Engenharia Civil Apostila Guia De Instalações Eletricas Prediais

Engenharia Civil Apostila Guia De Instalações Eletricas Prediais

(Parte 2 de 3)

6.1 MATERIAL UTILIZADO:

fios; 02 lâmpadas incandescentes;

6.2 INTRODUÇÃO

Normalmente em projetos de iluminação, os acionamentos das lâmpadas em dois ou mais interruptores se dividem quando são necessárias duas ou mais lâmpadas. Este procedimento permite que parte do circuito de iluminação seja acionada independentemente, com maior flexibilidade e economia de energia. Como é normal, às vezes, necessita-se também de mais uma tomada, então, ao invés de se utilizar dois interruptores simples e mais uma tomada utiliza-se um interruptor de duas seções conjugado com uma tomada, economizando assim, os custos nas instalações. Um exemplo bem prático é usado no interior de guaritas, onde uma seção do interruptor aciona as lâmpadas externas, a outra seção aciona a lâmpada interna e a tomada pode ser utilizada para fins gerais. Lembrandose que os circuitos de iluminação e força (tomadas) devem ser distintos, quando na realização de projetos elétricos, como já foi mencionado anteriormente.

6.3 PROCEDIMENTOS:

1º Passo:

Com o auxilio da chave néon, verifique se o circuito está desenergizado: em caso positivo, prossiga.

em caso negativo, desenergize o circuito, desligando o disjuntor da sua cabine. 2º Passo:

Com o auxílio do cabo guia, coloque a fiação dentro do eletroduto, seguindo o diagrama unifilar mostrado na Figura 6(a). 3º Passo:

Faça as devidas conexões ao receptáculo, ao interruptor conjugado com a tomada e emendas, se necessário, seguindo o diagrama multifilar mostrado na Figura 6(b). 4º Passo:

Energize o circuito acionando o disjuntor, e teste-o acionando o interruptor, e se possível, verifique se há tensão nos terminais da tomada.

(b)

Figura 6 - Instalação de duas lâmpadas incandescentes acionadas por um interruptor de duas seções conjugado com uma tomada. (a) – Diagrama unifilar. (b) – Diagrama multifilar.

7 INSTALAÇÃO DE UMA LÂMPADA INCANDESCENTE ACIONADA POR INTERRUPTORES PARALELO OU “TREE-WAY”

7.2 INTRODUÇÃO

Nesta tarefa, um tipo especial de interruptor será utilizado, o interruptor paralelo ou tree-way. O interruptor paralelo é uma chave unipolar de duas posições, e o seu aspecto físico nada difere dos interruptores já apresentados. Ele dispõe de mais um terminal de ligação, isto é, apresenta três terminais de ligação. O interruptor paralelo tem a característica de trabalhar em conjunto com um outro interruptor paralelo, e acionar uma ou várias lâmpadas a partir de dois lugares distintos. É usado principalmente em escadas, e em ambientes com duas entradas. Na escada, a lâmpada serviria para iluminar os degraus, e os interruptores “paralelo” seriam instalados no inicio e no fim da escada. O acionamento da lâmpada poderia ser feito com qualquer um dos dois interruptores paralelo.

7.3 PROCEDIMENTOS:

1º Passo:

Com o auxilio da chave néon, verifique se o circuito está desenergizado; em caso positivo, prossiga.

em caso negativo, desenergize o circuito, desligando o disjuntor da sua cabine. 2º Passo:

Com o auxílio do cabo guia, coloque a fiação dentro do eletroduto, seguindo o diagrama unifilar mostrado na Figura 7(a). 3º Passo:

Faça as devidas conexões ao receptáculo ou soquete, ao interruptor e emendas, se necessário, seguindo o diagrama multifilar mostrado na Figura 7(b). 4º Passo:

Energize o circuito acionando o disjuntor, e teste-o acionando os interruptores.

Para uma maior segurança, o fio a ser seccionado ou fio que vai a um dos interruptores, deve ser o fio fase. O fio fase deve ser conectado ao terminal central de um dos interruptores paralelo, o retorno, que vai ser conectado à lâmpada, deve ser conectado no terminal central do outro interruptor paralelo, como é mostrado no diagrama multifilar na Figura 7(b).

