Protótipo: Análise do filme Laranja Mecânica pela perspectiva frankfurtiana

Protótipo: Análise do filme Laranja Mecânica pela perspectiva frankfurtiana

UFSJ, Universidade Federal de São João del Rei – 4 de outubro de 2009

Curso de Letras

Módulo: Teorias Críticas da Comunicação

Professor: Luiz Ademir

Aluna: Francine N. A. de Oliveira

Proposta: Análise de um filme sob a perspectiva frankfurtiana.

O MAINSTREAM ALTERNATIVO

1. Introdução

A Teoria Crítica, originária da Escola de Frankfurt (fundada em 1923), teve em Adorno e em Horkheimer seus principais expoentes nos anos 1930, 40 e 50. Propunham analisar a sociedade como um todo, de um ponto de vista histórico-social, no sentido de que a própria sociedade seja fruto de suas ações, e não um “acontecimento” natural, além de se voltarem para uma crítica econômica e política.

Com base em Freud (1929) e em Marx (1867), os teóricos frankfurtianos criticam avidamente a racionalização e a cultura de massas, considerada, então, uma indústria moldada pelo mundo contemporâneo, que permite a manipulação velada da sociedade – os consumidores da cultura.

Substituindo o papel da religião, a indústria cultural domestica o inconsciente e cria personagens visando a absorção das frustrações do público, levando a uma total atrofia da imaginação.

O cinema, por exemplo, é uma forma de controle eficiente da sociedade como um todo, seja de maneira mais explícita ou implícita, como é o caso dos Cult, filmes direcionados para um público considerado alternativo e mais esclarecido. Através de uma hierarquização clara, produtos a serem consumidos são indicados para cada tipo de espectador, mas com um mesmo objetivo, por assim dizer, padronizador, que controla o homem seja em seu tempo de trabalho (pela divisão das funções do trabalhador em setores, tornando-o um mero instrumento, portanto, substituível) ou em seu tempo de lazer (através de produtos que impedem o livre pensamento e direcionam a reflexão).

Tendo essa teoria como apoio, este trabalho propõe uma análise do filme “Laranja Mecânica” (A Clockwork Orange, Inglaterra, 1971, direção de Stanley Kubrick) como fruto da indústria cultural, mesmo detendo o status de um clássico contra-cultural de crítica à sociedade moderna.

2. Padronização alternativa

Assim como a cultura pop, a cultura alternativa tem suas regras de adequação ao estilo e, obviamente, seus ícones. Talvez a principal diferença entre uma e outra esteja no elemento de valorização; enquanto a cultura pop está abertamente em busca da novidade a fim de descartar o que já foi explorado à exaustão, a cultura alternativa idolatra o velho, que recebe o nome de “retrô” por este apresentar maior quantidade de elementos sujeitos à exploração. Trata-se de um produto mais refinado, visando atender um público mais informado e relativamente esclarecido – ou menos submisso ao entretenimento popular.

Ser considerado esclarecido, no entanto, não significa não adotar ídolos ou objetos de idolatria. O próprio termo utilizado para identificar esses clássicos alternativos denuncia um caráter idólatra: Cult, no inglês, significa “culto” – e não tem nada a ver com a abreviação de “cultura”, ao contrário do que muitos pensam. O produto pertencente à categoria Cult é aquele que, apesar de não ter sido um sucesso de público – nem de crítica – na época de seu lançamento, adquire fãs fiéis independente do passar do tempo. Em outras palavras mais paradoxais, é algo que nunca esteve na moda e, exatamente por isso, estará sempre na moda. Basicamente, gostar de um produto Cult e, portanto, ter a capacidade de discutir sobre ele em uma conversa é sinônimo de sofisticação.

