Arroz

Arroz

(Parte 1 de 7)

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

DEPARTAMENTO DE FITOTECNIA

DISCIPLINA: GRANDES CULTURAS I
NOTAS DE AULA
PROFESSOR – JOÃO BOSCO PITOMBEIRA

CULTURA DO ARROZ

(Documento de circulação restrita)

FORTALEZA - CEARÁ

2006.1

UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

CENTRO DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

DEPARTAMENTO DE FITOTECNIA

DISCIPLINA: GRANDES CULTURAS I

NOTAS DE AULA

CULTURA DE ARROZ

SUMÁRIO:

1. IMPORTÂNCIA ECONÔMICA

2. ORIGEM, CLASSIFICAÇÃO, MORFOLOGIA E DESENVOLVIMENTO DA PLANTA

3. CLIMA E SOLO

4. PRÁTICAS CULTURAIS

5. PRAGAS E DOENÇAS

6. COLHEITA, BENEFICIAMENTO E ARMAZENAMENTO

7. MELHORAMENTO

­BIBLIOGRAFIA CONSULTADA ou RECOMENDADA:

  • Cultura do arroz de sequeiro. Instituto de Potassa e Fosfato. Piracicaba, SP. 1983.

  • Adubação e nutrição mineral do arroz. N.K.Fageria. Embrapa-CNPAFeijão.Editora Campus. Rio de Janeiro, RJ. 1984.

  • Lavoura arrozeira. Revista do IRGA. Porto Alegre, RS.

  • Manual de produção do arroz irrigado. M.G.Ramos et al.Florianópolis, EMPASC/ACARESC. 1981.

  • Nutrição e adubação do arroz (sequeiro e irrigado). Morel P.Barbosa Filho. Boletim Técnico 09. Associação Brasileira para a Pesquisa da Potassa e do Fosfato.Piracicaba, SP. 1987.

  • Recomendações técnicas para a cultura do arroz irrigado no Nordeste. C.M Ferreira, Goiânia: EMBRAPA-CNPAF. 1998. 56p (EMBRAPA-CNPAF. Doc. 86).

  • Zinco e ferro na cultura do arroz. M. P Babosa Filho; J. F Dynia, e N.K Fageria, Brasilia:Embrapa-Spi,1994.71p(Embrapa-Cnpaf. Documentos, 49).

  • Breeding Field Crops. J. M. Poehlman and D. A Sleper. Iowa University Press. 4th Edition. 1995.

  • Hybrid rice. S.S. Virmani. In: Advances in Agronomy. Vol. 57. 377-451. Academic Press, Inc. 1996.

  • Rice: Origin, history, tecnology and production. C. W. Smith and R. N. Dilday (Editors). Wiley, 2002.

  • http://www.irri.org

  • http://riceweb.org

  • http://www.cnpaf.embrapa.br

CULTURA DO ARROZ

1. Importância econômica

O arroz (Oryza sativa L), é segundo cereal produzido no mundo superado apenas pelo o milho (Tabela 01). O cultivo do arroz está intimamente envolvido na cultura, alimentação e economia de vários povos.

Tabela 01. Situação mundial dos principais cereais. Produção, área colhida e produtividade. 2001/2004.

Cereal

ANO

2001

2002

2003

2004

Produção de grãos x 1000 (t)

Milho

614,751

604,407

635,708

705,293

Arroz

597,889

575,429

584,975

624,093

Trigo

590,309

572,666

557,308

608,496

Cevada

133.798

136,446

140,978

155,114

Sorgo

60,194

52,191

58,900

60,224

Área colhida x 1000 (ha)

Milho

139,081

137,830

141,151

217,556

Arroz

151,696

147,589

150,938

153,256

Trigo

214,719

213,485

208,132

145,142

Cevada

54.029

55,161

56,814

57,030

Sorgo

44,234

42,132

43,915

44,391

Rendimento (kg/ha)

