(Parte 1 de 3)

SUPERVISÓRIOS Intouch

INTRODUÇÃO 4 SISTEMA SUPERVISÓRIO 5 FUNCÕES BÁSICAS DE UM SUPERVISÓRIO 6 TIPOS DE SUPERVISÓRIOS 8 REPRESENTANTES NO BRASIL 10 INSTALANDO OS SUPERVISÓRIOS NO COMPUTADOR 10 INSTALAÇÃO 10 ACESSANDO O INTOUCH 1 CRIANDO UMA NOVA APLICAÇÃO 1 CARREGANDO UMA APLICAÇÃO JÁ EXISTENTE 14 DESCRIÇÃO DAS FERRAMENTAS 21 DESCRIÇÃO DOS ÍCONES 21 CRIAÇÃO DE PROJETOS NO WINDOWMAKER 25 JANELAS/TELAS 25 OBJETOS DE TELA 28 TAGNAMES ( TAG'S) 30 ANIMANDO OS OBJETOS 31 PRENCHIMENTO DE OBJETOS - PERCENTIL FILL 3 VISUALIZAÇÃO DE VARIÁVEIS - VALUE DISPLAY 35 DIMENSÕES DE OBJETOS - (OBJECT SIZE) 38 DESLOCAMENTO DE OBJETOS (LOCATION) 41 TOUCH LINKS 45 BOTÕES-TOUCH PUSHBUTTONS-ACTION 53 PRIMEIRA AÇÃO- ACTION 1: ON KEY DOWN 53 SHOW WINDOW -TOUCH PUSHBUTTONS- NAVEGANDO ENTRE TELAS 57 HIDE WINDOW -TOUCH PUSHBUTTONS- FECHANDO TELAS 59 MISCELLANEOUS-ANIMAÇÕES ADICIONAIS 60 DISABLE – DISPONIBILIDADE DE OBJETOS 68 PLAYSOUND-SOM 70 SYMBOL FACTORY 70 PROGRAMANDO – SCRIPTS 73 COMANDOS DE PROGRAMAÇÃO 84 OPERADORES FUNCIONAIS 84 OPERADORES RELACIONAIS NA COMPARAÇÃO 85 DESVIO OPERADORES COMPOSTOS IF...THEN...ELSE 86 IMPORTAR NO INTOUCH 90 DELETAR TAG 95 ALARMES 97 PRIORIDADES 98 PROJETO ABORDANDO PRIORIDADES 104 TENDÊNCIA REAL 106 USUÁRIOS 112 CRIANDO NOVOS USUÁRIOS 112 TENDÊNCIA HISTÓRICA 118 NOMEIAR AS TAGNAMES TIPO TREND 119 NOMEIAR AS PENAS 120 IMPRIMIR O GRÁFICO TENDÊNCIA TREND 126 CHECKBOX – BOTÕES ESPECIAS DE OPÇÃO 127 SOMA DE STRINGS 131 COMUNICAÇÃO 131 ENDEREÇAMENTO DAS ENTRADAS E SAÍDAS DIGITAIS 131 ENDEREÇAMENTO DE RELÉS ESPECIAIS 132 ENTRADAS E SAÍDAS ANALÓGICAS- EXPANSÃO 1 142 ENDEREÇAMENTO DAS ENTRADAS E SAÍDAS ANALÓGICAS - EXPANSÃO 1 142 LIGAÇÃO DAS ENTRADAS E SAÍDAS ANALÓGICAS 144 RELAÇÃO ENTRE EU E RAW 145 SAIDAS ANALÓGICAS 147 REDE PROFIBUS - FMS E ETHERNET DO LABORATÓRIO DE CONTROLE DE PROCESSOS 150 CONFIGURAÇÃO FÍSICA DA REDE 150 CONFIGURAÇÃO DOS PARAMETROS 150 COMUNICAÇÃO CLP SIEMENS 153 COMUNICAÇÃO EXCEL X INTOUCH 158 CONTROL NAME 167 EXERCÍCIOS 171 ANEXOS 188

A maior preocupação das empresas é aumentar a produtividade, com excelente qualidade, para tornar-se mais eficaz, flexível, competitiva e, sobretudo, mais lucrativa. Desse modo, investir em tecnologias de ponta e soluções sofisticadas é o primeiro passo para alcançar esse objetivo e, conseqüentemente, conquistar o mercado.

