O que é gripe

  • A gripe é uma doença infecciosa aguda que afeta aves e mamíferos.

  • É causada pelo vírus ARN da família orthomyxoviridae (dos vírus influenza)

O vírus da Influenza pertence à família dos ortomixovírus e se apresenta em 3 tipos: A, B e C. O tipo A promove doença moderada a severa em todas as faixas etárias e pode causar epidemias, afetando até animais; O tipo B afeta somente humanos, principalmente crianças e causa epidemias leves; O tipo C não é epidêmico.

Os vírus da Influenza podem sofrer de forma permanente, pequenas alterações na sua superfície, caracterizadas como mudanças antigênicas leves.

  • Os vírus da Influenza podem sofrer de forma permanente, pequenas alterações na sua superfície, caracterizadas como mudanças antigênicas leves.

Estrutura do vírus

1-O RNA (Ácido Ribonucléico) Depois que o vírus entra na célula, o RNA guia a fabricação de novos microorganismos.

2-Espículas - Pequenas pontas que facilitam a fixação do vírus nas mucosas e nas membranas das células.

3-Cápside - Tipo de capa para proteger o RNA, núcleo do vírus.

4-Envelope - Estrutura que envolve a cápside, formada por proteínas e gorduras.

Como o vírus age

1- O vírus penetra no organismo, principalmente através das mucosas, pele que serve de revestimento para o nariz, a boca e os olhos.

2-Pela mucosa do nariz, o Influenza atinge a corrente sanguínea. A passagem do vírus pela mucosa nasal aumenta a produção de secreção e provoca o primeiro sintoma da gripe: a coriza.

3-Na corrente sanguínea, os vírus atacam as células.

4-O vírus, quando penetra na célula, libera o RNA, que é transformado em DNA (outro tipo de livro de receitas) graças à ação de uma enzima, a transcriptase reversa.

5-Quando o RNA se transforma em DNA, a célula é enganada, pois não interpreta o vírus como corpo estranho.

6-O DNA do vírus se funde com o da célula, impedindo assim seu funcionamento normal

e obrigando-a a produzir cópias do vírus.

Os vírus multiplicam-se invadindo células hospedeiras e ordenando-lhes que produzam muitas cópias do seu próprio DNA.

  • Os vírus multiplicam-se invadindo células hospedeiras e ordenando-lhes que produzam muitas cópias do seu próprio DNA.

  • Uma tarefa que o vírus é incapaz de desempenhar.

Ligam-se ao exterior da célula e injetam-lhe o seu DNA.

  • Ligam-se ao exterior da célula e injetam-lhe o seu DNA.

  • A célula não distingue entre o DNA oferecido pelo vírus e o seu próprio

Apenas segue as instruções genéticas inscritas no interior das suas paredes para fazer cópias de qualquer DNA.

  • Apenas segue as instruções genéticas inscritas no interior das suas paredes para fazer cópias de qualquer DNA.

  • A célula invadida transforma-se numa fábrica de vírus. Deixando de funcionar normalmente.

Estes abandonam a célula que os gerou e partem em busca de outras células para multiplicar-se.

  • Estes abandonam a célula que os gerou e partem em busca de outras células para multiplicar-se.

  • E quando isto acontece em nosso corpo e o sistema imunitário não reconhece o vírus invasor ficamos doentes. Porque o vírus carrega parte do DNA das células.

INFLUENZA B

  • É o vírus sazonal que habita naturalmente entre os seres humanos, é mais comum nas épocas de inferno, mas também pode ocorrer fora da estação.

INFLUENZA B

  • Família orthomyxoviridae

Sua patogenicidade depende do individuo afetado.

Pode ser fatal, particularmente em crianças pequenas e idosos

INFLUENZA B

Sintomas de gripe podem incluir

  • Dores no corpo,

  • Tosse e espirros

  • Febre

  • Fadiga

  • Cefaléia

  • Congestão nasal

  • Dor abdominal (em crianças )

As complicações respiratórias

  • Traquiobronquite

  • Pneumonia bacteriana secundária.