Milho

4.420

4.385

4.503

4.859

Arroz

3.941

3.898

3.875

3.970

Trigo

2.749

2.682

2.677

2.868

Cevada

2.476

2473

2481

2.719

Sorgo

1.360

1.238

1.341

1.356

Fonte: FAOSTAT Database. 2005

É uma planta semi-aquática originada nos trópicos quentes e úmidos. A dispersão natural e a seleção praticada pelo homem estenderam o plantio do arroz desde o rio Amur, 530 LN, na fronteira entre a União Soviética e a China até 400 LS na Argentina. É possível ainda encontrar arroz sendo cultivado nos climas frios das montanhas do Nepal e Índia como também nos desertos do Paquistão, Irã e Egito. É lavoura de sequeiro na Ásia, África e América Latina. Arrozes flutuantes prosperam em águas de 3m de profundidade em Bangladesh, Birmânia, Tailândia e Vietnã. Em solos salinos, alcalinos e sulfoácidos se comporta melhor do que outros cultivos.

Das plantas que se aproveita o grão, é a única cultivada quase que exclusivamente para a alimentação humana. Constitui a dieta básica de mais de 3,0 bilhões de pessoas. É usado na indústria de álcool, perfumarias, bebidas (cerveja, saquê) vinagre, acetona, farinhas alimentícias, etc. Os grãos "in natura", devido a proteção da casca, não sofrem facilmente o ataque das pragas dos grãos armazenados como acontece com o milho e sorgo.

É considerado um alimento leve, devido a fácil digestão, sendo por isso recomendado para crianças e pessoas idosas.

A qualidade do arroz depende dos costumes e tradições dos países ou regiões onde é consumido. Na Tailândia, o arroz de boa qualidade deve ter grãos longos, finos e translúcidos, e após a cocção apresentar um produto solto e tenro. No Japão, preferem-se grãos curtos e largos que após a cocção fiquem pegajosos. No Paquistão a preferência é por grãos longos, finos e aromáticos. O brasileiro prefere grãos soltos.

Na camada externa da semente de arroz está a maioria dos nutrientes de valor alimentício. O polimento do arroz, para melhorar o aspecto comercial do grão, retira grande parte desses nutrientes. Entretanto o arroz sem polimento é de difícil conservação, devido ao óleo contido no pericarpo e aleurona, que rancifica facilmente e o torna escuro após a cocção.

O valor nutricional do arroz e outros cereais encontram-se a seguir:

Composição

Proteínas

Gorduras

Carboidratos

Calorias

+ fibra

Arroz*

7,5

1,7

77,7

356

Trigo**

11,2

1,0

74,7

353

Milho***

7,5

1,1

78,8

355

Cevada*

8,2

1,0

78,3

357

Aveia*

14,2

7,0

68,2

396

Milheto***

5,6

1,5

78,0

336

Valores expressos em g/100g do produto * grãos sem casca ** farinha *** grãos

Fonte: Fageria (1984)

As vitaminas existentes nas camadas externas do arroz, removidas no processo de polimento, são do grupo B - tiamina, ácido nicotínico e riboflavina. Pessoas que tem o arroz como dieta básica podem ser acometidas das doenças beribéri e pelagra, causadas por deficiência de vitaminas.

Para evitar a retirada da parte mais nutritiva do arroz no processo de polimento, foi desenvolvido um processo industrial que consiste em colocar o arroz com casca em uma câmara onde é feito o vácuo. Em seguida é injetada água quente sob pressão, que dissolve as vitaminas, proteínas e gorduras da superfície do grão injetando-os no seu interior. Após esse tratamento o arroz é seco, descascado e polido. O grão fica consistente, tem coloração amarelada, é de fácil preparo e não difere quanto ao gosto do arroz comum. Esse processo de enriquecimento do arroz é chamado de parboilização e o arroz submetido a esse processo é chamado de parboilizado.

Nos Estados Unidos 95% do arroz consumido e enriquecido com vitaminas do complexo B. No Brasil, recentemente foi desenvolvida tecnologia para adição de vitaminas e ferro ao arroz polido.

Situação do arroz no mundo

A produção mundial de arroz está concentrada no continente asiático.

