Consulta de enfermagemna prevenção do câncerdo colo de útero e demama

Consulta de enfermagemna prevenção do câncerdo colo de útero e demama

Consulta de enfermagem na prevenção do câncer do colo de útero e de mama

Profª Érika Andrade

Estimativa no Brasil:

• Segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres, sendo responsável pelo óbito de, aproximadamente, 230 mil mulheres por ano.

• Em 2008: Estimativas da Incidência de Câncer no

Brasil apontaram a ocorrência de 18.680 novos casos de câncer do colo do útero (19 casos a cada 100.0 mulheres)

A incidência: faixa etária de 20 a 29 anos;

Risco aumenta rapidamente até atingir seu pico geralmente na faixa etária de 45 a 49 anos.

Até a década de 90: Papanicolaou constituiu-se na principal estratégia utilizada em programas de rastreamento para o controle.

Novos métodos de rastreamento: testes de detecção do DNA do HPV e inspeção visual do colo do útero utilizando ácido acético ou lugol são apontados, em vários estudos, como eficazes na redução das taxas de mortalidade por câncer do colo do útero.

No Brasil, o exame citopatológico é a estratégia de rastreamento recomendada pelo Ministério da Saúde prioritariamente para mulheres de 25 a 59 anos.

Cerca de 70% dos casos de câncer do colo são diagnosticados no Brasil em fase avançada.

É estimado que uma redução de cerca de 80% da mortalidade por este câncer pode ser alcançada através do rastreamento de mulheres na faixa etária de 25 a 65 anos como teste de

Papanicolau e/ou tratamento das lesões precursoras com alto potencial de malignidade ou carcinoma "in situ".

O Câncer de colo do útero trata-se de uma afecção progressiva, com história natural bem conhecida e etapas definidas, iniciada com transformações intra-epiteliais, que podem evoluir para um processo invasor, num período que varia de 10 a 20 anos

Infecção causada pelo Papilomavírus humano (HPV)

•Baixo Risco: Tipos de HPV 6,1,42,43 e 4

•Alto risco:Tipos de HPV 16,18,31,3,35,39,45, 46,51,52,56,58,59 e 68

Início precoce das atividades sexuais

Multiplicidade de parceiros sexuais

Parceiro sexual masculino com múltiplas parceiras

Tabagismo

Infecções genitais de repetição .

A consulta de Enfermagem A consulta de Enfermagem

A consulta ginecológica possui algumas peculiaridades por abordar informações muito íntimas, que muitas vezes levam ao constrangimento da mulher.

Existe ainda o temor que muitas mulheres possuem em relação ao exame em si, o que exige do profissional postura ética impecável e a construção de um vínculo baseado na confiança, simpatia , respeito e cumplicidade.

A entrevista, além de fornecer elementos básicos para o diagnóstico, proporciona a oportunidade de conquistar a confiança da mulher, e deixá-la mais segura. A história deve ser contada de modo mais natural possível, devendo contudo, o profissional conduzir a entrevista para que seja objetiva e produtiva.

Deve-se obter as seguintes informações:

Naturalidade:UF:
Cor/Etnia: ( ) Branca ( ) Parda ( ) Amarela ( ) Preta ( ) Indígena

Nome: Data de nascimento: Data da consulta: Profissão/Ocupação atual:

União consensual( ) Outros

Estado civil: ( ) solteira ( ) casada ( )Viúva ( ) separada ( ) Nº do cartão SUS: Nome da mãe: Grupo Sanguíneo:

Possui deficiência ( tipo) : ( ) visual ( ) Auditiva ( ) Física ( ) Mental ( ) outras deficiências/síndromes:

Escolaridade: É chefe de família: ( ) sim ( ) Não Ocupações anteriores:

Município de Residência

Logradouro (rua, av.)

Complemento:

Bairro:

Telefone para contato:

Nº do prontuário na Unidade de saúde

Menarca, DUM, Idade da 1ª relação sexual

Ciclos menstruais (periodicidade;duração/intensidade do fluxo)

Orientação sexual

Antecedentes Obstétricos:

Complicações pós parto

Amamentação

Métodos anticoncepcionais utilizados/ método atual

Acompanhamento do climatério: Sintomas, tratamentos

Doenças Sexualmente Transmissíveis: Quais, quando, tratamentos.

Uso de Preservativos: Tipo e frequência Patologias Ginecológicas Pregressas

Antecedentes familiares: Especificar o grau de parentesco

Antecedentes pessoais:

•Doenças não transmissíveis : Início, tratamento e medicações em uso.

•Doenças transmissíveis: Início, tratamento e medicações em uso.

•Histórico de Imunizações

Antecedentes pessoais:

• Acidentes ou violência/ Acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho

• Consumo de álcool, drogas e cigarro

• Atividade Física: Tipo e frequência

• Uso regular de medicamentos

• Saúde bucal

• Testagem de DSTs

• Procedimentos e cirurgias já realizados

• Exames preventivos realizados: data e resultado

Esse aspecto deve ser abordado com naturalidade evitando manifestações de surpresa, desaprovação ou repreensão;

Incluir a informação início das atividades sexuais, a frequência, sensação de orgasmo, dor ou desconforto, tipo de relação, variedade de parceiros.

