saude da Mulher

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SAÚDE DA MULHER

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Conteúdo desta Apostila

1. ABORTO

2. ANGINA PECTORIS

3. ANOREXIA NERVOSA

4. ALEITAMENTO MATERNO

5. CÂNCER DE MAMA

6. MÉTODOS CONTRACEPTIVOS

7. CÃNCER DO COLO DO ÚTERO

8. GRAVIDEZ

9. TPM

10. MENOPAUSA

Dicas Importantes

1. Organize seus estudos por temas, vá dos mais fáceis aos mais difíceis.

2. Procure sempre estudar no mesmo horário, em local calmo e tranquilo.

3. Crie roteiros de estudo, dispondo tópicos para cada dia.

4. Faça resumos dos assuntos estudados e crie fichas sintéticas.

5. Faça um questionário sobre cada assunto estudado.

6. Selecione dúvidas num bloco de anotações para apresentá-las ao professor.

7. Você pode usar uma música relaxante e em baixo volume durante os estudos.

8. Evite o uso de lápis, procure usar canetas. Em caso de erros, risque o assunto, sem apagá-lo.

9. Divida seu tempo de forma a concentrar seus estudos onde você tem mais dificuldade.

10. Crie grupos de estudos para tirar dúvidas e treinar os assuntos que você domina.

11. Faça uma leitura do assunto a ser visto em sala, antes da aula.

12. Utilize gravador para ter um arquivo das aulas em sala.

13. Pesquise em livros e revistas os assuntos do concurso, não se limite à apostila.

14. Estabeleça metas diárias para o que você precisa estudar.

15. Cole cartazes em seu quarto sobre os assuntos mais importantes.

Bons Estudos,

Equipe Passe Por Aqui.

1. ABORTO

Define-se abortamento como sendo a perda gestacional que ocorre até 20/22 semanas (ou peso fetal de 500g). Abortamento espontâneo ocorre em cerca de 10 a 15% de todas as gestações sendo, muitas vezes, ocorrência de primeira gravidez. Isto geralmente propicia alto grau de insegurança, tanto para a gestante como para os familiares. Mas se seguido de gravidez normal, não requer, em princípio, maiores cuidados. A ocorrência de dois abortamentos, repetidamente, é bem menor: cerca de 1%; três ou mais abortamentos sucessivos determinam o "abortamento habitual". Neste caso, o risco de novos abortamentos para o casal aumenta, embora a incidência exata não seja determinada.

Causas de abortamento:

1. Anomalias dos cromossomos presentes nas células humanas (50 a 60% dos abortos espontâneos até as 12 semanas:

normais = 46XY (sexo masc.) ou 46XX (sexo fem.), isto é, 23 pares de cromossomos que perfazem o gene humano, sendo que o par de cromossomos sexuais pode ser XX (sexo fem.) ou XY (masculino).

alterados = - trissomias - um determinado par de cromossomos na realidade éum "trio". A mais comum é a trissomia do cromossomo 21.

Quando não ocorre abortamento, a gravidez evolui, sendo a criança portadora da "síndrome de Down" (ou "mongolismo") triploidias - triplicação de todo o conjunto cromossômico (69XXX, 69XXY, etc.) 45XO tetraploidias translocações e mosaicos, onde ocorre "cruzamento" entre partes cromossomiais.

2. Anomalias do "ovo":

Mal formações congênitas - diferem das cromossomopatias. Aquelas são muito precoces, além de apresentarem anomalias no interior das células; estas apresentam anomalias na estrutura do embrião: anencefalia, ausência de membros, hérnias diafragmáticas, imperfurações do tubo digestivo ou urinário, alterações cardíacas, alterações que causam surdez, cegueira, etc. (a lista de possíveis mal formações é tão extensa que não caberia nesta página) Duas são as causas: as puramente genéticas e as decorrentes de alterações externas como radiações, doenças infecciosas, tumorações que deformam a cavidade uterina.

Anomalias da placenta.

Anomalias do cordão umbilical.

Anomalias das membranas

3. Doenças ginecológicas:

Alterações do endométrio (camada do interior do útero que recebe o ovo para implantação) decorrentes, por exemplo, de alterações hormonais maternas que podem causar tanto esterilidade como abortamento.