Em 2003 os cinco países mais produtores e as respectivas participações na produção mundial foram: China (29,0%), Índia (22,3%), Indonésia (9,0%), Blangadesh (6,6%), Vietnã (5,8,0%) (Tabela 02). Nesse ano o Brasil contribui com apenas 1,7% para produção mundial.

Os sistemas de cultivo do arroz no mundo encontram-se na Figura 01.

Situação do arroz no Brasil

O arroz é cultivado em todo território nacional. Na safra 2002 os principais estados produtores foram Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Santa Catarina, Maranhão, Pará e Tocantins (Tabela 03).

No Brasil o consumo "per capita" é estimado em 45 kg/ano, enquanto nos Estados Unidos não ultrapassa 8 kg/ano. Em países da Ásia pode atingir 200 kg/ano.

É cultivado em dois ecossistemas: 1) terras altas sem irrigação (sequeiro) e 2) em várzeas (terras baixas) podendo ser com irrigação controlada (irrigado) e sem controle da irrigação (várzeas inundadas). Na safra 98/99 o ecossistema várzeas contribuiu com 60% da produção total (10 milhões de toneladas) e 40% da área cultivada (3,5 milhões de hectares)

Tabela 02 Produção de arroz em casca nos principais países produtores em (Mt)

Paises produtores

Ano

1999

2000

2001

2002

2003

World

599,114,543

597,889,044

575,429,633

584,975,923

  China

200,403,308

189,814,060

179,304,887

176,342,195

167,617,000

  India

134,495,904

127,531,000

139,735,008

113,580,000

133,513,000

  Indonesia

50,866,388

51,898,000

50,460,800

51,579,104

51,849,200

  Bangladesh

34,600,500

37,627,500

36,269,000

37,851,000

38,060,000

  Viet Nam

31,393,800

32,529,500

32,108,400

34,447,200

34,605,400

  Tailandia

24,172,000

25,844,000

26,514,000

25,610,900

27,000,000

  Myanmar

20,126,038

21,323,868

21,914,306

22,780,000

21,900,000

  Filipinas

11,786,600

12,389,400

12,954,900

13,270,653

13,171,087

  Brasil

11,709,700

11,089,800

10,195,400

10,472,100

10,219,300

  Japan

11,468,800

11,863,000

11,320,000

11,111,000

9,863,000

  United States of America

9,343,954

8,657,819

9,764,495

9,568,996

9,033,610

  Pakistan

7,733,417

7,203,900

5,823,000

6,717,750

6,751,000

  Republica da Korea

7,032,757

7,196,582

7,406,517

6,687,225

6,068,000

  Egito

5,816,960

6,000,490

5,226,700

5,600,000

5,800,000

  Nepal

3,834,290

4,216,465

4,164,687

4,132,600

4,155,000

  Cambodia

4,040,900

4,026,092

4,099,016

3,822,509

3,800,000

  Iran

2,348,241

1,971,462

1,990,223

3,100,000

3,300,000

  Nigeria

3,277,000

3,298,000

2,752,000

3,192,000

3,192,000

  Sri Lanka

2,857,100

2,859,900

2,695,080

2,859,480

3,100,000

  Madagascar

2,570,000

2,480,000

2,662,000

2,670,600

2,868,000

  Colombia

2,185,232

2,285,718

2,313,810

2,346,940

2,500,000

  Laos

2,102,815

2,201,800

2,334,700

2,416,500

2,500,000

  Malasia

2,036,641

2,140,800

2,094,000

2,091,000

2,145,142

  Korea, Dem People's Rep

2,343,000

1,690,000

2,060,200

2,186,000

2,284,000

  Equador

1,289,684

1,246,630

1,255,990

1,284,504

1,235,967

  Italia

1,427,100

1,229,767

1,272,952

1,371,100

1,359,826

  Peru

1,959,341

1,892,100

2,028,719

2,118,616

2,090,000

Faostat Citation

Tabela 03. BRASIL. Quantidade produzida (1000 T) de arroz (em casca)

