Amostragem de grãos

Amostragem de grãos

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Prof. Adilio Flauzino de Lacerda Filho Departamento de Engenharia Agrícola Universidade Federal de Viçosa Fone: (31)38991872 e 3899-2729 E- male: alacerda @ufv. br

É uma parcela ou quantidade mínima obtida de um todo, capaz de representar fielmente as carcterísticasdo material original, com a mínima variação de erros.

A finalidade da amostragem é obter amostras de tamanho adequado aos testes propostos e que nela estejam presentes, nas mesmas proporções, os componentes variáveis dos lotes que lhes deram origem.

Normalmente, a quantidade de produto da amostra de trabalho é muito pequena em relação ao tamanho do lote original. Entretanto, a probabilidade de ocorrência de qualquer defeito deve ser determinada em igual proporção, ao grau de ocorrência, no lote original.

Por mais técnico e criterioso que seja o procedimento de amostragem, ela deve ter a representação real do seu conteúdo e, por isto, corresponder, fielmente, à composição do lote que lhe deu origem.

Os profissionais responsáveis pelos serviços de amostragens devem ser pessoas de idoneidade e honestidade reconhecidas, de competência técnica avaliada, tendo em vista que a qualificação do produto recebido depende, neste momento, do bom desempenho de suas atividades

LOTES – para produtos agrícolas, éo conjunto de mercadorias de mesma natureza e de mesma espécie sem, contudo, referir-se à espécie botâncica, mas ao conjunto de mercadorias pertencentes à mesma variedade ou a variedades distintas.

CARACTERIZAÇÃO DO LOTE–durante o recebimento de um determinado produto, um lote pode ser definido como a carga de um veículo ou o produto de um determinado produtor e, até mesmo, o conjunto de mercadorias de uma determinada loja, indiferente de ser ou não produto agrícola.

HOMOGENEIZAÇÃO E DIVISÃO DE AMOSTRAS -são as operações realizadas com o objetivo de obter uma perfeita mistura das diferentes composições de amostras possibilitando dividi-las em pequenas porções, sem prejuizosda representatividade, obtendo qualidade nos resultados finais das análises.

1 . amostras simples: É a quantidade de produto correspondente à soma de pequenas porções, obtidas individualmente por meio de equipamentos específicos, em um veículo durante o recebimento, ou em uma pilha durante o armazenamento;

2. amostras compostas : É o conjunto de várias amostras simples, coletadas e homogeneizadas em recipientes adequados a esta finalidade;

3. amostra média : A amostra composta é, normalmente, constituída por uma quantidade maior de produto que a necessária para as determinações. A amostra composta após homogeneizada e dividida, passa a ser caracterizada como amostra média. Esta é a amostra que será enviada ao laboratório para ser submetida as análises; e

4. amostra de trabalho: É aquela obtida a partir da divisão da amostra média. Caracteriza-se pela quantidade de produto que se presta ao serviço das análises propriamente ditas.

Após obter uma série de amostras simples, de um lote ou de uma carga, este material deverá ser coletado em um recipiente e receberá o nome de amostra média.

Em laboratório, a amostra médiadeverá ser homogeneizada e divida, empregando-se processos mecânicos, até que se obtenha a amostra de trabalho .

A partir da amostra de trabalhoserão feitas as análises necessárias à caracterização qualitativa do produto.

Amostra a granel:

Os grãos a granel devem ser amostrados em diferentes pontos, ao acaso, e em cada um destes pontos, em diferentes níveis.

Conforme o Ministério da Agricultura e Abastecimento, as amostras de grãos ou sementes, armazenadas ou para processamento, devem ser coletados nas seguintes quantidades mínimas:

•lotes de até 50 kg : não menos que três amostras simples;

•lotes de 51 a 500 kg : não menos que cinco amostras simples;

•lotes de 501 a 3.0 kg : uma amostra simples para cada 300 kg, porém não menos que cinco amostras simples;

•d) lotes de 3001 a 20.0 kg : uma amostra simples para cada 500 kg, porém não menos que dez amostras simples.

Amostra média -gTamanho do lote -kgProduto

Tamanho das amostras de trabalho em função do produto (Brasil, 1992)

As exigências mínimas para as quantidades amostradas a granel, de produtos que não se destinam a sementes, devem atender às seguintes exigências do Ministério da Agricultura e Abastecimento.

1) Para milho e sorgo :

1.1) em quantidades inferiores a 500 toneladas, deve-se retirar, no mínimo, 40 kg por amostra; 1.2) em quantidades superiores a 500 toneladas, deve-se retirar 40 kg para cada 500 toneladas ou fração.

2) Para arroz, centeio, aveia, cevada, feijão, soja e trigo :

deve-se retirar no mínimo 500 gramas de amostra, ao acaso, por tonelada de grãos.

Amostra em sacaria

Quando o produto está ensacado, ou acondicionado em invólucros semelhantes, o tamanho das amostras devem atender às seguintes exigências mínimas:

•lotes com a té5 sacos: cada saco deve ser amostrado coletando-se cinco amostras simples;

•lotes com 6 a 30 sacos : uma amostra para cada três sacos, porém não menos que cinco amostras simples;

•lotes com 31 a 100 sacos: uma amostra para cada cinco sacos, porém não menos que dez amostras simples; e

•lotes com 101 ou mais sacos : no mínimo 30 sacos deverão ser a mostrados.

Tabela 2: Número mínimo de sacos a serem amostrados segundo o tamanho dos lotes –para sementes (Brasil, 1992)

Amostra sacos

Tamanho do lote

Amostra sacos

Tamanho do lote

Amostra sacos

Tamnhodo lote

Para gãoscomerciais:

Amostrar no mínimo 10 % dos invólucros, considerando-se, no mínimo três faces expostas da pilha.

1.1. Pelicano –utilizado para a amostragem de grãos em queda livre na

1) Produto a granel saída dos transportadores, descarga de veículos etc.

Deve ser posicionado perpendicularmente ao fluxo de grãos e movimentado SOMENTE da esquerda para direita e vice-verso.

1) Produto a granel

1.2. Amostrador duplo -É constituído por um tubo metálico, de superfície polida ou niquelada, que se ajusta perfeitamente em outro tubo de mesma natureza. Uma das extremidades do tubo externo é afilada, a fim de facilitar a sua introdução na massa de grãos.

381800140010Com ponteira, cruzeta e aberturas laterais de 3 estágios MA 1800/5

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