Analisando o filme alternativo

O próprio título “Laranja Mecânica” (ou A Clockwork Orange) soa estranho – e nem um pouco interessante – para um público de gosto popular. Apenas essa estranheza já é o suficiente para chamar a atenção do consumidor alternativo, que se interessa ainda mais pela obra ao perceber o nome que assina a direção, Stanley Kubrick. A configuração da capa contribui para a “alternatividade” do produto: um triângulo contendo o desenho de um rapaz maquiado, usando um chapéu e segurando um punhal e, abaixo dele, em um triângulo menor, a imagem de uma mulher que mais parece uma boneca em pose sensual; o nome do diretor é escrito nas mesmas fontes e quase no mesmo tamanho do próprio título. Numa segunda versão da capa, são focados dois símbolos que permeiam o filme; o chapéu, que, como será abordado adiante, indica parte da uniformização de um grupo de jovens e a “maquiagem” – na verdade, sílios postiços – usada pelo rapaz apenas no olho direito, que é representada por um desenho de uma engrenagem.

O diretor, Stanley Kubrick, havia, apenas três anos antes (em 1968), recebido o prêmio Oscar de melhores efeitos especiais pelo filme “2001 – Uma Odisséia no Espaço” (2001: A Space Odyssey), o que lhe acarretou fama mundial e alto conceito entre os críticos. Saindo da moda vigente, atualmente o longa metragem também é considerado um clássico “retrô”, visto pelos críticos como um dos melhores filmes de ficção científica de todos os tempos.

Diante desta situação, é compreensível que tenha havido muita expectativa diante do lançamento de “Laranja Mecânica”, que, porém, não obteve sucesso no ano em que estreou: 1971. Contudo, todos os elementos que lhe tiraram o sucesso imediato configuraram na fórmula ideal para que o filme se tornasse uma obra cultuada a longo prazo.

A começar pelo baixo orçamento, de apenas 2,2 milhões de dólares americanos (quantia ínfima se comparada aos gastos hollywoodianos até mesmo da época) e pelo próprio título (que pode soar cômico para o “público comum”), é possível perceber a intenção do diretor de colocar o longa no cenário alternativo. Outro componente típico da fórmula em questão é a polêmica durante o lançamento: o filme foi considerado muito violento pela crítica e foi, inclusive, proibido no Brasil (e liberado apenas em 1978 com imagens claramente censuradas com tarjas pretas); no Reino Unido, irritado com a recepção negativa dos especialistas, Kubrick mandou que a obra fosse retirada de cartaz e declarou que ela só seria exibida após sua morte (que aconteceu em 1999). Portanto, nem todos tiveram a oportunidade de conferir o filme que foi indicado a quatro Oscars e a três Globos de Ouro, fato que serviu para que ele não caísse em esquecimento.

Nos anos 1980, algumas características já eram automaticamente atreladas ao cineasta, especificando também como deveria ser um apreciador de sua obra, normalmente uma pessoa que se considere intelectualizada e interessada em um entretenimento mais subversivo ou complexo, que exige uma visão crítica e, até, certo gosto pelo sarcasmo – uma das características mais marcantes do próprio “Laranja Mecânica”. O nome de Kubrick também era associado ao seu objetivo de sempre causar forte impacto, pela ação e pela violência, uma linha básica seguida por ele para não deixar de agradar seus fãs. Há, ainda, um chamariz para o público intelectual: o filme é a adaptação homônima de um livro escrito por Anthony Burgess (1962), admirado escritor e teórico da literatura inglesa.

O filme em si é também um exemplar típico da estética “kubrickiana”, que visa um estranhamento previsível, uma vez que a idéia é exatamente voltada para a representação do bizarro, do absurdo. O seguimento estético em questão não deixa de ser, no entanto, um terreno seguro para o intelectual, acostumado a narrativas que apresentem situações mais complexas, que seriam uma espécie de alimento para seu intelecto. Até determinado ponto, realmente, o filme exige uma capacidade de interpretação mais aguçada – ao passo que um filme direcionado ao público geral demanda apenas um entendimento superficial.

