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HTML HiperText Markup Language

Professor Fábio Miyasaki Contato: professorfabio@neth.inf.br

Revisão 2006

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Neste material apresentamos a Linguagem de Programação HTML - HiperText Markup Language, utilizada para a criação de documentos do tipo Hipertexto1. Aqui serão apresentados os recursos básicos da linguagem, que permitirão construir páginas com textos, imagens, tabelas, formulários, frames2 e outros requintes de uma boa publicação WEB. A preocupação principal foi fugir dos criadores automáticos de Home Pages que muitas vezes restringem a criatividade do usuário.

Hoje a Internet é uma ferramenta mundial, conquistando adeptos em todos os lugares do mundo e infiltrando-se nos mais diversos segmentos, como entretenimento, educação, cultura e principalmente negócios. Isso faz com que as pessoas cada vez mais queiram aparecer na Grande Rede e não só acessá-la como meros espectadores. As empresas vêem com bons olhos a oportunidade de negócios que a Internet está se tornando e por isso estão investindo em publicações WEB que possam apresentar seus produtos e serviços no mundo cibernético além de vendê-los direto pela rede.

Os conhecimentos dos processos de criação de uma publicação WEB, são hoje de grande importância para as pessoas que querem marcar presença na “Rede das Redes”, é ainda maior para quem vê no desenvolvimento dessas publicações uma importante e rentável área de atuação profissional. Munido dos conhecimentos apresentados neste treinamento e uma boa dose de criatividade, você com certeza estará apto a entrar neste emergente mercado de trabalho.

O material utilizado neste treinamento foi em parte obtido junto à Rede Nacional de Pesquisas (RNP), que é um programa prioritário do Ministério da Ciência e Tecnologia, apoiado pela Secretaria de

Política de Informática e Automação e executado pelo CNPQ - Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, com a missão básica e pioneira de disseminar o uso da Internet no Brasil, especialmente para fins educacionais e sociais. A RNP é, portanto, a entidade melhor credenciada para falar de Internet no Brasil.

A todos que usarem este material desejo acima de tudo um bom divertimento e um excelente proveito do conteúdo aqui disponibilizado.

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1 Hipertexto: Informação que se relaciona com outros dados, através do encadeamento de links destacados. Foi criado para que os programas respondam imediatamente sobre um tema relacionado sobre o qual você deseja ter informação. 2 Frames: Refere-se aos diversos quadros que uma janela de navegador pode ser divida. Ao usar frames em um site Web, conseguimos fazer com que cada quadro exiba conteúdos de diferentes origens simultaneamente.

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TCP/IP. Criada nos Estados Unidos e engloba milhares de redes menores. Tem um número de usuários estimado entre 40 e 60 milhões, dos quais 20 milhões estariam nos EUA.

A Internet surgiu na década de 60, sob o nome ARPANET4 como uma rede que interligava centros importantes de comando e de pesquisa bélica. Respondia a uma necessidade militar de recompor os sistemas de defesa no caso de alguns centros de processamento de dados serem destruídos por um eventual ataque nuclear. A idéia básica era não ter um centro que servisse de alvo principal ao inimigo.

Seus usuários foram se multiplicando na comunidade científica, para a qual a atualização pontual dos progressos científicos é vital. Com o tempo, o caráter militar foi superado pelo científico e nos últimos anos cresce o aspecto comercial. Por mais de 20 anos a Internet foi subsidiada pela Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos, que encerrou o subsídio em meados de 1994.

Atualmente diversas redes comerciais tomam conta do sistema. Para um usuário particular poder usar a Internet é preciso inscrever-se a um Provedor de Acesso, além de dispor de um computador com um modem e linha telefônica.

BBS - Bulletin Board System (algo como Quadro de Avisos Eletrônicos ) trata-se de um sistema de comunicação que utiliza linha telefônica e em que um computador central é acessado via Modem, por vários computadores, permitindo a troca de mensagens e arquivos. É considerada uma prévia da

Internet comercial, embora hoje esteja praticamente relegado ao esquecimento.