Com o passar dos tempos, o advento do microprocessador tornou o mundo mais fácil de se viver. A utilização de microcomputadores e computadores no dia a dia nos possibilitou comodidade e rapidez.

Na indústria tem-se a necessidade de centralizar as informações de forma a termos o máximo possível de informações no menor tempo possível. Embora a utilização de painéis centralizados venha a cobrir esta necessidade, muitas vezes a sala de controle possui grandes extensões com centenas ou milhares de instrumentos tornando o trabalho do operador uma verdadeira maratona. O sistema supervisório veio para reduzir a dimensão dos painéis e melhorar o performance homem/máquina.

Baseados em computadores ou microcomputadores executando softwares específicos de supervisão de processo industrial o sistema supervisório tornou-se a grande vedete da década de 80.

O supervisório é um software destinado a promover a interface homem/máquina, onde proporciona uma supervisão plena de seu processo através de telas devidamente configuradas. Possui telas que representam o processo, onde estas podem ser animadas em função das informações recebidas pelo CLP, controlador, etc. Por exemplo: no acionamento de uma bomba, a representação na tela mudará de cor informando que está ligada, um determinado nível varia no campo, a representação na tela mudará de altura informando a alteração de nível. O que o supervisório fez foi ler e escrever na memória do CLP ou controlador para a atualização das telas.

Quando falamos de supervisão temos a idéia de dirigir, orientar ou inspecionar em plano superior. Através do sistema supervisório é possível de ligar ou desligar bombas, abrir ou fechar válvulas, ou seja, escrever na memória do CLP.

Para a comunicação entre supervisório e CLP necessitamos de:

- Hardware : é utilizada uma via de comunicação, que pode ser uma porta serial, uma placa de rede, etc;

- Software : para comunicação é necessário que o driver do equipamento esteja sendo executado simultaneamente com o supervisório.

O driver é um software responsável pela comunicação, ele possui o protocolo de comunicação do equipamento.

A instalação de um sistema automático com o uso de I/O locais, requer um gasto considerável de cabeamento, borneiras, caixas de passagem, bandejas, projeto e mão-deobra para a instalação. Os blocos I/O remotos possibilitam uma redução drástica destes gastos, uma vez que todos os sinais não serão encaminhados para o rack do CLP e sim para pontos de entradas e saídas que ficarão localizados no campo.

Este módulos de I/O são inteligentes, independentes e configuráveis.

Interligados entre si através de um barramento de campo, e este a um controlador de barramento que fica localizado no rack do CLP.

É um conjunto de softwares que se destina à criação de telas gráficas de interação. É uma das IHM mais simples de ser configurada.

Apresenta: Boa configuração Bom desenho Boa biblioteca Linguagem orientada ao objeto

Tem as seguintes características:

Software aplicativo em um pc convencional. Aplicações para monitoração, supervisão, obtenção de dados e rastreamento de informações do processo produtivo.

Visualização em telas animadas que representam o processo a ser controlado. Indicação instantânea das variáveis de processo (vazão, temperatura, pressão, volume, etc).

Propicia o controle de processo que garante a qualidade do produto. Facilitam movimentação de informações para gerenciamento e diretrizes. Possibilita a interação no processo (ihm - interface homem-máquina ou mmi – manmachine interface).

Aquisição de dados

Retirada de informações do processo através da conexão que o computador tem com o clp, controlador do processo.

Gerenciamento de dados

Apresentação, em tempo real de execução, dos dados do processo (telas, relatórios, históricos, etc).

• Definições:

Monitoração: exibir os dados básicos em tempo real. Supervisão: possibilitar alteracões e solicitacões de processo. Alarmes: reconhecimento de eventos excepcionais e relatá-los. Controle: capacidade de ajuste de valores do processo.

Vamos discutir sobre supervisão e controle, a começar pelas Interfaces Homem-

Máquina (IHM).

Como forma de dotar um sistema automatizado com maior grau de flexibilidade e produtividade, as IHMs( Interfaces Homem-Máquina) vêm cada vez mais se fazendo presente no dia-a-dia.