Malformações uterinas - útero septado, útero bicorno, etc.

MIOMAS UTERINOS - podem determinar abortamento desde que ocupem muito o "espaço" do embrião em virtude da deformidade uterina. Cerca de 40% dos miomas ocasionam abortamento (embora apenas uma pequena parte dos abortamentos tenha como causa o mioma uterino). Os outros 60% "convivem" com a gravidez, podendo causar diversos tipos de complicações ou eventualmente até cursar com gravidez "normal".

4. Incompetência istmocervical:

É nome complicado que designa dilatação anormal do colo uterino; ocorre perda do ovo por impossibilidade de retenção.

5. Doenças maternas graves. Para citar somente algumas:

desnutrição grave

anemias graves

grandes obesidades

diabete melito muito descompensado

hipertensão arterial grave

cardiopatias descompensadas

infecções. É importante lembrar que a rubéola e a toxoplasmose causam complicações somente uma gravidez. As gravidezes seguintes não são afetadas por estas infecções.

6. Idade materna:

Causa indireta. Acima dos 35 anos é maior o risco de anomalias cromossômicas, particularmente a trissomia do cromossomo 21.

7. Outras causas:

Condições geralmente evocadas por algumas pacientes, como carregar peso, emoções e sustos, coito, etc. não são causa de abortamento (veja, por exemplo, jogadoras profissionais de basquete, vôlei, nadadoras, etc.). Nem mesmo traumatismos ou intervenções cirúrgicas são assim considerados.

Quando a causa é evidente (como doença materna grave) ou mais ou menos evidente (como a incompetência istmocervical), fica fácil fazer o diagnóstico. A presença de mioma uterino faz suspeitar que esta tenha sido realmente a causa, embora isto não seja totalmente conclusivo, principalmente pela ausência de cólicas e pela evolução para aborto retido (sem eliminação do embrião).

Em relação ao embrião, o diagnóstico não deve ter sido exatamente o exame do DNA. Se o material estudado foi o colhido do aborto, o resultado do estudo genético pode ser duvidoso (a não ser que seja francamente positivo). Além disso, o material resultante de aborto não permite o diagnóstico de mal formações.

Portanto, começa a ficar claro que o diagnóstico da causa é muito difícil. Mesmo com pré-natal muito bem feito, o abortamento acaba surpreendendo tanto a mãe quanto o obstetra. Outro conceito importante é o de que, uma vez desencadeado, o abortamento segue curso próprio: a gravidez pode evoluir normalmente (ficando o diagnóstico de "ameaça de aborto") ou pode ocorrer a perda embrionária (abortamento incompleto ou aborto retido), independentemente dos medicamentos administrados (o dactil, como antiespasmódico, é utilizado para aliviar a dor; a progesterona tem várias funções, agindo diretamente sobre o útero).

Um diagnóstico importante é o que procura pela síndrome de Down, através de estudo citogenético realizado durante a gravidez: biópsia de vilocorial (isto é, da placenta em início de formação), amniocentese (colheita de líquido amniótico por punção abdominal) e cordocentese (punção do cordão umbilical), que identifica os cromossomos embrionários, seu número e sua forma. É indicado em mulheres (ou cujos maridos) portadoras, elas mesmas, de anomalias cromossômicas ou que já tiveram criança com síndrome de Down. Indica-se também em mulheres cuja idade é considerada de alto risco para o aparecimento desta síndrome: acima dos 35 anos (ou 40 anos, segundo alguns autores).

Para a população de grávidas que não se enquadram nos critérios acima existe teste bioquímico triplo ou "Triteste", que é realizado por alguns laboratórios e consiste na dosagem sangüínea materna de três substâncias: alfafetoproteína, estriol e gonadotrofina coriônica. Este teste é realizado entre 15 e 20 semanas de gestação e serve como rastreamento inicial. Ainda não é rotina na maioria dos pré-natais, talvez pelo custo relativamente elevado.

MIOMA UTERINO

Os miomas uterinos tendem a aumentar durante a gravidez, pois são estimulados pelos níveis elevados de hormônios deste período. Após a gravidez, tendem a regredir, embora possam jamais desaparecer por completo.

