Relatório de visita Técnica

Relatório de visita Técnica

Gestão Ambiental

Gestão de Ecossistemas e Biodiversidade Orientador: Profº. Drº Alexandre Ornellas

Autores: Allex Petarli, Anderson Arnaud, Fabiano Duarte, Roberto Luz, Rodrigo Rabelais

Visita ao Parque Lage - RJ

Novembro/2009

1 – Considerações iniciais…3
2 – Caracterização da área3
3 – Desenvolvimento3
4 – Observações4
5 – Fotos6

SUMÁRIO 2

1 – Considerações Iniciais. Dada a importância da conscientização ambiental, a visita técnica ao Parque Lage, mostrou-se de grande valia a nós discentes de Gestão Ambiental, por nos expor a um ambiente que mesmo tão próximo, muitas vezes torna-se tão distante, seja pela correria do dia-a-dia, seja pelo mero desconhecimento de tão aprazível espaço. Outro ponto de vista marcante desta visita, que não pode deixar de ser abordado, é a relação teoria/prática, já que fica muito mais simples a assimilação do que nos é passado em sala de aula, quando se tem a oportunidade de praticar o aprendido em aula. 2 – Caracterizações da Área A área total do parque é de 93,500m². Seu primeiro proprietário foi Rodrigo de Freitas Melo, que o vendeu a Antônio Martins Lage em 1859, que o deixou por herança a seu filho o industrial Henrique Lage. O parque caracteriza-se por uma área arbórea de mata atlântica e arbustos, projetada pelo paisagista inglês Jonh Tyndale em 1840, sofrendo alterações nas décadas de 20,30 e 40. 3 – Desenvolvimento da Visita. O primeiro ponto a ser visitado foi Solarium, que foi construído por Henrique Lage. Prédio imponente, com pátio interno com uma piscina, que atualmente abriga a administração do parque, uma cantina e a EAV (escola de artes visuais). Adiante, avistamos o lago dos patos, cercado de árvores da mata atlântica e das aves que dão nome ao lago. Ao lado do lago localiza-se o aquário construído em cimento, mas seguindo um estilo bem próximo do natural reproduzindo rochas e troncos, que abriga várias espécies de peixes ornamentais dos rios brasileiros.

A gruta também construída artisticamente proporciona ao visitante a nítida impressão que este está em um ambiente natural de rara beleza, que ainda serve de abrigo para algumas espécies de morcegos. Acima se encontra a torre, construção em estilo medieval reproduzindo a torre de um castelo, mas que devido a um pequeno deslizamento de terra causado pelas chuvas que atingiram a região dias antes, estava fechada a visitação. Seguindo por uma trilha de paralelepípedos, chega-se a um lago onde um pouco mais acima existe uma pequena queda d'água que desce pela encosta do corcovado. Com relação aos fatores bióticos, abióticos e antrópicos, presenciamos alguns exemplos de fator biótico, onde um grupo de sagüis e macacos prego que habitam as copas das árvores, se alimentavam dos frutos ali encontrados, principalmente de jacas que foram introduzidas neste ecossistema causando um certo desequilíbrio e um grupo de formigas carregando pequenos pedaços de folha. Um exemplo claro de fator abiótico observado foi a deslizamento de terra no acesso a torre que ocasionou no fechamento do acesso por motivos de segurança. Um fator antrópico muito evidente é a construção do aquário e da gruta, que mesmo tendo sido construídos pelo homem harmonizam com a natureza. Outro ponto observado foi a introdução de espécies exóticas como a jaqueira, as palmeiras imperiais, e ainda muito interessante é o abandono de gatos nas dependências do parque.

4 – Observações O tipo de ecossistema predominante no parque é a mata atlântica, com vegetação arbórea e arbustos de espécies e dimensões variadas, alguns animais típicos deste ecossistema. Podemos verificar, com um rápido estudo de impactos ambientais, os impactos positivos presentes na área em questão tais como:

•A sustentação econômica do parque se dá basicamente através de subsídios do poder público, e do aluguel do espaço onde se encontra a cantina

•A integração do parque com a comunidade local, evidenciado pelo grande número de moradores das cercanias que utilizam o parque com freqüência para caminhadas, passeios em família entre outras atividades.

•O parque é dotado de placas informativas sobre as espécies da fauna e da flora existentes no parque

•A fiscalização do parque é feita por vigilantes de uma empresa privada contratada pela administração do parque, e conta ainda com o apoio da Guarda Municipal do Rio de Janeiro, com guardas do 3º Grupamento Especial GDA (Grupamento de Defesa Ambiental), que fazem patrulhamento a pé e de bicicletas pelas trilhas do parque, fiscalizando e orientando os visitantes

O Parque Lage é hoje mais uma alternativa de lazer e recreação para população que pode contar com uma área de muito verde e segura, onde podemos criar uma conscientização maior e mais valorosa para crianças e adultos voltada para preservação do meio ambiente.

5 – Fotos

Foto 1: Solarium (vista externa) - Parque Lage-RJ - 14/1/2009

Foto 2: Solarium (vista interna) - Parque Lage-RJ - 14/1/2009

Foto 3: Fator antrópico - Aquário feito de cimento (vista externa) - Parque Lage-RJ - 14/1/2009

Foto 4: Aquário (vista interna) - Parque Lage-RJ - 14/1/2009

Foto 5: Jaqueira (espécie invasora; serve de alimento para sagüis e macacos-prego) - Parque Lage- RJ - 14/1/2009

Foto 7: Fator abiótico (área isolada por motivo de deslisamento)- Parque Lage-RJ - 14/1/2009

Foto 8: Fator biótico (interação entre duas espécies - ) - Parque Lage-RJ - 14/1/2009

Foto 10: Área onde pessoas utilizam para lazer - Parque Lage-RJ - 14/1/2009

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