(b)

Figura 7 - Instalação de uma lâmpada incandescente acionada por interruptores tree-way. (a) – Diagrama unifilar. (b) – Diagrama multifilar.

8 INSTALAÇÃO DE UMA LÂMPADA INCANDESCENTE ACIONADA POR INTERRUPTORES TREE-WAY E FOUR-WAY

8.1 MATERIAL UTILIZADO:

fios; 01 lâmpada incandescente;

02 interruptores tree-way de uma seção;

01 interruptor four-way;

8.2 INTRODUÇÃO

Nesta tarefa, utilizar-se-á para acionar a lâmpada, além do interruptor paralelo ou tree-way, um tipo especial de interruptor, o four-way ou “intermediário”. Este possui quatro terminais e deve ser instalado entre dois interruptores tree-way. A instalação de outros interruptores four-way permite o acionamento em diversos pontos, isto é, para cada novo four-way instalado, incrementa-se um ponto de acionamento adicional. Esta configuração é usada em ambientes, onde se deseja acionar lâmpadas de três ou mais lugares distintos, como em galpões grandes com mais de duas portas de acesso, onde se deve colocar um interruptor perto de cada porta.

8.3 PROCEDIMENTOS:

1º Passo:

Com o auxilio da chave néon, verifique se o circuito está desenergizado; em caso positivo, prossiga.

em caso negativo, desenergize o circuito, desligando o disjuntor da sua cabine. 2º Passo:

Com o auxílio do cabo guia, coloque a fiação dentro do eletroduto, seguindo o diagrama unifilar mostrado na Figura 08(a). 3º Passo:

Faça as devidas conexões no receptáculo ou no soquete, nos interruptores e as emendas se necessário. Para uma maior segurança, o fio a ser seccionado ou fio que vai ao interruptor tree-way, deve ser o fio fase. O fio fase deve ser conectado ao terminal central de um dos interruptores tree-way, o retorno que vai à lâmpada deve ser conectado ao terminal central do outro interruptor tree-way, e o interruptor four-way terá seus bornes conectados aos interruptores tree-way, como mostrado no diagrama multifilar na Figura 8(b). O acionamento do interruptor four-way permite a inversão do caminho da corrente elétrica. Na Figura 8(b) as linhas tracejadas representam os caminhos possíveis da corrente elétrica. 4º Passo: Energize o circuito acionando o disjuntor, e teste-o acionando os interruptores.

(b)

Figura 8 - Instalação de uma lâmpada incandescente acionada por interruptores tree-way e fourway. (a) – Diagrama unifilar. (b) – Diagrama multifilar.

9 INSTALAÇÃO DE UMA CAMPAINHA OU CIGARRA

9.1 MATERIAL UTILIZADO:

- fios; - 01 campainha ou cigarra;

- 01 interruptor de campainha ou cigarra;

- 01 chave néon (teste);

- 01 chave de fenda;

- 01 alicate universal;

- 01 alicate de bico.

9.2 INTRODUÇÃO

A campainha é um aparelho, que quando energizado emite um sinal sonoro ou ruído. Ela tem a finalidade de atrair a atenção ou chamar pessoas. Geralmente, são instaladas em residências, anunciando um visitante; em colégios e fábricas, alertando os horários. Para se acionar uma campainha ou cigarra, utiliza-se um interruptor especial, que através do seu acionamento, restabelece a passagem de corrente elétrica no circuito. A campainha ou cigarra deve ser acionada apenas por um curto intervalo de tempo, por isso os interruptores utilizados para o seu acionamento são providos de um mecanismo (mola) que força a abertura dos contatos imediatamente após o acionamento do interruptor.

9.3 PROCEDIMENTOS:

1º Passo:

Com o auxilio da chave néon, verifique se o circuito está desenergizado; em caso positivo, prossiga.

em caso negativo, desenergize o circuito, desligando o disjuntor da sua cabine.

2º Passo:

Com o auxílio do cabo guia, coloque a fiação dentro do eletroduto, seguindo o diagrama unifilar mostrado na Figura 9(a). 3º Passo:

Faça as devidas conexões à campainha ou cigarra, ao interruptor e emendas, se necessário, seguindo o diagrama multifilar mostrado na Figura 9(b). 4º Passo: Energize o circuito acionando o disjuntor, e teste-o acionando o interruptor.