É um aparelho que transforma os sinais digitais do computador em sinais analógicos da linha telefônica e vice-versa. Somente através dele é que é possível estabelecer a comunicação telefônica de seu computador com outro.

Ele pode ser encontrado em forma de uma placa que fica instalada dentro da CPU ou em forma de um aparelho externo instalado próximo ao seu computador.

A ligação do modem com a linha telefônica é realizada através de um cabo contendo em ambas as pontas um conector telefônico padrão RJ11 ou conector americano.

Nome dado às empresas que oferecem serviço de acesso a Internet para usuários residenciais ou empresas. Alguns provedores oferecem apenas acesso à internet enquanto outros oferecem também um vasto conteúdo para seus assinantes, como é o caso do UOL. Em inglês o termo para provedor vem da sigla ISP (Internet Service Provider).

São conexões de alta velocidade que funcionam como a espinha dorsal de uma rede de comunicação, transportando os dados de todas as redes menores a ela conectadas. Localmente o backbone é uma linha ou conjunto de linhas a qual as redes se conectam formando uma WAN (Wide Área Network ou Rede de Longo Alcance). Na internet ou em outras WANs o backbone é um conjunto de linhas nas quais as redes locais ou regionais se comunicam para interligações de longa distância. Veja na página seguinte a história da evolução do Backbone Brasil gerenciado pela RNP.

3 Protocolo: Conjunto de regras e procedimentos técnicos que permitem troca de dados entre computadores em uma rede. 4 ARPANET: (Advanced Research Project Agency Network) Rede de computação criada em 1969 pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, com o propósito de realizar pesquisas militares. Em 1982 adotou o protocolo TCP/IP e, ao se conectar com outras redes experimentais, mudou seu nome para Internet. Em 1990 deixou de existir, dando lugar ao que hoje conhecemos como Internet.

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EVOLUÇÃO DO BACKBONE RNP Fonte RNP – Rede Nacional de Pesquisa

Em 1988, já se formavam no Brasil alguns embriões independentes de redes, interligando grandes universidades e centros de pesquisa do Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre aos Estados Unidos. Para discutir a integração destes esforços e coordenar uma iniciativa nacional em redes no âmbito acadêmico, o Ministério da

Ciência e Tecnologia formou um grupo composto por representantes do CNPq, da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e das fundações de amparo à pesquisa do estado de São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul

(Fapesp, Faperj e Fapergs, respectivamente). Como resultado, surge o projeto Rede Nacional de Pesquisa (RNP), formalmente lançado em setembro de 1989.

Fase I: O período de 1991 a 1993 foi dedicado à montagem da chamada Espinha Dorsal (backbone) Fase I da RNP. Em 1993, a RNP atendia a onze estados do país, com conexões dedicadas a velocidades de 9,6 a 64 Kbps.

Fase I: A partir de 1994, com o grande aumento de instituições conectadas à rede, ampliou-se a demanda sobre o backbone do Projeto. Paralelamente, percebeu-se que aplicações interativas não eram viáveis a velocidades inferiores a 64Kbps. Assim, o período de 1994 a 96 foi dedicado à montagem da Espinha Dorsal Fase I da RNP, com uma infra-estrutura bem mais veloz que a anterior. A RNP firmou-se como referência em aplicação de tecnologia

Internet no Brasil, oferecendo apoio ao surgimento e desenvolvimento de variadas iniciativas de redes estaduais. Em maio de 1995, teve início a abertura da Internet comercial no país. A RNP deixou de ser um backbone restrito ao meio acadêmico para estender seus serviços de acesso a todos os setores da sociedade. A capacidade de conexão internacional chegava a 4 Mbps.

