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UNIVERSIDADE GAMA FILHO.

VICE-REITORIA ACADÊMICA

CENTRO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE

DEPARTAMENTO DE FARMÁCIA

Trabalho da Disciplina de Embriologia

Tema: Placenta Prévia

Nome: Ana Carolina Correia Magalhães. Matrícula: 20041170148

Curso: Farmácia Período: Último CBM110 Turma:401

Data: 19/10/2009

RIO DE JANEIRO

2009

Referência bibliográfica

MAGALHÃES, Ana Carolina Correia. Placenta prévia. 2009. Trabalho de Embriologia, Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro.

Resumo

A placenta prévia é uma patologia onde a placenta implanta-se no colo do útero, isto é, no fundo do útero. Isso não é nada bom. É caracterizada por um sangramento vaginal indolor nas últimas 12 semanas de gestação, mas pode acontecer antes.

O posicionamento inadequado da placenta provoca sangramentos, afetando a oxigenação do bebê, colocando-o em perigo.

Alguns fatores são motivos pelo desencadeamento da placenta prévia, entre as quais a idade materna avançada, multiparidade, curetagens repetidas, cirurgias uterinas e cesáreas anteriores aumentam o risco desta patologia.

Estudos mostram que há um aumento na freqüência de placenta prévia entre as grávidas fumantes e que tal aumento está relacionado com o número de anos que a mulher fumou cigarros anteriormente.

O diagnóstico dessa patologia é feita por meio do ultra-som e ajuda o médico a diferenciar a placenta prévia de um descolamento prematuro da placenta.

Não há como preveni-la, mas o diagnóstico precoce pode evitar complicações. Se o sangramento for leve, a gestante terá de ficar de repouso absoluto internada no hospital. Quando o sangramento cessa, a mulher pode voltar a andar e até receber alta do hospital, se o acesso ao hospital for fácil.

Quando o sangramento é intenso, pode ser necessária a realização de várias transfusões sangüíneas. Quase sempre se faz uma cesariana, pois se deixar o parto normal, a placenta tende-se a se desprender com muita antecipação e isso pode impedir o fornecimento de oxigênio ao feto.

Caso não tenha riscos para a criança e para a mãe, a cesariana deve ser realizada o mais perto possível do fim da gravidez. O pré-natal é a melhor opção para que se tenha uma gravidez com saúde, evitando riscos

Sumário

  1. Introdução

  2. Desenvolvimento

2.2- Aspecto Clínicos

2.3-Diagnóstico

2.4-Clínico

2.5-Laboratorial

2.6-Migração Placentária

2.7-Conduta

2.8-Tática Cirúrgica

2.9-Conclusão

3.0-Referência Bibliográfica

Introdução

A incidência da placenta previa varia de acordo om a precisão diagnostica. De maneira geral ,sua freqüência relacionada ao número total de partos varia 0,5% a 1,27%, considerando-se apenas as placenta prévias como sintomatologia clínica.Quanto as variedade da placenta prévia ,as estatísticas são contraditórias e refletem ,na maioria das vezes ,falta de precisão na sua definição e identificação.considerando-se o momento do aparecimento da hemorragia, é mas frequente na gestação do que no parto.

Freqüência relacionada ao diagnostico ecografico o ovo que se implanta muito baixo na cavidade uterina desenvolve inicialmente a placenta muito proxima ao orificio interno do colo. A evolução pode determinar o abortamento dessa placenta, a migração para regiões fundicas (mais frquentemente), ou a permanencia nesse local determinando o aparecimento da placenta revia.

Ecografias realizadas no incio da gestação têm revelado numero aumentado de placentas de inserção baixa, porém tal achado não deve ser motivo para preocupação,pois com o crescimento uterino existe grande tendencia de a placenta acompanhar esse desenvolvimento e localizar-se em porções mais altas , longe da cérvix.A possibilidade de retorno da placenta previa é em torno de 6%

Etiologia

Apesar de várias teorias de suposições, desconhece-se a real etiologia,, e sua patogeia é ainda muito controversa. Endométrio deficiente pode ser fator etiológico, eventos que danificam o revestimento interno do útero podem resultar em alterações deciduais. Incluem-se como faotres predisponentes cicatrizes uterinas, sinequias, endometrites, curetagens uterinas anteriores, leiomiomas, submucosos, multiparidade, adenomiose.

