Leitura e Interpretação de Desenho Técnico

Leitura e Interpretação de Desenho Técnico

(Parte 1 de 6)

Curso: Mecatrônica Módulo: Básico Carga Horária: 30h Docente: Jorge Souza Turno: Turma: 2006 Discente:

Centro de Educação Tecnológica do Estado da Bahia Unidade de Camaçari

Desenho Técnico

Centro de Educação Tecnológica do Estado da Bahia Unidade de Camaçari

Material Instrucional especialmente elaborado pela Prof.(ª) Sônia Maria para uso exclusivo do CETEB-CA.

Camaçari/BA Outubro de 2005

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INTRODUÇÃO4
CAPÍTULO I – INSTRUMENTOS DE DESENHO4
CAPÍTULO I – MÉTODOS DE EXPRESSÃO – DESENHOS TÉCNICOS7
CAPÍTULO I – NOÇÕES DE DESENHO GEOMÉTRICO9
CAPÍTULO IV – NORMAS TÉCNICAS21
CAPÍTULO V – PERSPECTIVA35
CAPÍTULO VI – SISTEMA DE REPRESENTAÇÃO – PROJEÇÕES42
CAPÍTULO VII – ESBOÇO54
CAPÍTULO VIII – CORTE58
CAPÍTULO IX – SÍMBOLOS DE SUPERFÍCIES75

BIBLIOGRAFIA 81

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O Desenho é uma arte que tem como finalidade representar graficamente formas e idéias, podendo ser executado a mão livre ou por meio de instrumentos especiais, levando-se em consideração as regras para tal. Distingue-se, pois, entre desenho livre, aquele que é praticado pelos artistas, e o desenho técnico, o que é regido por determinadas leis. O Desenho Técnico tem como finalidade principal à representação precisa, no plano das formas do mundo material, ou seja, tridimensional, de modo a possibilitar a reconstituição espacial das mesmas. Essa representação de formas no plano constitui o campo de desenho projetivo. O Desenho Técnico representa um meio de ligação indispensável entre ao vários ramos de um empreendimento da base da matriz de produção, pois que é a linguagem internacional do engenheiro do arquiteto e do técnico, linguagem que difere de qualquer outra pela clareza e precisão, não se prestando a duvidas ou diferenças de interpretação. Exige-se do desenho a representação clara das diferentes partes com a indicação de todos os requisitos de acabamento a fim de que, mesmo operários de menor habilitação, possam executar a obra desenhada sem necessidade de esclarecimentos verbais demorados, e, freqüentemente, mal interpretados. A execução de um Desenho Técnico necessita, além de certa habilidade manual, uma boa compreensão técnica, conhecimentos do processo de construção, pois que a finalidade do projetista não é fazer um desenho e sim, por meio do desenho, indicar todos os elementos necessários à execução de um trabalho, trabalho esse que deve ser feito do modo mais racional e econômico possível.

“O Desenho Técnico constitui-se no único meio conciso exato e inequívoco para comunicar a forma do objeto; daí a sua importância na tecnologia, face à notória dificuldade da linguagem escrita ao tentar a descrição da forma, apesar da riqueza de outras informações que essa linguagem possa veicular”. (BORNANCINI s.d).

O Desenho Técnico estrutura-se a partir dos conceitos do Desenho Geométrico e da Geometria Descritiva, associados às Normas Técnicas e convenções estabelecidas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Para obtermos bons resultados em nosso curso, precisamos conhecer o material de desenho, e desenvolver certas qualidades: limpeza, ordem, atenção, capricho, exatidão e, sobretudo, perseverança.

Podemos trabalhar com blocos, cadernos ou folhas avulsas, evitando-se desenhar em superfícies irregulares.Utilizados para desenhar ou escrever, tanto o lápis como a lapiseira têm na parte interna um material denominado grafite ou mina, que apresenta grau de dureza variável e por isto pode classificado de três modos: com números, letras ou números e letras.

Lápis

Lapiseira Posição correta

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Régua - Instrumento usado para medir e executar traços retos. É aconselhável o uso de régua transparente, graduada em centímetros (cm) e milímetros (m). Par de Esquadros - Como o nome está dizendo, é composto de dois instrumentos, que são utilizados para traçar retas paralelas, perpendiculares e alguns ângulos. Deve-se dar preferência aos esquadros transparentes e sem graduação, pois a finalidade dos esquadros não é medir.