(b)

Figura 9 - Instalação de uma campainha ou cigarra. (a) – Diagrama unifilar. (b) – Diagrama multifilar.

10 INSTALAÇÃO DE TOMADA COM CONDUTOR DE PROTEÇÃO

10.1 MATERIAL UTILIZADO:

10.2 INTRODUÇÃO

Nesta tarefa, uma tomada com três pinos será utilizada, sendo dois pinos ligados aos tradicionais fase e neutro, e o outro pino ligado ao fio de proteção (PE) ou fio terra. O fio terra provém de um aterramento contento uma ou mais hastes de cobre, uma grande utilidade do terceiro pino é oferecer segurança ao operador do equipamento eletroeletrônico. Ao se ligar um plug a uma tomada de três pinos, com o terceiro pino realmente aterrado, todas as partes metálicas externas do equipamento também ficaram aterradas. Se ocorrer algum defeito interno, principalmente provocado por choques externos, tal que alguma parte "viva" faça contato com a carcaça metálica, o fio terra escoará a corrente elétrica para a terra sem limitação de corrente, queimando assim o fusível de proteção e desergenizando o equipamento, protegendo assim, o operador contra possíveis choques elétricos provocados pelo equipamento. A Norma NBR 5410 da ABNT determina como deve ser instalado um único sistema de aterramento em cada instalação, ou seja, caso existam mais de um aterramento estes devem ser conectados entre si.

Não basta apenas ter a rede elétrica aterrada. Seu computador, impressora, entre outros equipamentos elétricos tem que estar conectados eletricamente ao aterramento. Na verdade, ter um aterramento malfeito é mais perigoso do que não tê-lo.

10.3 PROCEDIMENTOS:

1º Passo:

Com o auxilio da chave néon, verifique se o circuito está desenergizado; em caso positivo, prossiga.

em caso negativo, desenergize o circuito, desligando o disjuntor da sua cabine. 2º Passo:

Com o auxílio do cabo guia, coloque a fiação dentro do eletroduto, seguindo o diagrama unifilar mostrado na Figura 10(a). 3º Passo:

Faça as devidas conexões à tomada e emendas, se necessário, seguindo o diagrama multifilar mostrado na Figura 10(b).

4º Passo:

Energize o circuito acionando o disjuntor, e teste-o, verificando se há tensão nos terminais da tomada.

(b)

Figura 10 - Instalação de uma tomada com condutor de proteção. (a) – Diagrama unifilar. (b) – Diagrama multifilar.

1 INSTALAÇÃO DE LÂMPADA ACIONADA POR FOTOCÉLULA

1.1 MATERIAL UTILIZADO:

1.2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA:

Em circuitos de iluminação de exteriores (de ruas, de sinalização em caixas d'água, em pátios etc.), é muito comum o acionamento automático por elementos fotossensíveis. Eles operam segundo a intensidade de luz recebida. O acionamento automático é muito útil em iluminação pública, pois eliminam o fio-piloto para o comando das lâmpadas, bem como o operador para apagar e acender. O fio-piloto corresponde ao fio retorno nas instalações de interruptores.

1.3 PROCEDIMENTOS

1º Passo:

Com o auxílio do cabo guia, coloque a fiação dentro do eletroduto, seguindo o diagrama unifilar mostrado na Figura 1(a). 2º Passo:

Faça as devidas conexões ao receptáculo ou soquete, a fotocélula e emendas, se necessário, seguindo o diagrama multifilar mostrado na Figura 1(b).

3º Passo:

A fim de testar o circuito, utilize um dispositivo emissor de luz, externo ao circuito, que emita raios de luz sobre a fotocélula. Se a lâmpada for acionada, o circuito não está montado corretamente. Interrompa a passagem de luz para o elemento fotossensível para que a lâmpada seja acionada. Leia as instruções de teste contidas no “corpo” da fotocélula, e siga-as a fim de verificar o seu funcionamento.

(b)

Figura 1 - Instalação de lâmpada acionada por fotocélula. (a) – Diagrama unifilar. (b) – Diagrama multifilar.