Como substituição aos antigos painéis de operação, essas interfaces dotadas de tela gráfica colorida e teclado/mouse conferem ao sistema melhores condições para o controle e supervisão do extenso número de variáveis existente num processo produtivo.

Em geral, as IHMs são atualmente disponíveis em duas principais opções básicas:

Hardware específico do fabricante do PLC. Software supervisório executado em computador.

Enquanto a primeira opção apresenta vantagem de ser um dispositivo totalmente integrado ao PLC adotado e, via de regra, de possuir elevado índice de adaptação ao ambiente industrial, tem, entretanto, o inconveniente de ser utilizada apenas com os equipamentos disponíveis pelo fabricante adotado.

Já nos casos dos Softwares Supervisórios, dão ao projetista uma ampla gama de comunicação com os mais diversos tipos de marcas e modelos de equipamentos disponíveis no mercado. Como normalmente são executadas em computadores, suas utilizações no chão de fábrica, poderá implicar no uso de computadores industriais, os quais têm maiores garantias de proteção ao ambiente industrial, mas, conseqüentemente, maiores custos.

A escolha de uma ou outra forma de IHM a ser adotada dependerá tipicamente de fatores resultantes de uma análise entre ambas de custo versus benefício, e as exigências de cada sistema poderão, em última análise, descartar o uso de uma delas.

Independente da forma de hardware adotada, as IHMs podem possuir recursos que tornam seu uso altamente atrativo. Alguns desses recursos são, a seguir, comentados.

Por meio da visualização gráfica em cores e com alta definição, torna-se muito mais prático e rápido ao operador obter informações precisas a respeito do status do processo.

Em vez de um simples piscar de lâmpadas (como ocorria nos painéis de comando e quadros sinóticos), o operador tem uma melhor visualização quando efetivamente enxerga o abrir de uma válvula, o ligamento de um motor, ou outra informação do processo de maneira visual.

Nesse tipo de visualização, faz-se uso extensivo de informações por cores e textos, podendo-se também dispor de elementos animados graficamente.

Na elaboração de uma GUI (Interface gráfica), o projetista pode lançar mão da representação de painéis sinóticos, já familiares aos operadores, ou que expressem um fluxo de produção, ou layout dos equipamentos da planta, ou o Grafcet de controle seqüencial, ou ainda outra organização gráfico-lógica que expresse adequadamente a planta a ser supervisionada.

O elo de comunicação entre a IHM e o PLC (ou outro equipamento de controle monitorado) normalmente se dá por meio de um protocolo de comunicação específico que reproduz na IHM as variáveis do processo, que agora se denominam tag. Assim, uma Tag representa, em última análise, uma variável na IHM que pode ser do tipo discreta, numérica ou alfanumérica. Devido a bidirecionalidade do sentido de comunicação entre PLC e IHM, uma Tag pode tanto monitorar o status do controlador, como também enviar valores (ou setpoints – valores predefinidos) a ele.

Um recurso interessante disponível nas IHMs é o armazenamento de conjuntos de setpoints, gravados em arquivos que, ao serem enviados ao controlador, definem as diversas parametrizações do sistema, ou receitas de produção. Assim, torna-se possível, por exemplo, alterar rapidamente a produção de um determinado tipo de peça para um outro tipo, ao simples enviar de um único comando por parte do operador.

As IHMs podem liberar a CPU do controlador da monitoração de situações anômalas do processo pela geração de sinais de alarme. Tal procedimento é feito pela constante monitoração das Tags suscetíveis a falhas por parte da IHM que podem, inclusive, ter a vantagem de, em ocorrências, sugerir ao operador que providências devem ser tomadas diante do defeito ocorrido.

Em situação similar, a IHM pode simplesmente alertar o operador sobre a troca de situação do processo, por meio da geração de sinais de eventos que são obtidos pela monitoração das variáveis pertinentes.

Esses recursos por si mesmo já justificariam o uso de uma IHM. Porém, mais do que isto, em grande parte dos casos, permitem ainda o registro histórico (pelo armazenamento de dados) dos eventos e alarmes, de forma a permitirem posterior a análise de ocorrências pela equipe de engenharia de processo, permitindo a obtenção de dados para controle estatístico, bem como de análise históricos para consulta, plotagem e diversos outros tipos de relatório e gráficos de tendência.

