Adeus, Lenin

Adeus, Lenin

A Alemanha hoje, uma república federal parlamentarista, certamente não era assim antes da reunificação, como se vê nos primeiros momentos do filme. Metaforicamente, Christine Kerner representa a Alemanha Socialista e sua resistência, na medida em que ela adoece, a social-Alemanha também perde seu poder, sendo unificada com o Capitalismo, consolidando-se, assim, na Alemanha, a Economia de Mercado.

Até mesmo Christine dá entender que passa pela transição no momento que deseja comer pepinos spreewald, dando ênfase, de alguma forma, ao consumismo, que é uma característica capitalista.

Tendo a mesma visão metafórica, vê-se que Alex tenta esconder de sua mãe, vestígios da atual Alemanha sem sucesso, ou seja, a raiz do socialismo não resiste à chagada do capitalismo e em seguida o socialismo (Christine) morre, deixando, para cada um, uma cinza de esperança da sua volta.

Mas ao mesmo tempo em que o filme idealiza o Socialismo, ele o condena, pois dá a idéia que o Socialismo é uma mentira no momento que Alex precisa mentir para sua mão e cria, dessa forma, um socialismo dentro de um quarto da sua pequena casa, e num momento de recuperação de Christine, quando ela consegue andar essa mentira passa a ser desvendava, o que sugere que o socialismo é uma doença curável.

A partir de todos os acontecimentos do filme, fica uma imagem para cada um de que o Capitalismo pode não ser perfeito, mas que sem ele alguns de nossos problemas não são resolvidos e é ele quem abre nossos olhos, da forma mais ampla, para a realidade.

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