Livro - Tecnologia da Informação - Manual de Sobrevivência

Livro - Tecnologia da Informação - Manual de Sobrevivência

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Manual de sobrevivência da nova empresa

SÃO PAULO 2000

Ó2000, by Editora Arte & Ciência

Direção Geral

Henrique Villibor Flory Editor e Projeto Gráfico Karel Henricus Langermans Arte-Final e Diagramação

Alain F. Nascimento

Capa K. Langer

Editora Arte & Ciência - Villipress

Rua Treze de Maio, 71 – Bela Vista São Paulo – SP - CEP 01327-0

Tel/fax: (011) 257-5871 Na internet: http://www.arteciencia.com.br

Agrasso Neto & Abreu

Tecnologia da Informaçªo: manual de sobrevivŒncia da nova Empresa / Agrasso & Abreu Sªo Paulo: Arte & CiŒncia- Villipress, 2000.

p: il. ; 21cm. – (Coleçªo Estudos AcadŒmicos )

Bibliografia ISBN: 0

1. Comportamento organizacional - 2. Mudança organizacionall - 3. Tecnologia da informaçªo. - 4. Planejamento empresarial 5. Administraçªo de empresas I Abreu, Aline França de I. 2” título: Manual da SobrevivŒncia CDD: 658.4038

BibliotecÆria: simone Conceiçªo e Silva - CRB 14 /526 ----3

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Catalogação na fonte: Acácio J. Santa Rosa, CRB-8/157)

Índice para catálogo sistemático:

1. Tecnologia da informaçªo: Administraçªo de

Empresas 658.4038 2. Mudança organizacional: 658.4038

A277t

Prefácio

A proposta deste livro, segundo seus autores, doutorando Manoel Agrasso Neto e professora Aline França de Abreu, é avaliar, através da simulação de aplicação a um caso real, o papel da tecnologia da informação (TI) no processo de mudança organizacional.

Todavia, como o leitor poderá constatar, os autores foram muito mais além. Aproveitando muito bem um trabalho de pesquisa, desenvolvido na dissertação de mestrado de Manoel, no Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção da Universidade Federal de Santa Catarina, eles conseguiram elaborar um texto de fácil leitura, mesmo por parte das pessoas que não são especialistas da área.

A partir de uma profunda revisão de literatura, eles conseguiram identificar os fatores limitadores e/ou facilitadores da mudança organizacional. Da mesma forma, identificaram as características da TI que levam a determinados impactos capazes de influenciar na mudança organizacional e estabeleceram a relação entre uma e a outra. Por outro lado, definiram um modelo que gerencia a introdução da TI e permite levar a mudança desejada. Finalmente, conceberam uma metodologia para planejamento do uso de TI buscando competitividade e suporte à mudança organizacional.

Com o desenvolvimento da TI que, cada vez mais, está fazendo parte na vida das pessoas e das organizações, este livro constitui-se em uma referência obrigatória para todos aqueles que pretendam desenvolver pesquisas sobre este tema ou implantar um processo de mudança organizacional. Vári- as questões levantadas pelos autores ficam sem respostas precisas, mas abrem, sem dúvida, um amplo campo de estudo para profissionais e pesquisadores desta área de conhecimento.

Neri dos Santos

Agradecimento

Para todos que de alguma forma contríbuiram para a realização deste trabalho.

Nossa gratidão e amizade !

Dedicatória Dedicamos este trabalho à todos os nossos familiares.

"Ser de pensamento e palavra, enraizado no espaço e no tempo, ser de desejo e de pulsão que se constrói nas suas relações com o outro, ser simbólico para quem a realidade deve ter um sentido, ser envolvido com o sofrimento e o prazer que oferece a existência, ser humano, não pode se reduzir a ser apenas um objeto ou uma variável a ser controlada nas organizações".

Jean-François Chanla t

Introdução

As transformações econômicas, políticas e tecnológicas que se têm processado na sociedade moderna, causam mudanças radicais nos cenários nacional e internacional. A década de 90 iniciou com a consolidação de várias tendências como a globalização da economia e da consciência ecológica; a formação de blocos econômicos e os novos padrões tecnológicos. Todos esses fatores implicam em mudanças na organização visando obter competência na obtenção eficaz dos objetivos para os quais existe. Torna-se importante que a organização consiga produzir efetivamente os bens ou serviços para os quais foi criada.