1ª etapa2ª etapa

Utilização do par de esquadros. a) Traçado de retas paralelas

Obs.: Sempre se utiliza os dois instrumentos juntos: um é fixo e o outro se desloca sobre o primeiro, podendo também, utilizar o par de esquadros ou a régua e um dos esquadros.

b) Traçado de retas perpendiculares

1ª etapa

Obs.: Sempre se usa os dois instrumentos juntos: um é fixo e o outro se desloca sobre o primeiro, podendo também utilizar a régua e um dos esquadros.

Utilizada para apagar erros. Existem diversas marcas e tipos no mercado, mas as borrachas sintéticas ou bem macias são mais apropriadas para este uso.

a b // a

Fixo

Fixo b a

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Instrumento utilizado par traçar circunferências, arcos de circunferência e transportar medidas. Este instrumento possuiu ma ponta-seca (de metal) e uma ponta de grafite, que devem estar no mesmo nível; a grafite deve ser lixada obliquamente (em bisel) e a parte lixada (chanfro) deve ficar para o lado de fora, como mostra a figura.

É o instrumento utilizado para medir e traçar ângulos. Os mais indicados são os transferidores transparentes, de plástico ou acrílico. Existem dois modelos: o de meia volta (180°) e o de volta inteira (360°). Veja a figura seguinte:

Utilização do transferidor a partir de um ângulo dado: MÂN, menor que 180°.

Ponta-seca Chanfro

Grafite Hastes

Posição correta

Graduação

Centro Linha de fé Centro Linha de fé

Graduação Meia volta (180°) Volta inteira (360°)

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CAPÍTULO I – MÉTODOS DE EXPRESSÃO – DESENHOS TÉCNICOS Existem dois métodos fundamentais de escrever a linguagem gráfica: à mão livre ou com instrumentos:

Desenho à mão livre: é feito esboçando-se as linhas sem instrumentos, utilizando-se somente lápis ou lapiseira e borracha. É um excelente método durante o processo de aprendizagem devido a sua rapidez porque, neste estágio, o estudo da projeção é mais importante do que a exatidão do traçado. O método de desenho à mão livre é ótimo para o estudo inicial porque oferece treinamento em técnica, forma e proporção. É um método artístico. Os desenhos à mão livre são muito usados comercialmente para projetos preliminares e para alguns trabalhos definitivos.

Desenho com instrumentos: é o método padronizado de expressão, sendo feitos “em escala”, com instrumentos utilizados para traçar linhas retas, circunferências e curvas. A habilidade no manejo dos instrumentos contribui para a rapidez e precisão.

Esboço: representação expedita, aplicado habitualmente aos estágios iniciais da elaboração de um projeto podendo, entretanto, servir ainda à representação de elementos existentes ou à execução de obras;

Desenho preliminar: representação gráfica empregado nos estágios intermediários da elaboração do projeto sujeita ainda a alterações. Corresponde ao anteprojeto;

Desenho definitivo: desenho integrante da solução final do projeto, contendo os elementos necessários à sua compreensão, de modo a poder servir à execução.

Para registrar algumas informações no papel são necessários instrumentos e equipamentos.

Prancheta: confeccionadas em madeira, são isentas de juntas e com as faces laterais lisas para o uso da régua T;

Régua T: adaptada à prancheta, são utilizadas para traçar as linhas horizontais e para apoiar o esquadro no traçado de linhas verticais;

Régua paralela: tem a mesma função da régua T, mas é fixada à prancheta; Esquadro: os esquadros de 45 ° e 60° são em vários tamanhos, sendo utilizados ou não com a régua T ou paralela;

Escala: são réguas graduadas para marcar as dimensões nos desenhos. São graduadas em milímetro; Lápis ou lapiseira: as durezas das grafites variam entre duro, médio e mole. Os médios são mais utilizados para desenho em esboços;

Compasso: é um instrumento que realiza o traçado de arcos e circunferências; Acessórios: transferidor, borracha, fita adesiva; Gabaritos específicos: gabarito de círculos, curva francesa, etc.; Papel para desenho: milimetrado, etc..

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