Logo na sequência inicial o espectador se vê diante de uma tela inteiramente vermelha, enquanto ouve uma música repetitiva que o predispõem à violência e à desorientação; é como se fosse um processo de hipnose que antevem o objetivo do filme em si, que, ao mesmo tempo em que apresenta uma visão extremamente crítica da sociedade, acaba por ser um produto dela, se considerada a forma como a obra foi construída e desenvolvida por Kubrick.

O narrador do filme é o próprio protagonista, Alex DeLarge, que aparece na primeira cena se apresentando juntamente a seus três companheiros. Aqui, se percebe uma padronização do grupo de adolescentes, que formam uma gangue e se vestem com roupas brancas, botas e chapéus pretos. Esta forma de vestir é, às vezes, adotada por fãs que desejam se identificar com a postura de Alex; pode-se dizer que, nessas condições, a primeira indústria acionada é exatamente a da moda, obviamente, alternativa.

Os garotos estão em um bar e bebem leite com “aditivos”, chamado moloko (palavra russa para leite), bebida que posteriormente foi adotada por casas noturnas que faziam diferentes misturas remetendo ao filme.

Os elementos iniciais já compõem um pseudo-choque: as paredes do bar são inteiramente pretas, contrastando com as roupas da gangue; os nomes das bebidas estão espalhados em letras brancas e tanto as “mesas” quanto as máquinas de bebidas são manequins brancos de garotas em posições provocantes, quase eróticas; as únicas cores estão nas perucas, então bem coloridas, desses manequins – uma tática utilizada por Kubrick para mostrar um visual futurista.

Um importante elemento do livro, que é mantido pelo diretor, está na mistura de linguagens – o russo, o inglês e o cockney (inglês falado pelo habitante do extremo leste londrino) –, resultando em um novo idioma chamado “Nadsat”. Uma vez que o livro foi escrito em plena Guerra Fria, de imediato, o uso de palavras russas aciona o Comunismo, em contraste com o inglês, uma língua Capitalista por excelência. As gírias servem para identificar ainda mais a gangue como rebelde e contra-sistêmica. Uma palavra em específico tornou-se símbolo de “Laranja Mecânica”, por ser usada diversas vezes e por, de acordo com a própria crítica, descrever a essência dessa história: “ultraviolência” (em inglês, “ultra-violence”). Ela indica, também, uma das características que fazem com que alguns jovens, tanto da época quanto os de agora, que assistem ao filme pela primeira vez, se identifiquem com Alex e seu bando. Mesmo censurado pouco depois de seu lançamento, o longa metragem foi responsável pelo lançamento da moda “bootboy”, uma espécie de militar elegante que tinha o coturno como item indispensável e carregava armas brancas (que iam de pequenos punhais a correntes e bengalas para serem usadas como cassetetes, exatamente à moda DeLarge). Não conseguindo assistir ao causador de polêmicas, o jovem recorria ao livro – considerado uma bíblia punk e, paradoxalmente, um modelo também para os skinheads –, que alimentou o surgimento de diversos grupos violentos que se diziam contra o sistema.

O personagem principal é o típico adolescente incompreendido, rebelde, que se entrega às emoções. Intelectualóide, tem uma fala rebuscada e bem articulada; é arrogante, mentiroso, violento e o mais esperto do grupo – o que faz dele um líder, seja pela habilidade de argumentar ou pela força –, referindo-se aos demais como “seus soldados”, “ovelhas seguindo um líder”.

Os membros do grupo, em si, são também estereotipados: há o mais forte, de boa aparência e habilidoso (o próprio Alex); o grandalhão feioso e estúpido (Dim); o consciente e indignado com a liderança, esperto, mas que não é forte o bastante para enfrentar o líder (Georgie); por fim, há o calado, que figura em meio aos outros, mas cujo nome nem sequer é mencionado.