REGIÃO/UF

1990/91

2000/01

2001/02

2002/03

2003/04

2004/05

NORTE

721,6

1.121,2

1.090,0

1.261,5

1.330,5

1.380,2

RR

16,0

59,8

66,0

106,4

133,8

133,8

RO

131,1

168,4

131,6

115,7

166,3

187,1

AC

45,7

36,0

31,3

32,6

37,8

37,8

AM

4,8

33,3

20,8

23,2

23,2

23,2

AP

0,5

1,9

1,9

3,6

3,8

3,8

PA

213,8

458,4

467,2

554,8

541,4

541,4

TO

309,7

363,4

371,2

425,2

424,2

453,1

NORDESTE

1.683,4

1.004,5

966,4

1.124,8

1.147,1

1.258,2

MA

985,6

661,1

624,0

706,9

720,1

818,0

PI

314,8

180,6

85,8

197,7

167,6

180,8

CE

164,3

48,2

98,7

99,6

92,3

92,3

RN

6,0

0,9

5,2

7,1

8,0

8,0

PB

33,6

0,6

9,6

10,8

10,7

10,7

PE

26,6

8,5

21,1

17,4

32,5

32,5

AL

28,3

35,1

38,6

12,0

12,4

12,4

SE

32,7

37,5

43,9

42,8

40,4

40,4

BA

91,5

32,0

39,5

30,5

63,1

63,1

CENTRO-OESTE

1.281,9

1.684,3

1.650,1

1.749,1

2.517,5

2.672,4

MT

499,2

1.267,4

1.215,7

1.289,6

1.932,2

2.072,1

MS

231,8

209,4

218,1

237,6

240,0

241,0

GO

544,0

207,3

216,0

221,8

345,2

359,1

DF

6,9

0,2

0,3

0,1

0,1

0,2

SUDESTE

1.369,7

325,2

343,0

311,6

337,0

359,4

MG

843,6

192,1

210,5

191,6

212,4

241,0

ES

107,6

20,2

13,4

8,0

10,2

11,3

RJ

55,0

11,8

8,3

8,5

8,8

11,6

SP

363,5

101,1

110,8

103,5

105,6

95,5

SUL

4.940,6

6.250,8

6.576,6

5.920,1

7.476,1

7.139,2

PR

169,2

178,6

182,5

180,4

174,6

180,6

SC

687,8

881,7

929,3

1.043,3

999,8

1.080,8

RS

4.083,6

5.190,5

5.464,8

4.696,4

6.301,7

5.877,8

NORTE/NORDESTE

2.405,0

2.125,7

2.056,4

2.386,3

2.477,6

2.638,4

CENTRO-SUL

7.592,2

8.260,3

8.569,7

7.980,8

10.330,6

10.171,0

BRASIL

9.997

10.386

10.626

10.367

12.808

12.809

FONTE: CONAB

Tabela 04 Produtividade média (kg/ha) de arroz em casca

REGIÃO/UF

1990/91

2000/01

2001/02

2002/03

2003/04

2004/05

NORTE

1.646

1.990

2.059

2.287

2.244

2.247

RR

4.000

3.860

5.500

5.600

5.350

5.350

RO

1.660

1.830

1.880

1.900

2.100

2.100

AC

1.540

1.360

1.390

1.370

1.400

1.400

AM

1.200

1.900

1.808

1.870

1.870

1.870

AP

1.360

830

830

1.300

1.200

1.200

PA

1.350

1.670

1.755

1.997

1.930

1.930

TO

1.900

2.690

2.560

2.745

2.560

2.560

NORDESTE

1.407

1.380

1.314

1.562

1.486

1.598

MA

1.280

1.440

1.300

1.420

1.391

1.549

PI

1.290

1.100

550

1.400

1.050

1.100

CE

2.190

1.055

2.350

2.600

2.460

2.460

RN

1.400

800

2.600

2.850

2.853

2.853

PB

2.100

96

1.280

1.370

1.469

1.469

PE

3.800

4.474

5.420

5.450

5.500

5.500

AL

3.450

5.400

5.520

4.800

4.000

4.000

SE

2.870

3.676

4.300

4.500

4.250

4.250

BA

1.500

960

1.479

1.750

2.200

2.200

CENTRO-OESTE