Outras complicações

  • Miocardite: quer no Influenza A quer no B

  • Síndrome de Reye

Forma de transmissão

  • Pode ser transmitida por tosse, espirros saliva, secreções nasais, fezes e sangue.

  • Infecções também ocorrem por meio de contato com estes fluidos corporais ou com superfícies contaminadas.

A maior parte das variedades do influenza pode ser facilmente neutralizada por meio de desinfetantes e detergentes.

  • A maior parte das variedades do influenza pode ser facilmente neutralizada por meio de desinfetantes e detergentes.

Vacinação

  • A vacinação é eficaz porque, em até 75% das situações, evita o aparecimento da gripe e, em 98% dos casos, diminui a gravidade da doença.

  • No entanto, não dá proteção em longo prazo porque o vírus muda constantemente.

Cuidados

  • A pessoa doente deve tomar algumas medidas para aumentar as defesas do organismo.

  • Evitar a transmissão da doença a outras pessoas.

  • Tratamento mais rápido.

Os principais cuidados são:

  • Descansar bastante e alimentar-se bem;

  • Beber muitos líquidos como consumos de frutas ou água;

  • Tomar sucos naturais;

Tomar os remédios na hora certa;

  • Tomar os remédios na hora certa;

  • Usar o lenço ao tossir ou espirrar, o que contribui para evitar a contaminação de outras pessoas.

Tratamento

  • Não existe um medicamento eficaz para o tratamento da gripe.

  • Os remédios servem apenas para diminuir os sintomas.

  • Considera-se o tratamento da gripe como um "tratamento sintomático

Quando não ocorrem complicações na evolução da doença, ocorre melhora e resolução completa em um período médio de cinco a dez dias.

  • Quando não ocorrem complicações na evolução da doença, ocorre melhora e resolução completa em um período médio de cinco a dez dias.

  • não devemos confundir as gripes com os resfriados comum.

O resfriado comum, que não deve ser confundido com a gripe, em geral produz coriza intensa e não é acompanhado de febre ou causa febre baixa.

  • O resfriado comum, que não deve ser confundido com a gripe, em geral produz coriza intensa e não é acompanhado de febre ou causa febre baixa.

Na maioria das vezes, repouso, a ingestão abundante de líquidos e medicamentos sintomáticos são suficientes para o auxílio à recuperação total

  • Na maioria das vezes, repouso, a ingestão abundante de líquidos e medicamentos sintomáticos são suficientes para o auxílio à recuperação total

Influenza A

  • O vírus influenza A é classificado em subtipos, que são determinados por glicoproteínas (hemaglutininas e neuraminidases) presentes na sua superfície.

  • Atualmente está circulando o H1N1.

Influenza A

  • O período de contágio inicia-se 1 a 2 dias e dura até 5 dias após o início dos sintomas, tendo o seu auge nos segundo e terceiro dias após a formação do catarro nos pulmões.

Eventualmente, o vírus influenza A é passível de sofrer alterações drásticas em sua composição antigênica que resultem em um novo subtipo (como um novo H1N1, H3N2 etc.) que poderá ter um alto potencial patogênico e para a qual as populações humanas não teriam nenhuma imunidade prévia

  • Eventualmente, o vírus influenza A é passível de sofrer alterações drásticas em sua composição antigênica que resultem em um novo subtipo (como um novo H1N1, H3N2 etc.) que poderá ter um alto potencial patogênico e para a qual as populações humanas não teriam nenhuma imunidade prévia

Grandes alterações antigênicas podem ocorrer quando estão presentes condições favoráveis, que envolvem o contato entre seres humanos, aves domésticas (influenza aviária ou "gripe do frango") e porcos (influenzaou "gripe suína"), possibilitando infecções simultâneas (co-infecção) e a troca de material genético entre subtipos do vírus influenza A de origem humana e animal.

