Manual de tecnologia de aplicação de agrotóxicos

Manual de tecnologia de aplicação de agrotóxicos

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Apresentação

Toda vez que se pretende realizar um tratamento fitossanitário com a utilização de produtos químicos é necessário responder, no mínimo, três perguntas para garantir bons resultados agronômicos:

Qual é o alvo biológico que precisa ser controlado? Qual o tratamento mais adequado?

Como realizar uma aplicação eficaz?

A aplicação errada de produtos químicos é sinônimo de prejuízo, pois além de gerar desperdício e poder causar resistência, aumenta consideravelmente os riscos de contaminação das pessoas e do ambiente.

De uma forma geral, até 70% dos produtos pulverizados nas lavouras podem ser perdidos por má aplicação, escorrimento e deriva descontrolada.

Para melhorar este desempenho, são essenciais a utilização correta e segura dos produtos fitossanitários e a capacitação da mão-de-obra para o uso seguro dos equipamentos de aplicação.

Esta publicação foi desenvolvida com o objetivo de dar orientações básicas aos profissionais que trabalham na aplicação de produtos fitossanitários e de ajudar na realização de uma aplicação eficaz.

Manual de tecnologia de aplicação/ANDEF - Associação Nacional de Defesa Vegetal. -- Campinas, São Paulo : Linea

1. Tecnologia de Aplicação 2. Produtos Fitossanitários

Índices para catálogo sistemático: 1. Tecnologia de Aplicação 2. Produtos Fitossanitários - Tecnologia de aplicação

Presidente Executivo Cristiano Walter Simon

Diretor Técnico Luiz Carlos S. Ferreira Lima

Gerente Técnico do CETUS C. Marçal Zuppi da Conceição

Assessora Técnica do CETUS Thaís M. D. Santiago

Membros do CETUS:

Afonso Matsuyama – IHARABRAS

Cristiane Delic – DOW AGROSCIENCES

Egidio Moniz – SYNGENTA

Erwin Gotjan Junior – CROMPTON

Fabio S. Yokoyama – SIPCAM Flavio Penteado – MONSANTO

Jadyr Piva – HOKKO

José Donizeti Vilhena – DU PONT Luís Paulo Antonialli – SUMITOMO

Marcelo Vasconcelos – BAYER CROPSCIENCE

Maria de Lourdes Fustaino – FMC Roberto M. Araújo – BASF

Elaboradores:

Eng.° Agr.° Hamilton Ramos – INSTITUTO AGRONÔMICO

Eng.° Agr.° José Maria Fernandes dos Santos – INSTITUTO BIOLÓGICO

Eng.° Agr.° Roberto Melo de Araújo – BASF Eng.° Agr.° Tarciso Mauro Bonachela – MILENIA

Revisão: Eng.° Agr.° Thaís Santiago – ANDEF

Associação Nacional de Defesa Vegetal Rua Capitão Antônio Rosa, 376 • 13o andar

1. Tecnologia de aplicação .

Tecnologia consiste na aplicação dos conhecimentos científicos a um determinado processo produtivo. Dessa forma, entende-se como "Tecnologia de Aplicação de Produtos Fitossanitários" o emprego de todos os conhecimentos científicos que proporcionem a correta colocação do produto biologicamente ativo no alvo, em quantidade necessária, de forma econômica, com o mínimo de contaminação de outras áreas. (MATUO, 2001)

1.1 - Diferença entre pulverização e aplicação 1.5 - Tamanho das gotas

1.2 - Diferença entre regular e calibrar o equipamento 1.6 - Pontas de pulverização

1.3 - Interação entre o produto e o pulverizador 1.7 - Influência das condições climáticas

1.4 - Volume de pulverização a ser utilizado

1.1 - Diferença entre pulverização e aplicação

Pulverização: processo físico-mecânico de transformação de uma substância líquida em partículas ou gotas.

Aplicação: Deposição de gotas sobre um alvo desejado, com tamanho e densidade adequadas ao objetivo proposto.

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1.2 - Diferença entre regular e calibrar o equipamento

Regular: ajustar os componentes da máquina às características da cultura e produtos a serem utilizados. Ex.: Ajuste da velocidade, tipos de pontas, espaçamento entre bicos, altura da barra etc.

Calibrar: verificar a vazão das pontas, determinar o volume de aplicação e a quantidade de produto a ser colocada no tanque.

É muito comum os aplicadores ignorarem a regulagem e realizarem apenas a calibração, o que pode provocar perdas significativas de tempo e de produto.

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1.3 - Interação entre o produto e o pulverizador

Quando se pensa em pulverização, deve-se ter em mente que fatores como o alvo a ser atingido, as características do produto utilizado, a máquina, o momento da aplicação e as condições ambientais não estarão agindo de forma isolada. A interação destes fatores é a responsável direta pela eficácia ou ineficácia do controle.

Qualquer uma destas interações que for desconsiderada, ou equacionada de forma errônea, poderá ser a responsável pelo insucesso da operação. Consideramos aqui a interação produto x pulverizador, por ser uma das que mais freqüentemente causam problemas no campo.

a) Importância da agitação da calda

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