12 INSTALAÇÃO DE UMA LÂMPADA FLUORESCENTE DE 40W COM REATOR DO TIPO COMUM

12.1 MATERIAL UTILIZADO:

fios; 01 lâmpada fluorescente de 40W;

01 conjunto suporte para lâmpada fluorescente de 40W, starter e receptáculos;

01 interruptor;

12.2 INTRODUÇÃO

Normalmente, a iluminação de grandes recintos não se faz mais com lâmpadas incandescentes, por causa do intenso calor produzido, e pelo baixo rendimento de iluminação. Dependendo das características do recinto pode-se aplicar lâmpadas fluorescentes ou outro tipo de lâmpadas de descargas.

Uma fonte de iluminação fluorescente é um aparelho de iluminação composto de lâmpada fluorescente, calha, starter, receptáculo, reator e acessórios de iluminação. A calha serve de suporte para lâmpada. O starter, quando necessário, atua como interruptor automático, abrindo o circuito dos filamentos lâmpada, depois do tempo necessário ao aquecimento. Ele é composto de ampola de vidro com gás néon, geralmente, contendo dois contatos e um pequeno capacitor. Os dois contatos se apresentam com um fixo e outro móvel. O contato móvel é fabricado com lâminas de materiais com coeficientes de dilatação diferentes, por isso são de chamados de bimetálico. Quando o contato móvel se aquece, sua ponta distende-se, encostando-se no contato fixo e, quando esfria, volta a posição normal. O receptáculo é uma peça moldada em baquelite ou em plástico com contatos elétricos. Nos contatos elétricos são introduzidos os pinos das lâmpadas e bornes para ligar os condutores. Pode ser moldado, também com o suporte do starter, formando o receptáculo. O reator é um indutor montado em caixa de chapa de ferro e imerso em massa isolante, de onde saem os terminais (condutores). No reator pode-se encontrar os esquemas de ligação e características elétricas, tais como número de lâmpadas, tensão, fator de potência, potência, que devem ser obedecidas pelo instalador. O reator proporciona as duas tensões necessárias ao funcionamento da lâmpada. Existem os reatores comuns, que necessitam de starter; os de partida rápida, que dispensam o starter; e alguns tipos específicos.

12.3 FUNCIONAMENTO

1ª fase: Fechando-se o interruptor (b1), forma-se um arco entre os contatos do interruptor térmico (starter) e a corrente elétrica circula pelo circuito, conforme as setas mostradas na Figura 12(a).

(a) – Acionando o interruptor.

2ª fase: O calor de arco no starter (1) faz a lâmina bimetálica curvar-se e encostarse no contato fixo fechando o circuito, como mostrado na Figura 12(b). Uma elevada corrente circula pelos filamentos aquecendo-os e o mercúrio se vaporiza.

(b) – Fechamento dos contatos do starter e vaporização do gás (mercúrio).

3ª fase: O starter (1) esfria e abre o circuito, como mostrado na Figura 12(c), A interrupção brusca da corrente que circulava no circuito indutivo (reator) provoca uma sobretensão. A sobretensão juntamente com a baixa pressão (vapor de mercúrio) no interior da lâmpada promove a circulação de uma corrente elétrica entre os filamentos da lâmpada. Os choques dos elétrons com os átomos do gás produzem a emissão de raios ultravioleta, que são invisíveis. Porém, ao atravessarem a camada fluorescente das paredes do tubo de vidro, se transformam em luz visível.

(c) – Descarga elétrica no interior da lâmpada.

12.4 PROCEDIMENTOS:

Esta tarefa será realizada em uma bancada. Quando ao final da montagem for testar o circuito, solicite a um dos monitores, técnicos ou professor qual o procedimento a ser utilizado para se evitar choques elétricos. 1º Passo:

Observe no diagrama unifilar mostrado na Figura 12(d), com a respectiva distribuição dos fios entre o interruptor e o arranjo contendo a lâmpada. 2º passo

Monte o arranjo reator, starter, carcaça e lâmpada, fazendo as devidas conexões entre eles, e emendas, se necessário, seguindo o diagrama multifilar mostrado na Figura 12(e). 3º Passo: Energize o circuito e teste-o acionando o interruptor.

(d) – Diagrama unifilar.

(e) – Diagrama multifilar. Figura 12 - Instalação de uma lâmpada fluorescente de 40w com reator do tipo comum.

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