Educação infantil

Educação infantil

SÍNDROME DE DOWN

Rose Raquel Rosa

Profª Alilian Vitória

Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI

Pedagogia (8091) – Educação Especial

11/11/2009

RESUMO

Ao longo da história da humanidade, as pessoas com necessidades especiais, foram percebidas e atendidas, no meio educacional e na sociedade como num todo, de forma intimamente relacionada aos valores determinantes de cada época, sejam elas sociais, morais, éticos ou religiosos. Mudanças importantes foram ocorrendo e novos enfoques educacionais surgiram, a partir de estudos e pesquisas que objetivaram um novo olhar sobre essas pessoas, e sua condição enquanto cidadão, de modo que pudessem conquistar o espaço a que tem direito no meio familiar, escolar e social.

Palavras-chave: Síndrome de Down; Inclusão; Reflexão.

1 INTRODUÇÃO

Ao longo dos últimos séculos, as políticas de atenção a pessoas com deficiência, tem sofrido significativas alterações na sociedade. A inclusão à educação básica de portadores de necessidades especiais, mais especificamente dos portadores de síndrome de down, alteração genética que atinge milhares de brasileiros.

Estes relatos buscam aprofundar o conhecimento sobre crianças com síndrome de down, descrevendo suas características físicas que são acompanhadas de alteração genética e como ocorre seu desenvolvimento, demonstrando até que ponto vão suas habilidades, limitações, seu potencial psicogenético para uma bem sucedida inclusão, dentro da escola.

Além de esclarecer sobre a lei que regulamenta a inclusão dos alunos com necessidades especiais educacionais, no sistema regular de ensino. A fundamental importância da atenção da família, e de uma escola preparada a atender esses alunos, trazendo ainda uma reflexão de cada um desses segmentos, e adaptações sócio-educativas, que deverão ocorrer a partir da postura dos educadores em encarar a problemática, em aceitar esse novo aluno, para que haja uma bem sucedida inclusão.

2 CONHECENDO A SÍNDROME DE DOWN

A Síndrome de down, foi durante muitas décadas percebidas de forma estereotipada, olhada como uma deficiência mental, cujo prognóstico destacava uma percepção distorcida aqueles que conviviam com uma pessoa que apresentava essa alteração genética.

Com o avanço científico, deu-se ínicio a estudos e pesquisa, relacionadas a síndrome, e muitas indagações que a envolveram vem sendo gradativamente desvendada. Dessa forma as informações e o prognóstico educacional vão se tornado mais esclarecedores e animadores para as famílias.

“A síndrome de down resulta de uma alteração genética presente no momento da concepção da criança, ocorre de modo bastante regular, afetando cerca de um em cada seiscentos recém-nascidos vivos” (SCHWARTZMAN,1999,p.111)

A criança com síndrome de down, apresenta geralmente um déficit na aquisição,e desenvolvimento da linguagem, demonstrando nessa área os maiores atrasos, sendo tal fato atribuído as características específicas da síndrome que afeta, mesmo com todas essas dificuldades, essas pessoas tem capacidades para utilizar a linguagem e desenvolvê-las melhor desde que sejam oferecidas as mais diversas oportunidades, estímulos no seu contexto social.

3 INCLUSÃO SOCIAL E ESCOLAR

O preconceito e a discriminação dos indivíduos diferentes, fundamentalmente os portadores de deficiência, podem ser observados no decorrer de toda história da humanidade. Torna-se importante destacar que um processo dessa natureza requer não apenas a aceitação, mas também que as escolas se preparem, ou seja, se estruturem no âmbito escolar, como de recursos humanos para poder receber um aluno com necessidades educativas especiais.

A grande dificuldade é encontrada por educadores de incluir e trabalhar com eficácia com essas criança, a falta de conhecimento e de capacitação docente. O professor no contexto da educação inclusiva, deve estar preparado para lidar com as diferenças. “Deve-se ter claro que os princípios norteadores da inclusão defendem que as escolas devem estar preparadas para identificar e responder as diversas necessidades de seus alunos, assim garantindo uma educação de qualidade para todos” (MENDES,2002,p.83)

3.1 A SÍNDROME DE DOWN UMA ALTERAÇÃO GENÉTICA

A síndrome de down como resultado de uma alteração genética foi ignorada durante muitos tempo, seus portadores negligenciados e vistos da mesma forma que os outros também considerados deficientes. Procurava-se escondê-los, afastá-los da convivência, talvez para não contagiar, pondo em risco a saniedade ou beleza do outro.

A partir dos avanços científicos, este quadro gradativamente vem sendo alterado, essas pessoas passam a ser percebidas sob um enfoque mais humanizado. As escolas proporcionavam de uma maneira mais conjunta com os demais alunos, oportunizando uma convivência saudável para todos, tornando os participantes do processo educativo empreendido ( PROPOSTA CURRICULAR, SC ,1998,p.69)

Pode-se afirmar porém, que o processo de inclusão de crianças com síndrome de down apresentando falhas vem sendo aceito, por ser percebido o fato de que as famílias vem promovendo aos filhos, mudanças significativas em relação ao seu processo de desenvolvimento. No entanto, essa não é a realidade na maioria das escolas. Ainda existem instituições que dizem não poder atuar pedagogicamente frente as determinadas diferenças, por não ter um corpo docente qualificado para atuar junto a essas diferenças.

4 CONCLUSÃO

O desenvolvimento de uma criança seja ela com down ou não, é uma experiência única. É preciso reconhecer que o desenvolvimento é indissociável das experiências do mundo criança vai diferenciar, em grande parte o indivíduo que essa criança vai ser.

A escola ocupa um importante papel nessa tarefa, ao estimular o desenvolvimento de habilidades, ao oportunizar um ambiente rico em convivência, e de trocas entre os alunos e educadores, favorecendo seu desenvolvimento geral e o aprimoramento da linguagem nesse processo.

Em decorrência destes fatos, precisamos refletir a importância da forma que possamos passar-lhes sempre uma mensagem positiva, para que seja olhado com mais otimismo e confiança no seu futuro. Conclui-se assim que, a inclusão de alunos com necessidade educativas especiais em classe comum de ensino regular, pode ser viável desde que se tenha presente a complexidade de tal processo, o qual requer muito investimento e comprometimento principalmente dos órgãos governamentais.

5 REFERÊNCIAS

MENDES. G. Escola Inclusiva. Porto Alegre: Arte Médicas, 2002.

SANTA CATARINA. Proposta Curricular de Santa Catarina. Educação Infantil Ensino

Fundamental e Médio. Florianópolis: Gogen, 1998.

SCHWARTZMAN. J. S. Síndrome de down. São Paulo: Mackenzie, 1999.

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