Slides Émile Durkheim

Slides Émile Durkheim

Por: lucmodes w. socio box.w ordpress.com

Nasceu em Epinal, na Alsácia, descendente de uma família de rabinos. Lecionou Sociologia em Bordéus, primeira cátedra dessa ciência criada na França.

Transferiu-se em 1902 para a Sorbone, para onde levou inúmeros cientistas, reunindo-os num grupo que ficou conhecido como escola sociológica francesa.

Principais obras: (1893) Da divisão do trabalho social, (1895) As regras do método sociológico (1897) O suicídio, (1912) Formas elementares da vida religiosa

Durkheim

Principais idéias de Durkheim

1 Consciência coletiva

“As consciências particulares, unindo-se, agindo e reagindo umas sobre as outras, fundindo-se dão origem a uma realidade nova que é a consciência da sociedade. Uma coletividade tem as suas formas especificas de pensar e de sentir, as quais os seus membros se sujeitam, mas que diferem daquelas que eles praticariam se fossem abandonados a si mesmos” A sociologia em França no século XIX, p.117

A consciência coletiva

Os fatos sociais têm existência própria e independente daquilo que pensa e faz cada indivíduo em particular. Embora todos possuam suas “consciências individuais”, seus modos próprios de se comportar e interpretar a vida, podem-se notar, no interior de qualquer grupo ou sociedade, formas padronizadas de conduta e pensamento. Essa constatação está na base do que Durkheim chamou consciência coletiva.

2 Os fatos Sociais

Fatos sociais são fenômenos que possuem as seguintes características:

O objetivo da Sociologia deve ser o estudo dos fatos sociais, que são “maneiras de agir, de pensar e de sentir exteriores ao indivíduo, dotadas de um poder de coerção em virtude do qual se lhe imporem”. As regras...p.31 a. Coerção Social

Os fatos sociais exercem sobre os indivíduos uma força, levando-os a conformarem-se às regras da sociedade em que vivem, independentemente de suas vontades e escol has.

Ex.: idiomas, normas familiares, códigos de leis .

Vale lembrar que a coerção social não precisa ser algo imposto a contragosto. As regras morais, por exemplo, aparecem como “coisas agradáveis de que gostamos e que desejamos espontaneamente”. A coerção implica uma noção de dever e podem ser, ao mesmo tempo, desejáveis.

b. Exterioridade

Os fatos sociais existem e atuam sobre os indivíduos independentemente de sua vontade ou de sua adesão consciente.

As regras sociais, os costumes, as leis, já existiam antes do nascimento das pessoas, são portanto exteriores a eles, mas impostos por mecanismos de coerção social.

c. Generalidade

É social o fato que é geral, que se repete em todos os indivíduos ou, pelo menos, na maioria deles.

Ex.: O uso de talheres nas refeições, o respeito as leis e tradições.

Solidariedade Mecânica e orgânica

Mas o que faz as pessoas quererem viver em sociedade? Ou por que ela simplesmente não se dissolve com o tempo?

Que força está por trás gerando coesão e cooperação entre os indivíduos em diferentes sociedades?

Isso está no centro de uma outra idéia importante de Durkheim:

Solidariedade mecânica

É quando dentro de um grupo existe um espaço relativamente pequeno para as diferenças individuais. Existe assim uma pequena diferenciação individual e uma forte cobrança por adesão e uniformidade social. O grupo pode ser formado em torno de uma família, religião, tradição ou costumes, permanecendo em geral com uma pequena divisão do trabalho social.

Ex.: sociedades pré-capitalistas como a Europa rural da Idade Média

Onde a solidariedade social é forte, a consciência coletiva exerce todo seu poder de coerção sobre os indivíduos. O que mantém o grupo unido é a homogeneidade

É aquela típica das sociedades capitalistas, onde, através da acelerada divisão do trabalho, os indivíduos se tornavam interdependentes. Essa interdependência garante a união social, em lugar dos costumes, das tradições e ou das relações sociais estreitas.

Solidariedade orgânica

O que mantém o grupo unido é a interdependência baseada nas diferenças e não mais as semelhanças. Nas sociedades cuja solidariedade é orgânica, a consciência coletiva se afrouxa.

A aceleração da divisão do trabalho é o fator que está por trás da solidariedade orgânica bem como o enfraquecimento da consciência coletiva. Por que? a) O fortalecimento da solidariedade orgânica: Na medida em que a especialização das tarefas implica também uma individualização, quanto maior a divisão do trabalho mais espaço para o crescimento do individualismo e da autonomia pessoal. Acelerando-se o individualismo e a especialização, uma sociedade passa a desenvolver relações de cooperação orgânicas, uma vez que o que garante a cooperação entre seus membros não é a semelhança, mas a diversidade e a interdependência.

b) O enfraquecimento da consciência coletiva: Com a aceleração da divisão do trabalho há também um enfraquecimento da consciência coletiva que não consegue mais regular o comportamento de cada pessoa. A relativa autonomia, provocada pela divisão do trabalho, faz que com a consciência coletiva passe a regular precariamente os papéis sociais.

Divisão do trabalho acelerada= + solidariedade orgânica -consciência coletiva

A divisão do trabalho

Bibliografia

COSTA, Maria Cristina. Sociologia: introdução à ciência da sociedade, São Paulo, Moderna, 1987. DURKHEIM, Emile. Da divisão do trabalho social. São Paulo, Martins Fontes, sd.

QUINTANEIRO, Tânia; BARBOSA, Maria Lígia de oliveira; OLIVEIRA, Márcia Gardênia de. Um toque de clássicos, UFMG, 2001.

VILA NOVA, Sebastião. Introdução à Sociologia. São Paulo, Atlas, 1999.

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