Não existe tratamento clínico, embora tentativas sejam feitas com determinados tipos de hormônio. O único tratamento é o cirúrgico, com retirada somente do mioma, quando possível, ou de todo o útero, quando necessário. Somente necessitam de cirurgia as mulheres com sintomas acentuados: hemorragias intensas e cólicas intratáveis. As demais podem conviver muitíssimo bem com seus miomas, até que sobrevenha a menopausa, quando os miomas tendem a "murchar".

A ocorrência de mioma juntamente com a gravidez é comum (veja acima). Não se pode estabelecer com exatidão o risco. Não parece provável que mioma de 6, 7 ou até 10 cm, mesmo que intramural, possa determinar aborto retido. O mais provável é que a gravidez acabe evoluindo naturalmente, mesmo que apareçam cólicas.

O melhor intervalo entre duas gestações é de dois anos; após abortamento, desde que a mãe esteja em boas condições nutricionais, período mínimo de seis meses é indicado.

Quais são as indicações médicas para realizar um aborto?

O aborto pode ser recomendado quando certos testes (por exemplo, amniocentese) mostram que o feto está se desenvolvendo com uma anomalia ou má-formação severa, como uma espinha bífida ou um outro defeito genético grave. A gravidez também pode ser interrompida quando coloca a vida da mãe em sério risco. No Brasil, além dos motivos citados, o estupro também constitui uma indicação para aborto respaldada pela lei.

Infelizmente, uma das principais razões para o aborto voluntário é a decisão da mãe em não ter a criança naquele exato período. Isso é um verdadeiro crime. Com a disponibilidade de tantos métodos contraceptivos – muitos deles distribuídos gratuitamente nas unidades de saúde pública -, a decisão de uma mulher em realizar um aborto voluntário sem qualquer indicação médica é considerada um homicídio.

Como é feito o aborto?

No início da gravidez, o aborto geralmente é realizado através de dilatação e curetagem, ou utilizando aparatos de sucção. A partir do quarto mês, a curetagem não pode mais ser realizada, optando-se então pela indução do parto utilizando gel de prostaglandina.

Um aborto no princípio da gravidez, conduzido apropriadamente, é seguro e classificado como uma operação de pequeno porte, podendo ser realizado em uma clínica ou com uma hospitalização bastante breve.

Um aborto realizado por pessoa não-habilitada ou sem condições estéreis adequadas, expõe a paciente a infecção, hemorragia, infertilidade futura ou mesmo morte.

O que é Aborto Espontâneo ?

É o término acidental de uma gravidez com menos de 20 semanas de gestação. A causa mais comum é um defeito no embrião ou feto que impede seu desenvolvimento natural. O defeito pode ser hereditário, causado pela exposição da mãe a certos medicamentios ou radiação, ou resultar de doenças infecciosas.

O primeiro sintoma de um aborto espontâneo é sangramento vaginal. Isto requer atenção médica imediata. Um feto nascido após cerca de 20 semanas de gestação é chamado natimorto (se nascido morto) ou prematuro (se nascido vivo).

2. ANGINA PECTORIS

A Angina Pectoris é um distúrbio doloroso que envolve dor do coração. A angina não é uma doença propriamente dita, mas o principal sintoma da doença arterial coronariana. A dor ocorre devido à falta de oxigênio no músculo cardíaco, especialmente após exercício ou fortes emoções, iniciando como uma sensação de aperto ou constrição no peito, podendo irradiar para o pescoço, mandíbula, ombros, braços e mãos. Ocasionalmente, também pode irradiar para o abdome superior. Pode ocorrer falta de ar, fadiga ou palpitações ao invés da dor. Os ataques freqüentemente são acompanhados por uma sensação de sufocação ou morte iminente.

O que causa Angina?

As principais causas de Angina pectoris são doença coronariana (arteriosclerose) e espasmo coronoariano. A angina clássica é desencadeada pelo exercício, estresse ou exposição ao frio. A angina também pode ser precipitada por refeições exageradas, que aumentam rapidamente a demanda de oxigênio no coração. A intensidade da dor nem sempre está relacionada com a gravidade do problema. Algumas pessoas podem sentir uma dor intensa devido a uma isquemia leve, enquanto outras sentem apenas um leve desconforto e apresentam um isquemia acentuada.

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