Protocolo de Suporte Básico da vida - 2007

Protocolo de Suporte Básico da vida - 2007

(Parte 1 de 3)

PROTOCOLO DE SUPORTE BÁSICO DA VIDA 2007

O presente trabalho visa o aprimoramento técnico profissional dos bombeiros goianos na área de pronto socorrismo. Buscando um padrão de atendimento no âmbito estadual, fortalecendo o serviço hoje prestado à comunidade e principalmente criando um padrão de atendimento dentro do Corpo de Bombeiros.

Desta forma esperamos estar contribuindo para a criação de uma doutrina dentro da Corporação.

Este trabalho foi embasado e aprovado para aplicação nas ocorrências de resgate realizadas pelo CBMGO. Todos os direitos deste trabalho foram cedidos gentilmente pelos autores ao Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás.

Os autores. 2

ATENDIMENTO INICIAL7
1. SEGURANÇA NO ATENDIMENTO7
2. AVALIAÇÃO PRIMÁRIA7
3. EXAME COMPLEMENTAR10
3.1. Subjetivo:10
3.2. Objetivo:1
4. REAVALIAÇÃO E MONITORAÇÃO12
EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS12
1. OBSTRUÇÃO RESPIRATÓRIA12
1.1. Adulto engasgado:12
Bebê consciente engasgado:13
1.3. Bebê inconsciente engasgado:13
1.4. Vômitos:14
2. PARADA RESPIRATÓRIA14
2.1. RESPIRAÇÃO ARTIFICIAL BOCA A BOCA:14
2.2. MÁSCARA PORTÁTIL:15
2.3. AMBÚ:15
3. PARADA CARDIORESPIRATÓRIA16
3.1. R.C.P. PARA TODAS AS VÍTIMAS COM 01 SOCORRISTA:16
3.2. R.C.P. EM ADULTOS POR 02 SOCORRISTAS:17
3.3. RCP EM CRIANÇAS (1 ANO ATÉ INÍCIO DA PUBERDADE):17
SOCORRISTA:17
3.5. R.C.P. EM BEBÊS DE ATÉ UM ANO POR 02 SOCORRISTAS :18
3.6. TROCA DE POSIÇÕES NA R.C.P. EM DUPLA:18
3.7. USO DO DESA (Desfibrilador Externo Semi-Automático):19
4. ESTADO DE CHOQUE19
4.1. Classificação:19
4.2. Reconhecimento:20
4.3. Tratamento:21
5. HEMORRAGIA21
5.1. Tipos de Hemorragias:21
5.2. Reconhecimento:21
5.3. Tratamentos:2
5.4. Técnicas:2
6. FERIMENTOS23
6.1. FERIMENTOS SUPERFICIAIS ABERTOS :23

