(Parte 2 de 2)

Controle de cheias;

Aumento da recarga do aqüífero;

Restauração de ecossistemas naturais;

Criação de áreas verdes e de áreas de contemplação;

Promoção de educação ambiental por meio de visitas monitoradas.

Além dessas finalidades, a implantação de wetlands é uma maneira eficiente de ocupar

regiões que sofrem forte pressão da expansão urbana.

(Fig. 7.6) (fonte editora abril)

7.3 Coberturas ajardinadas de edifícios

A cobertura ajardinada é basicamente constituída por um jardim implantado em

uma fina camada de terra sobre o teto impermeabilizado de uma edificação. É

utilizada em lugar do telhado convencional. Portanto deve ser leve e exigir baixa

manutenção. Promove o equilíbrio do ciclo hidrológico, capturando, filtrando e

possibilitando a evaporação de parte da água da chuva.

Coberturas ajardinadas são utilizadas como um meio de se reduzir os efeitos da

impermeabilização. Reduzem os picos de cheia, melhoram a qualidade das

águas de drenagem e reduzem o fenômeno das ilhas de calor* que deterioram o

ambiente urbano. Além disso, proporcionam um melhor isolamento térmico em

relação às coberturas convencionais, melhorando o conforto dos edifícios e

reduzindo o consumo de energia de ar condicionado.

As coberturas ajardinadas são compostas das seguintes camadas:

a) Laje dimensionada para suportar o peso adicional da cobertura;

b) Membrana impermeável resistente à pressão exercida pelas raízes;

c) Dreno composto de material granular ou outro tipo de camada permeável

que permita o escoamento livre da água em direção aos coletores prediais;

d) Solo vegetal (com cerca de 5 à 30 cm de espessura), de média

permeabilidade.

e) Vegetação com características apropriadas (resistência aos períodos de

estiagem, alta capacidade de cobertura, auto-sustentação sem a

necessidade de adubação, pesticidas ou herbicidas; resistência às variações

de temperatura e aos ventos; perenidade com auto-semeadura; baixa

necessidade de poda; resistência ao fogo).

7.4 Ampliação da Calha do Tietê

Há tempos a cidade de São Paulo sofre com as inundações provocadas pelo transbordamento do Rio Tietê, que ocorre por ocasião das grandes chuvas, por não dar vazão a grande quantidade de água que chega à sua calha. Esses eventos levam à população grandes prejuízos materiais, paralisação do tráfego das marginais, refletindo diretamente na vida econômica da cidade, além de por em risco a saúde pelas doenças de  veiculação hídrica.

O Governo do Estado de São Paulo, diante desse cenário, decidiu investir em obras para a melhoria do rio Tietê. Em 1995, através do Japan Bank for International Cooperation (JBIC), conseguiu um financiamento com o Governo Japonês dando início às obras necessárias para o combate às enchentes.

O Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), entidade responsável pelo projeto de melhorias no Tietê, está executando as obras de aprofundamento, desassoreamento e limpeza, no sentido de controlar suas inundações.

O projeto de melhorias para o Rio foi dividido em duas fases. Na fase I, o DAEE executou obras a jusante da confluência Pinheiros -Tietê, onde está localizado o complexo viário “Cebolão”. Na fase II, em execução, estão previstas obras em

24,5 quilômetros, que vão desde o Cebolão até a Barragem da Penha.

http://www.daee.sp.gov.br/cgi-bin/Carrega.exe?arq=/calha/index.htm

(fig. 7.7)

http://www.daee.sp.gov.br/cgi-bin/Carrega.exe?arq=/calha/index.htm

8. Custo

De maneira geral o custo de um sistema de drenagem urbana é composto por três parcela : investimento, operação e manutenção além de risco.

Os custos de investimento incluem os desembolsos para estudo, projeto , levantamentos, construção desapropriação, indenização e implantação da obra.

Os custo de operação e manutenção já incluem mão de obra qualificada, reparos, inspeções e revisões necessárias durante a vida útil da obra.

De forma geral os custos podem ser associados de uma forma direta ou indireta.

Custos diretos: esses custos envolvem obras civis, equipamento elétrico e mecânicos a relocação de pessoas , desapropriação manutenção e operação. Todos esses custos podem ser previsionados com grande quantidade de estudo e equiparação de preço com outros serviços já prestados por empresa especializada.

Custos indiretos: são os custos que geram danos as pessoas com valor superior a convivência em sociedade como interrupção de tráfego, prejuízos ao comercio. Dessa forma é possível ressaltar os benefícios inerentes ás obras que requerem menor tempo de construção .