  • Grandes alterações antigênicas podem ocorrer quando estão presentes condições favoráveis, que envolvem o contato entre seres humanos, aves domésticas (influenza aviária ou "gripe do frango") e porcos (influenzaou "gripe suína"), possibilitando infecções simultâneas (co-infecção) e a troca de material genético entre subtipos do vírus influenza A de origem humana e animal.

A introdução de um novo subtipo em uma região onde os indivíduos sejam susceptíveis pode desencadear uma epidemia e, eventualmente, uma pandemia, desde que possa ser transmitido de uma pessoa para outra com facilidade.

  • A introdução de um novo subtipo em uma região onde os indivíduos sejam susceptíveis pode desencadear uma epidemia e, eventualmente, uma pandemia, desde que possa ser transmitido de uma pessoa para outra com facilidade.

  • Influenza A subtipo H1N1 também conhecido como A(H1N1), é um subtipo de Influenzavirus A e a causa mais comum da influenza em humanos. A letra H refere-se à proteína hemaglutinina e a letra N à proteína neuraminidase. Este subtipo deu origem, por mutação, a várias estirpes, incluindo a da gripe espanhola (atualmente extinta), estirpes moderadas de gripe humana, estirpes endémicas de gripe suína e várias estirpes encontradas em aves.

Influenza A

  • A doença diminui em até 95% a imunidade de um ser humano saudável.

  • Caso uma pessoa portadora do vírus comum seja contaminada com o vírus da gripe suína, as chances de recuperação diminuem 79% em relação a uma pessoa sem o vírus.

Influenza A

  • O agravamento dos sintomas e levando a óbito em alguns casos.

  • Pessoas com enfisema, bronquite crônica ou asma pode sofrer dificuldade de respiração enquanto gripados.

Influenza A

  • A gripe pode piorar casos de aterosclerose coronariana ou insuficiência cardíaca.

  • Tabagismo é um outro fator de risco associado com sérias complicações e aumento de mortalidade por gripe.

Sintomas

  • Calafrios

  • Febre também é comum no início da infecção, com temperaturas corporais acima de 39 °C.

  • Dores por todo o corpo, que são piores nas costas e pernas.

Sintomas

  • Dor de garganta

  • Tosse e espirros

  • Sensação de frio e febre

  • Fadiga

  • Cefaléia

  • Irritação nos olhos

  • Congestão nasal

  • Olhos, pele (especialmente a face), boca, garganta e nariz avermelhados.

Pessoas com alto risco de desenvolver complicações :

  • Indivíduos com 65 ou mais anos de idade,

  • Pessoas residentes ou com internamentos prolongados em instituições,

  • Pessoas sem abrigo,

Todas as pessoas com idade superior a 6 meses, incluindo,

  • Todas as pessoas com idade superior a 6 meses, incluindo,

  • Grávidas e mulheres a amamentar, que sofram de:

  • Doenças crônicas pulmonares (incluindo asma), cardíacas, renais e hepáticas;

  • Diabetes mellitus ou outras doenças metabólicas;

  • Outras situações que provoquem depressão do sistema imunitário, como corticoterapia, infecção pelo VIH e cancro;

Crianças e adolescentes (6 meses - 18 anos) em terapêutica prolongada com salicilatos, estando portanto em risco de desenvolver a síndrome de Reye após a gripe.

  • Crianças e adolescentes (6 meses - 18 anos) em terapêutica prolongada com salicilatos, estando portanto em risco de desenvolver a síndrome de Reye após a gripe.

Procedimentos adotados em caso de gripe

  • As informações aqui contidas não têm caráter de aconselhamento.

  • Procurar isolar-se das outras pessoas, de forma a diminuir o contágio.

  • Descansar, ingerir muitos líquidos (água, sumos) e manter a alimentação.

Evitar mudanças de temperatura.