ÍNDICE 3.4. R.C.P. EM BEBÊS DE ATÉ UM ANO (EXCETO NEONATOS) POR 01 3

6.3 FERIMENTOS SUPERFICIAIS NA CABEÇA24
6.4. AMPUTAÇÃO OU AVULSÃO COMPLETA:25
6.5. OBJETOS TRANSFIXADOS:26
6.6. EVISCERAÇÕES TRAUMÁTICAS:26
7. TRAUMATISMOS DE EXTREMIDADES26
7.1. Classificação:26
7.2. Reconhecimento de fraturas:26
7.3. Tratamento de fraturas dos membros superiores:27
7.4. Tratamento de fraturas dos membros inferiores:28
7.5. Tratamento de fraturas expostas:29
7.6. Tratamento de fratura de pelve:29
8. Trauma de Crânio30
8.1. Reconhecimento:30
8.2. Tratamento:31
9. Trauma Raqui-Medular31
9.1. Reconhecimento:32
9.2. Tratamento:32
10. Trauma de tórax:3
10.1. Tipos:3
10.2. Fratura de esterno3
10.3. Fratura de costela:3
10.4. Tórax instável34
10.5. Pneumotórax Simples35
10.6. Pneumotórax Hipertensivo36
10.7. Pneumotórax Aberto36
10.8. Hemotórax37
10.9. Tamponamento cardíaco38
10.10. Contusão pulmonar38
10.1. Contusão miocárdica39
10.12. Lesão de grandes vasos39
10.13. Asfixia traumática40
10.14. Ruptura Diafragmática40
1. QUEIMADURAS41
1.1. Classificação quanto à profundidade:41
1.2. Classificação quanto à extensão (adultos):42
1.3. Classificação quanto à extensão (Crianças):42
1.4. Classificação quanto à gravidade:43
1.5. Procedimentos Gerais:43
1.6. Procedimentos específicos para queimaduras químicas:4
1.8. Hipotermia45
1.9. Hipertermia e Insolação45
EMERGÊNCIAS MÉDICAS MAIS COMUNS46
1. INFARTO DO MIOCÁRDIO46
1.1. Reconhecimento:46
1.2. Tratamento:47
2. Angina Peitoris47
2.1. Reconhecimento:47
2.2. Tratamento:47
3. Acidente Vascular Cerebral (A.V.C.)47
3.1. Reconhecimento;47
3.2. Tratamento:48
4. Diabetes Mellitus48
4.1. Coma Diabético (hiperglicêmico):48
4.2. Choque insulínico (hipoglicemia):49
OBS. Regra geral49
5. Epilepsia e Convulsões49
5.1. Reconhecimento:50
5.2. Tratamento:50
6. Crise de Hiperventilação51
6.1. Reconhecimento:51
6.2. Tratamento:51
7. Desmaios51
7.1. Reconhecimento:51
7.2. Tratamento:52
8. Crise de asma ou bronquite52
8.1. Reconhecimento:52
8.2. Tratamento:52
9. PARTO DE EMERGÊNCIA53
9.1. Procedimentos para o parto:53
9.2. Controle de Hemorragia após o parto:54
9.3. Ressucitação carido-pulmonar em recém –natos:54
SITUAÇÕES ESPECIAIS57
1. Politraumatizado57
1.1. Tratamento:57
1.2. Prioridade de Atendimento:57
1.3. Escala de Trauma (Trauma Escore):58
2. Afogamento58
3. Choque Elétrico59
4.1. Reconhecimento:59
4.2. Tratamento:60
5. Animais peçonhentos61
5.1. Reconhecimento:61
5.2. Tratamento:61
6. Doenças Infecto contagiosas62
6.1. Reconhecimento:62
6.2. Procedimentos Gerais:62
START64
Referências Bibliográficas:6

1. SEGURANÇA NO ATENDIMENTO

Regra dos três esses: • Situação

• Cena do Acidente (Scene)

• Segurança o Segurança do socorrista o Segurança do transeunte o Barreiras de proteção

2. AVALIAÇÃO PRIMÁRIA

Visa checar os sinais vitais do acidentado/vítima e tratar condições que o colocam em risco iminente de vida. Para melhor avaliação adota-se uma seqüência alfabética (A,B,C,D,E ).

Imobilizar a coluna cervical (pescoço) em toda vítima que recebeu descarga de energia (trauma); Desobstruir as vias aéreas:

• Tração de mandíbula (Jaw Thrust ou Chin Lift)

• Hiperextensão do pescoço em casos clínicos

• Manobra de Heinlich (obstrução por corpo estranho)

Verificar a Respiração:

• VOS - Ver, ouvir, sentir;

• Usar cânula de guedel em vítimas inconscientes;

• Suporte ventilatório com oxigênio de 12 a 15l/min;

• Se for preciso iniciar reanimação ventilatória.

Verificar a Circulação: • Pulso carotídeo (pescoço);

• Se for preciso iniciar reanimação cardíaca;

• Efetuar o controle de hemorragias;

• Prevenir ou tratar o Estado de Choque.

