Noções Básicas de Arquivologia

Noções Básicas de Arquivologia

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Resumo: Noções Básicas de Arquivologia – por Jorge José Santos Gesteira

Resumo de Arquivologia

Assunto:

NOÇÕES BÁSICAS DE ARQUIVOLOGIA

Autor:

JORGE JOSÉ SANTOS GESTEIRA

NOÇÕES BÁSICAS DE ARQUIVOLOGIA

SISTEMAS AMERICANOS DE ARQUIVAMENTO

1. INTRODUÇÃO

1.1.CONCEITO E PRÁTICA DE GESTÃO DE DOCUMENTOS

1.2.A INFORMAÇÃO ARQUIVÍSTICA

2. EVOLUÇÃO DOS SISTEMAS AMERICANOS DE ARQUIVAMENTO

2.1.ORIGENS

2.1.1. Comissão Taft

2.1.1.1. Características

2.1.2. Sistemas antigos

2.1.2.1. Arquivos Woodruff

2.1.2.2. Sistema Ainsworth

A. Histórico

B. Características

2.1.2.3. Sistema Ainsworth para correspondência

A. Histórico

B. Características

2.1.3. Sistemas Modernos

2.1.3.1. A Classificação Decimal de Dewey

A. Histórico

B. Características

2.1.3.2. Sistemas Numéricos

A. Arquivos de correspondência

B. Arquivos de casos

C. Arquivos de assuntos

2.1.3.3. Sistema Numérico-Dupléx

A. Histórico

B. Características

2.1.3.4. Sistemas Alfabéticos

A. As "fichas-índices de registro" de Ainsworth

B. Arquivos de assuntos

2.1.3.5. Sistema Numérico de Assunto

A. Histórico

B. Características

2.1.3.6. Outros Sistemas

A. Sistema Alfanumérico

B. Sistema Mnemônico

C. Sistema Orgânico

2.2. O PROGRAMA DE ADMINISTRAÇÃÕ DE ARQUIVOS NOS E. U. A.

3. O MODELO SISTÊMICO DE ORGANIZAÇÃO DOS ARQUIVOS NORTE-AMERICANOS

4. A POLÍTICA DE ELIMINAÇÃO DE DOCUMENTOS

5. CONCLUSÃO

6. APÊNDICES

6.1. DISSEMINAÇÃO SELETIVA DA INFORMAÇÃO

6.1.2. Noções Iniciais

6.1.3. O Sistema de SDI Americano

6.2. ARQUIVOS E REGISTROS ELETRÔNICOS

6.2.1. Bomba de Tempo

6.2.2 Revista Veja errou sobre durabilidade das mídias

6.2.3. O futuro da documentação digital em debate

7. BIBLIOGRAFIA GERAL DO TRABALHO

1. INTRODUÇÃO

1.1.CONCEITO E PRÁTICA DE GESTÃO DE DOCUMENTOS

Desde o desenvolvimento da Arquivologia como disciplina, a partir da segunda metade do século XIX, talvez nada tenha sido tão revolucionário quanto o desenvolvimento da concepção teórica e dos desdobramentos práticos da gestão.

A gestão de documentos é uma operação arquivística, "o processo de reduzir seletivamente a proporções manipuláveis a massa de documentos, que é característica da civilização moderna, de forma a conservar permanentemente os que têm um valor cultural futuro, sem menosprezar a integridade substantiva da massa documental para efeitos de pesquisa.

Embora sua concepção teórica e prática tenha se desenvolvido após a Segunda Guerra Mundial, a partir dos E.U.A. e do Canadá, a gestão de documentos teve suas raízes no final do século XIX, em função dos problemas detectados nas administrações públicas destes dois países, referentes ao uso e guarda da documentação.

Na primeira metade do século XX criaram-se comissões que visavam tornar mais eficiente o uso dos documentos por parte da administração pública.

Vale ressaltar que durante esse período, as instituições arquivísticas (públicas) caracterizavam-se pela função de órgãos estritamente de apoio à pesquisa, comprometidas com a conservação e o acesso aos documentos considerados de valor histórico.

Paralelamente iniciava-se a era da chamada administração "científica", que procurava mostrar aos administradores como racionalizar o processo administrativo, desenvolvendo suas atividades de forma menos dispendiosa, melhor e mais rápida. A palavra-chave das administrações dos países desenvolvidos - sobretudo gestão de documentos os E. U. A. - , passou a ser eficiência.

A aplicação dos princípios da administração científica para a solução dos problemas documentais gerou o conjunto de princípios da gestão de documentos, os quais resultam, sobretudo, na necessidade de se racionalizar e modernizar as administrações. Não se tratava de uma demanda setorizada, produzida a partir das próprias instituições arquivísticas. A gestão de documentos veio a contribuir para as funções arquivísticas sob diversos aspectos:

  • ao garantir que as políticas e atividades dos governos fossem documentadas adequadamente;

  • ao garantir a melhor organização desses documentos, caso tivessem valor permanente;

  • ao inibir a eliminação de documentos de valor permanente;

  • ao definir criteriosamente a parcela dos documentos que constituiriam o patrimônio arquivístico do país, ou seja, 5% da massa documental produzida (segundo a UNESCO).

No VIII Congresso Internacional de Arquivos, realizado em Washington, em 1976, a gerou maior consciência em todo o governo, no caso norte-americano, quanto ao significado dos documentos, qualquer que fosse o suporte, e as suas necessidades de conservação.

As instituições arquivísticas públicas, particularmente os Arquivos Nacionais dos Estados Unidos e do Canadá, adquiriram uma nova feição, assumindo também a função de órgão de apoio à administração pública, com a competência de orientar programas de gestão de documentos nos diversos órgãos governamentais.

1.2. A INFORMAÇÃO ARQUIVÍSTICA

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