Com custos complexos e por vezes muito alto por vezes requer a solução mais útil para cada processo, para determinar os custos preliminar das obras e equipamentos podem-se utilizar tabelas de custos unitários de obras e serviço especializados , esses custos especificados em tabela (fig 8.1) abragem materiais, mão de obra qualificada, leis sociais, impostos, BDI de empreiteiro e despesas com instalações do canteiro de obras.

Essa tabela de custo unitários da secretaria de infra estrutura urbana do município de são Paulo , publicada periodicamente no diário oficial do município nessa tabela são padronizado todos os valores para obras publicas de serviços relativos a obras de drenagem, cujo gerenciamento em geral na cidade de São Paulo cabe a essa Secretaria.

(Fonte:Canholi, 2005)(fig. 8.)

9. Benefícios

A quantidade de beneficios decorrentes da implatção de uma obra bem executada de drenagem urbana é muito dificil de relacionar pois seria muito mais facil colocar a quantidade de danos evitados.

As vantagens podem ser desde redução de doenças e mortalidade, melhorias na condição de vida, redução no impactos na paisagem.

Porém podemos listas a redução de danos em diretos: são as perdas de bens e serviços que podem ocorrer como consequencia de contato direto com a inundação, além de custos e benficios inatingiveis como vemos na tabela ( fig. 9).

Fonte canholi 2005 ( fig 9.)

9.1 Beneficios efetuados e demontrados com pracas auto sustentavel um exemplo desse tipo de praças é a praca victor civita.

Um espaço de reflexão, inspiração e informação sobre as questões ambientais e urbanas, originado a partir da revitalização de uma área urbana degradada

Gerida pelo Instituto Abril, em parceria com a Subprefeitura de Pinheiros, a comunidade, o Itaú, a Even Construtora e a Petrobras, a Praça Victor Civita tem como objetivo tornar-se um ponto de alerta e referência para as questões ambientais, sem deixar de ser um espaço de integração e divertimento. Este Espaço Aberto da Sustentabilidade nada mais é do que um belo complexo dotado de equipamentos e programas de lazer, educação e cultura. A diferença com relação às praças e parques convencionais está no fato de que as atividades desenvolvidas na Praça Victor Civita fazem menção à educação ambiental.

Deste modo, ao fazer seu passeio, cooper ou ginástica, o visitante pode refletir sobre a preservação ambiental e as formas de reabilitação empregadas na área, de forma que compreenda seu papel na preservação do planeta.

A Praça Victor Civita - Espaço Aberto da Sustentabilidade é resultado de um termo de cooperação firmado entre a Prefeitura do Município de São Paulo e a Editora Abril em fevereiro de 2007. Os primeiros esboços do projeto, contudo, datam de 2001, quando foi assinado um protocolo de intenções entre o governo municipal e a Editora, originando uma parceria para viabilizar a revitalização do terreno localizado na Rua do Sumidouro.

O projeto físico compreende um deck de madeira legalizada, de diferentes espécies brasileiras (ipê, garapa e sucupira). Além de pista de caminhada, o deck serve como proteção para que os visitantes não entrem em contato direto com as áreas de solo contaminado. Trata-se de uma solução pioneira no Brasil, baseada em modelos internacionais. O projeto prevê a resistência necessária para receber um alto fluxo de pessoas, já que a Praça é aberta diariamente, das 7h às 19h, com atividades gratuitas para a comunidade e visitas escolares.

Do lixo ao luxo...

Toneladas de resíduos foram processadas por mais de 40 anos no local onde hoje se localiza a Praça Victor Civita

O terreno de 13. 648 m2 que abriga a Praça Victor Civita, na Rua do Sumidouro, bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, encontra-se contaminado por metais pesados, além de outras substâncias tóxicas, resultantes da queima de resíduos domiciliares e hospitalares realizada no local entre os anos de 1949 e 1989. Cerca de 200 toneladas de lixo eram processadas diariamente no local, em duas câmaras de combustão.

Até o final de 2006, uma cooperativa de reciclagem, a Coopervivabem, fazia o trabalho de triagem de material no prédio do incinerador, sem máscaras, luvas ou qualquer proteção contra a contaminação da área. Após este período os cooperados foram transferidos para uma nova sede, na Vila Leopoldina.