Dispareunia : investigar ocorrência (momento da penetração = superficial ou se sentida no baixo ventre = profunda)

Ocorrência de sangramento pós-coito (sinusorragia), pois pode ser manifestação de ectopia, infecção ou neoplasia.

Especificar início da queixa, ocorrência e frequência.

Em caso de secreção vaginal, investigar aspecto, coloração, odor e ocorrência de outros sinais e sintomas associados

Peso, Estatura e IMC (classificação)

Mucosas,Tireóide

Temperatura

Pressão arterial

Frequência cardíaca

AR e ACV

Abdome MI: edema e varizes

Localização: 2º e 6º espaço intercostal

Forma: Globosa

Periforme

Discóide ou plana

Pendente

Mamilos:plano, protuso e umbilicado

Observar contorno, tamanho, formato das mamas e mamilos, eritemas, edemas, pele em casca de laranja, achatamento ou contorno normal, pigmentação, circulação venosa

Elevar os braços

Braços fletidos na altura do queixo

Pressão exercida dos braços sobre os quadris, contraindo a musculatura do grande peitoral

Pesquisar: anormalidades do parênquima mamário – retração/abaulamento

PALPÁVEL:tamanho, número, consistência, mobilidade, fixos aos planos profundos ou à pele e a percepção sensorial da cliente.

• Palpar delicadamente e de maneira ordenada. Inicie no quadrante superior externo e continue no sentido dos ponteiros do relógio (horário)

• Anormalidade: anotar quadrante e a massa

• Mobilidade: fixa, livre (móvel), limitada

• Tamanho: maior diâmetro quando ovalado. Se tubular: o comprimento, a largura e a espessura

• Textura: uniforme, nodular, glandular

• Telotismo: manobra de estimulação do mamilo.

• Expressão: Fazer expressão à partir da base da mama (descarga papilar). Secreção serosa (clara e fluida), serosanguinolenta, purulenta, esverdeada, azul.

Vulva e

Períneo

•Pilosidade •Lábios

•Clitóris

•Meato Uretral

•Glândula de Bartholin

•Hímen

•Estática pélvica

incontinência

•Investigar urinária

•Identificar

características da mucosa vaginal tais como aspecto, coloração, presença de secreção, presença de massas.

Colo do útero Colo do útero

O que observar:

Características da cérvix: coloração, forma, características do orifício cervical, presença de secreção, massas e lacerações.

As secreções devem ser identificadas quanto à quantidade, aspecto e odor.

Colo Normal (Padrão)

Colo Uterino na pós menopausa

Mucosa atrófica e

JEC não visível

Canal cervical Canal cervical

Preparo:

Não fazer uso de duchas ou medicamentos intra vaginais 48 horas antes do exame

Evitar relações sexuais 48 horas antes da realização do exame;

Realizar preferencialmente 10 dias após a menstruação. Caso haja sangramento fora do período menstrual, o exame pode ser realizado assim mesmo.

Técnica para coleta:

Passos para coleta:

•Ectocérvice: com espátula de Ayres •Endocérvice: com escovinha.

Coleta de material Coleta de material

Ectrópio de Colo Ectrópio de Colo

Ectrópio de Colo:JEC Ectrópio de Colo:JEC

Confecção do esfregaço:

Fixar o material na lâmina imediatamente para evitar o ressecamento.

Teste de Schiller:

permite diferenciar alterações na mucosa cérvico-uterina devido as células com teor de glicogênio corar na presença de lugol

Teste com Ácido acético: reação aceto branca

TOQUE BIMANUAL: avalia-se tonicidade da musculatura vaginal, consistência das paredes, características da cérvice como consistência, mobilidade e presença de massas, avaliação dos anexos se palpáveis, massas e se doloridos.

A consulta de enfermagem está legitimada desde 1986 pela legislação do exercício profissional, sendo atividade privativa da (o)

Enfermeira(o), sendo um conjunto de ações prestados pela Enfermeira(o) à pessoas sadia de forma sistemática e completa e tem cunho educativo, preparando a mulher para o auto cuidado.

A mulher deve ser acolhida, sempre chamada pelo nome ou apelido, se preferir.

O profissional deve se identificar antes do atendimento; respeitar as individualidades; assumir postura isenta de preconceitos; promover vínculo com a mulher; procurar dialogar de forma clara , aberta e franca; manter sigilo profissional.

Todas as etapas da consulta devem ser esclarecidas antes do procedimento.

Orientar a importância de procurar o resultado e mostrar ao profissional.

O resultado e conduta devem ser anotados no prontuário.

Referências

1.Andrade JM. Rastreamento, Diagnóstico e Tratamento do Carcinoma do Colo do Útero. Projeto Diretrizes-AMB e CFM/2001

2.Cartier R., Cartier I.,Colposcopia prática, Tradução Ildete soares Caldas, 3ª Ed.revisada e ampl.-São Paulo: Roca, 1994.

3.Gollner AMG e Cupolilo SMN. Notas de aulas do PTGIC 2004 e imagens arquivo do Cito Laboratório.

4.Programa Viva Mulher/ MS –2002 5.MINISTÉRIO DA SAÚDE. INCA. 2008.

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