Avaliar o nível de consciência através do AVDN: • Alerta;

• Responde a estímulos verbais;

• Responde a estímulos dolorosos;

• Nulo.

Exposição da vítima:

• Consiste em expor a vítima, retirando ou cortando as vestes no sentido da costura para melhor visualizar as lesões.

• Tratamento de lesões de extremidades.

3. EXAME COMPLEMENTAR

É realizado após a estabilização dos sinais vitais do acidentado.

Consiste num exame minucioso, o qual se inicia na cabeça e vai até os pés, na parte anterior (frente) e posterior (costas), identificando fraturas e ferimentos que apesar de sua gravidade não colocam em risco iminente a vida do acidentado. Este exame é dividido em objetivo e subjetivo.

3.1. Subjetivo:

A parte subjetiva é um rol de perguntas direcionadas a complementação da avaliação da vítima;

• Relacionar local do acidente com a posição da vítima;

• Conversar com a vítima, se consciente, fazendo história resumida (nome, idade, como foi o acidente, queixas principais, endereço e telefone);

• Usar o AMPLA (Ambiente , Medicamentos, Passado médico, Líquidos e alimentos e Alergias);

• Conversar com acompanhantes e testemunhas,

• Aplicar a Escala de Glasgow;

- ESCALA DE COMA OU DE GLASGOW: Espontaneamente 4

Comando verbal 3 Abrem

Dor 2 Olhos

Não abrem 1

Comando Verbal Obedece 6

Localiza a dor 5 Reação inespecífica 4 Decorticação 3 Descerebração 2

Melhor Resposta Motora

Estímulo Doloroso

Não responde - Nulo 1

Orientado 5 Confuso 4 Palavras sem sentido 3 Sons incompreensíveis 2

Melhor Resposta Verbal

Não responde 1

3.2. Objetivo:

Exame da cabeça aos pés (apalpação)

• Exame da “cabeça aos pés”;

• Sinais vitais: respiração, pulso, pupilas, perfusão capilar, pressão arterial, nível de consciência;

4. REAVALIAÇÃO E MONITORAÇÃO

É realizado por um ou mais socorristas durante o transporte da vítima até a chegada da mesma ao hospital de referência. Os principais procedimentos são:

• Aspiração de secreções das vias aéreas com o material adequado e disponível;

• Controle dos sinais vitais através do pulso-oxímetro;

• Aplicação da oxigeno terapia. Em vítimas de trauma é de 12 a 15l por minuto.

• Controle da temperatura corporal através do cobertor aluminizado e/ou de lã.

EMERGÊNCIAS TRAUMÁTICAS 1. OBSTRUÇÃO RESPIRATÓRIA

1.1. Adulto engasgado:

• Vítima não consegue falar e tem dificuldade respiratória; • Ative o sistema de emergência

• Se consegue tossir é sinal de obstrução parcial;

• Se não consegue tossir e tem a face congesta, acinzentada ou azulada (cianose), é sinal de obstrução total;

• Abra a sua boca e tente visualizar o corpo estranho;

• Caso a vítima se encontre de pé aproxime-se pelas costas, e posicione-se atrás da mesma, abaixando a sua cabeça e efetuando 04 a 06 tapotagens nas costas;

• Caso a vítima continue engasgada, abrace a vítima por trás e com o punho cerrado no estômago faça de 6 a 10 compressões abdominais (manobra de Heimlich) ou no esterno (gestantes e obesos);

• Se não obtiver sucesso, repita a seqüência;

• Caso a vítima se encontre inconsciente, posicione-se na lateral da mesma e efetue reanimação cardio-pulmonar como no protocolo de RCP, exceto por verificar se o corpo estranho se moveu para a cavidade oral antes de administrar ventilações, para que este possa ser retirado;

• Não realizar exploração digital às cegas

• Se não obtiver sucesso, repita a seqüência;

• Transporte para hospital ou aguarde suporte avançado. ¹

Bebê consciente engasgado:

• Constate a obstrução;

• Posicione o bebê em decúbito ventral (de bruços) em seu antebraço, com cabeça mais baixa que tronco;

• Efetue de 4 a 10 tapotagens entre as escápulas;

• Vire o bebê em decúbito dorsal (de costas) em seu antebraço;

• Verifique a cavidade oral a procura do corpo estranho;

• Efetue de 4 a 10 compressões no esterno;

• Verifique a cavidade oral a procura do corpo estranho;

• Repita a seqüência.