Em 2001, a Prefeitura Municipal de São Paulo ofereceu o terreno para que o Grupo Abril implantasse uma praça pública. Mas os primeiros estudos feitos na área apontaram a presença de furanos e dioxinas acima dos níveis aceitáveis, o que levou os órgãos públicos responsáveis (Cetesb e Secretaria do Verde e Meio Ambiente, com apoio da GTZ) juntamente com as equipes da Abril responsáveis pelo projeto a encontrarem uma solução economicamente viável e ecologicamente sustentável para reabilitar a área para uso público, sem oferecer quaisquer riscos aos visitantes. Em novembro de 2008, a cidade de São Paulo recebeu a Praça Victor Civita - Espaço Aberto da Sustentabilidade. http://pracavictorcivita.abril.com.br/conhecapraca/paginageral_271300.shtml)

(fig 9.1)

http://pracavictorcivita.abril.com.br/conhecapraca/paginageral_271300.shtml)

10. Conclusão.

Uma estratégia essencial para a obtenção de soluções eficientes é a elaboração

de planos diretores. É altamente recomendável que um plano diretor de drenagem

urbana evite medidas locais de caráter restritivo (que freqüentemente deslocam o

problema para outros locais, chegando mesmo a agravar as inundações a jusante),

através de um estudo da bacia hidrográfica como um todo; no que diz respeito às

normas e aos critérios de projeto adotados, deve-se considerar a bacia homogênea,

através do estabelecimento de período de retorno uniforme, assim como dos gabaritos

de pontes, travessias, etc. O plano diretor deve possibilitar a identificação das áreas a

serem preservadas e a seleção das que possam ser adquiridas pelo poder público antes

que sejam ocupadas, loteadas ou que seus preços se elevem e tornem a aquisição

proibitiva. É também fundamental a elaboraração do zoneamento da várzea de

inundação e o estabelecimento de um escalonamento cronológico e espacial da

implantação das medidas necessárias, de forma tecnicamente correta e de acordo com os

recursos disponíveis. O plano de drenagem deve ser articulado com as outras atividades

urbanas (abastecimento de água e de esgoto, transporte público, planos viários,

instalações elétricas, etc.) de forma a possibilitar o desenvolvimento da forma mais

harmonizada possível. Do plano deve também constar a elaboração de campanhas

educativas que visem a informar a população sobre a natureza e a origem do problema

das enchentes, sua magnitude e conseqüências. É de capital importância o

esclarecimento da comunidade sobre as formas de solução existentes e os motivos da

escolha das soluções propostas. A solicitação de recursos deve ser respaldada técnica e

politicamente, dando sempre preferência à adoção de medidas preventivas de maior

alcance social e menor custo.

Por seu caráter técnico, um plano diretor de drenagem urbana deve ser elaborado

por equipes técnicas competentes, que dominem os ferramentais tecnológicos

adequados a cada caso. É também essencial que conte com o apoio dos poderes

decisórios e da comunidade em geral, por se constituir em um documento político

importante. Entre as estratégias que podem ser utilizadas para conferir-lhe peso político,

pode-se atribuir força de lei ao planejamento, constituir fundos financeiros para garantir

a estabilidade do fluxo de recursos e obter apoio da sociedade por meio de campanhas

de comunicação social bem conduzidas.

Nunca se pode esquecer que o sistema de drenagem não é isolado dos diversos sub-sistemas que constituem a organização das atividades urbanas, fazendo parte de uma rede complexa, devendo, portanto, ser articulado com os outros subsistemas, possibilitando a melhoria do ambiente urbano de forma ampla e harmônica.

A solução mais racional é a preservação das várzeas, não apenas visando

problemas de inundação, como também no que diz respeito à preservação do

ecossistema e à criação de oportunidades de recreação.

Uma vez que as águas pluviais atinjam o solo, irá escoar, infiltrar ou ficar

armazenada na superfície, independente da existência, ou não, de um sistema de

drenagem adequado.

Estas observações são princípios essenciais à elaboração do plano diretor, e

constituem a base fundamental sobre a qual devem ser orientadas todas as fases do

processo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Drenagem urbana e controle de enchetes : Canholi, Alusio pardo 2005.

Fonte de pesquisa Google acessada em 29/11/2088: http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.sefloral.com.br/)

Brasil engenharia acessado em 28/11/2008: .www.Brasilengenharia.com.br

DAEE/CETESB (1980)- Drenagem Urbana. Segunda Edição, São Paulo (SP).

SEMADS 2001 acessado via google em, 27/11/2008.

Acessado em 28/11/2008: http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://civilport.com.br/imgs/saneamento/rio_meier.jpg

http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://centraldenoticias.files.wordpress.com/2007/04/inundacao.

Fonte UFRJ. Acessado via Google em 27/11/2008:

Fonte via internet em 29/11/2008:http://www.daee.sp.gov.br/cgi-bin/Carrega.exe?arq=/calha/index.htm

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