Fase I: Entre os anos de 1996 e 1998, a RNP obteve consideráveis melhorias em sua infra-estrutura, ampliando a capilaridade e velocidade de suas linhas. Com a evolução da Internet pública no Brasil e a multiplicação de provedores comerciais, a RNP pôde voltar-se novamente para a área acadêmica. A partir do lançamento do edital "Projetos de Redes Metropolitanas de Alta Velocidade" (Remavs), em outubro de 1997, a RNP deu início à terceira fase do projeto, denominada RNP2. Optou-se pelas Remavs porque havia, na época, uma carência de infra-estrutura de fibras ópticas de alcance nacional. O objetivo era incentivar o desenvolvimento de uma nova geração de redes

Internet, interligando todo o país numa rede de alto desempenho e conectando-se a outras iniciativas de redes avançadas no mundo. No final da década de 1990, os links do backbone com o exterior alcançavam 8 Mbps.

RNP2 – ATM: Ao longo dos últimos anos da década de 1990, as operadoras de telecomunicação foram ampliando suas infra-estruturas de fibras ópticas. Desta forma, em maio de 2000, o ministro da Ciência e Tecnologia, Ronaldo

Mota Sardenberg, pôde inaugurar o novo backbone RNP2, o qual alcançava os 26 estados da federação e o Distrito Federal. Eram usadas as tecnologias de transmissão Asynchronous Transfer Mode

(ATM) e Frame Relay (FR). Em fevereiro de 2001, a capacidade de tráfego internacional do RNP2 foi ampliada para 155 Mbps com a inauguração de um novo link com os Estados Unidos.

Em agosto de 2001, foi ativado um canal de 45 Mbps entre o RNP2 e a rede do projeto

Internet2, dos Estados Unidos. O enlace foi cedido pelo projeto

Americas Path Network (Ampath), que integra outras redes avançadas nos três continentes americanos. Uma nova conexão, desta vez com a portuguesa Rede Ciência,

Tecnologia e Sociedade (RCTS), daFundação para a Computação Científica Nacional (FCCN), foi estabelecida em fevereiro de 2002. O enlace, de 2 Mbps, possibilitou a realização de projetos conjuntos entre pesquisadores brasileiros e portugueses ao longo de mais de um ano. Foi desativado em 2003. Em 2004 a RNP integrou-se à

Rede Clara (Cooperação Latino-Americana de Redes Avançadas), a qual se encontra conectada às redes avançadas da Europa e dos Estados Unidos. Nesta ocasião, foi desativado o link direto da RNP com a Internet2.

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Atualmente o pagamento de taxas de assinatura de internet restringe-se às pessoas que desejam além do acesso, ter um vasto conteúdo disponível e protegido por senha. Outros que necessitam de provedor é o usuário de Banda Larga com o ADSL Speed da telefônica.

Usuário de Modem hoje contam com vários provedores de acesso gratuito à internet onde basta cadastrar-se e usufruir do acesso. Dentre os mais famosos estão o IG e o IBest.

Quando você se inscreve em um provedor pagou ou não, você é rebatizado com um nome, chamado de ID, escolhe uma senha pessoal e adquire um endereço eletrônico. Essa ID em geral fará parte do seu endereço eletrônico hoje popularmente conhecido com Email. Um endereço eletrônico é sempre escrito em letras minúsculas e é separado pelo sinal "@" (At que significa EM) do domínio5 do seu provedor. No endereço, contato@professorfabio.com.br o nome do usuário vem em primeiro lugar, em seguida temos o símbolo de arroba e a identificação do domínio ao qual esse endereço pertence. O uso do sinal arroba, permite que a compreensão do endereço ocorra da seguinte forma:

ID do Usuário @ Leia “em” Domínio ao qual ele pertence contato @ professorfabio.com.br fabio.miyasaki @ itelefonica.com.br miyasakisale @ hotmail.com

O termo Navegar, entre os Internautas, significa pesquisar assuntos específicos, deslocando-se através dos inúmeros endereços disponíveis na rede. Uma das vantagens da Internet é poder usufruir, a longa distância, dos recursos e conteúdos de computadores localizados em outro continente.

Para poder navegar pela World Wide Web, você precisa de um programa especial chamado de Browser ou Navegador.

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