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A TÉCNICA DO CHUTE Versão 2.0

Para as Provas, Concursos,

Vestibulares e ENEM.

Engenheiro Civil pela UFJF.

Especialista em Mercado Financeiro

Produz Gráficos, análises e Projeções Macroeconômicas para palestras. 32 concursos, 25 aprovações —Personal de concurseiro.

Vila Santa Isabel, 51-Centro 37443-0 Baependi MG—28/2/09 35.3343.2422 - 35.9804.3191 sapoia01@gmail.com

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CAPA COM FOTO E DADOS DO AUTOR01
ÍNDICE02
1 – BASTA ESTUDAR?03
2 – ENSINO ENCICLOPÉDICO X ENSINO ANALÍTICO03
3 – QUANDO USAR AS TÉCNICAS DE CHUTE?04
4 – O FATOR SORTE04
5– OS EXAMINADORES CONHECEM TAIS TÉCNICAS?06
6 – A PENA AO CHUTE07
7 –NÃO SERIA A TÉCNICA DO CHUTE POLITICAMENTE INCORRETA?09
8 – AS 13 TÉCNICAS DE CHUTE1
8.1 – A CARA DO GABARITO1
8.2 – AS GRANDES OPÇÕES12
8.3 – A OVELHA NEGRA13
8.4 – A MAIS VOTADA14
8.5 – A POLITICAMENTE CORRETA15
8.6 – AS INCLUSIVAS17
8.7 – AS EXCLUSIVAS18
8.8 – AS POLITICAMENTE INCORRETAS19
8.9 – A BATATA PODRE20
8.10 – AS CASCAS DE BANANA20
8.1 – CAUSA/CONSEQUENCIA21
8.12 - A MAIS CORRETA21
8.13 – AS INVERSÕES2

9 –AS 13 TÉCNICAS DE CHUTE – QUADRO SINÓPTICO.....................23

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A ARTE DE MARCAR “X” 1 –BASTA ESTUDAR?

Nas escolas nos ensinam que basta um bom estudo para obtermos sucesso nos vestibulares e concursos. Mas não é bem assim.

Estudar, dedicada e inteligentemente, é imprescindível, mas não é o bastante.

Para obter as melhores classificações é necessário ir além. Compreender detalhadamente o processo de avaliação, analisar os editais e provas já aplicadas. Além disso, fazer bom uso da Hermenêutica e das Técnicas de Chute.

2 – ENSINO ENCICLOPÉDICO X ENSINO ANALÍTICO.

Seguindo a tendência mundial, o EstadoBrasileiro está empenhado em criar um novo modelo educacional, demolindo o ensino enciclopédico e informativo (da decoreba), substituindo-o por um ensino crítico, analítico e capacitador.

Como não adiantava ficar só na retórica, para mudar o ensino, o Brasil mudou a maneira de avaliar. Nos onze anos de provas do ENEM, o MEC habilmente alterou a escola média brasileira, aplicando provas com alto grau de subjetividade, medindo habilidades e competências, além do conhecimento.

O ENEM assusta, também, por ser uma prova interdisciplinar e contextualizada.

Como no ENEM as respostas se encontram na própria prova, ganham extraordinária importância as ferramentas que auxiliam a diagnosticar se um item é falso ou verdadeiro.

Para um bom diagnóstico, podemos usar: 1)o conhecimento adquirido ao longo dos anos; 2)sofisticadas técnicas de interpretação de texto, inclusive buscando inspiração na

Hermenêutica Jurídica; 3)as populares TÉCNICAS DE CHUTE.

Além do Ensino Analítico, estão aumentando a importância da Técnica do Chute a maior transparência nos concursos e a centralização em grandes organizações, por motivo de segurança.

No excelente site abaixo, as provas não param de chegar. Em fevereiro de 2009 já contávamos com mais de 14.0 provas. É um farto material para a Técnica do Chute: http://www.pciconcursos.com.br/provas/ O CESPE é o que tem feito mais concursos, são 48 páginas de provas: http://www.pciconcursos.com.br/provas/cespe

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O termo “Chute” nos leva a pensar em usar as técnicas apenas nas questões que nada sabemos.