  • Evitar mudanças de temperatura.

  • Não se agasalhar demasiado.

  • Contactar o médico assistente, se é portador de doença crónica ou prolongada.

Tomar medicamento para baixar a febre (antipiréticos).

  • Tomar medicamento para baixar a febre (antipiréticos).

  • Se tiver muitas dores também pode tomar analgésicos.

  • evite o uso de derivados do ácido acetil-salicílico (Aspirina). Os sintomas da dengue podem ser confundidos com os da gripe

Fazer atmosfera úmida, se tiver tosse.

  • Fazer atmosfera úmida, se tiver tosse.

  • Aplicar soro fisiológico para desentupir/descongestionar o nariz.

  • Pode não ser aconselhável tomar medicamentos que reduzam a tosse.

Não tomar antibióticos sem aconselhamento médico.

  • Não tomar antibióticos sem aconselhamento médico.

  • Grávidas e mães a amamentar devem receber auxílio de seu médico.

  • Nas crianças, não se deve dar remédios sem conselho médico.

  • Durante o período de doença, o indivíduo não deverá ser vacinado.

Transmissão

  • O vírus influenza é facilmente transmitido de uma pessoa para outra através de gotículas eliminadas através da tosse ou do espirro.

  • A transmissão também pode ocorrer através da contaminação das mãos com secreções respiratórias, pelo do contato direto com outras pessoas (aperto de mãos) ou indireto (tocar em superfícies contaminadas).

A transmissão ocorre quando o indivíduo coloca as mãos contaminadas em contato com a mucosa oral, nasal ou ocular.

  • A transmissão ocorre quando o indivíduo coloca as mãos contaminadas em contato com a mucosa oral, nasal ou ocular.

  • Outro fator facilitador da transmissão do vírus é o agrupamento de pessoas em recintos fechados (escolas, lares, meios coletivos de transporte, discoteca).

Modo de transmissão

Aos viajantes que se destinam às áreas afetadas:

  • Usar máscaras cirúrgicas descartáveis durante toda a permanência em áreas afetadas.

  • Substituir as máscaras sempre que necessário.

  • Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com um lenço, preferencialmente descartável.

  • Evitar locais com aglomeração de pessoas.

  • Evitar o contato direto com pessoas doentes.

  • Evitar tocar olhos, nariz ou boca.

  • Lavar as mãos frequentemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar.

  • Em caso de adoecimento, procurar assistência médica e informar história de contato com doentes e roteiro de viagens recentes às áreas afetadas.

  • Não usar medicamentos sem orientação médica.

  • Não compartilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal.

Aos viajantes procedentes de áreas afetadas:

Viajantes procedentes, nos últimos 10 dias, de áreas com casos confirmados de influenza A (H1N1)em humanos e que apresentem febre alta repentina, superior a 38ºC, acompanhada de tosse e/ou dores de cabeça, musculares e nas articulações, devem:

  • Procurar assistência médica na unidade de saúde mais próxima.

  • Informar ao profissional de saúde o seu roteiro de viagem.

Tratamento

  • Medicamentos anti-virais podem ser utilizados para o tratamento, especialmente os com inibidores de neuramidase.

  • Existem quatro drogas liberadas para o tratamento da gripe (amantadina, rimantadina, zanamivir e oseltamivir).

Apenas o zanamivir e o oseltamivir têm ação contra os dois tipos de vírus que habitualmente causam a doença em seres humanos (influenza A e B), inclusive novo subtipo A(H1N1).

  • Apenas o zanamivir e o oseltamivir têm ação contra os dois tipos de vírus que habitualmente causam a doença em seres humanos (influenza A e B), inclusive novo subtipo A(H1N1).

Tamiflu

  • Mecanismo de ação: O fosfato de oseltamivir é uma pró-droga do carboxilato de oseltamivir, um inibidor potente e seletivo das enzimas neuraminidase do vírus da gripe.

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