Como qualquer outra gangue, eles preferem sair à noite e vão ao “Milkbar” para se vigorarem1 antes de começar suas atividades. A mistura de álcool e drogas, principalmente quando um adolescente está com sua turma consiste na motivação típica para a violência; portanto, sob os devidos efeitos, os “droogs” (rapazes) saem às ruas para cometer atos de vandalismo como espancar um mendigo bêbado, brigar com a gangue rival, estuprar e roubar. Aqui se ativa o que já se pode considerar uma indústria: a do crime. Chama a atenção, no quarto de Alex, a gaveta que abre ao chegar, abarrotada de dinheiro e contendo algumas jóias, visão que poderia motivar um adolescente, naturalmente carregado de hormônios e emoções exageradas, a se espelhar no anti-herói. Para o espectador comum, a atitude agressiva do personagem, cuidadosamente construída, causa indignação, reação sustentada até o final da primeira parte do filme.

A cena do quarto também corrobora com o estereótipo do jovem revoltado: seu animal de estimação é uma cobra e a decoração das paredes inclui um grande espelho – afinal, como todo jovem, Alex é também vaidoso –, um grande desenho de uma mulher nua com as pernas abertas e um pôster de Beethoven; a subversão fica por conta de uma pequena escultura que mostra vários Jesus com pontos de sangue que demonstram as chagas, mas se abraçados, como se estivessem dançando – tal escultura merece inclusive uma sequência de closes durante a execução de uma sinfonia de Beethoven durante a madrugada, antes do garoto dormir. Completam a decoração uma prateleira de discos e um vistoso aparelho de som, o qual Alex usa para ouvir seu ídolo, “Ludwig Van”. A indústria da música clássica é diversas vezes acionada, sendo as composições de Beethoven os temas para a maioria das cenas; as músicas mais vibrantes, de sonoridade mais poderosa, acompanham as sequências de violência, ao passo que as cenas mais rápidas são acompanhadas de um fundo musical também mais veloz e “animado”.

No entanto, para remeter ao futurismo proposto pela história, o quarto é inteiramente pintado de branco e tanto as caixas de som quanto o abajur são prateados, aumentando a luminosidade do ambiente. Esta mistura entre o que pretendia ser uma estética altamente futurista e a presença de itens que hoje em dia são considerados antiquados, como os discos, agrada também outro tipo de público contemporâneo alternativo que difere do Cult, chamado de Steampunk. Fãs deste estilo mesclam o tecnológico e o que a ele remonta (cores fortes, fluorescentes, roupas transparentes) ao antiquado (discos de vinil, tecidos pesados e escuros etc.); a própria obra anterior de Kubrick, “2001 – Uma Odisséia no Espaço” é uma grande referência para o estilo, mas alguns citam também “Laranja Mecânica”, uma vez que, apesar de indefinido, o tempo da história se passa numa Inglaterra do futuro.

Os pais do menino são ainda mais típicos. Representando a clássica família mediana baixa que mora nos limites com a periferia. É mencionado que a mãe trabalha numa fábrica e tanto ela quanto o pai assumem uma postura complacente em relação ao filho único, que sempre dá desculpas para não ir à aula e afirma que sai à noite para trabalhar.

Outra questão previsível, em se tratando de Kubrick, é a ausência do maniqueísmo em essência. Não existem o bem e o mal, mas o sistema e o indivíduo. O segundo é sempre vítima do primeiro por ser muito mais fraco; praticamente impotente diante das regras e da moral estabelecidas.

A imagem de um sistema “tirano” é o foco da segunda parte do filme, que começa quando Alex, depois de matar acidentalmente a dona de um spa, ao fugir do local de encontro a seus companheiros, é traído, sendo por eles atacado com uma garrafa de leite. Cai, inconsciente, e é capturado pela polícia. Após o julgamento, é condenado a uma pena de 14 anos.