Mas nossa intenção é justamente a oposta. Usar as Técnicas de Chute como uso, subsidiário, na prova inteira e em todos os concursos.

A cada questão usamos o nosso conhecimento, a nossa intuição, o bom senso e as Técnicas para melhorar a qualidade de nosso diagnóstico.

Porém, ao contrário do que os preguiçosos querem, o conhecimento é de longe o fator mais importante nos concursos. Depois de muito estudar é que partimos para as Técnicas, objetivando turbinar a nota.

As avaliações não são perfeitas. Nem sempre os melhores são aprovados. O acaso atua de maneira significativa. Os examinadores estão cientes do problema e tentam diminuir esta possibilidade:

Por que o Cespe/UnB utiliza o critério “uma errada anula uma certa”? Para descartar a possibilidade de acerto ao acaso. O procedimento é justificável em um processo que visa selecionar o candidato que sabe analisar, interpretar e responder a partir do que aprendeu, descartando o “chute”. A anulação de um item correto para cada resposta incorreta é, portanto, uma segurança a mais de que a classificação no processo se deve ao desempenho individual do candidato e não à sorte. http://www.cespe.unb.br/perguntasFrequentes/

Louvamos a intenção do CESPE, mas discordamos frontalmente quanto aos resultados alcançados, conforme a seguir demonstraremos.

Marcar um item como certo ou errado (sem conhecimento algum) ou jogar uma moeda no cara ou coroa, é, matematicamente, a mesma coisa.

Primando pela objetividade, fomos buscar na matemática a fórmula da probabilidade, onde n é o número de arremessos e k é o número de caras conseguidas com o jogo repetido n vezes de uma moeda:

Pn,k = Cn,k / 2n Onde:

Cn,k = n! / k!(n-k)!

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No gráfico abaixo podemos ver que é quase impossível obtermos uma diferença muito grande entre caras e coroas, mas existem boas probabilidades para as pequenas diferenças:

PROBABILIDADE DE CONSEGUIRMOS n CARAS NO ARREMESSO DE 100 MOEDAS e m

Ao ampliar a parte central da curva, podemos ter uma melhor idéia do que foi dito acima:

PROBABILIDADE DE CONSEGUIRMOS n CARAS NUM JOGO DE 100 MOEDAS

D E (e

Agora, Imagine uma prova do CESPE, de 150 questões, onde uma errada anula uma certa. O candidato sabe 50 e a nota de corte hipoteticamente seja 70. É evidente que se ele obedecer e não chutar, estará eliminado. Com a ajuda de uma simples moeda, pode mudar sua sorte, usando a mais primitiva das Técnicas de Chute, o “cara ou coroa”.

Chutando, o candidato poderia diminuir a sua nota (sem prejuízo algum, já que iria tomar pau mesmo) ou poderia aumenta-la, conseguindo a tão sonhada classificação.

Há 2,8% de probabilidade dele conseguir seus 20 pontos ou mais. O que não é nada desprezível, em se tratando de concursos:

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PROBABILIDADE DE CONSEGUIRMOS n QUESTÕES LÍQUIDAS NO CHUTE (em %)

Se a nota de corte fosse 60 e ele necessitasse de apenas 10 pontos líquidos no chute, suas chances subiriam para consideráveis 18,4%.

Os examinadores não só conhecem as técnicas de chute, como lutam desesperadamente contra elas:

Na Pg. 104, deste estudo do INEP, há referências explícitas à tentativa de escapar da Técnica do Chute: http://www.publicacoes.inep.gov.br/arquivos/%7B9330753A-7FCB-43EC-B99F- 2FB657407BE7%7D_ENEM_para%20uma%20discuss%C3%A3o%20te%C3%B3rica.pdf

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