tecido adiposo

tecido adiposo

Universidade Federal do Maranhão

Centro de Ciências Biológicas e da Saúde

Departamento de Morfologia

Histologia

São Luís

2009

Universidade Federal do Maranhão

Componentes:

José Ribamar Costa

Wellyandra Costa

Antônio Fernando

Ana Gardênia

Leandro Silva

Natália

Trabalho apresentado à disciplina

Histologia para obtenção de nota, sob

orientação da professora Graça.

São Luís

2009

Tecido Adiposo

Trata-se de um tecido formado por células especializadas em armazenar gorduras, os adipócitos ou células adiposas.

Em termos funcionais, esse tecido representa fonte primária de energia, oferece isolamento térmico e protege certas regiões do corpo contra choques mecânicos.

O lipídio se adéqua como substância principal em armazenamento, pelo fato que pesa menos, ocupa um espaço menor e possui mais energia que os açucares.

No ser humano, cerca de 10% da massa corporal é formada por tecido adiposo e representaria cerca de 40 dias de reserva de energia.

Compreendem-se dois tipos de tecido adiposo, o comum ou unilocular e o pardo ou multilocular.

Tecido adiposo comum

Possui coloração que varia do branco ao amarelo escuro dependendo principalmente do armazenamento lipídico. As células adiposas desse tecido são grandes (120µm), são esféricas quando isoladas e poliédricas em pressão. Possuem uma única gotícula de lipídeo que ocupa a maior parte do citoplasma. O núcleo é periférico, o citoplasma reduzido a uma estreita faixa.

O tecido conjuntivo é formado por vários septos (lóbulos) divididos por tecido conjuntivo, esta característica é mais evidente em tecidos que se submetem à pressão.

Em observações ao microscópio eletrônico, o citoplasma desses adipócitos é dotado de pequenas organelas e gotículas de lipídeos que ainda não se fundiram à central. Além disso, ao redor dessas células encontra-se um material glicoprotéico provavelmente originado da lâmina basal do tecido conjuntivo adjacente.

No ser humano, este tecido é encontrado nas regiões subcutâneas, sendo esta distribuição afetada pelo sexo e idade. Nas crianças, existe o panículo adiposo, uma camada contínua e uniforme de gordura. Nos adultos, há regiões espessas e finas desse tecido, o que é responsável pelas formas corporais diferentes entre homens e mulheres.

No homem, as principais áreas de distribuição são:

  • Nuca.

  • Sétima vértebra cervical.

  • Áreas subcutâneas ao deltóide e tríceps.

  • Nádegas.

Nas mulheres:

  • Mamas.

  • Nádegas.

  • Região epitrocanterina.

  • Região anterior da coxa.

Todas essas áreas oferecem recursos metabólicos, já o tecido adiposo comum situado na palma da mão, na sola dos pés e nas articulações maiores não oferece atividade energética, desempenhando atividade de proteção contra pressões de choques mecânicos.

Tecido adiposo pardo

Sua coloração varia do pardo ao castanho avermelhado, possui células poligonais, citoplasma abundante, núcleo excêntrico e pequenas gotículas de lipídeos espalhadas uniformemente. O estroma é raro e há grande vascularização. Existem lóbulos e a irrigação vascular lembra a das glândulas.

A distribuição desse tecido é rara nos adultos, restringindo-se a animais hibernantes. Na espécie humana, ocorre nos primeiros anos de vida e na fase idosa.

Histogênese dos tecidos adiposos

Várias hipóteses foram levantadas em relação à histogênese desses tecidos. Segundo Flemming, o tecido adiposo é nada mais que tecido conjuntivo comum em que a gordura foi sendo depositada, mas esta teoria não tem completa aceitação por que certas partes do organismo como o dorso das mãos e dos pés, as genitália, o escroto, o nariz raramente acumulam gordura.

Segundo Toldt, os lipoblastos formariam os tecidos adiposos comuns e as células mesenquimatosas formariam os tecidos pardos.

Para outros, o tecido adiposo comum é uma forma diferenciada do tecido pardo.

Histofisiologia dos tecidos adiposos

Embora se pense que as reservas lipídicas só são utilizadas em épocas de inanição, estudos comprovam que o tecido adiposo é continuamente renovado, pois há perdas e ganhos desse tecido.

O acumulo dessas reservas pode ser originado de três formas:

  • Ácidos Graxos provenientes da alimentação

  • Ácidos graxos provenientes da transformação da glicose no fígado.

  • Triglicerídeos sintetizados dos carboidratos na própria célula adiposa.

Alguns fatores também alteram o balanceamento desses lipídeos, os hormônios e o SN.

A hipófise produz um hormônio chamado adipocinético que promove a liberação dos ácidos graxos dos triglicerídeos.

Outro hormônio, o adrenocorticotrófico, aumenta os ácidos graxos no plasma sanguineo.

Já o sistema nervoso promove o balanceamento através da noradrenalina e isto é evidente pela inervação que ocorre nesses tecidos.

Tecido adiposo como gerador de calor

Nas espécies hibernantes, a presença de muito tecido adiposo pardo pode servir para proteger a espécie do frio no inverno e para garantir que ela desperte na estação correta.

Nos seres humanos, o panículo adiposo e a frequente presença de tecido adiposo pardo nos estágios de desenvolvimento fetal e na infância pode está também à regulação e proteção contra temperaturas muito baixas.

Comentários