1.650

2.670

2.727

2.885

2.821

2.804

MT

1.560

2.760

2.761

2.900

2.860

2.840

MS

2.070

3.900

4.277

4.800

4.333

4.350

GO

1.600

1.760

1.900

1.980

2.140

2.140

DF

1.430

1.103

1.520

1.137

1.137

1.500

SUDESTE

1.951

1.897

2.353

2.341

2.476

2.447

MG

1.830

1.775

2.150

2.150

2.250

2.280

ES

2.990

3.100

2.920

2.415

2.900

2.900

RJ

3.500

3.360

3.070

2.925

2.925

3.620

SP

1.920

1.900

2.730

2.738

3.000

2.800

SUL

4.417

5.412

5.463

5.039

5.953

5.622

PR

1.200

2.290

2.340

2.600

2.650

2.740

SC

4.660

6.450

6.600

7.195

6.630

7.000

RS

4.920

5.520

5.548

4.890

6.064

5.600

NORTE/NORDESTE

1.471

1.646

1.626

1.876

1.815

1.883

CENTRO-SUL

2.923

4.220

4.384

4.169

4.522

4.292

BRASIL

2.362

3.197

3.300

3.254

3.510

3.397

Tabela 05 Área colhida (ha) de Arroz (em casca)

REGIÃO/UF

1990/91

2000/01

2001/02

2002/03

2003/04

2004/05

NORTE

438,5

563,4

529,5

551,6

3,8

614,2

RR

4,0

15,5

12,0

19,0

-

25,0

RO

79,0

92,0

70,0

60,9

79,2

89,1

AC

29,7

26,5

22,5

23,8

27,0

27,0

AM

4,0

17,5

11,5

12,4

12,4

12,4

AP

0,4

2,3

2,3

2,8

3,2

3,2

PA

58,4

274,5

266,2

277,8

280,5

280,5

TO

63,0

135,1

145,0

154,9

165,7

177,0

NORDESTE

1.196,9

727,9

735,3

720,3

772,1

787,3

MA

70,0

59,1

480,0

97,8

517,7

528,1

PI

44,0

64,2

156,0

141,2

159,6

164,4

CE

75,0

45,7

42,0

38,3

37,5

37,5

RN

4,3

1,1

2,0

2,5

2,8

2,8

PB

16,0

5,9

7,5

7,9

7,3

7,3

PE

7,0

1,9

3,9

3,2

5,9

5,9

AL

8,2

6,5

7,0

2,5

3,1

3,1

SE

11,4

10,2

10,2

9,5

9,5

9,5

BA

61,0

33,3

26,7

17,4

28,7

28,7

CENTRO-OESTE

776,8

630,9

605,2

606,3

892,4

952,9

MT

320,0

59,2

440,3

44,7

75,6

729,6

MS

112,0

53,7

51,0

49,5

55,4

55,4

GO

340,0

117,8

113,7

112,0

161,3

167,8

DF

4,8

0,2

0,2

0,1

0,1

0,1

SUDESTE

702,0

171,4

145,8

133,1

136,1

146,9

MG

461,0

08,2

97,9

89,1

94,4

105,7

ES

36,0

6,5

4,6

3,3

3,5

3,9

RJ

15,7

3,5

2,7

2,9

3,0

3,2

SP

89,3

53,2

40,6

37,8

35,2

34,1

SUL

1.118,6

1.155,0

1.203,8

1.174,8

1.255,9

1.269,9

PR

41,0

78,0

78,0

69,4

65,9

65,9

SC

47,6

136,7

40,8

45,0

150,8

154,4

RS

30,0

40,3

85,0

960,4

1.039,2

1.049,6

NORTE/NORDESTE

1.635,4

1.291,3

1.264,8

1.271,9

1.365,1

1.401,5

CENTRO-SUL

2.597,4

1.957,3

1.954,8

1.914,2

2.284,4

2.369,7

BRASIL

4.232,8

3.248,6

3.219,6

3.186,1

3.649,5

3.771,2

FONTE: CONAB

A distribuição, em termos percentuais, da área cultivada e produção de arroz nos diferentes sistemas de cultivo, no Brasil, encontram-se na Tabela 06.

(Parte 1 de 7)

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