E, a partir de 1991, williams & cols.,confirmados por Handler & cols.(1994),tem insistido no aumento dessa patologia nas paientes tabagistas ,com numero significativos. Ananth & cols.(1997), apos estudo de metanalise reaizado nos EUA em outros paises ,analisaram estudos sobre placenta previa entre 1950 e 1996 e concluiram que há grande associação entre as cesáreas anteriores e os abortos induzidos e o subsequente desenvolvimentos de placenta prévia .

Afirmam ainda aumento do risco materno,proporcional ao numero de cesareas anteriores.Enfim,qualquer motivo que leve a defeito da vascularização de decidua ,alteração inflamatoria ou atrofica,demora na nidação,traumatismo do endometrio parece influenciar o local de implantação e alterar a fisiologia do segmento inferior,determinando uma placenta previa.

Anatomia patológica

A placenta prévia chega a ser irrelevante,no entanto ,serve para demonstrar que o sitio por ela escolhido (segmento inferior) não é o ideal e frequentemente predispoe a acidentes hemorrágicos.

Consideraremos sob esta rubrica as anomalias da propria placenta e de sua inserção,as anomalias vasculares e do cordão, bem com as alterações parietais.

Anomalias da placenta

Freqüentemente, a placenta encontra-se alterada. Observam-se mais placentas marginadas, circunvaladas, membranaceas, fenestradas e lobos sucenturaidos. A placenta membranaceas pode ser intercenta fenestrada traduz o exagero da atrofia dos cotiledones, processo comum na placenta prévia.

A marginada pode ser igualmente explicada por má nutrição do leito endometrial, observando-se o desenvolvimento extracorial das vilosidades. Muitas malformações placentárias, com simultâneas anomalias de inserção do cordão e de distribuição dos vasos umbilicais, afetam o bem- estar fetak e interferem em seu crescimento e desenvolvimento (Myerscough, 1982).Neye (1978) encontrou ,nos casos fatais de placenta previa ,maior freqüência de necrose da decidua basal,trombose nas margens da placenta e hiperplasia venosa.

E, no feto, crescimento retardado e excessivo eritroblastose. Atribui a necrose e a trombose ao descolamento da placenta da parede uterina, e á hiperplasia vilosa e a excessiva eritropoiese, como resposta a hemorragia fetal.

Anomalias da inserção

A placenta prévia desenvolve-se geralmente associada ao acretismo, provavelmente porque os fatores que normalmente se opoem a invasão em profundidda das vilosidades se apresentam deficientes nas porções baixas do útero.

Anomalias do cordão e dos vasos

Os cordões apresentam frequentemente, inserção marginal ou velamentosa e vasa prévia.

Alterações parietais

A idade e as gestações que se sucedem, impedindo a completa regeração local,provocam alterações vasculares isquemicas, inflamatorias ou atroficas do endometrio e posteriormente da decidua ,explicando a delgacidade das placentas de inserção viciosa e o alargamento do local de implantação . Ao nivel da inserção placentária, o segmento inferior mostra- se espessado, com infiltração serosa das miocelulas.

Descrevem- se ateromas e esclerose dos vasos deciduais, hemorragias do estroma e necrose no sitio do miometrio subjacente a supreficie de inserção placentaria. A penetração das vilosidades na camada miometrial, constituindo focos de acretização, são frequentes nas pacientes com cesareas anteriores.

Influência da placenta sobre o ciclo grávido-puerperal

São múltiplas as interferências da inserção baixa de placenta sobre o ciclo gravido-puerperal.

Durante a gravidez

Interrupção

A placenta prévia é causa ovular tardia de abortamento sobre o ciclo grávido-puerperal.

Rotura prematura das membranas

Por má adaptação da apresentação a área do estreito superior ou,mais provavelmente ,por amnionite consequente a contaminação do polo inferior do ovo pela fora bacteriana do sistema genital,facilitada por coagulos a esse nivel. Com a lesão da decidua pode ocorrer liberação de prostaglandinas e contração uterina.

Apresentações viciosas- a placenta prévia, alterando o componente intra-uterino do principal fator da acomodação fetal,é causa de situações anomalas,espcialmente se houver potencialização por outras causas como a multiparidade. Pode ainda impedir a atitude normal de flexão, sendo causa de apresentações de face e de fronte.

Prolapso de cordão

Devido a má acomodação fetal

Durante o parto

  • Anomalias contraturais manifestando-se sob o aspecto de estados hipocinéticos.

  • Procedência de cordão pela má adapatação da apresentação e implantação da placenta próxima ao pólo inferior do ovo.

  • Inserção velamentosa do cordão.

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