• Transporte para hospital ou aguarde suporte avançado. ¹

1.3. Bebê inconsciente engasgado:

• Verifique inconsciência; 13

• Se estiver inconsciente, posicione o bebê em decúbito dorsal em superfície rígida e chame auxílio;

• Desobstrua suas vias aéreas;

• Verifique respiração;

• Se não respira, faça ventilações de resgate

• Se o tórax não expandir, repita a desobstrução e a ventilação;

• Efetue a reanimação cardio-pulmonar com a freqüência de compressões dependendo da quantidade de socorristas presentes (30:2 quando um socorrista presente e utilize compressão torácica com 2 dedos, utilizando uma mão / 15:2 quando dois socorristas presentes e utilize compressão torácica com 2 polegares com as duas mãos

• Verifique se o corpo estranho se moveu para a cavidade oral antes de administrar ventilações, para que este possa ser retirado;

• Transporte para hospital ou aguarde suporte avançado. ¹

1.4. Vômitos:

• Limpe a cavidade oral, retire próteses; • Aspire às secreções se aspirador estiver disponível;

• Coloque a vítima em posição lateral de segurança;

• Se a vítima estiver imobilizada, gire-a na prancha, de forma lateral, em um único bloco;

2. PARADA RESPIRATÓRIA

2.1. RESPIRAÇÃO ARTIFICIAL BOCA A BOCA:

A respiração boca a boca só é feita caso o bombeiro não disponha de material adequado para atendimento da emergência.

• Verifique a consciência da vítima; • Estabilize a coluna cervical usando as mãos;

• Desobstrua as vias aéreas com a extensão da cabeça (se não houver história de trauma);

• Desobstrua as vias aéreas sem a extensão da cabeça (se houver história de trauma);

• Verifique a respiração através do VOS;

• Se não respira, efetue 02 ventilações boca a boca, se o tórax não expandir na primeira ventilação refaça a manobra e faça mais 01 ventilação;

• Verifique pulso carotídeo;

• Se houver pulso, continue ventilando a cada:

• Adultos = 5 segundos;

• Crianças (de 1 ano até antes da puberdade) = 3, 4 ou 5 segundos dependendo da avaliação do socorrista;

• Bebês (menores de um ano exceto neonatos) = 3 segundos;

• Cheque pulso carotídeo a cada 2 minutos;

• Transporte ao hospital ou aguarde o suporte avançado. ¹

2.2. MÁSCARA PORTÁTIL:

• Proceda a análise como no item anterior, selecionando a máscara adequada;

• Coloque a porção mais estreita da máscara sobre o nariz;

• Posicione a máscara no rosto fixando-a com as mãos; • Efetue as insuflações conforme protocolo da respiração de boca a boca.

• Siga o mesmo protocolo da ventilação boca a boca

2.3. AMBÚ:

• Selecione o ambú adulto, infantil ou neonato conforme o caso; 15

• Posicione a máscara no rosto, fixando-a enquanto tracione a mandíbula anteriormente;

• Insufle o ar pressionando o balão coma mão;

• Siga o mesmo protocolo do item 2.1.