O autoritarismo severo é o tempo todo mostrado no ambiente da penitenciária, contudo, é permeado por uma representação caricata, quase cômica, daqueles que trabalham para a instituição. Neste meio, até mesmo a imagem do protagonista se torna “menos séria”; o rapaz é um modelo de bom comportamento e se aproxima do padre responsável pela capela da prisão, inclusive ajudando-o durante os cultos. Pela narração de Alex, é revelado seu interesse pela Bíblia, “o grande livro sagrado”. É neste momento que o espectador previsivelmente começa a nutrir empatia pelo personagem, encarando a fala seguinte como uma passagem de humor; o interesse de Alex não está nos ensinamentos da Bíblia em si, mas nas narrações cheias de violência explícita e de menções ao ato sexual, que nutrem sua imaginação.

Essa figura, agora mais simpática e submissa ao sistema se oferece para passar por um tratamento ainda em fase de teste que, supostamente, torna o detento uma boa pessoa. Ironicamente, o tratamento foi chamado de Ludovico e consiste em uma espécie de lavagem cerebral de quinze dias de duração, na qual os materiais utilizados são um filme repleto de cenas violentas e a nona sinfonia de Beethoven ao fundo.

Após os quinze dias de procedimento, o garoto é libertado e a notícia aparece em todos os jornais da Inglaterra, um acionamento da indústria da comunicação. Ao espectador, que acompanhou todo o sofrimento de Alex durante a experiência e foi construindo, aos poucos, uma relação de empatia para com ele, passa a indignar a rejeição do filho pelos pais e pela sociedade como um todo. Por estarem todos submissos ao sistema – seus companheiros haviam se tornado policiais –, o protagonista acaba se tornando a maior vítima do mesmo, através dos atos de vingança vindos daqueles que o encontram pelo caminho, numa sucessão de ironias, até que ele é finalmente adotado por um escritor, que fora atacado por sua gangue no início do filme. O escritor – que escrevia exatamente “Laranja Mecânica” quando atacado – o considera uma vítima do sistema e, com a ajuda de amigos, tranca-o em um quarto ao som da “temida nona sinfonia”. A tentativa de suicídio mal sucedida de Alex se torna a prova da ineficácia do tratamento Ludovico; novamente, o caso é noticiado nos jornais e o governo busca, então, uma troca de benefícios com a “vítima”. Curado, Alex terá respaldo e proteção, desde que não se rebele contra o sistema.

3. Considerações finais

Muitos dizem que, ao escrever A Clockwork Orange, Anthony Burgess previu o futuro da maneira mais assertiva possível. Esta visão é igualmente atribuída à interpretação do livro feita por Stanley Kubrick, levando à conclusão de que “Laranja Mecânica” é um exemplo de um produto midiático bem sucedido, em boa parte, por ser uma crítica atemporal. O ano não é mencionado e nem é necessário que seja, pois ao discutir os valores do indivíduo e do sistema, Burgess se referia a seu tempo, bem como Kubrick o fazia aos anos seguintes. Atualmente, passados mais de trinta anos, a argumentação continua pertinente; e o processo produtivo também.

4. Referências

------------. O Iluminado. In: Cinemateca Veja. São Paulo: Abril, 2008, v.5.

BURGESS, Anthony. A Clockwork Orange. London, 1962. (Versão digitalizada)

CUNHA, Rodrigo. Laranja Mecânica. In: cineplayers.com. 29 de junho de 2003. Disponível em: http://www.cineplayers.com/critica.php?id=272. Último acesso: 2 de outubro de 2009 às 10h23min.

WOLF, Mauro. A teoria crítica. In: Teorias da Comunicação (1985). Lisboa: Ed. Presença, 1999, p.82-100.

1 Várias são as receitas envolvendo leite, o popular moloko; apesar de não existirem informações abertas a respeito das receitas, sabe-se que, por exemplo, o Moloko Vellocet, nome que aparece bem acima de Alex na primeira cena do filme, é feito de leite, vodka e anfetamina, droga que em inglês é conhecida como “speed”, por deixar o sujeito alerta e “veloz”, daí a adaptação para o nome “vellocet”.

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