Obter competência e competitividade, considerando os desafios existentes, exige que a organização conheça claramente seus objetivos para que assim possa definir as estratégias mais adequadas à consecução destes, considerando o cenário no qual está inserida.

Alguns avanços tecnológicos produzem um grande impacto nas organizações empresariais, inclusive na sociedade como um todo, exigindo uma completa alteração na forma de agir diante desta nova realidade. Atualmente, devido à revolução da informação, uma extraordinária mudança está fazendo com que passemos da sociedade industrial para a sociedade da informação. Os pilares desta nova sociedade, que é fortalecida a cada dia, estão baseados na TI e nos valores intangíveis.

A TI vem sendo cada vez mais utilizada nas organizações.

A cada ano que passa a dependência se torna maior e a sua não utilização se tornou praticamente impossível. Tendo em vista o crescente desenvolvimento da TI como também seu papel cada vez mais relevante na obtenção da competência/competitividade da organização, o planejamento de seu uso deve fazer parte das estratégias organizacionais.

Na definição das estratégias da organização, deve-se considerar o potencial da tecnologia de informação (TI) como um meio de se obter níveis maiores de competência e competitividade.

Assiste-se, hoje, a aplicação da TI em toda a cadeia de negócios, desde a concepção de um produto ou serviço até a sua comercialização e distribuição.

As opções de desenho da organização formal e da TI moldam novos padrões de comportamento organizacional, representando ainda a TI, um papel importante em todo o processo de mudança organizacional.

Verifica-se que todas as companhias bem-sucedidas, e que competem globalmente, baseiam suas estratégias no uso da TI. Constitui-se num grupo de empresas que estão continuamente acompanhando a evolução tecnológica, procurando fazer alianças e investindo em recursos humanos.

A medida que a tecnologia se confunde com os produtos e serviços gerados por uma empresa, permitindo inovação, melhoria na qualidade e novas abordagens de relacionamentos com seu público-alvo, administrá-la deve tornar-se o foco central de toda a sua estratégia.

Diante deste quadro surgiu a seguinte questão: como a TI poderia viabilizar e/ou acelerar, e/ou consolidar um processo de mudança organizacional? Entendendo-se que a TI tem características próprias, peculiares e por isso com impactos específicos na estruturação das organizações, nos seus sistemas político e social, na organização do trabalho, na divisão e distribuição de poder, nos canais de comunicação, enfim, numa série de áreas que se bem gerenciadas permitirão a mudança organizacional. E se mal gerenciadas, implicarão em barreiras à mudança organizacional.

Em busca da resposta a essa interrogação foi desenvolvida uma dissertação de mestrado em Engenharia de Produção na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), onde procuramos consolidar a partir da literatura existente, as características desta tecnologia que afetam positiva e/ou negativamente um processo de mudança organizacional e quais são os impactos relacionados. Procuramos ainda avaliar metodologias apropriadas para planejar e gerenciar a introdução de novas tecnologias na organização. Para verificarmos as propostas definidas a partir da revisão da literatura, realizamos um estudo de caso na Fundação Nacional de Saúde em Santa Catarina (FNS/SC).

Na área de saúde o atual cenário de implantação do Sistema Único de Saúde exige do Ministério da Saúde uma imediata readequação em todos os seus métodos gerenciais e operacionais, no sentido de que, assumindo plenamente a condição de gestor nacional do Sistema, possa dar conseqüência prática às ações que efetivarão as diretrizes correspondentes à sua Missão Institucional. Assim sendo, as ações de responsabilidade tipicamente estaduais ou municipais da Fundação Nacional de Saúde - FNS, em Santa Catarina, serão transferidas respectivamente para o Estado e Municípios.

Os programas hoje executados pela FNS/SC mostram baixa efetividade em função de um esgotamento decorrente, entre outras coisas, da falta de flexibilidade para lidar com novas realidades, bem como da incapacidade de interação intra e extrasetorial.

A Fundação Nacional de Saúde em Santa Catarina possui características típicas de organizações da sociedade industrial, o que a torna vulnerável frente aos requisitos numa sociedade da informação / conhecimento.

A organização, hoje, possui como características a centralização, falta de flexibilidade e falta de integração, dentre outras. O modelo organizacional, por ela pretendido, requer características totalmente opostas, como por exemplo descentralização, flexibilidade e integração. A transformação das características da organização pode ser facilitada através do uso da TI.

A busca da transformação de uma organização típica da sociedade industrial em uma organização compatível com a sociedade da informação / conhecimento, torna a FNS/SC interessante como estudo de caso.

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