É exatamente por intermédio de arquivos de receitas, histórica, linguagem de programação interativa (scripts), entre outros, que os softwares de supervisão e controle devem se comunicar com diferentes tipos de bancos de dados, tal que lhe possibilitem enviar ou receber informações geradas para o chão de fábrica. Isto é possível por meio da ferramenta ODBC (Open Data Base Connectivity) que permite enviar informações vindas da rede corporativa automaticamente para o processo.

Outras tecnologias estão facilitando e aumentando a eficiência, o grau de flexibilidade e de controle do processo fabril, pelos sistemas de supervisão, como, por exemplo, a tendência da engenharia de software de desenvolvimento de programas componentizados (módulos que se integram perfeitamente com todo o sistema); recursos de captura, registro e transmissão digital de imagens em tempo real; sistemas de supervisão, gerenciamento e distribuição de informações por meio da Internet; entre outros.

Quando implementada em ambiente de rede industrial, a IHM pode apresentar a vantagem de poder estar localizada em um ponto distante do processo. Neste caso, diz-se que ela tem operação remota. A presença de ambiente de comunicação entre elementos de controle e monitoração é atualmente uma tendência que traz vários benefícios ao sistema produtivo. Para um nível mais superior da hierarquia de controle, as IHMs podem permitir a comunicação com outros computadores de forma a possibilitar formas dinâmicas de dados pela integração com sistemas de bancos de dados. É principalmente por meio do protocolo TCP/IP que tais recursos de comunicação estão implementados.

Quando a IHM é implementada em computadores (como nos supervisórios), torna-se possível, inclusive, a conexão do sistema a redes do tipo coorporativas, internet, e outras, configurando-se assim como um forte esquema de distribuição de informações acerca do processo.

DRIVER – Programa tradutor do software do supervisório para o CLP.

• Fix (Intellution) • Wizcon

• Operate it (ABB)

• RSView (Rockwell – Allen Bradley)

• Unisoft

• Elipse (nacional)

• Gênesis • WinnCC

• Citect

• FactoryLink

• Cimplicity

• Intouch (Wonderware)

SUPERVISÓRIO ELIPSE é constituído por três versões distintas indicadas segundo as necessidades do usuário: SUPERVISÓRIO ELIPSE VIEW, SUPERVISÓRIO ELIPSE MMI e SUPERVISÓRIO ELIPSE PRO.

w. elipse.com.br

Modos do INTOUCH:

A WonderwareMR Corporation, com sua central em Irvine, Califórnia, foi estabelecida em abril de 1987, para desenvolver e comercializar produtos de software de interface homem-máquina (HMI) para uso em computadores IBM PC e compatíveis, em aplicações para automação industrial e de processo, sendo hoje líder de mercado nesse segmento.

As metas de projeto dos fundadores foram: criar ferramentas gráficas orientadas a objetos para aderir estreitamente ao padrão Microsoft Windows e oferecer facilidade de uso, sofisticados recursos gráficos e de animação e, ao mesmo tempo, o desempenho do produto, a qualidade e a confiabilidade, que antes não se encontravam disponíveis em produtos IHM. Como pioneira no uso do Windows na área de automação industrial, Desde o lançamento, em 1989, do seu principal produto IHM, o InTouch, a partir do início de 1993, quando outros fornecedores começaram a oferecer produtos IHM baseados no Windows, a Wonderware iniciou um programa para desenvolver e oferecer produtos complementares ao InTouch que permitissem aos usuários realizar tarefas adicionais na automação. Já em 1996, a Wonderware tinha crescido e se transformado, passando de uma empresa de basicamente um só produto para um fornecedor de uma grande variedade de produtos compatíveis, baseados no Windows, para aplicações que incluíam IHM, administração de recursos e trabalho em processo (WIP), rastreamento, controle de bateladas, controle baseado em PC, gestão de dados em tempo real, ferramentas para a visualização de aplicações remotas e o maior grupo de servidores de E/S da indústria para interface com dispositivos da área de produção da planta.

(Parte 1 de 3)

Comentários