Engenharia de Qualidade - Trabalho sobre CUSTOS DA QUALIDADE

Engenharia de Qualidade - Trabalho sobre CUSTOS DA QUALIDADE

(Parte 1 de 3)

Custos da Qualidade

Índice

INTRODUÇÃO 1

CLASSIFICAÇAO DOS CUSTOS DA QUALIDADE 3

FALHAS 3

CUSTOS DA PREVENÇÃO 3

CUSTOS DA AVALIAÇÃO 4

CUSTOS DAS FALHAS INTERNAS 5

CUSTOS DAS FALHAS EXTERNAS 5

PLANEJAMENTO DE UM PROGRAMA DE CUSTO 7

1)Apresentação e suporte da administração 7

2)Plano de implementação 8

3)Revisão com as áreas envolvidas 9

4)Implementação 9

COLETA E TABULAÇÃO DOS DADOS 11

1)Fonte de dados 11

2)Método de coleta de dados 12

3)Tabulação dos dados 12

ANÁLISE DAS TENDÊNCIAS E AÇÕES CORRETIVAS 13

1)Apresentação dos dados 13

2)Escolha das bases comparativas 13

3)Análise dos custos 14

4)Custo total 14

5)Relação entre custo total e as categorias de custos 15

6)Ações corretivas 17

CONCLUSÃO 17

BIBLIOGRAFIA 18

INTRODUÇÃO

O custo da qualidade passou por um excelente desenvolvimento, desde as noções dadas por Randfor em 1922, que afirmou que a expressão significava unicamente custo da inspeção, ao conceito atual, que leva em conta todas as etapas do Controle Total da qualidade, como define Feigenbaum.

Os primeiros estudos sobre esse assunto foram feitos pelo Comitê dos Custos da Qualidade da ASQC, que deu origem a publicação “Quality Costs – What & How” em 1971.

Essa publicação, que ainda hoje é usada para a implementação dos Custos da Qualidade em uma empresa, atende as seguintes finalidades:

É um manual que orienta as empresas que desejam iniciar e manter um programa sobre Custos da Qualidade;

Fornece aos usuários uma base, que permite uma certa liberdade na elaboração de seus próprios programas, os quais, naturalmente, deverão ser adaptados às suas específicas exigências;

Encoraja os usuários a ampliarem as informações e técnicas sobre Custos da Qualidade com a incorporação de novas idéias e experiências adquiridas na sua aplicação.

O que é qualidade e custos da qualidade?

Qualidade é a conformidade à especificação de comportamento, desde que esta especificação esteja de acordo com as necessidades. “Qualidade é a adequação ao uso”.

A realização dos níveis de qualidade prefixados não ocorrem acidentalmente: tudo deve ser planejado, medido e garantido e, evidentemente, isso custa dinheiro, além de envolver muitas áreas funcionais, tais como, marketing, projetos, suprimentos, produção, assistência técnica, etc.

O maior objetivo de um Sistema de Custos da Qualidade é garantir a fabricação de produtos que satisfaçam aos clientes a um mínimo custo, contribuindo assim para maximizar os lucros da empresa.

O sistema de Custos da Qualidade é um sistema de controle de custos separado, orientado para o produto, que cruza as linhas da organização departamental, resumindo em um único relatório informações não disponíveis, ou que podem estar dispersas em outros documentos e sob unidades diferentes (horas, quantidades, etc.).

As principais razões de se adotar os custos da qualidade são:

  • Assegurar que cada tipo de despesa seja mantido dentro de limites predeterminados ou aceitáveis;

  • Assegurar que o volume de trabalho seja condizente com os benefícios dele advindos;

  • Assegurar que a ênfase correta seja colocada em cada uma das categorias dos Custos da Qualidade, possibilitando a identificação de áreas que devem ser atacadas prioritariamente, visando minimizar os custos totais.

Benefícios dos Custos da Qualidade:

  • Redução do custo de fabricação;

  • Melhoria da gestão administrativa;

  • Diminuição de refugos;

  • Melhoria no planejamento e na programação das atividades;

  • Melhoria na produtividade;

  • Aumento do lucro.

Disso pode-se perceber que o custo da Qualidade está intimamente ligado ao controle da qualidade; o controle da qualidade vai gerar custo, e estes são pequenos comparados aos benefícios que a implantação do sistema de custos da Qualidade traz para a empresa.

CLASSIFICAÇAO DOS CUSTOS DA QUALIDADE

Os Custos da Qualidade são divididos em dois grandes grupos: o grupo de custos do controle e o grupo das falhas. Os dois grandes grupos podem se subdividir conforme o diagrama abaixo (Figura 1), onde podemos ver a existência de quatro grupos menores chamados de prevenção, avaliação, falhas internas e falhas externas.