3. PARADA CARDIORESPIRATÓRIA

3.1. R.C.P. PARA TODAS AS VÍTIMAS COM 01 SOCORRISTA:

• Verifique a consciência da vítima • Estabilize a coluna cervical usando as mãos ou se for o caso os joelhos;

• Desobstrua as vias aéreas com a hiperextensão do pescoço (se não houver história de trauma)

• Desobstrua as vias aéreas sem a hiperextensão do pescoço (se houver história de trauma)

• Verifique a respiração através do VOS;

• Se não respira, efetue 02 ventilações se o tórax não expandir na primeira ventilação refaça a manobra e faça mais 01 ventilação;

• Verifique pulso carotídeo;

• Caso não haja pulso realizar 30 compressões no esterno, , com as mãos espalmadas e braços esticados. Comprima rápido e forte e permita que o tórax recolha a sua posição normal;

• Realize cinco ciclos de 02 ventilações por 30 compressões num tempo estimado de dois minutos;

• Após os cinco ciclos verificar o pulso carotídeo;

• Não havendo pulso use o DESA com aplicação de apenas um choque.

• Reinicie RCP imediatamente após choque (não perder tempo verificando pulso) e faça mais cinco ciclos;

• Após os cinco ciclos verificar o pulso carotídeo;

• Não havendo pulso use o DESA com aplicação de apenas um choque

• Os socorristas deverão intercalar e desfibrilar uma vez com o DESA a cada cinco ciclos enquanto aguarda suporte avançado ou transportar para o hospital de referência realizando RCP. ¹

• Ver uso do DESA no item 3.7.

3.2. R.C.P. EM ADULTOS POR 02 SOCORRISTAS:

• Realize a reanimação descrita no item 3.1 com a seguinte observação: 1. No final dos cincos ciclos, após a checagem do pulso carotídeo nulo, os socorristas deverão inverter as funções (de ventilação e de compressão torácica) de forma rápida. Esta mudança não pode ultrapassar 5 segundos.

3.3. RCP EM CRIANÇAS (1 ANO ATÉ INÍCIO DA PUBERDADE):

• Realize a reanimação descrita no item 3.1 com a seguinte observação. 1. A compressão do tórax deverá ser de um terço a metade do diâmetro anteroposterior do tórax da vítima e o socorrista poderá fazê-la com uma ou duas mãos sobre o esterno na linha inter-mamilar.

3.4. R.C.P. EM BEBÊS DE ATÉ UM ANO (EXCETO NEONATOS) POR 01 SOCORRISTA:

• Verifique a consciência da vítima • Estabilize a coluna cervical usando as mãos;

• Desobstrua as vias aéreas com a extensão da cabeça (se não houver história de trauma)

• Desobstrua as vias aéreas sem a extensão da cabeça (se houver história de trauma)

• Verifique a respiração através do VOS;

• Se não respira, efetue 02 ventilações (somente o suficiente para expandir o tórax), se o tórax não expandir na primeira ventilação refaça a manobra e faça mais 01 ventilação;

• Verifique pulso braquial ou femoral;

• Caso não haja pulso realizar 30 compressões no esterno, um pouco abaixo da linha inter-mamilar usando o indicador e o dedo médio. Comprima rápido e forte e permita que o tórax recolha a sua posição normal;

• Realize cinco ciclos de 02 ventilações por 30 compressões num tempo estimado de dois minutos;

• Após os cinco ciclos verificar o pulso braquial ou femoral;

• Transporte para hospital ou aguarde suporte avançado. ¹

• Não havendo continue com reanimação de cinco ciclos de 02:30 durante aproximadamente 02 minutos.

• Não é recomendada desfibrilação em vítimas menores de um ano.

3.5. R.C.P. EM BEBÊS DE ATÉ UM ANO POR 02 SOCORRISTAS :

• Realize a reanimação descrita no item 3.1 com as seguintes observações: 1. A compressão deverá ser realizada com os dois polegares um pouco abaixo da linha intermamilar sobre o esterno.Os dedos restantes estarão comprimindo o tórax do lactente posteriormente. 2. Os ciclos serão de 15 compressões para 2 ventilações 3. Realizar 7 ciclos por minuto totalizando 14 ciclos em 2 minutos para manter freqüência cardíaca aproximadamente 100 bpm.

