Imunologia de Trasplantes

Imunologia de Trasplantes

Imunologia de Transplantes

  • Imunologia

Introdução

Introdução

  • Desafios à transplantação

    • Desenvolvimento de técnicas cirúrgicas
    • Equipe Multidisciplinar bem Treinada
    • Desenvolvimento de imunossupressores
    • Avaliação imunológica
    • Rejeição de tecidos transplantados
    • Aumento da sobrevida do enxerto

O complexo de histocompatibilidade (MCH) denominado no homem de Sistema HLA (Human Leukocyte Antigen) está envolvido nos mecanismos de reconhecimento celular, visando proteger o organismo de agressões externas e das regulação da resposta imunológica

  • O complexo de histocompatibilidade (MCH) denominado no homem de Sistema HLA (Human Leukocyte Antigen) está envolvido nos mecanismos de reconhecimento celular, visando proteger o organismo de agressões externas e das regulação da resposta imunológica

A rejeição é o reflexo da resposta imunológica aumentada (inicialmente local) envolvendo, na maioria das vezes, os antígenos HLA do órgão transplantado

  • A rejeição é o reflexo da resposta imunológica aumentada (inicialmente local) envolvendo, na maioria das vezes, os antígenos HLA do órgão transplantado

Resposta Imunológica

  • Intervenção dos elementos clássicos de defesa, como o envolvimento de anticorpos, numerosos mecanismos de regulação da resposta celular e citocinas, que modulam a intensidade da resposta

Tipos de Transplante

  • Autoenxerto

  • Transplante de órgãos ou tecidos procedentes do próprio indivíduo

  • Não se desenvolve resposta imune

  • Exemplos:

    • Ponte de Safena/Mamária
    • Enxerto de pele
    • Transplante de MO

Tipos de Transplante

  • Isoenxerto

  • Transplante de órgãos ou tecidos entre indivíduos geneticamente idênticos

  • Não há desenvolvimento de resposta

Tipos de Transplante

  • Aloenxerto

  • Transplantes entre indivíduos da mesma espécie, geneticamente diferentes

  • Enxerto é rejeitado

  • Grande maioria dos enxertos

Tipos de Transplante

  • Xenoenxerto

  • Transplantes entre indivíduos de espécies diferentes

  • Enxerto fortemente rejeitado

Complexo Maior de Histocompatibilidade (MHC)

  • Região gênica hipervariada, localizada no braço direito cromossoma 6 humano

  • Classes I, II e III

MHC e HLA

  • Glicoproteína de classe I

    • Codificadas nos locus HLA A, B e C.
    • Estruturas químicas semelhantes
    • Diferem nas seqüências de aminoácidos da molécula, o que lhes confere especificidade
    • Encontram-se em praticamente todas as superfícies celulares
    • Reconhece antígenos protéicos externos, incluindo tecidos transplantados
    • São reconhecidos por linfócitos T citotóxicos (CD8+) com especificidade antigênica.

MHC e HLA

  • Glicoproteína de classe II

    • Codificadas nos locus HLA DR,DP,DQ.
    • Diferem entre indivíduos e estão mais envolvidos na resposta imunológica.
    • Apenas se encontram em células que apresentam antígenos como LB, macrófagos e células dendríticas.
    • Papel predominante na resposta imunitária inicial a antigénios de tecidos transplantados
    • Ao entrarem em contacto com um antígeno non-self, ativam linfócitos T helper (CD4+) que, por sua vez, sofrem expansão clonal através da produção de citocinas reguladoras

Tipagem HLA

  • Antígenos HLA estão presentes nas membranas de todas as células do organismo e como antígenos solúveis nos líquidos do corpo.

  • São mais bem expressos nos linfócitos

  • Tifipicações HLA

    • Biologia Molecular (DNA genômico-PCR)

Prova Cruzada

  • Patel e Terasaki – 1968

  • Técnica de citotoxicidade - identificação pacientes com anticorpos anti-HLA

    • soro do receptor é colocado em pequenos orifícios contendo óleo na microplaca Terasaki
    • 2000 linfócitos do doador em meio para célula são adicionados nestes orifícios contendo os soros
    • Adição aos orifícios complemento e eosina
    • Análise por microscopia invertida

Prova Cruzada

  • Prova cruzada contra LT é contra indicação absoluta para o transplante.

  • A presença de anticorpos pode indicar prova cruzada positiva para LB e negativa para LT. No caso de receptores hipersensibilizados, é necessário realizar a prova cruzada contra LT através da citometria de fluxo. Se persistir negativa, o transplante poderá ser realizado. Se positiva, o tx esta contra indicado

  • Maior sensibilidade

    • aumento de falso positivos, diminuição de rejeições agudas e hiperagudas.

Mecanismos efetores da rejeição de aloenxertos

  • Podem ocorrer três tipos principais de rejeição

    • Hiperaguda
    • Aguda
    • Crônica
  • Sinais de perigo:

    • Febre,hipertensão,edema, aumento súbito de peso,mudança de ritmo cardíaco e dor no local do transplante.

Rejeição Hiperaguda

  • Minutos, horas ou poucos dias após a intervenção cirúrgica

  • Reação de Anticorpos pré formados

  • Sedimentação de eritrócitos/microtrombos nos glomérulos

  • Função do órgão afetada:

    • Deposição de anticorpos
    • Ativação do complemento
    • Destruição vascular
  • Transplantes renais são mais susceptíveis

  • Prevenção : Detecção do Ac (Cross-Matching)

Reação Aguda

  • É a mais comum

  • Primeiros seis meses após a transplantação

  • Mediada por linfócitos T

  • Infiltração do Tx e destruição das células que o compõe

  • Drogas imunossupressoras: eficazes em conter essa rejeição - inibição da proliferação celular

Rejeição Crônica

  • Função lentamente perdida

  • Fibrose/Hipertrofia

    • Coração Doença da a. coronária
    • Rins  Fibrose intersticial
    • Fígado  Destruição do Epitélio biliar
  • Etiologia não muito clara

  • Não há tratamento padrão

Painel de reatividade

  • Painel de reatividade contra painel de linfócitos (PRA): usado para avaliar o estado imunológico de pacientes, através da detecção de anticorpos anti-HLA nos pacientes que estão na lista de espera do transplante.

  • permite avaliar imunologicamente estes pacientes, facilitando a administração de imunossupressores.

Painel de reatividade

    • reatividade normal (<10%)
    • reatividade baixa (<20%)
    • reatividade média (<50%)
    • reatividade alta (<80%)
    • reatividade muito alta (>80%)
  • Causas de sensibilização : transplante, gestações e transfusões sanguíneas

  • O PRA aumenta com o número de transfusões. O PRA que deve ser repetido em 15 dias após a transfusão de papa hemácias

  • A preservação do sangue em geladeira por período superior a 7 dias torna o sangue menos imunogênico

Solicitação de Exames para Transplantes

  • Compatibilidade ABO

  • Avaliação imunogenética pré transplante (tipificação HLA e provas cruzadas)

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