CUSTOS DA

PREVENÇÃO

CUSTOS DO

CONTROLE

CUSTOS DA

AVALIAÇÃO

CUSTOS DAS

FALHAS INTERNAS

CUSTOS DAS

FALHAS

CUSTOS DAS

FALHAS EXTERNAS

Figura 1: Custos da Qualidade.

Cada um desses grupos é compostos por elementos de custo que são geralmente compatíveis com as contas empregadas no sistema de contabilidade da empresa.

CUSTOS DA PREVENÇÃO

São aqueles referentes às atividades de desenvolvimento, implementação e manutenção do sistema da qualidade, visam garantir a conformidade as especificações da qualidade ao menor custo. Basicamente, são os custos usados para prevenir a ocorrência de defeitos futuros.

Seus elementos de custos principais são:

  • Engenharia da Qualidade – onde são apontados os custos envolvidos com as atividades de:

  • Planejamento do sistema da qualidade;

  • Elaboração dos planos de inspeção e testes, aplicados a materiais, componentes e produtos;

  • Auditoria do sistema da qualidade.

  • Projeto e desenvolvimento de meios de controle e medição – onde são apurados os custos do planejamento dos meios de medição necessários para garantir a qualidade especificada;

  • Treinamento do pessoal na função da qualidade – custos para desenvolvimento, implementação e manutenção de programas de treinamento para a função qualidade;

  • Programa de motivação para a qualidade – incluem as despesas com a divulgação interna visando a motivação de todos os funcionários para o programa da qualidade.

CUSTOS DA AVALIAÇÃO

São os custos associados as atividades de controle, avaliação ou auditorias de produtos, componentes ou materiais comprados, com a finalidade de assegurar sua conformidade as especificações.

Geralmente são separados da seguinte forma:

  • Inspeção de recebimento de materiais – inclui todos os custos gerados para a realização de controle e ensaios em materiais e componentes comprados;

  • Controles/Ensaios durante a fabricação ou de produtos acabados – custos associados a realização de controles/ensaios durante as fases de fabricação, montagem e testes finais de produtos acabados, sejam os mesmos efetuados por pessoas do departamento da qualidade ou não;

  • Auditorias de produtos;

  • Homologação de produtos por agências oficiais – despesas incorridas para obtenção de selos de conformidade, etc.;

  • Aferição e calibração de meios de medição – despesas geradas para manutenção do sistema de aferição e calibração dos meios de medição utilizados no controle da qualidade;

  • Controles/Ensaios durante a montagem do equipamento nas instalações do cliente.

A Figura 2 mostra o comportamento da variação dos custos de prevenção e avaliação em função do grau de conformidade com a qualidade.

Figura 2: Variação dos custos em função do grau de conformidade com a qualidade.

CUSTOS DAS FALHAS INTERNAS

São todos os custos gerados por produtos, componentes e materiais, que não atendam as especificações da qualidade, antes da sua entrega ao cliente.

A apuração dos custos é feita pelos seguintes elementos:

  • Scrap/Re-trabalhos – perdas devido a scrap ou re-trabalhos necessários para que o produto atenda as especificações da qualidade;

  • Análise de falhas – custos envolvidos na análise de materiais, componentes ou produtos não conformes, para determinação das causas;

  • Reinspeção/reteste – custos resultantes de re-inspeções em produtos que apresentaram falhas inicialmente;

  • Desclassificação de produtos – diferença entre o preço normal de venda e o preço obtido devido às não conformidades apresentadas (produtos de segunda linha).

CUSTOS DAS FALHAS EXTERNAS

São os custos de produtos que não atenderam as especificações da qualidade, depois de entregues ao cliente. São classificadas da seguinte forma:

  • Análise de reclamações de clientes;

  • Garantia – todas as despesas geradas pela substituição de componentes ou produtos defeituosos durante o período de garantia;

  • Penalidades – normalmente abatimentos concedidos pelo não atendimento de padrões de desempenho especificados nos contratos de fornecimento.

Devido os investimentos nas classes de prevenção e avaliação, os custos decorrentes das falhas internas e externas diminuem, conforme pode ser observado na Figura 3 a seguir:

Figura 3: Variação dos custos decorrentes de falhas internas e externas em função do grau de conformidade com a qualidade.

O somatório dos custos fornece a curva a seguir que mostra um ponto ótimo, o qual deve ser procurado com o objetivo de dar a ênfase adequada à elaboração e implementação de sistemas da qualidade.

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