3.6. TROCA DE POSIÇÕES NA R.C.P. EM DUPLA:

• Realize a reanimação descrita no item 01, com a seguinte observação. 1. Ao término dos cinco ciclos de reanimação, após a checagem do pulso carotídeo nulo os socorristas deverão inverter as funções obrigatoriamente. Esta troca deverá ser feita para o lado mais fácil, o mais importante é a continuidade na reanimação e não excedendo um tempo de 5 segundos.

3.7. USO DO DESA (Desfibrilador Externo Semi-Automático):

Para usar o DESA temos que analisar o período que a vítima se encontra em parada. Quando este tempo for:

• Menor que 4 a 5 minutos (parada cardio-repiratória testemunhada) realizar a desfibrilação antes do suporte básico de vida com apenas um choque, se a vítima não responder, realize imediatamente a reanimação com a aplicação de um choque ao final de cada cinco ciclos, após a aferição do pulso carotídeo;

• Acima de 5 minutos realize a reanimação descrita no item 3.1 e se o pulso estiver ausente aplique um choque apenas no final de cada cinco ciclos;

• Em crianças o procedimento será o mesmo, mas com o uso das pás infantis, caso não disponíveis use as pás de adulto;

• Em recém-nascidos e crianças de até um ano não é recomendado o uso do DESA.

4. ESTADO DE CHOQUE

Vítima chocada com hipovolemia 4.1. Classificação:

a. Neurogênico; b. Cardiogênico; c. Hipovolêmico; d. Séptico e. Anafilático;

4.2. Reconhecimento:

Estes sinais e sintomas são os indicativos de estado de choque, alguns destes sinais nos indicaram o tipo de choque por serem específicos.

SINAIS CLÁSSICOS (presente em todos podendo não ocorrer no neurogênico)

• Pele pálida, úmida e fria;

• Pulso anormal (rápido e superficial ou fraco);

• Pressão arterial baixa

• Pupilas dilatadas e opacas;

• Perfusão capilar acima de 2 segundos;

• Respiração curta e rápida;

• Lábios arroxeados ou pálidos;

• Náuseas e vômitos;

• Tremores de frio;

• Perda de consciência;

• Lábios e face inchados (choque anafilático);

• Pele arrepiada (pescoço de peru);

• Sede, tremor e agitação (principalmente hipovolêmico);

Observação: Choque Neurogênico: Devido à ausência da regulação do sistema nervoso nos vasos sanguíneos pode haver choque mesmo com seguintes sintomas:

• Pele quente e rosada;

• Perfusão capilar boa; Sempre há :

• Ausência ou redução importante da motricidade quando lesionado a medula (ver trauma de coluna); Pode haver:

• Priapismo.

Obs: O choque neurogênico possui sinais mais característicos que não encaixam em todos os sinais clássicos. Ver também item 8 de emergências de trauma.

4.3. Tratamento:

• Suporte Básico de Vida; • Tentar eliminar causa do estado de choque

• Posicione vítima deitada com as pernas elevadas (tomar cuidado com as lesões);

• Afrouxe as vestes;

• Mantenha vítima aquecida com um cobertor aluminizado e ou de lã;

• Administre oxigênio com fluxo de 12 a 15 l por minuto;

• Transportar ao Hospital de referência ou aguardo o suporte avançado. ¹

5. HEMORRAGIA hemorragia

Atropelamento de uma criança

5.1. Tipos de Hemorragias: • Externa

• Interna

5.2. Reconhecimento:

• Hemorragia Externa • Saída de sangue pela ferida ou por orifícios naturais do corpo;

• Presença de Fraturas Expostas;

• Presença de hematoma;

• Sinais vitais anormais;

• Sinais e sintomas do estado de choque.

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