ninguém mais tenha qualquer permissão, você deve usar o valor 700, da seguinte forma:

chmod 700 .profile

Para tornar o mesmo arquivo legível e gravável para o usuário e legível pelo grupo e outros, você segue a mesma lógica matemática: para o primeiro conjunto de permissões, o usuário, o valor para legível é 4, e o valor para gravável é 2. A soma desses dois é 6. O próximo conjunto de permissões, o grupo, é read-only, portanto é 4. As definições para os outros, assim como o grupo, é 4. Portanto o comando seria chmod 644 .profile.

CD-ROMs, Disquetes, Discos Rígidos e Sistemas de Arquivos Visão Geral

Um sistema de arquivos é composto por arquivos e diretórios, iniciando em um único diretório denominado raiz. Este diretório pode conter qualquer número de arquivos ou de diretórios, com cada diretório por sua vez seguindo o mesmo conceito e padrões. Um sistema de arquivos padrão normalmente se parece com uma árvore invertida, com os diretórios como galhos e os arquivos como folhas. Sistemas de arquivos residem em unidades de armazenamento de massa como disquetes, discos rígidos e CD-ROMs.

Por exemplo, uma unidade de disquetes no DOS ou Windows é normalmente referenciada como A:. Isso descreve o dispositivo (A:) e o diretório raiz do dispositivo. O disco rígido primário, em sistemas similares, é tipicamente referenciado como C uma vez que a especificação de dispositivos para o primeiro disco rígido é C:. Para especificar o diretório raiz do dispositivo C , pode-se utilizar C:. Neste caso, teremos então dois sistemas de arquivos - um em A: e o outro em C:. Para especificar qualquer arquivo em um sistema de arquivos DOS/Windows, deve-se especificar o dispositivo no qual ele reside, ou ele deve residir no dispositivo padrão do sistema (o qual é a origem do indicador DOS de linha de comando - é o dispositivo padrão em um sistema com uma única unidade de disco rígido). Sob Linux é possível definir sistemas de arquivos residentes em diferentes meios de armazenamento como se fossem um único e grande sistema de arquivos. Isso pode ser feito através da definição de um dispositivo dentro de um sistema de arquivos. Por exemplo, enquanto um sistema de arquivos de um diretório raiz de um disquete em DOS pode ser referenciado como A:, o mesmo dispositivo pode ser acessado no Linux com um diretório denominado, por exemplo como /mnt/floppy.

O processo de mesclar sistemas de arquivos desta forma é conhecido como montagem. Quando um dispositivo está montado significa que ele pode ser acessado pelos usuários do sistema. O diretório através do qual o sistema de arquivos pode ser acessado é conhecido como ponto de montagem. No exemplo anterior, /mnt/floppy era o ponto de montagem do disquete. Note que não há restrições (além das convenções normais) de nome de pontos de montagem. Poderíamos facilmente denominar o ponto de montagem com /longo/caminho/para/a/unidade/de/disquete ou simplesmente /A. Um ponto a ser lembrado é que todos os diretórios e arquivos de um dispositivo têm a sua localização no sistema relacionada com o ponto de montagem. Por exemplo, consideremos a seguinte configuração:

Um sistema Linux / - diretório raiz do sistema

/cnc - ponto de montagem do CD-ROM

Um CD-ROM

/imagens/antigas - um diretório de imagens antigas do CD-ROM

Enquanto que na descrição acima, temos uma apresentação individualizada dos sistemas de arquivos e ao se montar o CD-ROM em /cnc, a nova estrutura de diretórios do sistema terá a seguinte configuração:

Um sistema Linux com o CD-ROM montado: / - diretório raiz do sistema

/cnc - diretório raiz do CD-ROM

/cnc/imagens - um diretório de imagens do CD-ROM

/cnc/imagens/antigas - um diretório de imagens antigas do CD-ROM

Para montar um sistema de arquivos esteja seguro de estar acessando o sistema como superusuário ou de usar o comando su (man su - em português). Uma vez tendo os privilégios de superusuário, execute o comando mount (man mount - em português) seguido pelo dispositivo e pelo ponto de montagem. Por exemplo, para montar a primeira unidade de disquete em /mnt/floppy, pode-se digitar o seguinte comando:

root@guarani /root]# mount /dev/fd0 /mnt/floppy

Para acessar os dados em um disquete formatado em ext2, basta digitar cd /mnt/floppy. Na instalação o Conectiva Linux irá criar um arquivo chamado

/etc/fstab. Este arquivo contém informações que permitem sintetizar os comandos de montagem de dispositivos. Usando-se as informações contidas naquele arquivo, pode-se comandar somente mount e então, ou o ponto de montagem ou o dispositivo. O comando mount irá então procurar o restante das informações em /etc/fstab. É possível modificar manualmente o arquivo com um editor de texto simples, ou pelo utilitário Linuxconf, dentro do Sistema X

Revendo:

Para acessar um floppy disk , isto é, um disco flexível, você terá que utilizar o comando mount. Você terá que ter o driver e o device respectivamente (fd0, fd1, fd2, etc.). Então você deverá digitar:

mount /dev/fd0 /diretório_ao_disco_ser_acessado

Seguindo o formato acima, coloque um disquete (3 ½) no drive e digite: root@guarani /root]# mount /dev/fd0 /mnt

Isto fará com que você acesse o disquete que está no drive atualmente. Quando você quiser retirar o disco geralmente deve-se 'desmontá-lo' primeiro. Digite:

root@guarani /root]# umount /diretório_acessado

Se preferir, pode também criar um shell script, que pode se chamar, por exemplo de 'diskon' (Para ativar) e 'diskoff' (Para desativar), ou os nomes que preferir. Então para

especifique-o com o comando alias dentro do arquivo de configuração do shell padrão

melhor utilização, coloque este arquivo em um diretório PATH. Ou até mesmo,

Para acessar o CD-ROM, a forma e os comandos são os mesmos, alterando apenas o device que corresponda ao drive desejado (neste caso, /dev/cdrom )

Se o comando mount é executado sem parâmetros, ele lista todos os sistemas de arquivos atualmente montados.

Para maiores esclarecimentos, use o comando man (man mount)

Existem catalogados na Internet mais de cinco mil softwares para plataforma

Linux, dentre editores de texto, utilitários gráficos, navegadores, utilitários para internet, banco de dados, programas de áudio, ferramentas de programação, games, etc. e muitos outros softwares estão em fase de migração. Enquanto eles não chegam, você pode optar em usar dois sistemas operacionais em sua máquina: Linux e Windows.

Aí você pergunta: E pode ??? Pode...Para isso, você tem que ter instalado o

LILO no Linux.

O LILO é um gerenciador de boot, onde você escolhe qual sistema operacional deseja entrar ao ligar a máquina. Quando você liga a máquina, o Linux mostra a seguinte mensagem:

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